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Apontamentos para a História do Brasil, 3ª Parte

Queda de ministros corruptos no Terceiro Mandato Lula da Silva - Com uma exceção que confirma a regra

 

Começa o Terceiro Mandato Lula da Silva: nenhum político a seu redor suspeito de ser honesto

 

           Lula da Silva, para eleger Dilma presidente do Brasil se coligou praticamente com todos os partidos políticos brasileiros com exceção do PSDB e do Democratas – a oposição pífia, que começou a desgraceira das privatizações, desregulamentações, endividamento público e privado crescente, salários em queda livre e tudo o que o então Deputado e então na Esquerda Sérgio Miranda batizou de “Herança Maldita” numa obra que segue atual e primorosa.

            Independente do que se diga (jamais confie nas palavras dos políticos, somente nos seus ATOS!) e Lula bombardeou com essa história de “Herança Maldita” tantas vezes que a expressão se banalizou e ele aproveitou para não reverter nada e manter o Brasil no curso ladeira-abaixo iniciado com o que o Consenso de Washington determinou para os países sob sua órbita de influência – Plano Cavallo na Argentina, Plano Real no Brasil e similares em praticamente todos os outros países do subcontinente.

            Eleito em 2002 com um discurso que ainda continha traços de esquerda, com um discurso dúbio: esquerdista para os trabalhadores e ultradireitista para os Banqueiros, Especuladores (promovidos à revelia e com desprezo à língua portuguesa ao status de “investidores”) e donos de Grandes Corporações que, sabemos hoje, financiaram sua campanha tanto no caixa um como no caixa dois (ou “recursos não contabilizados”, como dizia Delúbio Soares).

            Nenhum – anote bem – NENHUM político é fiel ao eleitorado, a seu próprio discurso e, no caso específico de Lula da Silva, sequer à sua biografia! Todos os políticos são fidelíssimos aos financiadores de campanha e ponto final. Mesmo desconfiando que Lula estava mentindo para alguém, em minha santa inocência imaginei que mentia para os banqueiros e governaria com e para os trabalhadores, confesso haver batalhado para sua eleição no primeiro mandato. Seu primeiro ato de governo foi o de nomear o escroque e biliardário capacho do que se convencionou chamar de “Mercado de Capitais” Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central do Brasil. Naquele momento percebi para onde estava indo seu governo e passei a apontar-lhe os erros. O primeiro foi este mesmo, ao invés de Estatizar o Banco Central ou criar outro mecanismo que permita ao povo ter acesso ao dinheiro SEM CUSTO, optou por manter o esquema criado, por ordem de Washington, pela Ditadura Militar (viver em colônia é foda...). O BACEN empresta dinheiro aos bancos a juros – no caso brasileiro a juros estratosfericamente altos – que, por sua vez o empresta a empresas a taxas ainda maiores e estas pagam – relutantemente – o salário reduzidíssimo dos trabalhadores de um dos países mais desiguais, se não O MAIS DESIGUAL – do mundo.

            Pois bem, ao optar por coligar-se com gente como Maluf, Collor, Sarney, Calheiros e o que há de mais retrógrado e conservador na política brasileira, depois de ficar comprovado que pagava propina aos congressistas para votar de acordo com o que ele queria (dane-se o povo que os elegeu no voto obrigatório através de urnas eletrônicas pré-programadas e capazes de dar o resultado antes mesmo do final da votação, um “avanço” nos direitos de cidadania que só ocorre nos países mais democraticamente atrasados do planeta Terra: Brasil e sua subcolônia, o Paraguai). Resultado? Depois que o PT optou por tornar-se mais um partido tradicional (ou, como chamava Antônio  Gramsci, “Partido da Ordem”) não há, entre os aliados de Lula da Silva um único político sob suspeição de honradez ou honestidade. Para se escolher alguém para um ministério, não se levou em conta o que se costuma chamar de “meritocracia” ou “Notório Saber na Área” mas o compadrio, o favoritismo, o loteamento descarado: “tal ministério para o Partido Tal e de porteira fechada!"

            Surpreende que perpetrem tantas e tamanhas falcatruas? É claro que não. O povo brasileiro (a se acreditar no resultado das urnas eletrônicas que não há como sabermos o que tem dentro, conferir discrepâncias gritantes a posteriori ou sequer haver tempo de levar em conta o voto das centenas de sessões cujas urnas eletrônicas fazem o que os aparelhos eletrônicos em geral se divertem em fazer: dão defeito) SABENDO que votava em gente corrupta e “ficha suja”, perpetrou o crime de lesa-pátria que Lula da Silva chamou mesmo de “ser inocentado pelas urnas”. O Chefe de Estado (não o de governo, que, no caso brasileiro e de todos os países subordinados à orientação dos EUA são exercidos pela mesma pessoa, o “presidente” ou a “presidente”) é dar o exemplo. Premiar os bons e os justos e, tal qual a Igreja na Idade Média, entregar à justiça do mundo os que perpetram atrocidades. De novo, no caso brasileiro a coisa foi toda posta de ponta-cabeça. Lula (e Dilma) punem severamente quem demonstra qualquer deslize na direção da honradez ou da honestidade e premia regiamente o crime.

            Lembra-se quando a Dilma montou um dossiê com o que considerava coisas ilícitas feitas por Dona Ruth Cardoso? Veja a reportagem da Folha para refrescar a memória: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u400017.shtml

Lembra-se de como a então Chefe da Casa Civil em substituição a José Dirceu, que caiu no Escândalo do Mensalão, furibunda e agressiva aos jornalistas só tinha em mente o que muitas professoras primárias têm quando algum dos aluninhos faz xixi no meio da Sala de Aula: “quem vazou?” Pouco importa o fato em si: Dilma xeretar a vida dos outros com fins políticos. O que passou a ter relevância foi descobrir “quem vazou” isso para a Imprensa. Pelos seus olhares assassinos dava para perceber que, descoberta a pessoa que cometeu aquele raro ato de honestidade, ser inconfidente aos corruptos, deve ter recebido da chefe o que o grande Luís Gonzaga chamava de “as do fim”.

 

 

Cronologicamente:

Junho de 2011 – Antonio Palocci, que renunciou ao Ministério da Fazenda e, a seguir, ao cargo de Deputado Federal para evitar ser cassado e ter os direitos políticos suspensos, já na condição de Ministro Chefe da Casa Civil de Dilma, teve seu imenso patrimônio exposto pela reportagem magnífica da Folha de S. Paulo que descobriu haver ele decuplicado duas vezes sua já imensa fortuna entre 2006 e 2010. Ele usou palavras para dizer coisas como “respeitei a quarentena”, que é curtíssima no Brasil e não dispõe de mecanismos para evitar que o fraudador em tela use informação privilegiada mas sua “consultoria” vá com a assinatura de outra pessoa, evidentemente. Disse ainda – de que vale mesmo a palavra dos políticos? – que “não houve dinheiro público envolvido em seu processo de enriquecimento nababesco”. Com o direito de o vermos lado a lado com uma mulher que disse ter por prioridade acabar com a miséria no Brasil (a miséria tem uma importância crucial para a eleição de políticos tradicionais no Brasil, por isso mesmo ninguém acaba com ela, no máximo concedem algumas migalhas insultuosas que mantém a miséria. Até onde sei, o bolsa esmola dava a cada miserável bem menos de 1 dólar por dia, o que define “Miséria Absoluta” segundo os parâmetros da ONU). Acho que com metade ou mesmo 1/3 da imensa fortuna amealhada por Antônio Palocci daria para mitigar o sofrimento de uma massa significativa da população brasileira com obras de verdade, que dão empregos e salários de verdade, coisas assim, básicas, fora das reflexões desse governo que aí está. Palocci caiu.

Julho de 2011 – Alfredo Nascimento, sinistro dos Transportes desde o início do desgoverno Lula pediu demissão após a avalanche de evidências de que cobrava propina na pasta sob sua responsabilidade e órgãos a ela ligados. As evidências foram apresentadas pela Revista Veja no dia 2 e ele pediu demissão no dia 6.

 

 

Antonio Jobim saiu do Ministério do Terceiro Mandato Lula por discordância com o encaminhamento político - exceção que confirma a regra, o único que não caiu por corrupção em 2011

Agosto de 2011 – Antonio Jobim, após declarações contundentes sobre a idiotice de toda a matilha que se entrincheirou no poder Lulo-Petista, declarou haver votado em Serra em 2010 e – o pior dos desaforos, pelo qual perdeu o cargo – dizer o óbvio ululante: que Ideli Salvati, essa Erzebeth Báthory rejeitada pelo Eleitorado Catarinense, é “fraquinha”. Fraca em desempenho, sem dúvida alguma! Tanto que Gilberto Carvalho, pouca coisa melhor, precisa frequentemente tapar os buracões que ela deixa. Mas poderosa e forte o suficiente para derrubar o Ministro da Defesa e indicar para o seu lugar o também fraquinho Celso Amorim, aquele que sugeriu ao Lula que os problemas entre os judeus e os palestinos poderia ser resolvido com um jogo de futebol, provavelmente a maior de todas as gafes não só do governo Lula como da maioria dos governos de que tenho notícia ao longo da história da humanidade....

             Com relação à idiotice no poder, Nelson Rodrigues, um homem assumidamente de direita disse que um dia os idiotas perceberiam que são a maioria e chegariam ao poder. A TV Manchete - confesso não me lembrar exatamente quando - levou ao ar um breve documentário que levei ao ar aqui: A Revolução dos Idiotas - Nelson Rodrigues

            Excetuando-se a guerra declarada contra o povo das favelas (cotidianamente lemos nos jornais escândalos de PM’s cariocas ou soldados do Exército que roubam telefones celulares de civis inocentes sob a alegação haver suspeita de se encontrar uma lista de telefones de traficantes; meninas – mesmo virgens – sendo estupradas aos berros de “era mulher de marginal agora é mulher de militar!”; ligações de PM’s e soldados do Exército com os traficantes (por parentesco ou raízes similares). Bem, fora essa guerra, felizmente o Ministro da Defesa terá pouco a fazer em termos de Defender o Brasil de um agressor militar externo. Não raro vemos - até na Ultra-Direitista Rede Globo de Telealienação vemos cartases dos moradores das favelas com dizeres como "Precisamos de investimentos em infraestrutura - saúde, educação - não de repressão!"

             Evidentemente que, para ter realmente efeito no que tange a diminuir a criminalidade e o tráfico de drogas era fazer na prática o que a propaganda Lulo-Petista anuncia tão hipnótica quanto mentirosamente: distribuir a renda brasileira de maneira correta a fim de que não haja mais biliardários e miseráveis, melhorar o salário de médicos e professores (esse lance de construir escolas e hospitais de fachada, pode até render um troco bom para os corruptos de plantão, mas para resolver o problema humano, só humanamente mesmo: melhorar - e muito - o salário das pessoas que cuidam do corpo e do cérebro dos líderes do Futuro. Medida que teria a vantagem suplementar de deixar as Forças Armadas com mais recursos para reforçar nossas fronteiras, montar uma malha de radares eficiente na Amazônia que virou uma casa de noca para aviões de todas as bandeiras (particularmente aquela com um crânio e dois ossos cruzados embaixo) levarem nossas riquezas para seus países de origem, etc.

            O que esperar de Amorim (Amorim!) comandando generais, brigadeiros e almirantes? Só o Futuro dirá...

            Enfim, as exceções confirmam a regra e Jobim foi o único da leva atual que não caiu por corrupção, mas por falar a verdade, ter deslizes éticos de honradez e honestidade incompatíveis com este Terceiro Mandato Lulo-Petista. Recebeu a ordem de apresentar sua carta de resignação no dia 4, o que fez, penso eu, até com alívio!

            Se o Brasil algum dia voltar a ser governado por gente patriota (o último que tivemos foi Getúlio Vargas, aliás) quem quererá no currículo o título de ex-ministro do governo mais corrupto da história do Brasil?

Agosto de 2011 – Neste caso a iniciativa foi da Polícia Federal que, num gesto de honradez e honestidade, investigou o então ministro Wagner Rossi, da Agricultura e comprovou sua associação ilícita com empresas com interesse no ministério e até efetivar contratos em troca de financiamento de campanha. Rossi entregou sua carta de demissão no dia 17, 13 dias depois de Jobim o haver feito.

Setembro de 2011 – Pedro Novais, indicado por José Sarney para o ministério do Turismo, ocupado por Marta Suplicy durante o governo direto de Lula da Silva, mereceu uma série de artigos na Folha de S. Paulo, nomeando uma plêiade de irregularidades que comprovavam cabalmente estar ele (Novais) confundindo o Público com o Privado – pagando empregadas com dinheiro do ministério, hospedar-se em motéis caríssimos (pessoalmente jamais estive num motel que cobre quase R$ 3.000,00 a diária, deve ter tantos atrativos que se esquece até o que se foi fazer ali...) também às custas do ministério e por aí vai. Também com Pedro Novais começa-se a perceber o esquema das ONG’s que, sabemos todos, muitas vezes só existem no papel e ganham fortunas de ministérios em troca de módicas propinas a quem libera o recurso. Entregou carta de demissão no dia 14 e Sarney imediatamente fez saber que “esse ministério é meu!” Pobre Brasil, tão longe de Deus, tão perto do Maranhão... Eu sei e você sabe que o Maranhão é no Brasil e que Sarney foi eleito pelo Amapá. Mas se até a Dilma pode dizer em rede pública que sente pena das pessoas “que saem do Nordeste para o Brasil” eu não tenho direito a uma pequenina digressão poética em homenagem ao meu xará mexicano (Lázaro Cárdenas disse em 1934: “Pobre do México, tão longe de Deus, tão perto dos EUA...”). De mais a mais todos sabem que eu não acredito em nada que eu não possa pegar, cheirar, lamber... Não acredito na Juliana Paes, por exemplo – essa é do Luís Fernando Veríssimo, do tempo em que ele ainda era de esquerda...

 

 

Outubro de 2011 – Orlando Silva. Esse me deixou realmente puto! Estava procurando no Youtube uma música linda que minha tia, falecida a 12 de Outubro gostava muito, “Caprichos do Destino, com Orlando Silva" – o cantor da década de 30 e só aparecia esse camarada na busca, ora comendo pamonha, ora depondo em alguma dessas “comiponi” do Congresso (comiponi = comissões de porcaria nenhuma) e nada de achar a tal música. Até que resolvi gravar em mp3 e fazer um slideshow em homenagem a minha tia tendo como trilha sonora a música que ela mais gostava.

Orlando Silva (da cota de Ministros do PC do B, mais um partido manchado pelo PT)

            Curiosamente, o PC do B , tal como o PT, já foi um partido de esquerda, antes de todos se tornarem essa geléia geral de siglas sem significado algum. Orlando Silva era “da cota do PC do B” para o ministério e mais uma – aí sim – herança maldita de Lula para Dilma (ou de Lula para Lula, via Dilma, como se queira). Aprendendo com o PT como se aparelha um ministério para amealhar recursos contabilizados e não contabilizados para o Partido, Orlando Silva fazia o mesmo através de ONG’s e foi denunciado formalmente por um cidadão que estava nesse esquema das ONG’s e não conseguiu pagar a propina que o ministro exigia (o que lhe valeu até um tempo na cadeia, etc.) Mesmo com a insistência de Lula (que, infelizmente, ainda estava falando – pelo menos das mentiras de Lula estamos livres por um bom tempo, quanto maior esse tempo, melhor!) sua posição no governo se tornou insustentável quando até o STF acatou a medida solicitada pelo Procurador Geral da República e abriu processo contra o ministro. Lula queria que ele respondesse ao processo no cargo. Aparentemente, sua culpa era maior que a consciência de Lula (será que esses caras, no poder, têm algum sentimento? “Culpa”, por exemplo, ou... “consciência”, não... Acho que me excedo, Lula não tem sentimentos nem consciência apague a linha aí acima). Enfim, Orlando Silva é forçado a pedir demissão no dia 26 e, antes que o diabo esfregasse um olho, lá estava Aldo Rebello, do PC do B, para ocupar a cota do partido no ministério. Ah! Um detalhe importante: as delegações desportivas internacionais solicitaram formalmente a Dilma um novo interlocutor que, para pessoas sérias, a seriedade das acusações e a consistência das provas apresentadas contra Orlando Silva eram suficientes para desqualificá-lo como interlocutor de alguma valia...

Novembro de 2011 – Carlos Lupi, Ministro do Trabalho e Emprego de um dos países com a maior taxa de desemprego do mundo. Há um problema aqui, mesmo os historiadores do futuro terão dificuldade em relatar esse período da história do Brasil em que a propaganda maciça e massacrante vai para um lado e a realidade social para outro. Como os órgãos de pesquisa são orientados a desconsiderar uma série de pessoas como “desempregadas” – quem não procurou emprego naquela semana, quem está procurando o primeiro emprego, quem recebe alguma esmola do governo, etc  E jamais revelar o número de demissões por períodos, jamais se tem noção da realidade. Fato é que a criminalidade aumenta, quando aparece uma vaga para qualquer coisinha as filas são imensas e todas as famílias brasileiras têm vários desempregados entre elas a “taxa oficial”, se não me equivoco, gira aí entre 5% e 6%. Na verdade, estimo amadoristicamente que, se computarmos as demissões e todas as pessoas que estão em plenas condições funcionais mas não encontram trabalho essa taxa está entre 40% e 50%!

            Mas não é isso que o está derrubando, é a comprovada cobrança de propina por parte de seus subalternos em praticamente todos os convênios – particularmente com ONG’s – que o Ministério do Trabalho e Emprego tem firmado. Até este momento a versão Lula da Silva de sair pela tangente – “Não sei de nada, não vi nada...” tem colado. Esse é corrupto antigo, burro velho, craca de navio, soube se posicionar de maneira bem distanciada da propina direta e pode ser mesmo que não caia mas, insisto, nem ele, nem qualquer outro dos muitos associados de Lula da Silva tem sobre si a menor suspeita de honradez ou honestidade. No caso de Lupi, francamente, nem feições de gente honesta o cara tem!

Lázaro Curvêlo Chaves - 14/11/2011

Atualização (15/11/2011)

      No "Jornal Nacional" da TV Globo ontem, uma notícia chamou a atenção: "Ministério do Trabalho não compreende como aumenta tanto a despesa com o pagamento de salários-desemprego num quadro próximo ao pleno emprego em que o Brasil se encontra(SIC), deu na Globo que mente descaradamente desde que recebeu sua licença para funcionar da Ditadura Militar que apoiou do começo ao fim, como apóia todos os governos de turno). Claramente a confusão entre a realidade (elevadíssimas taxas de desemprego) e a fição da propaganda (baixas taxas de desemprego) começa a ruir...

      Mas com a notícia veiculada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira, 15 de Novembro de 2011 a situação de Lupi à testa do Ministério do Trabalho e Emprego fica insustentável.

Reproduzo abaixo:

 

Ministro ajudou aliado a criar sindicatos-fantasmas - Folha de S. Paulo, 15 de Novembro de 2011



Deputado obteve registro para entidades patronais sem representação no Amapá

Lupi assinou sete certificados dados a associações e afirma ter apenas seguido procedimentos legais
ANDREZA MATAIS
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem no Estado.
Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se valido da proximidade partidária com o ministro.


Nenhum dos presidentes desses sindicatos é industrial. São motoristas de uma cooperativa de veículos controlada por um aliado de Rocha. Os sindicatos têm registros em endereços nos quais não há estrutura montada.


As certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição "certifico e dou fé", e do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros.


O ministério foi avisado por ofício pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá, em fevereiro de 2009, de que esses sindicatos não tinham representação.


Como resposta, a pasta alegou que "não cabe ao ministério apurar se os integrantes da entidade possuem indústria no ramo ao qual pretendem representar" e que apenas sindicatos poderiam fazer esses questionamentos.


Em agosto deste ano, o deputado Vinícius Gurgel (PRTB-AP) enviou ofício ao gabinete de Lupi reiterando as suspeitas de irregularidades.


Entre os sindicatos criados está o das Indústrias da Construção e Reparação Naval.
A produção de navios no Estado é zero, segundo o secretário de Indústria do Amapá, José Reinaldo.


Assim como não há indústria de papel e celulose, segmento que também ganhou carta sindical de Lupi. "No Amapá a gente apenas produz matéria-prima para fabricar papel", disse o secretário.
Hoje, afirma, o setor público domina a economia do Estado. Em 2009, segundo o IBGE, havia 145 empresas da indústria, com 4.000 empregos. "A criação de tantos sindicatos só se explica pelo cunho político", afirmou.


O reconhecimento do ministério daria aos sete sindicatos força para disputar o controle da Federação das Indústrias do Amapá, que tem orçamento anual superior a R$ 10 milhões e controla verbas do Sistema S (Sesi, Senai).


A federação é dirigida hoje pelo PR. Quem escolhe o presidente são os dirigentes dos sindicatos, por maioria.


Os sindicatos também têm o direito de recolher o imposto sindical pago por empresas que se filiarem a eles. A Caixa Econômica Federal, responsável por dividir o imposto, disse que o valor dos repasses é sigiloso.


Os presidentes dos sindicatos do Amapá têm em comum o fato de serem de uma cooperativa de motoristas ligada a um político do PTB, aliado ao PDT no Estado.
A maioria dos supostos industriais declarou à cooperativa ser motorista. As indústrias das quais dizem ser donos existem apenas no papel.


Três delas, de construção e reparação naval, papel e celulose e de bebidas não alcoólicas, são do mesmo endereço, uma casa num bairro simples de Macapá.


Para abrir um sindicato patronal, é necessário filiar ao menos três empresas com dois anos de atividade. O organizador da nova entidade também precisa ser dono de empresa do setor.
No caso do presidente do Sindicato de Joalheria e Ourivesaria, Rosiney Ribeiro da Silva, ele tem em seu nome um comércio atacadista de café registrado num endereço onde há uma casa.
O da indústria de mármores tem como endereço a cooperativa. O da indústria da pesca é registrado na casa do presidente do sindicato de material plástico.

         ATUALIZAÇÃO FINAL DESTE ÍTEM: CAI FINALMENTE O SEXTO MINISTRO COMPROVADAMENTE CORRUPTO DO TERCEIRO MANDATO DO GOVERNO LULA DA SILVA, A 05/11/2011 - A Comissão de Ética do Planalto recomendou à Presidente Dilma o afastamento do ministro Carlos Luppi. Dilma não se dobrou e decidiu mantê-lo no poder até o mês de janeiro próximo. Alguns componentes da Comissão de Ética do Planalto sentindo-se ofendidos, ameaçaram demitir-se eles mesmos se, diante de tantas e tamanhas evidências a presidente optasse por manter um ministro nestas condições. Como resultado, Carlos Luppi - PDT - CAIU A 5 DE DEZEMBRO DE 2011.

          Com a queda do sétimo ministro do terceiro mandato do governo Lula da Silva - seis por comprovada corrupção e um (Antônio Jobim, da Defesa) por falar a verdade - fica a questão: quem será o próximo?

ATUALIZAÇÃO - 2 de fevereiro de 2012 - Cai o Sinistro das Cidades, o oitavo a sair, o sétimo por má gestão do dinheiro público, o Sr. Mário Negromonte devido a uma série de denúncia de corrupção, suborno a parlamentares (os tais R$ 30.000,00 mensais aos adversários políticos dentro de seu partido o PP, de Paulo Maluf, da base de apoio a Lula neste seu Terceiro Mandato por procuração à Búlgara. PIOR: para o seu lugar, o PP ("dono" da pasta das Cidades nestes tempos de fisiologia, anti-republicanos e anti-democráticos) indicou Aguinaldo Ribeiro, dono de uma das companhias que supostamente constroem casas para o programa governamental chamado ironicamente de "Minha Casa, Minha Vida". O Avô dele contratava assassinos de aluguel para eliminar lideranças camponesas em seu Estado Natal - Paraíba. Com um pedigree desses, vamos ver até quando se segura na pasta...

ATUALIZAÇÃO - 25 de novembro de 2014 - Candidata à reeleição, Dilma Rousseff, na véspera do dia da votação, veio à TV, não ficou claro se para esclarecer ou confundir: "A meus eleitores que eventualmente não tenham oportunidade de ler, anuncio a publicação de uma revista denunciando que cometi crime de responsabilidade. Prometo investigar a revista e 'seus parceiros ocultos'..."

Era a Veja anunciando mais um escândalo: a malversação de recursos da Petrobrás - mais uma Empresa Estatal Aparelhada e Saqueada pela Máquina Petista - era feita com o beneplático de Lula da Silva e Dilma Rousseff

O Terceiro Mandato Lula da Silva ainda não acabou, ele acaba de ganhar um Quarto Mandato a começar no dia 1º de Janeiro próximo e as dúvidas são maiores que as certezas. Sequer começará?

Lázaro Curvêlo Chaves - 04/11/2014

Apontamentos para a História do Brasil - 1ª Parte: da posse de Lula a 1º de Janeiro de 2003 ao Escândalo do Mensalão

Apontamentos para a História do Brasil - 2ª Parte: Escândalos do Mensalão, das Sanguessugas, dos Vampiros, das operações "Abafa CPI", a queda de Ministros Corruptos, etc.

Apontamentos para a História do Brasil - 4ª Parte - O Quarto Mandato Lula da Silva (PARA O BEM DO BRASIL, ESPERO NÃO PRECISAR ESCREVER ESSE ARTIGO!) Infelizmente... Apontamentos para a História do Brasil - 4ª Parte - O Quarto Mandato PT/PCdoB

 

 

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