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Bíblia
Tradução João Ferreira de Almeida
L.C.C. - Publicações Eletrônicas
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II Pedro
I João
II João
III João
Judas
Apocalipse
[1]
1 No princípio criou Deus os
céus e a terra.
2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o
Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.
4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.
5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia
primeiro.
6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre
águas e águas.
7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do
firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.
8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e
apareça o elemento seco. E assim foi.
10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu
Deus que isso era bom.
11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores
frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua
semente, sobre a terra. E assim foi.
12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas
espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as
suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação
entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e
anos;
15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim
foi.
16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o
dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.
17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,
18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as
trevas. E viu Deus que isso era bom.
19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves
acima da terra no firmamento do céu.
21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se
arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas
espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era
bom.
22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as
águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.
23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies:
animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E
assim foi.
25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais
domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as
suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais
domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a
terra.
27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou.
28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a
terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e
sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.
29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente,
as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em
que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.
30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente
que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento.
E assim foi.
31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a
manhã, o dia sexto.
GÊNESIS
[2]
1 Assim foram acabados os
céus e a terra, com todo o seu exército.
2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou
nesse dia de toda a obra que fizera.
3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a
sua obra que criara e fizera.
4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o
Senhor Deus fez a terra e os céus
5 não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo
tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra,
nem havia homem para lavrar a terra.
6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.
7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o
fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.
8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs
ali o homem que tinha formado.
9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à
vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a
árvore do conhecimento do bem e do mal.
10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em
quatro braços.
11 O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde
há ouro;
12 e o ouro dessa terra é bom: ali há o bdélio, e a pedra de berilo.
13 O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche.
14 O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria.
E o quarto rio é o Eufrates.
15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar
e guardar.
16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes
comer livremente;
17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no
dia em que dela comeres, certamente morrerás.
18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma
ajudadora que lhe seja idônea.
19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as
aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o
homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.
20 Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a
todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu;
tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;
22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao
homem.
23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha
carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e
serão uma só carne.
25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.
GÊNESIS
[3]
1 Ora, a serpente era o mais
astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta
disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis
dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se
abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável
aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu,
e deu a seu marido, e ele também comeu.
7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que
coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha,
esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores
do jardim.
9 Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?
10 Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava
nu; e escondi-me.
11 Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore
de que te ordenei que não comesses?
12 Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a
árvore, e eu comi.
13 Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher:
A serpente enganou-me, e eu comi.
14 Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás
tu dentre todos os animais domésticos,
e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás
todos os dias da tua vida. 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a
tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe
ferirás o calcanhar.
16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor
darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
17 E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da
árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua
causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.
18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.
19 Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela
foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.
20 Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.
21 E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.
22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós,
conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também
da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
23 O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de
que fora tomado.
24 E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os
querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para
guardar o caminho da árvore da vida.
GÊNESIS
[4]
1 Conheceu Adão a Eva, sua
mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um
varão.
2 Tornou a dar à luz a um filho - a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas,
e Caim foi lavrador da terra.
3 Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4 Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora,
atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta,
5 mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim
fortemente, e descaiu-lhe o semblante.
6 Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o
teu semblante?
7 Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não
procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre
ele tu deves dominar.
8 Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou
contra o seu irmão Abel, e o matou.
9 Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele:
Não sei; sou eu o guarda do meu irmão?
10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim
desde a terra.
11 Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão
receber o sangue de teu irmão.
12 Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo
serás na terra.
13 Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa
suportar.
14 Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei
escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar
matar-me-á.
15 O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele
cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem
quer que o encontrasse.
16 Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao
oriente do Éden.
17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim
edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.
18 A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a Metusael,
e Metusael gerou a Lameque.
19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra
Zila.
20 E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem
gado.
21 O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e
flauta.
22 A Zila também nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento
cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim foi Naama.
23 Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai,
mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um
mancebo por me pisar.
24 Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e
sete vezes.
25 Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem pôs o
nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel;
porquanto Caim o matou.
26 A Sete também nasceu um filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo,
que os homens começaram a invocar o nome do Senhor.
GÊNESIS
[5]
1 Este é o livro das gerações
de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
2 Homem e mulher os criou; e os abençoou, e os chamou pelo nome de homem, no
dia em que foram criados.
3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a
sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.
4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou
filhos e filhas.
5 Todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta anos; e morreu.
6 Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a Enos.
7 Viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos; e gerou filhos e
filhas.
8 Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu.
9 Enos viveu noventa anos, e gerou a Quenã.
10 viveu Enos, depois que gerou a Quenã, oitocentos e quinze anos; e gerou
filhos e filhas.
11 Todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos; e morreu.
12 Quenã viveu setenta anos, e gerou a Maalalel.
13 Viveu Quenã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e
gerou filhos e filhas.
14 Todos os dias de Quenã foram novecentos e dez anos; e morreu.
15 Maalalel viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.
16 Viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos; e gerou
filhos e filhas.
17 Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.
18 Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.
19 Viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos; e gerou filhos e
filhas.
20 Todos os dias de Jarede foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.
21 Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
22 Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou
filhos e filhas.
23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos;
24 Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou.
25 Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.
26 Viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois
anos; e gerou filhos e filhas.
27 Todos os dias de Matusalém foram novecentos e sessenta e nove anos; e
morreu.
28 Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,
29 a quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do
trabalho de nossas mãos, os quais provêm da terra que o Senhor amaldiçoou.
30 Viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos; e
gerou filhos e filhas.
31 Todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu.
32 E era Noé da idade de quinhentos anos; e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.
GÊNESIS
[6]
1 Sucedeu que, quando os
homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,
2 viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram
para si mulheres de todas as que escolheram.
3 Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem,
porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos.
4 Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos
de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses
nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade.
5 Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a
imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente.
6 Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe
pesou no coração
7 E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o
homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os
haver feito.
8 Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.
9 Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e
andava com Deus.
10 Gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
11 A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência.
12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia
corrompido o seu caminho sobre a terra.
13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a
terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com
a terra.
14 Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a
revestirás de betume por dentro e por fora.
15 Desta maneira a farás: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a
sua largura de cinqüenta e a sua altura de trinta.
16 Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura; e a porta da arca
porás no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e terceiro.
17 Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo
do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra
expirará.
18 Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus
filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.
19 De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na
arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão.
20 Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo
réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para
os conservares em vida.
21 Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te será para
alimento, a ti e a eles.
22 Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.
GÊNESIS
[7]
1 Depois disse o Senhor a
Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo
diante de mim nesta geração.
2 De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea;
mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua
fêmea; 3 também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar
em vida sua espécie sobre a face de toda a terra.
4 Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e
quarenta noites, e exterminarei da face da terra todas as criaturas que fiz.
5 E Noé fez segundo tudo o que o Senhor lhe ordenara.
6 Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o dilúvio veio sobre a terra.
7 Noé entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos,
por causa das águas do dilúvio.
8 Dos animais limpos e dos que não são limpos, das aves, e de todo réptil sobre
a terra,
9 entraram dois a dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus
ordenara a Noé.
10 Passados os sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.
11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês,
romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram,
12 e caiu chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
13 Nesse mesmo dia entrou Noé na arca, e juntamente com ele seus filhos Sem,
Cão e Jafé, como também sua mulher e as três mulheres de seus filhos,
14 e com eles todo animal segundo a sua espécie, todo o gado segundo a sua
espécie, todo réptil que se arrasta sobre a terra segundo a sua espécie e toda
ave segundo a sua espécie, pássaros de toda qualidade.
15 Entraram para junto de Noé na arca, dois a dois de toda a carne em que havia
espírito de vida.
16 E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha
ordenado; e o Senhor o fechou dentro.
17 Veio o dilúvio sobre a terra durante quarenta dias; e as águas cresceram e
levantaram a arca, e ela se elevou por cima da terra.
18 Prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca vagava
sobre as águas.
19 As águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes
que havia debaixo do céu foram cobertos.
20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos.
21 Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado,
animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem.
22 Tudo o que tinha fôlego do espírito de vida em suas narinas, tudo o que
havia na terra seca, morreu.
23 Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra,
tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados
da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.
24 E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.
GÊNESIS
[8]
1 Deus lembrou-se de Noé, de
todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca; e Deus fez
passar um vento sobre a terra, e as águas começaram a diminuir.
2 Cerraram-se as fontes do abismo e as janelas do céu, e a chuva do céu se
deteve;
3 as águas se foram retirando de sobre a terra; no fim de cento e cinqüenta
dias começaram a minguar.
4 No sétimo mês, no dia dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de
Arará.
5 E as águas foram minguando até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia
do mês, apareceram os cumes dos montes.
6 Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que havia feito na arca;
7 soltou um corvo que, saindo, ia e voltava até que as águas se secaram de
sobre a terra.
8 Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face
da terra;
9 mas a pomba não achou onde pousar a planta do pé, e voltou a ele para a arca;
porque as águas ainda estavam sobre a face de toda a terra; e Noé, estendendo a
mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca.
10 Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da arca.
11 Â tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de
oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.
12 Então esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e esta não tornou
mais a ele.
13 No ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se
as águas de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca: e olhou, e eis
que a face a terra estava enxuta.
14 No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca.
15 Então falou Deus a Noé, dizendo:
16 Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres
de teus filhos.
17 Todos os animais que estão contigo, de toda a carne, tanto aves como gado e
todo réptil que se arrasta sobre a terra, traze-os para fora contigo; para que
se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se multipliquem sobre a
terra.
18 Então saiu Noé, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus
filhos;
19 todo animal, todo réptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra,
segundo as suas famílias, saiu da arca.
20 Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave
limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
21 Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a
amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem
é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo
de fazer.
22 Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e
calor, verão e inverno, dia e noite.
GÊNESIS
[9]
1 Abençoou Deus a Noé e a
seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.
2 Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que
se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues.
3 Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde;
tudo vos tenho dado.
4 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo
animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um
requererei a vida do homem.
6 Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque
Deus fez o homem à sua imagem.
7 Mas vós frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e
multiplicai-vos nela.
8 Disse também Deus a Noé, e a seus filhos com ele:
9 Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois
de vós,
10 e com todo ser vivente que convosco está: com as aves, com o gado e com todo
animal da terra; com todos os que saíram da arca, sim, com todo animal da
terra.
11 Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne
pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.
12 E disse Deus: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser
vivente que está convosco, por gerações perpétuas:
13 O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto
entre mim e a terra.
14 E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco
nas nuvens,
15 então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente
de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda
a carne.
16 O arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto
perpétuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra.
17 Disse Deus a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre
mim e toda a carne que está sobre a terra.
18 Ora, os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o
pai de Canaã.
19 Estes três foram os filhos de Noé; e destes foi povoada toda a terra.
20 E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.
21 Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda.
22 E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos
que estavam fora.
23 Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e
andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai, tendo os rostos
virados, de maneira que não viram a nudez de seu pai.
24 Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe
fizera;
25 e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos.
26 Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por
servo.
27 Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por
servo.
28 Viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos.
29 E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos; e morreu.
GÊNESIS
[10]
1 Estas, pois, são as
gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé, aos quais nasceram filhos depois
do dilúvio.
2 Os filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.
3 Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma.
4 Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim.
5 Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual
segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.
6 Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.
7 Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de
Raamá são Sebá e Dedã.
8 Cuche também gerou a Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra.
9 Ele era poderoso caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode,
poderoso caçador diante do Senhor.
10 O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de
Sinar.
11 Desta mesma terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir,
Calá,
12 e Résem entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade).
13 Mizraim gerou a Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim,
14 Patrusim, Casluim (donde saíram os filisteus) e Caftorim.
15 Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e Hete,
16 e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu,
17 o heveu, o arqueu, o sineu,
18 o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se espalharam as famílias dos
cananeus.
19 Foi o termo dos cananeus desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; e daí em
direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.
20 São esses os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas
línguas, em suas terras, em suas nações.
21 A Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão mais velho de Jafé,
a ele também nasceram filhos.
22 Os filhos de Sem foram: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arão.
23 Os filhos de Arão: Uz, Hul, Geter e Más.
24 Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Eber.
25 A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque nos seus dias
foi dividida a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã.
26 Joctã gerou a Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá,
27 Hadorão, Usal, Dicla,
28 Obal, Abimael, Sebá,
29 Ofir, Havilá e Jobabe: todos esses foram filhos de Joctã.
30 E foi a sua habitação desde Messa até Sefar, montanha do oriente.
31 Esses são os filhos de Sem segundo as suas famílias, segundo as suas
línguas, em suas terras, segundo as suas nações.
32 Essas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, em suas
nações; e delas foram disseminadas as nações na terra depois do dilúvio.
GÊNESIS
[11]
1 Ora, toda a terra tinha uma só
língua e um só idioma.
2 E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e
ali habitaram.
3 Disseram uns aos outros: Eia pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os
tijolos lhes serviram de pedras e o betume de argamassa.
4 Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume
toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a
face de toda a terra.
5 Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens
edificavam;
6 e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que
começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem
fazer.
7 Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a
língua do outro.
8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de
edificar a cidade.
9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a
linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a
terra.
10 Estas são as gerações de Sem. Tinha ele cem anos, quando gerou a Arfaxade,
dois anos depois do dilúvio.
11 E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e
filhas.
12 Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou a Selá.
13 Viveu Arfaxade, depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos; e gerou
filhos e filhas.
14 Selá viveu trinta anos, e gerou a Eber.
15 Viveu Selá, depois que gerou a Eber, quatrocentos e três anos; e gerou
filhos e filhas.
16 Eber viveu trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.
17 Viveu Eber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou
filhos e filhas.
18 Pelegue viveu trinta anos, e gerou a Reú.
19 Viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos
e filhas.
20 Reú viveu trinta e dois anos, e gerou a Serugue.
21 Viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos
e filhas.
22 Serugue viveu trinta anos, e gerou a Naor.
23 Viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e
filhas.
24 Naor viveu vinte e nove anos, e gerou a Tera.
25 Viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e
filhas.
26 Tera viveu setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.
27 Estas são as gerações de Tera: Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã
gerou a Ló.
28 Harã morreu antes de seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos
Caldeus.
29 Abrão e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai,
e o nome da mulher do Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de
Iscá.
30 Sarai era estéril; não tinha filhos.
31 Tomou Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a
Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a
fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram.
32 Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.
GÊNESIS
[12]
1 Ora, o Senhor disse a Abrão:
Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que
eu te mostrarei.
2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome;
e tu, sê uma bênção.
3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e
em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Partiu, pois Abrão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão
setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
5 Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos
os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram
a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram.
6 Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse
tempo estavam os cananeus na terra.
7 Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: ë tua semente darei esta terra.
Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.
8 Então passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda,
ficando-lhe Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; também ali edificou um altar ao
Senhor, e invocou o nome do Senhor.
9 Depois continuou Abrão o seu caminho, seguindo ainda para o sul.
10 Ora, havia fome naquela terra; Abrão, pois, desceu ao Egito, para peregrinar
ali, porquanto era grande a fome na terra.
11 Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora,
bem sei que és mulher formosa à vista;
12 e acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é mulher dele. E
me matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida.
13 Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que
viva a minha alma em atenção a ti.
14 E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios que a mulher era
mui formosa.
15 Até os príncipes de Faraó a viram e gabaram-na diante dele; e foi levada a
mulher para a casa de Faraó.
16 E ele tratou bem a Abrão por causa dela; e este veio a ter ovelhas, bois e
jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.
17 Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de
Sarai, mulher de Abrão.
18 Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? por que não
me disseste que ela era tua mulher?
19 Por que disseste: E minha irmã? de maneira que a tomei para ser minha
mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te.
20 E Faraó deu ordens aos seus guardas a respeito dele, os quais o despediram a
ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.
GÊNESIS
[13]
1 Subiu, pois, Abrão do Egito
para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava.
2 Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro.
3 Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, até o lugar onde outrora
estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4 até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do
Senhor.
5 E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.
6 Ora, a terra não podia sustentá-los, para eles habitarem juntos; porque os
seus bens eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos.
7 Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do
gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra.
8 Disse, pois, Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os
meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
9 Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim.
Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres,
irei eu para a esquerda.
10 Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda
bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), e era como o
jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a Zoar.
11 E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu para o oriente;
assim se apartaram um do outro.
12 Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi
armando as suas tendas até chegar a Sodoma.
13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.
14 E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os
olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o
oriente e para o oriente;
15 porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência,
para sempre.
16 E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se puder ser
contado o pó da terra, então também poderá ser contada a tua descendência.
17 Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento e na sua largura; porque
a darei a ti.
18 Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de
Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor.
GÊNESIS
[14]
1 Aconteceu nos dias de
Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e
Tidal, rei de Goiim,
2 que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a
Sinabe, rei de Admá, a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).
3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).
4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano
rebelaram-se.
5 Por isso, ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com
ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hão, aos emins em
Savé-Quiriataim,
6 e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto.
7 Depois voltaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra
dos amalequitas, e também dos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
8 Então saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Belá
(esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,
9 contra Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goiim, Anrafel, rei de Sinar,
e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
10 Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de
Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para o monte.
11 Tomaram, então, todos os bens de Sodoma e de Gomorra com todo o seu
mantimento, e se foram.
12 Tomaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os
bens dele, e partiram.
13 Então veio um que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu. Ora, este habitava
junto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; estes eram
aliados de Abrão.
14 Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens
treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu
os reis até Dã.
15 Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os feriu,
perseguindo-os até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.
16 Assim tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer também a Ló, seu
irmão, e os bens dele, e também as mulheres e o povo.
17 Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com
ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do
rei).
18 Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do
Deus Altíssimo;
19 e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o
Criador dos céus e da terra!
20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas
mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
21 Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens
toma-os para ti.
22 Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o
Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra,
23 jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem
uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
24 salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos homens
Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes tomem a sua parte.
GÊNESIS
[15]
1 Depois destas coisas veio a
palavra do Senhor a Abrão numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu
escudo, o teu galardão será grandíssimo.
2 Então disse Abrão: ç Senhor Deus, que me darás, visto que morro sem filhos, e
o herdeiro de minha casa é o damasceno Eliézer?
3 Disse mais Abrão: A mim não me tens dado filhos; eis que um nascido na minha
casa será o meu herdeiro.
4 Ao que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Este não será o teu herdeiro;
mas aquele que sair das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro.
5 Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas,
se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência.
6 E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.
7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar
esta terra em herança.
8 Ao que lhe perguntou Abrão: ç Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la?
9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um
carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.
10 Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e pôs cada
parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.
11 E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.
12 Ora, ao pôr do sol, caiu um profundo sono sobre Abrão; e eis que lhe
sobrevieram grande pavor e densas trevas.
13 Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será
peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por
quatrocentos anos;
14 sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá
com muitos bens.
15 Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás sepultado.
16 Na quarta geração, porém, voltarão para cá; porque a medida da iniqüidade
dos amorreus não está ainda cheia.
17 Quando o sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma
tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades.
18 Naquele mesmo dia fez o Senhor um pacto com Abrão, dizendo: Â tua
descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio
Eufrates;
19 e o queneu, o quenizeu, o cadmoneu,
20 o heteu, o perizeu, os refains,
21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.
GÊNESIS
[16]
1 Ora, Sarai, mulher de
Abrão, não lhe dava filhos. Tinha ela uma serva egípcia, que se chamava Agar.
2 Disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma,
pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz
de Sarai.
3 Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua serva, e a deu por
mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de
Canaã.
4 E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua
senhora desprezada aos seus olhos.
5 Então disse Sarai a Abrão: Sobre ti seja a afronta que me é dirigida a mim;
pus a minha serva em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou desprezada
aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
6 Ao que disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe
como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face.
7 Então o anjo do Senhor, achando-a junto a uma fonte no deserto, a fonte que
está no caminho de Sur,
8 perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste, e para onde vais?
Respondeu ela: Da presença de Sarai, minha senhora, vou fugindo.
9 Disse-lhe o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo
das suas mãos.
10 Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua
descendência, de modo que não será contada, por numerosa que será.
11 Disse-lhe ainda o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e terás um filho, a
quem chamarás Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição.
12 Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra
todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus
irmãos.
13 E ela chamou, o nome do Senhor, que com ela falava, El-Rói; pois disse: Não
tenho eu também olhado neste lugar para aquele que me vê?
14 Pelo que se chamou aquele poço Beer-Laai-Rói; ele está entre Cades e Berede.
15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão pôs o nome de Ismael no seu filho que
tivera de Agar.
16 Ora, tinha Abrão oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu Ismael.
GÊNESIS
[17]
1 Quando Abrão tinha noventa
e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso;
anda em minha presença, e sê perfeito;
2 e firmarei o meu pacto contigo, e sobremaneira te multiplicarei.
3 Ao que Abrão se prostrou com o rosto em terra, e Deus falou-lhe, dizendo:
4 Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás pai de muitas nações;
5 não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por pai de
muitas nações te hei posto;
6 far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei nações, e reis sairão de ti;
7 estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendência depois de ti em
suas gerações, como pacto perpétuo, para te ser por Deus a ti e à tua
descendência depois de ti.
8 Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de tuas
peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu
Deus.
9 Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua
descendência depois de ti, nas suas gerações.
10 Este é o meu pacto, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência
depois de ti: todo varão dentre vugar para aquele que me
11 Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto
entre mim e vós.
12 Â idade de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as
vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a
qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem.
13 Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu
dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto perpétuo.
14 Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma
será extirpada do seu povo; violou o meu pacto.
15 Disse Deus a Abraão: Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe chamarás mais
Sarai, porem Sara será o seu nome.
16 Abençoá-la-ei, e também dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela
será mãe de nações; reis de povos sairão dela.
17 Ao que se prostrou Abraão com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração:
A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa
anos?
18 Depois disse Abraão a Deus: Oxalá que viva Ismael diante de ti!
19 E Deus lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho,
e lhe chamarás Isaque; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo
para a sua descendência depois dele.
20 E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis que o tenho abençoado, e
fá-lo-ei frutificar, e multiplicá-lo-ei grandissimamente; doze príncipes
gerará, e dele farei uma grande nação.
21 O meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz neste
tempo determinado, no ano vindouro.
22 Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus diante dele.
23 Logo tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a
todos os comprados por seu dinheiro, todo varão entre os da casa de Abraão, e
lhes circuncidou a carne do prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus lhe
ordenara.
24 Abraão tinha noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do
prepúcio;
25 E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne
do prepúcio.
26 No mesmo dia foram circuncidados Abraão e seu filho Ismael.
27 E todos os homens da sua casa, assim os nascidos em casa, como os comprados
por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.
GÊNESIS
[18]
1 Depois apareceu o Senhor a
Abraão junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no
maior calor do dia.
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele.
Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em
terra,
3 e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que
não passes de teu servo.
4 Eia, traga-se um pouco d'água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da
árvore;
5 e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis
adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. Responderam-lhe: Faze
assim como disseste.
6 Abraão, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa
depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.
7 Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado,
que se apressou em prepará-lo.
8 Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo
diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam.
9 Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara, tua mulher? Ele respondeu: Está ali na
tenda.
10 E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que
Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que
estava atrás dele.
11 Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia
cessado o incômodo das mulheres.
12 Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver
envelhecido, sendo também o meu senhor ja velho?
13 Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu,
que sou velha, darei à luz um filho?
14 Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano
vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho.
15 Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele
respondeu: Não é assim; porque te riste.
16 E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e
Abraão ia com eles, para os encaminhar.
17 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por
meio dele serão benditas todas as nações da terra?
19 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua
casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão
e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele
tem falado.
20 Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem
multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
21 descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a
mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.
22 Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma;
mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor.
23 E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?
24 Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o
lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão?
25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que
o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de
toda a terra?
26 Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da
cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.
27 Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda
que sou pó e cinza.
26 Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade
por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta
e cinco.
29 Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali
quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.
30 Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se
acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.
31 Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se
porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a
destruirei.
32 Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei.
Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez
não a destruirei.
33 E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para
o seu lugar.
GÊNESIS
[19]
1 À tarde chegaram os dois
anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se
para os receber; prostrou-se com o rosto em terra,
2 e disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos em casa de vosso servo, e
passai nela a noite, e lavai os pés; de madrugada vos levantareis e ireis vosso
caminho. Responderam eles: Não; antes na praça passaremos a noite.
3 Entretanto, Ló insistiu muito com eles, pelo que foram com ele e entraram em
sua casa; e ele lhes deu um banquete, assando-lhes pães ázimos, e eles comeram.
4 Mas antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto é, os
homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os
lados;
5 e, chamando a Ló, perguntaram-lhe: Onde estão os homens que entraram esta
noite em tua casa? Traze-os cá fora a nós, para que os conheçamos.
6 Então Ló saiu-lhes à porta, fechando-a atrás de si,
7 e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não procedais tão perversamente;
8 eis aqui, tenho duas filhas que ainda não conheceram varão; eu vo-las trarei
para fora, e lhes fareis como bem vos parecer: somente nada façais a estes
homens, porquanto entraram debaixo da sombra do meu telhado.
9 Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Esse indivíduo, como
estrangeiro veio aqui habitar, e quer se arvorar em juiz! Agora te faremos mais
mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, isto é, sobre Ló, e
aproximavam-se para arrombar a porta.
10 Aqueles homens, porém, estendendo as mãos, fizeram Ló entrar para dentro da
casa, e fecharam a porta;
11 e feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, tanto pequenos como
grandes, de maneira que cansaram de procurar a porta.
12 Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu genro, e teus
filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, tira-os para fora deste
lugar;
13 porque nós vamos destruir este lugar, porquanto o seu clamor se tem
avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.
14 Tendo saído Ló, falou com seus genros, que haviam de casar com suas filhas,
e disse-lhes: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a
cidade. Mas ele pareceu aos seus genros como quem estava zombando.
15 E ao amanhecer os anjos apertavam com Ló, dizendo: levanta-te, toma tua
mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo da
cidade.
16 Ele, porém, se demorava; pelo que os homens pegaram-lhe pela mão a ele, à
sua mulher, e às suas filhas, sendo-lhe misericordioso o Senhor. Assim o
tiraram e o puseram fora da cidade.
17 Quando os tinham tirado para fora, disse um deles: Escapa-te, salva tua
vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda esta planície;
escapa-te lá para o monte, para que não pereças.
18 Respondeu-lhe Ló: Ah, assim não, meu Senhor!
19 Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e tens
engrandecido a tua misericórdia que a mim me fizeste, salvando-me a vida; mas
eu não posso escapar-me para o monte; não seja caso me apanhe antes este mal, e
eu morra.
20 Eis ali perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e é pequena.
Permite que eu me escape para lá (porventura não é pequena?), e viverá a minha
alma.
21 Disse-lhe: Quanto a isso também te hei atendido, para não subverter a cidade
de que acabas de falar.
22 Apressa-te, escapa-te para lá; porque nada poderei fazer enquanto não
tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade Zoar.
23 Tinha saído o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar.
24 Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma
e Gomorra.
25 E subverteu aquelas cidades e toda a planície, e todos os moradores das
cidades, e o que nascia da terra.
26 Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida em uma estátua de sal.
27 E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em pé diante
do Senhor;
28 e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia
da terra fumaça como a de uma fornalha.
29 Ora, aconteceu que, destruindo Deus as cidades da planície, lembrou-se de
Abraão, e tirou Ló do meio da destruição, ao subverter aquelas cidades em que
Ló habitara.
30 E subiu Ló de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele;
porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas
filhas.
31 Então a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na
terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra;
32 vem, demos a nosso pai vinho a beber, e deitemo-nos com ele, para que
conservemos a descendência de nosso pai.
33 Deram, pois, a seu pai vinho a beber naquela noite; e, entrando a
primogênita, deitou-se com seu pai; e não percebeu ele quando ela se deitou,
nem quando se levantou.
34 No dia seguinte disse a primogênita à menor: Eis que eu ontem à noite me
deitei com meu pai; demos-lhe vinho a beber também esta noite; e então,
entrando tu, deita-te com ele, para que conservemos a descendência de nosso
pai.
35 Tornaram, pois, a dar a seu pai vinho a beber também naquela noite; e,
levantando-se a menor, deitou-se com ele; e não percebeu ele quando ela se
deitou, nem quando se levantou.
36 Assim as duas filhas de Ló conceberam de seu pai.
37 A primogênita deu a luz a um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos
moabitas de hoje.
38 A menor também deu à luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos
amonitas de hoje.
GÊNESIS
[20]
1 Partiu Abraão dali para a
terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.
2 E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque,
rei de Gerar, e tomou a Sara.
3 Deus, porém, veio a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que
estás para morrer por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido.
4 Ora, Abimeleque ainda não se havia chegado a ela: perguntou, pois: Senhor
matarás porventura tambem uma nação justa?
5 Não me disse ele mesmo: É minha irmã? e ela mesma me disse: Ele é meu irmão;
na sinceridade do meu coração e na inocência das minhas mãos fiz isto.
6 Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu
coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por
isso não te permiti tocá-la;
7 agora, pois, restitui a mulher a seu marido, porque ele é profeta, e
intercederá por ti, e viverás; se, porém, não lha restituíres, sabe que
certamente morrerás, tu e tudo o que é teu.
8 Levantou-se Abimeleque de manhã cedo e, chamando a todos os seus servos,
falou-lhes aos ouvidos todas estas palavras; e os homens temeram muito.
9 Então chamou Abimeleque a Abraão e lhe perguntou: Que é que nos fizeste? e em
que pequei contra ti, para trazeres sobre mim o sobre o meu reino tamanho
pecado? Tu me fizeste o que não se deve fazer.
10 Perguntou mais Abimeleque a Abraão: Com que intenção fizeste isto?
11 Respondeu Abraão: Porque pensei: Certamente não há temor de Deus neste
lugar; matar-me-ão por causa da minha mulher.
12 Além disso ela é realmente minha irmã, filha de meu pai, ainda que não de
minha mãe; e veio a ser minha mulher.
13 Quando Deus me fez sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse a ela: Esta
é a graça que me farás: em todo lugar aonde formos, dize de mim: Ele é meu
irmão.
14 Então tomou Abimeleque ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a Abraão;
e lhe restituiu Sara, sua mulher;
15 e disse-lhe Abimeleque: Eis que a minha terra está diante de ti; habita onde
bem te parecer.
16 E a Sara disse: Eis que tenho dado a teu irmão mil moedas de prata; isso te
seja por véu dos olhos a todos os que estão contigo; e perante todos estás
reabilitada.
17 Orou Abraão a Deus, e Deus sarou Abimeleque, e a sua mulher e as suas
servas; de maneira que tiveram filhos;
18 porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de
Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.
GÊNESIS
[21]
1 O Senhor visitou a Sara,
como tinha dito, e lhe fez como havia prometido.
2 Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado,
de que Deus lhe falara;
3 e, Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.
4 E Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando tinha oito dias, conforme
Deus lhe ordenara.
5 Ora, Abraão tinha cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6 Pelo que disse Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se
rirá comigo.
7 E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de amamentar filhos? no
entanto lhe dei um filho na sua velhice.
8 cresceu o menino, e foi desmamado; e Abraão fez um grande banquete no dia em
que Isaque foi desmamado.
9 Ora, Sara viu brincando o filho de Agar a egípcia, que esta dera à luz a
Abraão.
10 Pelo que disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho
desta serva não será herdeiro com meu filho, com Isaque.
11 Pareceu isto bem duro aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.
12 Deus, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos teus olhos por causa
do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz;
porque em Isaque será chamada a tua descendência.
13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua
linhagem.
14 Então se levantou Abraão de manhã cedo e, tomando pão e um odre de àgua, os
deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; também lhe deu o menino e despediu-a;
e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba.
15 E consumida a água do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos,
16 e foi assentar-se em frente dele, a boa distância, como a de um tiro de
arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. Assim sentada em frente
dele, levantou a sua voz e chorou.
17 Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Agar desde o
céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque Deus ouviu a voz do menino
desde o lugar onde está.
18 Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande
nação.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e
deu de beber ao menino.
20 Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se
flecheiro.
21 Ele habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe uma mulher da terra do
Egito.
22 Naquele mesmo tempo Abimeleque, com Ficol, o chefe do seu exército, falou a
Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes;
23 agora pois, jura-me aqui por Deus que não te haverás falsamente comigo, nem
com meu filho, nem com o filho do meu filho; mas segundo a beneficência que te
fiz, me farás a mim, e à terra onde peregrinaste.
24 Respondeu Abraão: Eu jurarei.
25 Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque, por causa de um poço de água, que os
servos de Abimeleque haviam tomado à força.
26 Respondeu-lhe Abimeleque: Não sei quem fez isso; nem tu mo fizeste saber,
nem tampouco ouvi eu falar nisso, senão hoje.
27 Tomou, pois, Abraão ovelhas e bois, e os deu a Abimeleque; assim fizeram
entre, si um pacto.
28 Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho.
29 E perguntou Abimeleque a Abraão: Que significam estas sete cordeiras que
puseste à parte?
30 Respondeu Abraão: Estas sete cordeiras receberás da minha mão para que me
sirvam de testemunho de que eu cavei este poço.
31 Pelo que chamou aquele lugar Beer-Seba, porque ali os dois juraram.
32 Assim fizeram uma pacto em Beer-Seba. Depois se levantaram Abimeleque e
Ficol, o chefe do seu exército, e tornaram para a terra dos filisteus.
33 Abraão plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Senhor,
o Deus eterno.
34 E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias.
GÊNESIS
[22]
1 Sucedeu, depois destas
coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me
aqui.
2 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem
amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes
que te hei de mostrar.
3 Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou
consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o
holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera.
4 Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe.
5 E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo
iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós.
6 Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho;
tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos.
7 Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui,
meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro
para o holocausto?
8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu
filho. E os dois iam caminhando juntos.
9 Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o
altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre
o altar em cima da lenha.
10 E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.
11 Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele
respondeu: Eis-me aqui.
12 Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças
nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho,
o teu único filho.
13 Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro
embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu
em holocausto em lugar de seu filho.
14 Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de
hoje: No monte do Senhor se proverá.
15 Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu,
16 e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me
negaste teu filho, o teu único filho,
17 que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência,
como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua
descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
18 e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto
obedeceste à minha voz.
19 Então voltou Abraão aos seus moços e, levantando-se, foram juntos a
Beer-Seba; e Abraão habitou em Beer-Seba.
20 Depois destas coisas anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca tem
dado à luz filhos a Naor, teu irmão:
21 Uz o seu primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arão,
22 e Quesede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel.
23 E Betuel gerou a Rebeca. Esses oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão.
24 E a sua concubina, que se chamava Reumá, também deu à luz a Teba, Gaão, Taás
e Maacá.
GÊNESIS
[23]
1 Ora, os anos da vida de
Sara foram cento e vinte e sete.
2 E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio
Abraão lamentá-la e chorar por ela:
3 Depois se levantou Abraão de diante do seu morto, e falou aos filhos de Hete,
dizendo:
4 Estrangeiro e peregrino sou eu entre vós; dai-me o direito de um lugar de
sepultura entre vós, para que eu sepulte o meu morto, removendo-o de diante da
minha face.
5 Responderam-lhe os filhos de Hete:
6 Ouve-nos, senhor; príncipe de Deus és tu entre nós; enterra o teu morto na
mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura,
para enterrares o teu morto.
7 Então se levantou Abraão e, inclinando-se diante do povo da terra, diante dos
filhos de Hete,
8 falou-lhes, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de
diante de minha face, ouvi-me e intercedei por mim junto a Efrom, filho de
Zoar,
9 para que ele me dê a cova de Macpela, que possui no fim do seu campo; que ma
dê pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de vós.
10 Ora, Efrom estava sentado no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, o
heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, isto é, de todos os que
entravam pela porta da sua cidade, dizendo:
11 Não, meu senhor; ouve-me. O campo te dou, também te dou a cova que nele
está; na presença dos filhos do meu povo ta dou; sepulta o teu morto.
12 Então Abraão se inclinou diante do povo da terra,
13 e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Se te agrada,
peço-te que me ouças. Darei o preço do campo; toma-o de mim, e sepultarei ali o
meu morto.
14 Respondeu Efrom a Abraão:
15 Meu senhor, ouve-me. Um terreno do valor de quatrocentos siclos de prata!
que é isto entre mim e ti? Sepulta, pois, o teu morto.
16 E Abraão ouviu a Efrom, e pesou-lhe a prata de que este tinha falado aos
ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre
os mercadores.
17 Assim o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e
a cova que nele estava, e todo o arvoredo que havia nele, por todos os seus
limites ao redor, se confirmaram
18 a Abraão em possessão na presença dos filhos de Hete, isto é, de todos os
que entravam pela porta da sua cidade.
19 Depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em
frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.
20 Assim o campo e a cova que nele estava foram confirmados a Abraão pelos
filhos de Hete em possessão de sepultura.
GÊNESIS
[24]
1 Ora, Abraão era já velho e
de idade avançada; e em tudo o Senhor o havia abençoado.
2 E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre
tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa,
3 para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não
tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais
eu habito;
4 mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para
meu filho Isaque.
5 Perguntou-lhe o servo: Se porventura a mulher não quiser seguir-me a esta
terra, farei, então, tornar teu filho à terra donde saíste?
6 Respondeu-lhe Abraão: Guarda-te de fazeres tornar para lá meu filho.
7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha
parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: Â tua o semente darei esta
terra; ele enviará o seu anjo diante de si, para que tomes de lá mulher para
meu filho.
8 Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento;
somente não farás meu filho tornar para lá.
9 Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe
sobre este negócio.
10 Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor, porquanto todos os bens
de seu senhor estavam em sua mão; e, partindo, foi para a Mesopotâmia, à cidade
de Naor.
11 Fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto ao poço de água, pela tarde, à
hora em que as mulheres saíam a tirar água.
12 E disse: ç Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje, peço-te, bom
êxito, e usa de benevolência para com o meu senhor Abraão.
13 Eis que eu estou em pé junto à fonte, e as filhas dos homens desta cidade
vêm saindo para tirar água;
14 faze, pois, que a donzela a quem eu disser: Abaixa o teu cântaro, peço-te,
para que eu beba; e ela responder: Bebe, e também darei de beber aos teus
camelos; seja aquela que designaste para o teu servo Isaque. Assim conhecerei
que usaste de benevolência para com o meu senhor.
15 Antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, filha de Betuel, filho de
Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o ombro.
16 A donzela era muito formosa à vista, virgem, a quem varão não havia
conhecido; ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu.
17 Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Deixa-me beber, peço-te, um
pouco de água do teu cântaro.
18 Respondeu ela: Bebe, meu senhor. Então com presteza abaixou o seu cântaro
sobre a mão e deu-lhe de beber.
19 E quando acabou de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus
camelos, até que acabem de beber.
20 Também com presteza despejou o seu cântaro no bebedouro e, correndo outra
vez ao poço, tirou água para todos os camelos dele.
21 E o homem a contemplava atentamente, em silêncio, para saber se o Senhor
havia tornado próspera a sua jornada, ou não.
22 Depois que os camelos acabaram de beber, tomou o homem um pendente de ouro,
de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez
siclos de ouro;
23 e perguntou: De quem és filha? dize-mo, peço-te. Há lugar em casa de teu pai
para nós pousarmos?
24 Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a
Naor.
25 Disse-lhe mais: Temos palha e forragem bastante, e lugar para pousar.
26 Então inclinou-se o homem e adorou ao Senhor;
27 e disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abraão, que não retirou do
meu senhor a sua benevolência e a sua verdade; quanto a mim, o Senhor me guiou
no caminho à casa dos irmãos de meu senhor.
28 A donzela correu, e relatou estas coisas aos da casa de sua mãe.
29 Ora, Rebeca tinha um irmão, cujo nome era Labão, o qual saiu correndo ao
encontro daquele homem até a fonte;
30 porquanto tinha visto o pendente, e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã,
e ouvido as palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele
homem; e foi ter com o homem, que estava em pé junto aos camelos ao lado da
fonte.
31 E disse: Entra, bendito do Senhor; por que estás aqui fora? pois eu já
preparei a casa, e lugar para os camelos.
32 Então veio o homem à casa, e desarreou os camelos; deram palha e forragem
para os camelos e água para lavar os pés dele e dos homens que estavam com ele.
33 Depois puseram comida diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que
tenha exposto a minha incumbência. Respondeu-lhe Labão: Fala.
34 Então disse: Eu sou o servo de Abraão.
35 O Senhor tem abençoado muito ao meu senhor, o qual se tem engrandecido;
deu-lhe rebanhos e gado, prata e ouro, escravos e escravas, camelos e jumentos.
36 E Sara, a mulher do meu senhor, mesmo depois, de velha deu um filho a meu
senhor; e o pai lhe deu todos os seus bens.
37 Ora, o meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho
das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
38 irás, porém, à casa de meu pai, e à minha parentela, e tomarás mulher para
meu filho.
39 Então respondi ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.
40 Ao que ele me disse: O Senhor, em cuja presença tenho andado, enviará o seu
anjo contigo, e prosperará o teu caminho; e da minha parentela e da casa de meu
pai tomarás mulher para meu filho;
41 então serás livre do meu juramento, quando chegares à minha parentela; e se
não ta derem, livre serás do meu juramento.
42 E hoje cheguei à fonte, e disse: Senhor, Deus de meu senhor Abraão, se é que
agora prosperas o meu caminho, o qual venho seguindo,
43 eis que estou junto à fonte; faze, pois, que a donzela que sair para tirar
água, a quem eu disser: Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água do teu
cântaro,
44 e ela me responder: Bebe tu, e também tirarei água para os teus camelos;
seja a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor.
45 Ora, antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com
o seu cântaro sobre o ombro, desceu à fonte e tirou água; e eu lhe disse: Dá-me
de beber, peço-te.
46 E ela, com presteza, abaixou o seu cântaro do ombro, e disse: Bebe, e também
darei de beber aos teus camelos; assim bebi, e ela deu também de beber aos
camelos.
47 Então lhe perguntei: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho
de Naor, que Milca lhe deu. Então eu lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras
sobre as mãos;
48 e, inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão,
que me havia conduzido pelo caminho direito para tomar para seu filho a filha
do irmão do meu senhor.
49 Agora, pois, se vós haveis de usar de benevolência e de verdade para com o
meu senhor, declarai-mo; e se não, também mo declarai, para que eu vá ou para a
direita ou para a esquerda.
50 Então responderam Labão e Betuel: Do Senhor procede este negócio; nós não
podemos falar-te mal ou bem.
51 Eis que Rebeca está diante de ti, toma-a e vai-te; seja ela a mulher do
filho de teu senhor, como tem dito o Senhor.
52 Quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles, prostrou-se em terra
diante do Senhor:
53 e tirou o servo jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a
Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.
54 Então comeram e beberam, ele e os homens que com ele estavam, e passaram a
noite. Quando se levantaram de manhã, disse o servo: Deixai-me ir a meu senhor.
55 Disseram o irmão e a mãe da donzela: Fique ela conosco alguns dias, pelo
menos dez dias; e depois irá.
56 Ele, porém, lhes respondeu: Não me detenhas, visto que o Senhor me tem
prosperado o caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu senhor.
57 Disseram-lhe: chamaremos a donzela, e perguntaremos a ela mesma.
58 Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irás tu com este homem;
Respondeu ela: Irei.
59 Então despediram a Rebeca, sua irmã, e à sua ama e ao servo de Abraão e a
seus homens;
60 e abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irmã nossa, sê tu a mãe de milhares
de miríades, e possua a tua descendência a porta de seus aborrecedores!
61 Assim Rebeca se levantou com as suas moças e, montando nos camelos, seguiram
o homem; e o servo, tomando a Rebeca, partiu.
62 Ora, Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Rói; pois habitava na terra
do Negebe.
63 Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar; e levantando os olhos, viu, e
eis que vinham camelos.
64 Rebeca também levantou os olhos e, vendo a Isaque, saltou do camelo
65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso
encontro? respondeu o servo: É meu senhor. Então ela tomou o véu e se cobriu.
66 Depois o servo contou a Isaque tudo o que fizera.
67 Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a e ela lhe
foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua
mãe.
GÊNESIS
[25]
1 Ora, Abraão tomou outra
mulher, que se chamava Quetura.
2 Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.
3 Jocsã gerou a Seba e Dedã. Os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim.
4 Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Hanoque, Abidá e Eldá; todos estes foram
filhos de Quetura.
5 Abraão, porém, deu tudo quanto possuía a Isaque;
6 no entanto aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu ele dádivas; e,
ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os ao Oriente, para a
terra oriental.
7 Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que ele viveu: cento e
setenta e, cinco anos.
8 E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e cheio de dias; e foi
congregado ao seu povo.
9 Então Isaque e Ismael, seus filhos, o sepultaram na cova de Macpela, no campo
de Efrom, filho de Zoar, o heteu, que estava em frente de Manre,
10 o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali foi sepultado Abraão, e
Sara, sua mulher.
11 Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava
Isaque junto a Beer-Laai-Rói.
12 Estas são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, a egípcia, serva
de Sara, lhe deu;
13 e estes são os nomes dos filhos de Ismael pela sua ordem, segundo as suas
gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, Abdeel, Mibsão,
14 Misma, Dumá, Massá,
15 Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá.
16 Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e
pelos seus acampamentos: doze príncipes segundo as suas tribos.
17 E estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele
expirou e, morrendo, foi cogregado ao seu povo.
18 Eles então habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, como
quem vai em direção da Assíria; assim Ismael se estabeleceu diante da face de
todos os seus irmãos.
19 E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;
20 e Isaque tinha quarenta anos quando tomou por mulher a Rebeca, filha de
Betuel, arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, arameu.
21 Ora, Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto ela era
estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.
22 E os filhos lutavam no ventre dela; então ela disse: Por que estou eu assim?
E foi consultar ao Senhor.
23 Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se
dividirão das tuas estranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e
o mais velho servirá ao mais moço.
24 Cumpridos que foram os dias para ela dar à luz, eis que havia gêmeos no seu
ventre.
25 Saiu o primeiro, ruivo, todo ele como um vestido de pelo; e chamaram-lhe
Esaú.
26 Depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; pelo que foi
chamado Jacó. E Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca os deu à luz.
27 Cresceram os meninos; e Esaú tornou-se perito caçador, homem do campo; mas
Jacó, homem sossegado, que habitava em tendas.
28 Isaque amava a Esaú, porque comia da sua caça; mas Rebeca amava a Jacó.
29 Jacó havia feito um guisado, quando Esaú chegou do campo, muito cansado;
30 e disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque
estou muito cansado. Por isso se chamou Edom.
31 Respondeu Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura.
32 Então replicou Esaú: Eis que estou a ponto e morrer; logo, para que me
servirá o direito de primogenitura?
33 Ao que disse Jacó: Jura-me primeiro. Jurou-lhe, pois; e vendeu o seu direito
de primogenitura a Jacó.
34 Jacó deu a Esaú pão e o guisado e lentilhas; e ele comeu e bebeu; e,
levantando-se, seguiu seu caminho. Assim desprezou Esaú o seu direito de
primogenitura.
GÊNESIS
[26]
1 Sobreveio à terra uma fome,
além da primeira, que ocorreu nos dias de Abraão. Por isso foi Isaque a
Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.
2 E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu
te disser;
3 peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti, e aos
que descenderem de ti, darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que
fiz a Abraão teu pai;
4 e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu, e lhe darei todas
estas terras; e por meio dela serão benditas todas as naçoes da terra;
5 porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus
preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
6 Assim habitou Isaque em Gerar.
7 Então os homens do lugar perguntaram-lhe acerca de sua mulher, e ele
respondeu: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que
porventura, dizia ele, não me matassem os homens daquele lugar por amor de
Rebeca; porque era ela formosa à vista.
8 Ora, depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque, rei dos
filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com
Rebeca, sua mulher.
9 Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher;
como pois disseste: E minha irmã? Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para
que eu porventura não morra por sua causa.
10 Replicou Abimeleque: Que é isso que nos fizeste? Facilmente se teria deitado
alguém deste povo com tua mulher, e tu terias trazido culpa sobre nós.
11 E Abimeleque ordenou a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem
ou em sua mulher, certamente morrerá.
12 Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o
abençoou.
13 E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que se tornou mui
poderoso;
14 e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço; de modo
que os filisteus o invejavam.
15 Ora, todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu
pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.
16 E Abimeleque disse a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te
tens feito do que nós.
17 Então Isaque partiu dali e, acampando no vale de Gerar, lá habitou.
18 E Isaque tornou a cavar os poços que se haviam cavado nos dias de Abraão seu
pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão; e
deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera.
19 Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de
águas vivas.
20 E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta
água é nossa. E ele chamou ao poço Eseque, porque contenderam com ele.
21 Então cavaram outro poço, pelo qual também contenderam; por isso chamou-lhe
Sitna.
22 E partiu dali, e cavou ainda outro poço; por este não contenderam; pelo que
chamou-lhe Reobote, dizendo: Pois agora o Senhor nos deu largueza, e havemos de
crescer na terra.
23 Depois subiu dali a Beer-Seba.
24 E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu
pai; não temas, porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a tua
descendência por amor do meu servo Abraão.
25 Isaque, pois, edificou ali um altar e invocou o nome do Senhor; então armou
ali a sua tenda, e os seus servos cavaram um poço.
26 Então Abimeleque veio a ele de Gerar, com Aüzate, seu amigo, e Ficol, o
chefe do seu exército.
27 E perguntou-lhes Isaque: Por que viestes ter comigo, visto que me odiais, e
me repelistes de vós?
28 Responderam eles: Temos visto claramente que o Senhor é contigo, pelo que
dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos um pacto
contigo,
29 que não nos farás mal, assim como nós não te havemos tocado, e te fizemos
somente o bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do Senhor.
30 Então Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam.
31 E levantaram-se de manhã cedo e juraram de parte a parte; depois Isaque os
despediu, e eles se despediram dele em paz.
32 Nesse mesmo dia vieram os servos de Isaque e deram-lhe notícias acerca do
poço que haviam cavado, dizendo-lhe: Temos achado água.
33 E ele chamou o poço Seba; por isso é o nome da cidade Beer-Seba até o dia de
hoje.
34 Ora, quando Esaú tinha quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de
Beeri, o heteu e a Basemate, filha de Elom, o heteu.
35 E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.
GÊNESIS
[27]
1 Quando Isaque já estava
velho, e se lhe enfraqueciam os olhos, de maneira que não podia ver, chamou a
Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! Ele lhe respondeu: Eis-me
aqui!
2 Disse-lhe o pai: Eis que agora estou velho, e não sei o dia da minha morte;
3 toma, pois, as tuas armas, a tua aljava e o teu arco; e sai ao campo, e
apanha para mim alguma caça;
4 e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; a
fim de que a minha alma te abençoe, antes que morra.
5 Ora, Rebeca estava escutando quando Isaque falou a Esaú, seu filho. Saiu,
pois, Esaú ao campo para apanhar caça e trazê-la.
6 Disse então Rebeca a Jacó, seu filho: Eis que ouvi teu pai falar com Esaú,
teu irmão, dizendo:
7 Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe
diante do Senhor, antes da minha morte.
8 Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te ordeno:
9 Vai ao rebanho, e traze-me de lá das cabras dois bons cabritos; e eu farei um
guisado saboroso para teu pai, como ele gosta;
10 e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma, a fim de te abençoar antes da sua
morte.
11 Respondeu, porém, Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é peludo,
e eu sou liso.
12 Porventura meu pai me apalpará e serei a seus olhos como enganador; assim
trarei sobre mim uma maldição, e não uma bênção.
13 Respondeu-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim caia essa maldição; somente
obedece à minha voz, e vai trazer-mos.
14 Então ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez um guisado saboroso
como seu pai gostava.
15 Depois Rebeca tomou as melhores vestes de Esaú, seu filho mais velho, que
tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho mais moço;
16 com as peles dos cabritos cobriu-lhe as mãos e a lisura do pescoço;
17 e pôs o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó, seu
filho.
18 E veio Jacó a seu pai, e chamou: Meu pai! E ele disse:
Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?
19 Respondeu Jacó a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me
disseste; levanta-te, pois, senta-te e come da minha caça, para que a tua alma
me abençoe.
20 Perguntou Isaque a seu filho: Como é que tão depressa a achaste, filho meu?
Respondeu ele: Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro.
21 Então disse Isaque a Jacó: Chega-te, pois, para que eu te apalpe e veja se
és meu filho Esaú mesmo, ou não.
22 chegou-se Jacó a Isaque, seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de
Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.
23 E não o reconheceu, porquanto as suas mãos estavam peludas, como as de Esaú
seu irmão; e abençoou-o.
24 No entanto perguntou: Tu és mesmo meu filho Esaú? E ele declarou: Eu o sou.
25 Disse-lhe então seu pai: Traze-mo, e comerei da caça de meu filho, para que
a minha alma te abençoe: E Jacó lho trouxe, e ele comeu; trouxe-lhe também
vinho, e ele bebeu.
26 Disse-lhe mais Isaque, seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, meu filho.
27 E ele se aproximou e o beijou; e seu pai, sentindo-lhe o cheiro das vestes o
abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo
que o Senhor abençoou.
28 Que Deus te dê do orvalho do céu, e dos lugares férteis da terra, e
abundância de trigo e de mosto;
29 sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os
filhos da tua mãe se encurvem a ti; sejam malditos os que te amaldiçoarem, e
benditos sejam os que te abençoarem.
30 Tão logo Isaque acabara de abençoar a Jacó, e este saíra da presença de seu
pai, chegou da caça Esaú, seu irmão;
31 e fez também ele um guisado saboroso e, trazendo-o a seu pai, disse-lhe:
Levantate, meu pai, e come da caça de teu filho, para que a tua alma me
abençoe.
32 Perguntou-lhe Isaque, seu pai: Quem és tu? Respondeu ele: Eu sou teu filho,
o teu primogênito, Esaú.
33 Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande e disse: Quem,
pois, é aquele que apanhou caça e ma trouxe? Eu comi de tudo, antes que tu
viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.
34 Esaú, ao ouvir as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado,
e disse a seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai!
35 Respondeu Isaque: Veio teu irmão e com sutileza tomou a tua bênção.
36 Disse Esaú: Não se chama ele com razão Jacó, visto que já por duas vezes me
enganou? tirou-me o direito de primogenitura, e eis que agora me tirou a
bênção. E perguntou: Não reservaste uma bênção para mim?
37 Respondeu Isaque a Esaú: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos
os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho
fortalecido. Que, pois, poderei eu fazer por ti, meu filho?
38 Disse Esaú a seu pai: Porventura tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me
também a mim, meu pai. E levantou Esaú a voz, e chorou.
39 Respondeu-lhe Isaque, seu pai: Longe dos lugares férteis da terra será a tua
habitação, longe do orvalho do alto céu;
40 pela tua espada viverás, e a teu irmão, serviras; mas quando te tornares
impaciente, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço.
41 Esaú, pois, odiava a Jacó por causa da bênção com que seu pai o tinha
abençoado, e disse consigo: Vêm chegando os dias de luto por meu pai; então hei
de matar Jacó, meu irmão.
42 Ora, foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais
velho; pelo que ela mandou chamar Jacó, seu filho mais moço, e lhe disse: Eis
que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te.
43 Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz; levanta-te, refugia-te na casa de
Labão, meu irmão, em Harã,
44 e demora-te com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;
45 até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e ele se esqueça do que lhe
fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada de vós
ambos num só dia?
46 E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas
de Hete; se Jacó tomar mulher dentre as filhas de Hete, tais como estas, dentre
as filhas desta terra, para que viverei?
GÊNESIS
[28]
1 Isaque, pois, chamou Jacó,
e o abençoou, e ordenou-lhe, dizendo: Não tomes mulher dentre as filhas de
Canaã.
2 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá
uma mulher dentre as filhas de Labão, irmão de tua mãe.
3 Deus Todo-Poderoso te abençoe, te faça frutificar e te multiplique, para que
venhas a ser uma multidão de povos; seu
4 e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que
herdes a terra de tuas peregrinaçoes, que Deus deu a Abraão.
5 Assim despediu Isaque a Jacó, o qual foi a Padã-Arã, a Labão, filho de
Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
6 Ora, viu Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar
de lá mulher para si, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes
mulher dentre as filhas de Canaã,
7 e que Jacó, obedecendo a seu pai e a sua mãe, fora a Padã- Arã;
8 vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu
pai,
9 foi-se Esaú a Ismael e, além das mulheres que já tinha, tomou por mulher a
Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.
10 Partiu, pois, Jacó de Beer-Seba e se foi em direção a Harã;
11 e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se havia posto; e,
tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da cabeça, deitou-se ali para
dormir.
12 Então sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao
céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;
13 por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão
teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e
à tua descendência;
14 e a tua descendência será como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente,
para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência
serão benditas todas as famílias da terra.
15 Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei
tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que
te tenho falado.
16 Ao acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e
eu não o sabia.
17 E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a
casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
18 Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça,
e a pôs como coluna; e derramou-lhe azeite em cima.
19 E chamou aquele lugar Betel; porém o nome da cidade antes era Luz.
20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste
caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir,
21 de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus,
22 então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo
quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
GÊNESIS
[29]
1 Então pôs-se Jacó a caminho
e chegou à terra dos filhos do Oriente.
2 E olhando, viu ali um poço no campo, e três rebanhos de ovelhas deitadas
junto dele; pois desse poço se dava de beber aos rebanhos; e havia uma grande
pedra sobre a boca do poço.
3 Ajuntavam-se ali todos os rebanhos; os pastores removiam a pedra da boca do
poço, davam de beber às ovelhas e tornavam a pôr a pedra no seu lugar sobre a
boca do poço.
4 Perguntou-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? Responderam eles: Somos de
Harã.
5 Perguntou-lhes mais: Conheceis a Labão, filho de Naor; Responderam:
Conhecemos.
6 Perguntou-lhes ainda: vai ele bem? Responderam: Vai bem; e eis ali Raquel,
sua filha, que vem chegando com as ovelhas.
7 Disse ele: Eis que ainda vai alto o dia; não é hora de se ajuntar o gado; dai
de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
8 Responderam: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e seja
removida a pedra da boca do poço; assim é que damos de beber às ovelhas.
9 Enquanto Jacó ainda lhes falava, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai;
porquanto era ela quem as apascentava.
10 Quando Jacó viu a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de
Labão, irmão de sua mãe, chegou-se, revolveu a pedra da boca do poço e deu de
beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.
11 Então Jacó beijou a Raquel e, levantando a voz, chorou.
12 E Jacó anunciou a Raquel que ele era irmão de seu pai, e que era filho de
Rebeca. Raquel, pois foi correndo para anunciá-lo a, seu pai.
13 Quando Labão ouviu essas novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao
encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou à sua casa. E Jacó relatou a Labão
todas essas, coisas.
14 Disse-lhe Labão: Verdadeiramente tu és meu osso e minha carne. E Jacó ficou
com ele um mês inteiro.
15 Depois perguntou Labão a Jacó: Por seres meu irmão hás de servir-me de
graça? Declara-me, qual será o teu salário?
16 Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o da mais
moça Raquel.
17 Léia tinha os olhos enfermos, enquanto que Raquel era formosa de porte e de
semblante.
18 Jacó, porquanto amava a Raquel, disse: Sete anos te servirei para ter a
Raquel, tua filha mais moça.
19 Respondeu Labão: Melhor é que eu a dê a ti do que a outro; fica comigo.
20 Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como
poucos dias, pelo muito que a amava.
21 Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está
cumprido; para que eu a tome por mulher.
22 Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar, e fez um banquete.
23 Â tarde tomou a Léia, sua filha e a trouxe a Jacó, que esteve com ela.
24 E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Léia, sua filha.
25 Quando amanheceu, eis que era Léia; pelo que perguntou Jacó a Labão: Que é
isto que me fizeste? Porventura não te servi em troca de Raquel? Por que, então,
me enganaste?
26 Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra; não se dá a menor antes da
primogênita.
27 Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo trabalho de
outros sete anos que ainda me servirás.
28 Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher
sua filha Raquel.
29 E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.
30 Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a
Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.
31 Viu, pois, o Senhor que Léia era desprezada e tornou-lhe fecunda a madre;
Raquel, porém, era estéril.
32 E Léia concebeu e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben; pois disse:
Porque o Senhor atendeu à minha aflição; agora me amará meu marido.
33 Concebeu outra vez, e deu à luz um filho; e disse: Porquanto o Senhor ouviu
que eu era desprezada, deu-me também este. E lhe chamou Simeão.
34 Concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e disse: Agora esta vez se
unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Portanto lhe chamou
Levi.
35 De novo concebeu e deu à luz um filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor.
Por isso lhe chamou Judá. E cessou de ter filhos.
GÊNESIS
[30]
1 Vendo Raquel que não dava
filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão eu
morro.
2 Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel; e disse: Porventura estou eu no
lugar de Deus que te impediu o fruto do ventre?
3 Respondeu ela: Eis aqui minha serva Bila; recebe-a por mulher, para que ela
dê à luz sobre os meus joelhos, e eu deste modo tenha filhos por ela.
4 Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a conheceu.
5 Bila concebeu e deu à luz um filho a Jacó.
6 Então disse Raquel: Julgou-me Deus; ouviu a minha voz e me deu um filho; pelo
que lhe chamou Dã.
7 E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez e deu à luz um segundo filho a
Jacó.
8 Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã, e tenho
vencido; e chamou-lhe Naftali.
9 Também Léia, vendo que cessara de ter filhos, tomou a Zilpa, sua serva, e a
deu a Jacó por mulher.
10 E Zilpa, serva de Léia, deu à luz um filho a Jacó.
11 Então disse Léia: Afortunada! e chamou-lhe Gade.
12 Depois Zilpa, serva de Léia, deu à luz um segundo filho a Jacó.
13 Então disse Léia: Feliz sou eu! porque as filhas me chamarão feliz; e
chamou-lhe Aser.
14 Ora, saiu Rúben nos dias da ceifa do trigo e achou mandrágoras no campo, e
as trouxe a Léia, sua mãe. Então disse Raquel a Léia: Dá-me, peço, das
mandrágoras de teu filho.
15 Ao que lhe respondeu Léia: É já pouco que me hajas tirado meu marido? queres
tirar também as mandrágoras de meu filho? Prosseguiu Raquel: Por isso ele se
deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
16 Quando, pois, Jacó veio à tarde do campo, saiu-lhe Léia ao encontro e disse:
Hás de estar comigo, porque certamente te aluguei pelas mandrágoras de meu
filho. E com ela deitou-se Jacó aquela noite.
17 E ouviu Deus a Léia, e ela concebeu e deu a Jacó um quinto filho.
18 Então disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, porquanto dei minha serva
a meu marido. E chamou ao filho Issacar.
19 Concebendo Léia outra vez, deu a Jacó um sexto filho;
20 e disse: Deus me deu um excelente dote; agora morará comigo meu marido,
porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe Zebulom.
21 Depois. disto deu à luz uma filha, e chamou-lhe Diná.
22 Também lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a tornou fecunda.
23 De modo que ela concebeu e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus o
opróbrio.
24 E chamou-lhe José, dizendo: Acrescente-me o Senhor ainda outro filho.
25 Depois que Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Despede-me a fim de
que eu vá para meu lugar e para minha terra.
26 Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e
deixame ir; pois tu sabes o serviço que te prestei.
27 Labão lhe respondeu: Se tenho achado graça aos teus olhos, fica comigo; pois
tenho percebido que o Senhor me abençoou por amor de ti.
28 E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei.
29 Ao que lhe respondeu Jacó: Tu sabes como te hei servido, e como tem passado
o teu gado comigo.
30 Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda tem se multiplicado
abundantemente; e o Senhor te tem abençoado por onde quer que eu fui. Agora,
pois, quando hei de trabalhar também por minha casa?
31 Insistiu Labão: Que te darei? Então respondeu Jacó: Não me darás nada;
tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho se me fizeres isto:
32 Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e
malhados, e todos os escuros entre as ovelhas, e os malhados e salpicados entre
as cabras; e isto será o meu salário.
33 De modo que responderá por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando
vieres ver o meu salário assim exposto diante de ti: tudo o que não for
salpicado e malhado entre as cabras e escuro entre as ovelhas, esse, se for
achado comigo, será tido por furtado.
34 Concordou Labão, dizendo: Seja conforme a tua palavra.
35 E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas as cabras
salpicadas e malhadas, tudo em que havia algum branco, e todos os escuros entre
os cordeiros e os deu nas mãos de seus filhos;
36 e pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante
dos rebanhos de Labão.
37 Então tomou Jacó varas verdes de estoraque, de amendoeira e de plátano e,
descascando nelas riscas brancas, descobriu o branco que nelas havia;
38 e as varas que descascara pôs em frente dos rebanhos, nos cochos, isto é,
nos bebedouros, onde os rebanhos bebiam; e conceberam quando vinham beber.
39 Os rebanhos concebiam diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas,
salpicadas e malhadas.
40 Então separou Jacó os cordeiros, e fez os rebanhos olhar para os listrados e
para todos os escuros no rebanho de Labão; e pôs seu rebanho à parte, e não pôs
com o rebanho de Labão.
41 e todas as vezes que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos
bebedouros, diante dos olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas;
42 mas quando era fraco o rebanho, ele não as punha. Assim as fracas eram de
Labão, e as fortes de Jacó.
43 E o homem se enriqueceu sobremaneira, e teve grandes rebanhos, servas e
servos, camelos e jumentos.
GÊNESIS
[31]
1 Jacó, entretanto, ouviu as
palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem levado tudo o que era de
nosso pai, e do que era de nosso pai adquiriu ele todas estas, riquezas.
2 Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como dantes.
3 Disse o Senhor, então, a Jacó: Volta para a terra de teus pais e para a tua
parentela; e eu serei contigo.
4 Pelo que Jacó mandou chamar a Raquel e a Léia ao campo, onde estava o seu
rebanho,
5 e lhes disse: vejo que o rosto de vosso pai para comigo não é como
anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo.
6 Ora, vós mesmas sabeis que com todas as minhas forças tenho servido a vosso
pai.
7 Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes mudou o meu salário; Deus, porém,
não lhe permitiu que me fizesse mal.
8 Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário; então todo o
rebanho dava salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu
salário, então todo o rebanho dava listrados.
9 De modo que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim.
10 Pois sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e
num sonho vi que os bodes que cobriam o rebanho eram listrados, salpicados e
malhados.
11 Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui.
12 Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e vê que todos os bodes que cobrem
o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que
Labão te vem fazendo.
13 Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto;
levanta-te, pois, sai-te desta terra e volta para a terra da tua parentela.
14 Então lhe responderam Raquel e Léia: Temos nós ainda parte ou herança na
casa de nosso pai?
15 Não somos tidas por ele como estrangeiras? pois nos vendeu, e consumiu todo
o nosso preço.
16 Toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos;
portanto, faze tudo o que Deus te mandou.
17 Levantou-se, pois, Jacó e fez montar seus filhos e suas mulheres sobre os
camelos;
18 e levou todo o seu gado, e toda a sua fazenda, que havia adquirido, o gado
que possuía, que havia adquirido em Padã-Arã, a fim de ir ter com Isaque, seu
pai, à terra de Canaã.
19 Ora, tendo Labão ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os ídolos que
pertenciam a seu pai.
20 Jacó iludiu a Labão, o arameu, não lhe fazendo saber que fugia;
21 e fugiu com tudo o que era seu; e, levantando-se, passou o Rio, e foi em
direção à montanha de Gileade.
22 Ao terceiro dia foi Labão avisado de que Jacó havia fugido.
23 Então, tomando consigo seus irmãos, seguiu atrás de Jacó jornada de sete
dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.
24 Mas Deus apareceu de noite em sonho a Labão, o arameu, e disse-lhe:
Guardate, que não fales a Jacó nem bem nem mal.
25 Alcançou, pois, Labão a Jacó. Ora, Jacó tinha armado a sua tenda na
montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua tenda na montanha de
Gileade.
26 Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me iludiste e levaste minhas
filhas como cativas da espada?
27 Por que fuizeste ocultamente, e me iludiste e não mo fizeste saber, para que
eu te enviasse com alegria e com cânticos, ao som de tambores e de harpas;
28 Por que não me permitiste beijar meus filhos e minhas filhas? Ora, assim
procedeste nesciamente.
29 Está no poder da minha mão fazer-vos o mal, mas o Deus de vosso pai falou-me
ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales a Jacó nem bem nem mal.
30 Mas ainda que quiseste ir embora, porquanto tinhas saudades da casa de teu
pai, por que furtaste os meus deuses?
31 Respondeu-lhe Jacó: Porque tive medo; pois dizia comigo que tu me
arrebatarias as tuas filhas.
32 Com quem achares os teus deuses, porém, esse não viverá; diante de nossos
irmãos descobre o que é teu do que está comigo, e leva-o contigo. Pois Jacó não
sabia que Raquel os tinha furtado.
33 Entrou, pois, Labão na tenda de Jacó, na tenda de Léia e na tenda das duas
servas, e não os achou; e, saindo da tenda de Léia, entrou na tenda de Raquel.
34 Ora, Raquel havia tomado os ídolos e os havia metido na albarda do camelo, e
se assentara em cima deles. Labão apalpou toda a tenda, mas não os achou.
35 E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira nos olhos de meu senhor, por eu
não me poder levantar na tua presença, pois estou com o incômodo das mulheres.
Assim ele procurou, mas não achou os ídolos.
36 Então irou-se Jacó e contendeu com Labão, dizendo: Qual é a minha
transgressão? qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?
37 Depois de teres apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os
móveis da tua casar. Põe-no aqui diante de meus irmãos e de teus irmãos, para
que eles julguem entre nós ambos.
38 Estes vinte anos estive eu contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca
abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho.
39 Não te trouxe eu o despedaçado; eu sofri o dano; da minha mão requerias
tanto o furtado de dia como o furtado de noite.
40 Assim andava eu; de dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o sono me
fugia dos olhos.
41 Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e
seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu salário.
42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim,
certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e
o trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite.
43 Respondeu-lhe Labão: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus
filhos, e este rebanho é meu rebanho, e tudo o que vês é meu; e que farei hoje
a estas minhas filhas, ou aos filhos que elas tiveram?
44 Agora pois vem, e façamos um pacto, eu e tu; e sirva ele de testemunha entre
mim e ti.
45 Então tomou Jacó uma pedra, e a erigiu como coluna.
46 E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras. Tomaram, pois, pedras e fizeram um
montão, e ali junto ao montão comeram.
47 Labão lhe chamou Jegar-Saaduta, e Jacó chamou-lhe Galeede.
48 Disse, pois, Labão: Este montão é hoje testemunha entre mim e ti. Por isso
foi chamado Galeede;
49 e também Mizpá, porquanto disse: Vigie o Senhor entre mim e ti, quando
estivermos apartados um do outro.
50 Se afligires as minhas filhas, e se tomares outras mulheres além das minhas
filhas, embora ninguém esteja conosco, lembra-te de que Deus é testemunha entre
mim e ti.
51 Disse ainda Labão a Jacó: Eis aqui este montão, e eis aqui a coluna que
levantei entre mim e ti.
52 Seja este montão testemunha, e seja esta coluna testemunha de que, para mal,
nem passarei eu deste montão a ti, nem passarás tu deste montão e desta coluna
a mim.
53 O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós. E
jurou Jacó pelo Temor de seu pai Isaque.
54 Então Jacó ofereceu um sacrifício na montanha, e convidou seus irmãos para
comerem pão; e, tendo comido, passaram a noite na montanha.
55 Levantou-se Labão de manhã cedo, beijou seus filhos e suas filhas e os
abençoou; e, partindo, voltou para o seu lugar.
GÊNESIS
[32]
1 Jacó também seguiu o seu
caminho; e encontraram-no os anjos de Deus.
2 Quando Jacó os viu, disse: Este é o exército de Deus. E chamou àquele lugar
Maanaim.
3 Então enviou Jacó mensageiros diante de si a Esaú, seu irmão, à terra de
Seir, o território de Edom,
4 tendo-lhes ordenado: Deste modo falareis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó,
teu servo: Como peregrino morei com Labão, e com ele fiquei até agora;
5 e tenho bois e jumentos, rebanhos, servos e servas; e mando comunicar isso a
meu senhor, para achar graça aos teus olhos.
6 Depois os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos ter com teu irmão Esaú;
e, em verdade, vem ele para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele.
7 Jacó teve muito medo e ficou aflito; dividiu em dois bandos o povo que estava
com ele, bem como os rebanhos, os bois e os camelos;
8 pois dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.
9 Disse mais Jacó: o Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor,
que me disseste: Volta para a tua terra, e para a tua parentela, e eu te farei
bem!
10 Não sou digno da menor de todas as tuas beneficências e de toda a fidelidade
que tens usado para com teu servo; porque com o meu cajado passei este Jordão,
e agora volto em dois bandos.
11 Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque eu o temo;
acaso não venha ele matar-me, e a mãe com os filhos.
12 Pois tu mesmo disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência
como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar.
13 Passou ali aquela noite; e do que tinha tomou um presente para seu irmão
Esaú:
14 duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15 trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte
jumentas e dez jumentinhos.
16 Então os entregou nas mãos dos seus servos, cada manada em separado; e disse
a seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre manada e manada.
17 E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te
perguntar: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes diante de ti?
18 Então responderás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a
Esaú, e eis que ele vem também atrás dé nos.
19 Ordenou igualmente ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás
das manadas, dizendo: Desta maneira falareis a Esaú quando o achardes.
20 E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia:
Aplacá-lo-ei com o presente, que vai adiante de mim, e depois verei a sua face;
porventura ele me aceitará.
21 Foi, pois, o presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no
arraial.
22 Naquela mesma noite levantou-se e, tomando suas duas mulheres, suas duas
servas e seus onze filhos, passou o vau de Jaboque.
23 Tomou-os, e fê-los passar o ribeiro, e fez passar tudo o que tinha.
24 Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia.
25 Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa,
e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.
26 Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém,
respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares.
27 Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó.
28 Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com
Deus e com os homens e tens prevalecido.
29 Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te, o teu nome. Respondeu o homem: Por que
perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou.
30 Pelo que Jacó chamou ao lugar Peniel, dizendo: Porque tenho visto Deus face
a face, e a minha vida foi preservada.
31 E nascia o sol, quando ele passou de Peniel; e coxeava de uma perna.
32 Por isso os filhos de Israel não comem até o dia de hoje o nervo do quadril,
que está sobre a juntura da coxa, porquanto o homem tocou a juntura da coxa de
Jacó no nervo do quadril.
GÊNESIS
[33]
1 Levantou Jacó os olhos, e
olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os
filhos entre Léia, e Raquel, e as duas servas.
2 Pôs as servas e seus filhos na frente, Léia e seus filhos atrás destes, e
Raquel e José por últimos.
3 Mas ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, até
chegar perto de seu irmão.
4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o
beijou; e eles choraram.
5 E levantando Esaú os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem
são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos que Deus bondosamente tem dado
a teu servo.
6 Então chegaram-se as servas, elas e seus filhos, e inclinaram-se.
7 Chegaram-se também Léia e seus filhos, e inclinaram-se; depois chegaram-se
José e Raquel e se inclinaram.
8 Perguntou Esaú: Que queres dizer com todo este bando que tenho encontrado?
Respondeu Jacó: Para achar graça aos olhos de meu senhor.
9 Mas Esaú disse: Tenho bastante, meu irmão; seja teu o que tens.
10 Replicou-lhe Jacó: Não, mas se agora tenho achado graça aos teus olhos,
aceita o presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se
tivesse visto o rosto de Deus, e tu te agradaste de mim.
11 Aceita, peço-te, o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido
bondoso para comigo, e porque tenho de tudo. E insistiu com ele, e ele o
aceitou.
12 Então Esaú disse: Ponhamo-nos a caminho e vamos; eu irei adiante de ti.
13 Respondeu-lhe Jacó: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho
comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas a caminhar demais por um só
dia, todo o rebanho morrerá.
14 Passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu seguirei, conduzindo-os
calmamente, conforme o passo do gado que está diante de mim, e conforme o passo
dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir.
15 Ao que disse Esaú: Permite ao menos que eu deixe contigo alguns da minha
gente. Replicou Jacó: Para que? Basta que eu ache graça aos olhos de meu
senhor.
16 Assim tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho em direção a Seir.
17 Jacó, porém, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez barracas
para o seu gado; por isso o lugar se chama Sucote.
18 Depois chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã,
quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade.
19 E comprou a parte do campo, em que estendera a sua tenda, dos filhos de
Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.
20 Então levantou ali um altar, e chamou-lhe o El-Eloé-Israel.
GÊNESIS
[34]
1 Diná, filha de Léia, que
esta tivera de Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
2 Viu-a Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a,
deitou-se com ela e humilhou-a.
3 Assim se apegou a sua alma a Diná, filha de Jacó, e, amando a donzela,
falou-lhe afetuosamente.
4 Então disse Siquém a Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher.
5 Ora, Jacó ouviu que Siquém havia contaminado a Diná sua filha. Entretanto,
estando seus filhos no campo com o gado, calou-se Jacó até que viessem.
6 Hamor, pai de Siquém, saiu a fim de falar com Jacó.
7 Os filhos de Jacó, pois, vieram do campo logo que souberam do caso; e
entristeceram-se e iraram-se muito, porque Siquém havia cometido uma insensatez
em Israel, deitando-se com a filha de Jacó, coisa que não se devia fazer.
8 Então falou Hamor com eles, dizendo: A alma de meu filho Siquém afeiçoou-se
fortemente a vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher.
9 Também aparentai-vos conosco; dai-nos as vossas filhas e recebei as nossas.
10 Assim habitareis conosco; a terra estará diante de vós; habitai e negociai
nela, e nela adquiri propriedades.
11 Depois disse Siquém ao pai e aos irmãos dela: Ache eu graça aos vossos
olhos, e darei o que me disserdes;
12 exigi de mim o que quiserdes em dote e presentes, e darei o que me pedirdes;
somente dai-me a donzela por mulher.
13 Então os filhos de Jacó, respondendo, falaram enganosamente a Siquém e a
Hamor, seu pai, porque Siquém havia contaminado a Diná, sua irmã,
14 e lhes disseram: Não podemos fazer p isto, dar a nossa irmã a um homem incircunciso;
porque isso seria uma vergonha para nós.
15 Sob esta única condição consentiremos; se vos tornardes como nós,
circuncidando-se todo varão entre vós;
16 então vos daremos nossas filhas a vós, e receberemos vossas filhas para nós;
assim habitaremos convosco e nos tornaremos um só povo.
17 Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidardes, levaremos nossa filha e
nos iremos embora.
18 E suas palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho.
19 Não tardou, pois, o mancebo em fazer isso, porque se agradava da filha de
Jacó. Era ele o mais honrado de toda a casa de seu pai.
20 Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram
aos homens da cidade, dizendo:
21 Estes homens são pacíficos para conosco; portanto habitem na terra e negociem
nela, pois é bastante espaçosa para eles. Recebamos por mulheres as suas
filhas, e lhes demos as nossas.
22 Mas sob uma única condição é que consentirão aqueles homens em habitar
conosco para nos tornarmos um só povo: se todo varão entre nós se circuncidar,
como eles são circuncidados.
23 O seu gado, as suas aquisições, e todos os seus animais, não serão nossos?
consintamos somente com eles, e habitarão conosco.
24 E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta
da cidade; e foi circuncidado todo varão, todos os que saíam pela porta da sua
cidade.
25 Ao terceiro dia, quando os homens estavam doridos, dois filhos de Jacó,
Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram na cidade
com toda a segurança e mataram todo varão.
26 Mataram também ao fio da espada a Hamor e a Siquém, seu filho; e, tirando
Diná da casa de Siquém, saíram.
27 Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam
contaminado a sua irmã.
28 Tomaram-lhes os rebanhos, os bois, os jumentos, e o que havia tanto na
cidade como no campo;
29 e todos os seus bens, e todos os seus pequeninos, e as suas mulheres,
levaram por presa; e despojando as casas, levaram tudo o que havia nelas.
30 Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso
aos habitantes da terra, aos cananeus e perizeus. Tendo eu pouca gente, eles se
ajuntarão e me ferirão; e serei destruído, eu com minha casa.
31 Ao que responderam: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?
GÊNESIS
[35]
1 Depois disse Deus a Jacó:
Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te
apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão.
2 Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora
os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas
vestes.
3 Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu
no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei.
4 Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as
arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho
que está junto a Siquém.
5 Então partiram; e o terror de Deus sobreveio às cidades que lhes estavam ao
redor, de modo que não perseguiram os filhos de Jacó.
6 Assim chegou Jacó à Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e
todo o povo que estava com ele.
7 Edificou ali um altar, e chamou ao lugar El-Betel; porque ali Deus se lhe
tinha manifestado quando fugia da face de seu irmão.
8 Morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do
carvalho, ao qual se chamou Alom-Bacute.
9 Apareceu Deus outra vez a Jacó, quando ele voltou de Padã-Arã, e o abençoou.
10 E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel
será o teu nome. Chamou-lhe Israel.
11 Disse-lhe mais: Eu sou Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma
nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus
lombos;
12 a terra que dei a Abraão e a Isaque, a ti a darei; também à tua descendência
depois de ti a darei.
13 E Deus subiu dele, do lugar onde lhe falara.
14 Então Jacó erigiu uma coluna no lugar onde Deus lhe falara, uma coluna de
pedra; e sobre ela derramou uma libação e deitou-lhe também azeite;
15 e Jacó chamou Betel ao lugar onde Deus lhe falara.
16 Depois partiram de Betel; e, faltando ainda um trecho pequeno para chegar a
Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto, e custou-lhe o dar à luz.
17 Quando ela estava nas dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois
ainda terás este filho.
18 Então Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benôni;
mas seu pai chamou-lhe Benjamim.
19 Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata (esta é
Bete-Leém).
20 E Jacó erigiu uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura
de Raquel até o dia de hoje.
21 Então partiu Israel, e armou a sua tenda além de Migdal-Eder.
22 Quando Israel habitava naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila,
concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos de Jacó:
23 Os filhos de Léia: Rúben o primogênito de Jacó, depois Simeão, Levi, Judá,
Issacar e Zebulom;
24 os filhos de Raquel: José e Benjamim;
25 os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;
26 os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó,
que lhe nasceram em Padã-Arã.
27 Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), onde
peregrinaram Abraão e Isaque.
28 Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos;
29 e, exalando o espírito, morreu e foi congregado ao seu povo, velho e cheio
de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
GÊNESIS
[36]
1 Estas são as gerações de
Esaú (este é Edom):
2 Esaú tomou dentre as filhas de Canaã suas mulheres: Ada, filha de Elom o
heteu, e Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão o heveu,
3 e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
4 Ada teve de Esaú a Elifaz, e Basemate teve a Reuel; e Aolíbama teve a Jeús,
Jalão e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.
6 Depois Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, suas filhas e todas as almas de
sua casa, seu gado, todos os seus animais e todos os seus bens, que havia
adquirido na terra de Canaã, e foi-se para outra terra, apartando-se de seu
irmão Jacó.
7 Porque os seus bens eram abundantes demais para habitarem juntos; e a terra
de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.
8 Portanto Esaú habitou no monte de Seir; Esaú é Edom.
9 Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, no monte de Seir:
10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú;
Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.
11 E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gatã e Quenaz.
12 Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque.
São esses os filhos de Ada, mulher de Esaú.
13 Foram estes os filhos de Reuel: Naate e Zerá, Sama e Mizá. Foram esses os
filhos de Basemate, mulher de Esaú.
14 Estes foram os filhos de Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão, mulher de
Esaú: ela teve de Esaú Jeús, Jalão e Corá.
15 São estes os chefes dos filhos de Esaú: dos filhos de Elifaz, o primogênito
de Esaú, os chefes Temã, Omar, Zefô, Quenaz,
16 Corá, Gatã e Amaleque. São esses os chefes que nasceram a Elifaz na terra de
Edom; esses são os filhos de Ada.
17 Estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: os chefes Naate, Zerá, Sama e
Mizá; esses são os chefes que nasceram a Reuel na terra de Edom; esses são os
filhos de Basemate, mulher de Esaú.
18 Estes são os filhos de Aolíbama, mulher de Esaú: os chefes Jeús, Jalão e
Corá; esses são os chefes que nasceram a líbama, filha de Ana, mulher de Esaú.
19 Esses são os filhos de Esaú, e esses seus príncipes: ele é Edom.
20 São estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lotã, Sobal,
Zibeão, Anás,
21 Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus, filhos de Seir, na terra
de Edom.
22 Os filhos de Lotã foram: Hori e Hemã; e a irmã de Lotã era Timna.
23 Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onão.
24 Estes são os filhos de Zibeão: Aías e Anás; este é o Anás que achou as
fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.
25 São estes os filhos de Ana: Disom e Aolíbama, filha de Ana.
26 São estes os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
27 Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.
28 Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.
29 Estes são os chefes dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás,
30 Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus que governaram na terra
de Seir.
31 São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei
algum sobre os filhos de Israel.
32 Reinou, pois, em Edom Belá, filho de Beor; e o nome da sua cidade era
Dinabá.
33 Morreu Belá; e Jobabe, filho de Zerá de Bozra, reinou em seu lugar.
34 Morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.
35 Morreu Husão; e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, que feriu a
Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade era Avite.
36 Morreu Hadade; e Sâmela de Masreca reinou em seu lugar.
37 Morreu Sâmela; e Saul de Reobote junto ao rio reinou em seu lugar.
38 Morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.
39 Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar; e o nome da
sua cidade era Paú; e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede,
filha de Me-Zaabe.
40 Estes são os nomes dos chefes dos filhos de Esaú, segundo as suas famílias,
segundo os seus lugares, pelos seus nomes: os chefes Timna, Alva, Jetete,
41 Aolíbama, Elá, Pinom,
42 Quenaz, Temã, Mibzar,
43 Magdiel e Irão; esses são os chefes de Edom, segundo as suas habitações, na
terra ,da sua possessão. Este é Esaú, pai dos edomeus.
GÊNESIS
[37]
1 Jacó habitava na terra das
peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 Estas são as gerações de Jacó. José, aos dezessete anos de idade, estava com
seus irmãos apascentando os rebanhos; sendo ainda jovem, andava com os filhos
de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia a seu pai
más notícias a respeito deles.
3 Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era filho da
sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
4 Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles,
odiavam-no, e não lhe podiam falar pacificamente.
5 José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.
6 Pois ele lhes disse: Ouvi, peço-vos, este sonho que tive:
7 Estávamos nós atando molhos no campo, e eis que o meu molho, levantando-se,
ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.
8 Responderam-lhe seus irmãos: Tu pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras
terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por causa dos seus
sonhos e das suas palavras.
9 Teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, dizendo: Tive ainda outro
sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam perante mim.
10 Quando o contou a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e
disse-lhe: Que sonho é esse que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e
teus irmãos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante de ti?
11 Seus irmãos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso no seu coração.
12 Ora, foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu pai, em Siquém.
13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém?
Vem, e enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
14 Disse-lhe Israel: Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o rebanho; e traze-me
resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom; e José foi a Siquém.
15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe:
Que procuras?
16 Respondeu ele: Estou procurando meus irmãos; dize-me, peço-te, onde
apascentam eles o rebanho.
17 Disse o homem: Foram-se daqui; pois ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José,
pois, seguiu seus irmãos, e os achou em Dotã.
18 Eles o viram de longe e, antes que chegasse aonde estavam, conspiraram
contra ele, para o matarem,
19 dizendo uns aos outros: Eis que lá vem o sonhador!
20 Vinde pois agora, fmatemo-lo e lancemo-lo numa das covas; e diremos: uma
besta-fera o devorou. Veremos, então, o que será dos seus sonhos.
21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles, dizendo: Não lhe tiremos a
vida.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está
no deserto, e não lanceis mão nele. Disse isto para livrá-lo das mãos deles, a
fim de restituí-lo a seu pai.
23 Logo que José chegou a seus irmãos, estes o despiram da sua túnica, a túnica
de várias cores, que ele trazia;
24 e tomando-o, lançaram-no na cova; mas a cova estava vazia, não havia água
nela.
25 Depois sentaram-se para comer; e, levantando os olhos, viram uma caravana de
ismaelitas que vinha de Gileade; nos seus camelos traziam tragacanto, bálsamo e
mirra, que iam levar ao Egito.
26 Disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar nosso irmão e encobrir
o seu sangue?
27 Vinde, vendamo-lo a esses ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque
é nosso irmao, nossa carne. E escutaram-no seus irmãos.
28 Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e
venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o
Egito.
29 Ora, Rúben voltou à cova, e eis que José não estava na cova; pelo que rasgou
as suas vestes
30 e, tornando a seus irmãos, disse: O menino não aparece; e eu, aonde irei?
31 Tomaram, então, a túnica de José, mataram um cabrito, e tingiram a túnica no
sangue.
32 Enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai e dizer-lhe:
Achamos esta túnica; vê se é a túnica de teu filho, ou não.
33 Ele a reconheceu e exclamou: A túnica de meu filho! uma besta-fera o
devorou; certamente José foi despedaçado.
34 Então Jacó rasgou as suas vestes, e pôs saco sobre os seus lombos e lamentou
seu filho por muitos dias.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o
consolarem; ele, porém, recusou ser consolado, e disse: Na verdade, com choro
hei de descer para meu filho até o Seol. Assim o chorou seu pai.
36 Os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da
guarda.
GÊNESIS
[38]
1 Nesse tempo Judá desceu de
entre seus irmãos e entrou na casa dum adulamita, que se chamava Hira,
2 e viu Judá ali a filha de um cananeu, que se chamava Suá; tomou-a por mulher,
e esteve com ela.
3 Ela concebeu e teve um filho, e o pai chamou-lhe Er.
4 Tornou ela a conceber e teve um filho, a quem ela chamou Onã.
5 Teve ainda mais um filho, e chamou-lhe Selá. Estava Judá em Quezibe, quando
ela o teve.
6 Depois Judá tomou para Er, o seu primogênito, uma mulher, por nome Tamar.
7 Ora, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o
Senhor o matou.
8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e cumprindo-lhe o dever
de cunhado, suscita descendência a teu irmão.
9 Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo
que, toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sêmen no chão para
não dar descendência a seu irmão.
10 E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a
ele.
11 Então disse Judá a Tamar sua nora: Conserva-te viúva em casa de teu pai, até
que Selá, meu filho, venha a ser homem; porquanto disse ele: Para que
porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e morou
em casa de seu pai.
12 Com o correr do tempo, morreu a filha de Suá, mulher de Judá. Depois de
consolado, Judá subiu a Timnate para ir ter com os tosquiadores das suas
ovelhas, ele e Hira seu amigo, o adulamita.
13 E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timnate para
tosquiar as suas ovelhas.
14 Então ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o véu, e
assim envolvida, assentou-se à porta de Enaim que está no caminho de Timnate;
porque via que Selá já era homem, e ela lhe não fora dada por mulher.
15 Ao vê-la, Judá julgou que era uma prostituta, porque ela havia coberto o
rosto.
16 E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me estar contigo;
porquanto não sabia que era sua nora. Perguntou-lhe ela: Que me darás, para
estares comigo?
17 Respondeu ele: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. Perguntou ela ainda:
Dar-me-ás um penhor até que o envies?
18 Então ele respondeu: Que penhor é o que te darei? Disse ela: O teu selo com
a corda, e o cajado que está em tua mão. Ele, pois, lhos deu, e esteve com ela,
e ela concebeu dele.
19 E ela se levantou e se foi; tirou de si o véu e vestiu os vestidos da sua
viuvez.
20 Depois Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo o adulamita, para receber
o penhor da mão da mulher; porém ele não a encontrou.
21 Pelo que perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta que
estava em Enaim junto ao caminho? E disseram: Aqui não esteve prostituta
alguma.
22 Voltou, pois, a Judá e disse: Não a achei; e também os homens daquele lugar
disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.
23 Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que não caiamos em
desprezo; eis que enviei este cabrito, mas tu não a achaste.
24 Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora, se prostituiu e
eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora,
e seja ela queimada.
25 Quando ela estava sendo tirada para fora, mandou dizer a seu sogro: Do homem
a quem pertencem estas coisas eu concebi. Disse mais: Reconhece, peço-te, de
quem são estes, o selo com o cordão, e o cajado.
26 Reconheceu-os, pois, Judá, e disse: Ela é mais justa do que eu, porquanto
não a dei a meu filho Selá. E nunca mais a conheceu.
27 Sucedeu que, ao tempo de ela dar à luz, havia gêmeos em seu ventre;
28 e dando ela à luz, um pôs fora a mão, e a parteira tomou um fio encarnado e
o atou em sua mão, dizendo: Este saiu primeiro.
29 Mas recolheu ele a mão, e eis que seu irmão saiu; pelo que ela disse: Como
tens tu rompido! Portanto foi chamado Pérez.
30 Depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encamado; e foi chamado
Zerá.
GÊNESIS
[39]
1 José foi levado ao Egito; e
Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, egípcio, comprou-o da mão dos
ismaelitas que o haviam levado para lá.
2 Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava na casa do seu
senhor, o egípcio.
3 E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mão
tudo quanto ele empreendia.
4 Assim José achou graça aos olhos dele, e o servia; de modo que o fez mordomo
da sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.
5 Desde que o pôs como mordomo sobre a sua casa e sobre todos os seus bens, o
Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor estava
sobre tudo o que tinha, tanto na casa como no campo.
6 Potifar deixou tudo na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava
com ele, a não ser do pão que comia. Ora, José era formoso de porte e de
semblante.
7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os olhos em
José, e lhe disse: Deita-te comigo.
8 Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não
sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem;
9 ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti,
porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar
contra Deus?
10 Entretanto, ela instava com José dia após dia; ele, porém, não lhe dava
ouvidos, para se deitar com ela, ou estar com ela.
11 Mas sucedeu, certo dia, que entrou na casa para fazer o seu serviço; e
nenhum dos homens da casa estava lá dentro.
12 Então ela, pegando-o pela capa, lhe disse: Deita-te comigo! Mas ele,
deixando a capa na mão dela, fugiu, escapando para fora.
13 Quando ela viu que ele deixara a capa na mão dela e fugira para fora,
14 chamou pelos homens de sua casa, e disse-lhes: Vede! meu marido trouxe-nos
um hebreu para nos insultar; veio a mim para se deitar comigo, e eu gritei em
alta voz;
15 e ouvigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me deixou, aqui a sua
capa e fugiu, escapando para fora.
16 Ela guardou a capa consigo, até que o senhor dele voltou a casa.
17 Então falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: O servo hebreu, que
nos trouxeste, veio a mim para me insultar;
18 mas, levantando eu a voz e gritando, ele deixou comigo a capa e fugiu para
fora.
19 Tendo o seu senhor ouvido as palavras de sua mulher, que lhe falava,
dizendo: Desta maneira me fez teu servo, a sua ira se acendeu.
20 Então o senhor de José o tomou, e o lançou no cárcere, no lugar em que os
presos do rei estavam encarcerados; e ele ficou ali no cárcere.
21 O Senhor, porém, era com José, estendendo sobre ele a sua benignidade e
dando-lhe graça aos olhos do carcereiro,
22 o qual entregou na mão de José todos os presos que estavam no cárcere; e era
José quem ordenava tudo o que se fazia ali.
23 E o carcereiro não tinha cuidado de coisa alguma que estava na mão de José,
porquanto o Senhor era com ele, fazendo prosperar tudo quanto ele empreendia.
GÊNESIS
[40]
1 Depois destas coisas o
copeiro do rei do Egito e o seu padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
2 Pelo que se indignou Faraó contra os seus dois oficiais, contra o copeiro-mor
e contra o padeiro-mor;
3 e mandou detê-los na casa do capitão da guarda, no cárcere onde José estava
preso;
4 e o capitão da guarda pô-los a cargo de José, que os servia. Assim estiveram
por algum tempo em detenção.
5 Ora, tiveram ambos um sonho, cada um seu sonho na mesma noite, cada um
conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito,
que se achavam presos no cárcere:
6 Quando José veio a eles pela manhã, viu que estavam perturbados:
7 Perguntou, pois, a esses oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da
casa de seu senhor, dizendo: Por que estão os vossos semblantes tão tristes
hoje?
8 Responderam-lhe: Tivemos um sonho e ninguém há que o interprete. Pelo que
lhes disse José: Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-mo,
peço-vos.
9 Então contou o copeiro-mor o seu sonho a José, dizendo-lhe: Eis que em meu
sonho havia uma vide diante de mim,
10 e na vide três sarmentos; e, tendo a vide brotado, saíam as suas flores, e
os seus cachos produziam uvas maduras.
11 O copo de Faraó estava na minha mão; e, tomando as uvas, eu as espremia no
copo de Faraó e entregava o copo na mão de Faraó.
12 Então disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: Os três sarmentos são três
dias;
13 dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restaurará ao teu
cargo; e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando
eras seu copeiro.
14 Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peço-te, de compaixão para
comigo e faze menção de mim a Faraó e tira-me desta casa;
15 porque, na verdade, fui roubado da terra dos hebreus; e aqui também nada
tenho feito para que me pusessem na masmorra.
16 Quando o padeiro-mor viu que a interpretação era boa, disse a José: Eu
também sonhei, e eis que três cestos de pão branco estavam sobre a minha
cabeça.
17 E no cesto mais alto havia para Faraó manjares de todas as qualidades que
fazem os padeiros; e as aves os comiam do cesto que estava sobre a minha
cabeça.
18 Então respondeu José: Esta é a interpretação do sonho: Os três cestos são
três dias;
19 dentro de três dias tirará Faraó a tua cabeça, e te pendurará num madeiro, e
as aves comerão a tua carne de sobre ti.
20 E aconteceu ao terceiro dia, o dia natalício de Faraó, que este deu um
banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor, e a cabeça
do padeiro-mor no meio dos seus servos;
21 e restaurou o copeiro-mor ao seu cargo de copeiro, e este deu o copo na mão
de Faraó;
22 mas ao padeiro-mor enforcou, como José lhes havia interpretado.
23 O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.
GÊNESIS
[41]
1 Passados dois anos
inteiros, Faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo;
2 e eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e
pastavam no carriçal.
3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e
paravam junto às outras vacas à beira do Nilo.
4 E as vacas feias à vista e magras de carne devoravam as sete formosas à vista
e gordas. Então Faraó acordou.
5 Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas
cheias e boas.
6 Após elas brotavam sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental;
7 e as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então Faraó
acordou, e eis que era um sonho.
8 Pela manhã o seu espírito estava perturbado; pelo que mandou chamar todos os
adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos,
mas não havia quem lhos interpretasse.
9 Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Das minhas faltas me lembro hoje:
10 Faraó estava muito indignado contra os seus servos, e entregou-me à prisão
na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mor.
11 Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, cada um conforme
a interpretação do seu sonho.
12 Ora, estava ali conosco um mancebo hebreu, servo do capitão da guarda, ao
qual contamos os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um conforme o
seu sonho.
13 E conforme a sua interpretação, assim mesmo aconteceu: eu fui restituído ao
meu cargo, e ele foi enforcado.
14 Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair apressadamente da
masmorra; ele se barbeou, mudou de traje e apresentou-se a Faraó.
15 E Faraó disse a José: Tive um sonho, e não há quem o interprete; de ti,
porém, ouvi dizer que ouvindo contar um sonho, podes interpretá-lo.
16 Respondeu-lhe José: Isso não está em mim; Deus é que dará uma resposta de
paz a Faraó.
17 Então disse Faraó a José: Em meu sonho estava eu em pé à beira do Nilo;
18 e eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista, e
pastavam no carriçal.
19 Após elas subiam outras sete vacas, fracas, muito feias à vista e magras de
carne, tão feias quais nunca vi em toda a terra do Egito.
20 E as vacas magras e feias devoravam as primeiras sete vacas gordas;
21 e depois de as terem consumido, não se podia reconhecer que as houvessem
consumido; porque o seu aspecto ainda era tão feio como no princípio. Então
acordei.
22 Depois vi em meu sonho, e eis que de uma só cana subiam sete espigas cheias
e boas.
23 Após elas brotavam sete espigas murchas, miúdas e queimadas do vento
oriental;
24 e as espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. Ora, contei isto aos
magos, mas não houve quem mo interpretasse.
25 Então lhe disse José: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer,
mostrou-o a Faraó.
26 As sete vacas boas são sete anos; as sete espigas boas também são sete anos;
o sonho e um só.
27 De igual modo as sete vacas magras e feias, que subiam depois delas, são
sete anos, bem como o são as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental;
serão eles sete anos de fome.
28 É isto o que eu disse a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.
29 Eis que vêm sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito;
30 a estes seguirão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na
terra do Egito e a fome consumirá a terra;
31 e não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que
seguirá; porquanto será gravíssima.
32 Ora, se o sonho foi duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por
Deus, e ele brevemente a fará.
33 Portanto, proveja-se agora Faraó de um homem entendido e sábio, e o ponha
sobre a terra do Egito.
34 Faça isto Faraó: nomeie administradores sobre a terra, que tomem a quinta
parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de fartura;
35 e ajuntem eles todo o mantimento destes bons anos que vêm, e amontoem trigo
debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades e o guardem;
36 assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome,
que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.
37 Esse parecer foi bom aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus
servos.
38 Perguntou, pois, Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este,
em quem haja o espírito de Deus?
39 Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há
tão entendido e sábio como tu.
40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo;
somente no trono eu serei maior que tu.
41 Disse mais Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.
42 E Faraó tirou da mão o seu anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de
traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.
43 Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele:
Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito.
44 Ainda disse Faraó a José: Eu sou Faraó; sem ti, pois, ninguém levantará a
mão ou o pé em toda a terra do Egito.
45 Faraó chamou a José Zafnate-Paneã, e deu-lhe por mulher Asenate, filha de
Potífera, sacerdote de Om. Depois saiu José por toda a terra do Egito.
46 Ora, José era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Faraó, rei do
Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.
47 Durante os sete anos de fartura a terra produziu a mancheias;
48 e José ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito,
e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que estava ao redor de cada
cidade, guardou-o dentro da mesma.
49 Assim José ajuntou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de
contar; porque não se podia mais contá-lo.
50 Antes que viesse o ano da fome, nasceram a José dois filhos, que lhe deu
Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
51 E chamou José ao primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer de
todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.
52 Ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da
minha aflição.
53 Acabaram-se, então, os sete anos de fartura que houve na terra do Egito;
54 e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome
em todas as terras; porém, em toda a terra do Egito havia pão.
55 Depois toda a terra do Egito teve fome, e o povo clamou a Faraó por pão; e
Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.
56 De modo que, havendo fome sobre toda a terra, abriu José todos os depósitos,
e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.
57 Também de todas as terras vinham ao Egito, para comprarem de José; porquanto
a fome prevaleceu em todas as terras.
GÊNESIS
[42]
1 Ora, Jacó soube que havia
trigo no Egito, e disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os
outros?
2 Disse mais: Tenho ouvido que há trigo no Egito; descei até lá, e de lá
comprai-o para nós, a fim de que vivamos e não morramos.
3 Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.
4 Mas a Benjamim, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, pois
disse: Para que, porventura, não lhe suceda algum desastre.
5 Assim entre os que iam lá, foram os filhos de Israel para comprar, porque
havia fome na terra de Canaã.
6 José era o governador da terra; era ele quem vendia a todo o povo da terra; e
vindo os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra.
7 José, vendo seus irmãos, reconheceu-os; mas portou-se como estranho para com
eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: Donde vindes? Responderam eles:
Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento.
8 José, pois, reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
9 Lembrou-se então José dos sonhos que tivera a respeito deles, e disse-lhes:
Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.
10 Responderam-lhe eles: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar
mantimento.
11 Nós somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus
servos não são espias.
12 Replicou-lhes: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.
13 Mas eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem
da terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, e outro já não existe.
14 Respondeu-lhe José: É assim como vos disse; sois espias.
15 Nisto sereis provados: Pela vida de Faraó, não saireis daqui, a menos que
venha para cá vosso irmão mais novo.
16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, a fim
de serem provadas as vossas palavras, se há verdade convosco; e se não, pela
vida de Faraó, vós sois espias.
17 E meteu-os juntos na prisão por três dias.
18 Ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a
Deus.
19 Se sois homens de retidão, que fique um dos irmãos preso na casa da vossa
prisão; mas ide vós, levai trigo para a fome de vossas casas,
20 e trazei-me o vosso irmão mais novo; assim serão verificadas vossas
palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram.
21 Então disseram uns aos outros: Nós, na verdade, somos culpados no tocante a
nosso irmão, porquanto vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava, e não o
quisemos atender; é por isso que vem sobre nós esta angústia.
22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos dizia eu: Não pequeis contra o menino; Mas não
quisestes ouvir; por isso agora é requerido de nós o seu sangue.
23 E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.
24 Nisto José se retirou deles e chorou. Depois tornou a eles, falou-lhes, e
tomou a Simeão dentre eles, e o amarrou perante os seus olhos.
25 Então ordenou José que lhes enchessem de trigo os sacos, que lhes
restituíssem o dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem provisões para o
caminho. E assim lhes foi feito.
26 Eles, pois, carregaram o trigo sobre os seus jumentos, e partiram dali.
27 Quando um deles abriu o saco, para dar forragem ao seu jumento na estalagem,
viu o seu dinheiro, pois estava na boca do saco.
28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi-me devolvido; ei-lo aqui no saco.
Então lhes desfaleceu o coração e, tremendo, viravam-se uns para os outros,
dizendo: Que é isto que Deus nos tem feito?
29 Depois vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o
que lhes acontecera, dizendo:
30 O homem, o senhor da terra, falou-nos asperamente, e tratou-nos como espias
da terra;
31 mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias;
32 somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um já não existe e o mais novo está
hoje com nosso pai na terra de Canaã.
33 Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que vós sois
homens de retidão: Deixai comigo um de vossos irmãos, levai trigo para a fome
de vossas casas, e parti,
34 e trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas
homens de retidão; então vos entregarei o vosso irmão e negociareis na terra.
35 E aconteceu que, despejando eles os sacos, eis que o pacote de dinheiro de
cada um estava no seu saco; quando eles e seu pai viram os seus pacotes de
dinheiro, tiveram medo.
36 Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe, e
não existe Simeão, e haveis de levar Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre
mim.
37 Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu to não
tornar a trazer; entrega-o em minha mão, e to tornarei a trazer.
38 Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é
morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre pelo caminho em que
fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza ao Seol.
GÊNESIS
[43]
1 Ora, a fome era gravíssima
na terra.
2 Tendo eles acabado de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes
seu pai: voltai, comprai-nos um pouco de alimento.
3 Mas respondeu-lhe Judá: Expressamente nos advertiu o homem, dizendo: Não
vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.
4 Se queres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento;
mas se não queres enviá-lo, não desceremos, porquanto o homem nos disse: Não
vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.
6 Perguntou Israel: Por que me fizeste este mal, fazendo saber ao homem que
tínheis ainda outro irmão?
7 Responderam eles: O homem perguntou particularmente por nós, e pela nossa
parentela, dizendo: vive ainda vosso pai? tendes mais um irmão? e
respondemos-lhe segundo o teor destas palavras. Podíamos acaso saber que ele
diria: Trazei vosso irmão?
8 Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e
levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu,
nem nossos filhinhos.
9 Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se eu to não trouxer, e o
não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo para sempre.
10 E se não nos tivéssemos demorado, certamente já segunda vez estaríamos de
volta.
11 Então disse-lhes Israel seu pai: Se é sim, fazei isto: tomai os melhores
produtos da terra nas vossas vasilhas, e levai ao homem um presente: um pouco
de bálsamo e um pouco de mel, tragacanto e mirra, nozes de fístico e amêndoas;
12 levai em vossas mãos dinheiro em dobro; e o dinheiro que foi devolvido na
boca dos vossos sacos, tornai a levá-lo em vossas mãos; bem pode ser que fosse
engano.
13 Levai também vosso irmão; levantai-vos e voltai ao homem;
14 e Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que ele deixe
vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado
ficarei.
15 Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em dobro nas mãos, e a
Benjamim; e, levantando-se desceram ao Egito e apresentaram-se diante de José.
16 Quando José viu Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva os
homens à casa, mata reses, e apronta tudo; pois eles comerão comigo ao
meio-dia.
17 E o homem fez como José ordenara, e levou-os à casa de José.
18 Então os homens tiveram medo, por terem sido levados à casa de José; e
diziam: por causa do dinheiro que da outra vez foi devolvido nos nossos sacos
que somos trazidos aqui, para nos criminar e cair sobre nós, para que nos tome
por servos, tanto a nós como a nossos jumentos.
19 Por isso eles se chegaram ao despenseiro da casa de José, e falaram com ele
à porta da casa,
20 e disseram: Ai! senhor meu, na verdade descemos dantes a comprar mantimento;
21 e quando chegamos à estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro
de cada um estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos
a trazê-lo em nossas mãos;
22 também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não
sabemos quem tenha posto o dinheiro em nossos sacos.
23 Respondeu ele: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de
vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro chegou-me às
mãos. E trouxe-lhes fora Simeão.
24 Depois levou os homens à casa de José, e deu-lhes ãgua, e eles lavaram os
pés; também deu forragem aos seus jumentos.
25 Então eles prepararam o presente para quando José viesse ao meio-dia; porque
tinham ouvido que ali haviam de comer.
26 Quando José chegou em casa, trouxeram-lhe ali o presente que guardavam junto
de si; e inclinaram-se a ele até a terra.
27 Então ele lhes perguntou como estavam; e prosseguiu: vosso pai, o ancião de
quem falastes, está bem? ainda vive?
28 Responderam eles: O teu servo, nosso pai, estã bem; ele ainda vive. E
abaixaram a cabeça, e inclinaram-se.
29 Levantando os olhos, José viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e
perguntou: É este o vosso irmão mais novo de quem me falastes? E disse: Deus
seja benévolo para contigo, meu filho.
30 E José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu
irmão, e procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali.
31 Depois lavou o rosto, e saiu; e se conteve e disse: Servi a comida.
32 Serviram-lhe, pois, a ele à parte, e a eles também à parte, e à parte aos
egípcios que comiam com ele; porque os egípcios não podiam comer com os
hebreus, porquanto é isso abominação aos egípcios.
33 Sentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o
menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si.
34 Então ele lhes apresentou as porções que estavam diante dele; mas a porção
de Benjamim era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E eles beberam, e
se regalaram com ele.
GÊNESIS
[44]
1 Depois José deu ordem ao
despenseiro de sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos dos homens,
quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.
2 E a minha taça de prata porãs na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do
seu trigo. Assim fez ele conforme a palavra que José havia dito.
3 Logo que veio a luz da manhã, foram despedidos os homens, eles com os seus
jumentos.
4 Havendo eles saído da cidade, mas não se tendo distanciado muito, disse José
ao seu despenseiro: Levanta-te e segue os homens; e, alcançando-os, dize-lhes:
Por que tornastes o mal pelo bem?
5 Não é esta a taça por que bebe meu senhor, e de que se serve para adivinhar?
Fizestes mal no que fizestes.
6 Então ele, tendo-os alcançado, lhes falou essas mesmas palavras.
7 Responderam-lhe eles: Por que falo meu senhor tais palavras? Longe estejam
teus servos de fazerem semelhante coisa.
8 Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos nossos sacos, to tornamos a
trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor
prata ou ouro?
9 Aquele dos teus servos com quem a taça for encontrada, morra; e ainda nós
seremos escravos do meu senhor.
10 Ao que disse ele: Seja conforme as vossas palavras; aquele com quem a taça
for encontrada será meu escravo; mas vós sereis inocentes.
11 Então eles se apressaram cada um a pôr em terra o seu saco, e cada um a
abri-lo.
12 E o despenseiro buscou, começando pelo maior, e acabando pelo mais novo; e
achou-se a taça no saco de Benjamim.
13 Então rasgaram os seus vestidos e, tendo cada um carregado o seu jumento,
voltaram à cidade.
14 E veio Judá com seus irmãos à casa de José, pois ele ainda estava ali; e
prostraram-se em terra diante dele.
15 Logo lhes perguntou José: Que ação é esta que praticastes? não sabeis vós
que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar?
16 Respondeu Judá: Que diremos a meu senhor? que falaremos? e como nos
justificaremos? Descobriu Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos
de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achada a taça.
17 Disse José: Longe esteja eu de fazer isto; o homem em cuja mão a taça foi
achada, aquele será meu servo; porém, quanto a vós, subi em paz para vosso pai.
18 Então Judà se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu
servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor; e não se acenda a tua ira
contra o teu servo; porque tu és como Faraó.
19 Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão?
20 E respondemos a meu senhor: Temos pai, já velho, e há um filho da sua
velhice, um menino pequeno; o irmão deste é morto, e ele ficou o único de sua
mãe; e seu pai o ama.
21 Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre
ele.
22 E quando respondemos a meu senhor: O menino não pode deixar o seu pai; pois
se ele deixasse o seu pai, este morreria;
23 replicaste a teus servos: A menos que desça convosco vosso irmão mais novo,
nunca mais vereis a minha face.
24 Então subimos a teu servo, meu pai, e lhe contamos as palavras de meu
senhor.
25 Depois disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento;
26 e lhe respondemos: Não podemos descer; mas, se nosso irmão menor for
conosco, desceremos; pois não podemos ver a face do homem, se nosso irmão menor
não estiver conosco.
27 Então nos disse teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois
filhos;
28 um saiu de minha casa e eu disse: certamente foi despedaçado, e não o tenho
visto mais;
29 se também me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer
as minhas cãs com tristeza ao Seol.
30 Agora, pois, se eu for ter com o teu servo, meu pai, e o menino não estiver
conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele,
31 acontecerá que, vendo ele que o menino ali não está, morrerá; e teus servos
farão descer as cãs de teu servo, nosso pai com tristeza ao Seol.
32 Porque teu servo se deu como fiador pelo menino para com meu pai, dizendo:
Se eu to não trouxer de volta, serei culpado, para com meu pai para sempre.
33 Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo de meu senhor,
e que suba o menino com seus irmãos.
34 Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino não for comigo? para que não
veja eu o mal que sobrevirá a meu pai.
GÊNESIS
[45]
1 Então José não se podia
conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei a todos sair da
minha presença; e ninguém ficou com ele, quando se deu a conhecer a seus
irmãos.
2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviram, bem como a
casa de Faraó.
3 Disse, então, José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus
irmãos não lhe puderam responder, pois estavam pasmados diante dele.
4 José disse mais a seus irmãos: Chegai-vos a mim, peço-vos. E eles se
chegaram. Então ele prosseguiu: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para
o Egito.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido
para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós.
6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que
não haverá lavoura nem sega.
7 Deus enviou-me adiante de vós, para conservar-vos descendência na terra, e
para guardar-vos em vida por um grande livramento.
8 Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto
por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador sobre toda
a terra do Egito.
9 Apressai-vos, subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim disse teu filho José: Deus
me tem posto por senhor de toda a terra do Egito; desce a mim, e não te
demores;
10 habitarás na terra de Gósem e estarás perto de mim, tu e os teus filhos e os
filhos de teus filhos, e os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens;
11 ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não
sejas reduzido à pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.
12 Eis que os vossos olhos, e os de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca
que vos fala.
13 Fareis, pois, saber a meu pai toda a minha glória no Egito; e tudo o que
tendes visto; e apressar-vos-eis a fazer descer meu pai para cá.
14 Então se lançou ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e Benjamim
chorou também ao pescoço dele.
15 E José beijou a todos os seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus
irmãos falaram com ele.
16 Esta nova se fez ouvir na casa de Faraó: São vindos os irmãos de José; o que
agradou a Faraó e a seus servos.
17 Ordenou Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos
animais e parti, tornai à terra de Canaã;
18 tomai o vosso pai e as vossas familias e vinde a mim; e eu vos darei o
melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.
19 A ti, pois, é ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vós da terra do Egito
carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei vosso pai, e vinde.
20 E não vos pese coisa alguma das vossas alfaias; porque o melhor de toda a
terra do Egito será vosso.
21 Assim fizeram os filhos de Israel. José lhes deu carros, conforme o mandado
de Faraó, e deu-lhes também provisão para o caminho.
22 A todos eles deu, a cada um, mudas de roupa; mas a Benjamim deu trezentas
peças de prata, e cinco mudas de roupa.
23 E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados do melhor do Egito, e
dez jumentas carregadas de trigo, pão e provisão para seu pai, para o caminho.
24 Assim despediu seus irmãos e, ao partirem eles, disse-lhes: Não contendais
pelo caminho.
25 Então subiram do Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai,
26 e lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra
do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava.
27 Quando, porém, eles lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e
vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se-lhe o
espírito;
28 e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes
que morra.
GÊNESIS
[46]
1 Partiu, pois, Israel com
tudo quanto tinha e veio a Beer-Seba, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de seu
pai Isaque.
2 Falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! Respondeu Jacó:
Eis-me aqui.
3 E Deus disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito;
porque eu te farei ali uma grande nação.
4 Eu descerei contigo para o Egito, e certamente te farei tornar a subir; e
José porá a sua mão sobre os teus olhos.
5 Então Jacó se levantou de Beer-Seba; e os filhos de Israel levaram seu pai
Jacó, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que Faraó enviara para o
levar.
6 Também tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de
Canaã, e vieram para o Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele.
7 Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as suas filhas e as filhas
de seus filhos, e toda a sua descendência, levou-os consigo para o Egito.
8 São estes os nomes dos filhos de Israel, que vieram para o Egito, Jacó e seus
filhos: Rúben, o primogênito de Jacó.
9 E os filhos de Rúben: Hanoque, Palu, Hezrom e Carmi.
10 E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar, e Saul, filho de
uma mulher cananéia.
11 E os filhos de Levi: Gérsom, Coate e Merári.
12 E os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Pérez e Zerá. Er e Onã, porém, morreram
na terra de Canaã. E os filhos de Pérez foram Hezrom e Hamul,
13 E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Iobe e Sinrom.
14 E os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel.
15 Estes são os filhos de Léia, que ela deu a Jacó em Padã-Arã, além de Diná,
sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas eram trinta e três.
16 E os filhos de Gade: Zifiom, Hagui, Suni, Ezbom, Eri, Arodi e Areli.
17 E os filhos de Aser: Imná, Isvá, Isvi e Beria, e Sera, a irmã deles; e os
filhos de Beria: Heber e Malquiel.
18 Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua filha Léia; e estes ela
deu a Jacó, ao todo dezesseis almas.
19 Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.
20 E nasceram a José na terra do Egito Manassés e Efraim, que lhe deu Asenate,
filha de Potífera, sacerdote de Om.
21 E os filhos de Benjamim: Belá, Bequer, Asbel, Gêra, Naamã, Eí, Ros, Mupim,
Hupim e Arde.
22 Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze almas.
23 E os filhos de Dã: Husim.
24 E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém.
25 Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha Raquel; e estes
deu ela a Jacó, ao todo sete almas.
26 Todas as almas que vieram com Jacó para o Egito e que saíram da sua coxa,
fora as mulheres dos filhos de Jacó, eram todas sessenta e seis almas;
27 e os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as
almas da casa de Jacó, que vieram para o Egito eram setenta.
28 Ora, Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e
chegaram à terra de Gósen.
29 Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a
Gósen; e tendo-se-lhe apresentado, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o
seu pescoço longo tempo.
30 E Israel disse a José: Morra eu agora, já que tenho visto o teu rosto, pois
que ainda vives.
31 Depois disse José a seus irmãos, e à casa de seu pai: Eu subirei e
informarei a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam
na terra de Canaã, vieram para mim.
32 Os homens são pastores, que se ocupam em apascentar gado; e trouxeram os
seus rebanhos, o seu gado e tudo o que têm.
33 Quando, pois, Faraó vos chamar e vos perguntar: Que ocupação é a vossa?
34 respondereis: Nós, teus servos, temos sido pastores de gado desde a nossa
mocidade até agora, tanto nós como nossos pais. Isso direis para que habiteis
na terra de Gósen; porque todo pastor de ovelhas é abominação para os egípcios.
GÊNESIS
[47]
1 Então veio José, e informou
a Faraó, dizendo: Meu pai e meus irmãos, com seus rebanhos e seu gado, e tudo o
que têm, chegaram da terra de Canaã e estão na terra de Gósen.
2 E tomou dentre seus irmãos cinco homens e os apresentou a Faraó.
3 Então perguntou Faraó a esses irmãos de José: Que ocupação é a vossa;
Responderam-lhe: Nós, teus servos, somos pastores de ovelhas, tanto nós como
nossos pais.
4 Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra; porque não há
pasto para os rebanhos de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de
Canaã; agora, pois, rogamos-te permitas que teus servos habitem na terra de
Gósen.
5 Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti;
6 a terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e
teus irmãos; habitem na terra de Gósen. E se sabes que entre eles hà homens
capazes, põe-nos sobre os pastores do meu gado.
7 Também José introduziu a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó
abençoou a Faraó.
8 Então perguntou Faraó a Jacó: Quantos são os dias dos anos da tua vida?
9 Respondeu-lhe Jacó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e
trinta anos; poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida, e não
chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas
peregrinações.
10 E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença.
11 José, pois, estabeleceu a seu pai e seus irmãos, dando-lhes possessão na
terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara.
12 E José sustentou de pão seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai,
segundo o número de seus filhos.
13 Ora, não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui grave; de modo que
a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.
14 Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na
terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de
Faraó.
15 Quando se acabou o dinheiro na terra do Egito, e na terra de Canaã, vieram
todos os egípcios a José, dizendo: Dà-nos pão; por que morreremos na tua
presença? porquanto o dinheiro nos falta.
16 Respondeu José: Trazei o vosso gado, e vo-lo darei por vosso gado, se falta
o dinheiro.
17 Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca dos cavalos,
e das ovelhas, e dos bois, e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano em
troca de todo o seu gado.
18 Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não
ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de
gado jà pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o
nosso corpo e a nossa terra;
19 por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra?
Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos
servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para
que a terra não fique desolada.
20 Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó; porque os egípcios
venderam cada um o seu campo, porquanto a fome lhes era grave em extremo; e a
terra ficou sendo de Faraó.
21 Quanto ao povo, José fê-lo passar às cidades, desde uma até a outra
extremidade dos confins do Egito.
22 Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham
rações de Faraó, e eles comiam as suas rações que Faraó lhes havia dado; por
isso não venderam a sua terra.
23 Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para
Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.
24 Há de ser, porém, que no tempo as colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e
quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e
dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinho.
25 Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! achemos graça aos olhos de
meu senhor, e seremos servos de Faraó.
26 José, pois, estabeleceu isto por estatuto quanto ao solo do Egito, até o dia
de hoje, que a Faraó coubesse o quinto a produção; somente a terra dos
sacerdotes não ficou sendo de Faraó.
27 Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; e nela adquiriram
propriedades, e frutificaram e multiplicaram-se muito.
28 E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de modo que os dias de Jacó,
os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos.
29 Quando se aproximava o tempo da morte de Israel, chamou ele a José, seu
filho, e disse-lhe: Se tenho achado graça aos teus olhos, põe a mão debaixo da
minha coxa, e usa para comigo de benevolência e de verdade: rogo-te que não me
enterres no Egito;
30 mas quando eu dormir com os meus pais, levar-me-ás do Egito e enterrar-me-ás
junto à sepultura deles. Respondeu José: Farei conforme a tua palavra.
31 E Jacó disse: Jura-me; e ele lhe jurou. Então Israel inclinou-se sobre a
cabeceira da cama.
GÊNESIS
[48]
1 Depois destas coisas
disseram a José: Eis que teu pai está enfermo. Então José tomou consigo os seus
dois filhos, Manassés e Efraim.
2 Disse alguém a Jacó: Eis que José, teu olho, vem ter contigo. E esforçando-se
Israel, sentou-se sobre a cama.
3 E disse Jacó a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de
Canaã, e me abençoou,
4 e me disse: Eis que te farei frutificar e te multiplicarei; tornar-te-ei uma
multidão de povos e darei esta terra à tua descendência depois de ti, em
possessão perpétua.
5 Agora, pois, os teus dois filhos, que nasceram na terra do Egito antes que eu
viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e
Simeão;
6 mas a prole que tiveres depois deles será tua; segundo o nome de seus irmãos
serão eles chamados na sua herança.
7 Quando eu vinha de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã,
quando ainda faltava alguma distância para chegar a Efrata; sepultei-a ali no
caminho que vai dar a Efrata, isto é, Belém.
8 Quando Israel viu os filhos de José, perguntou: Quem são estes?
9 Respondeu José a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui.
Continuou Israel: Traze-mos aqui, e eu os abençoarei.
10 Os olhos de Israel, porém, se tinham escurecido por causa da velhice, de
modo que não podia ver. José, pois, fê-los chegar a ele; e ele os beijou e os
abraçou.
11 E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez
ver também a tua descendência.
12 Então José os tirou dos joelhos de seu pai; e inclinou-se à terra diante da
sua face.
13 E José tomou os dois, a Efraim com a sua mão direita, à esquerda de Israel,
e a Manassés com a sua mão esquerda, à direita de Israel, e assim os fez chegar
a ele.
14 Mas Israel, estendendo a mão direita, colocou-a sobre a cabeça de Efraim,
que era o menor, e a esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as mãos
assim propositadamente, sendo embora este o primogênito.
15 E abençoou a José, dizendo: O Deus em cuja presença andaram os meus pais
Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até
este dia,
16 o anjo que me tem livrado de todo o mal, abençoe estes mancebos, e seja
chamado neles o meu nome, e o nome de meus pois Abraão e Isaque; e
multipliquem-se abundantemente no meio da terra.
17 Vendo José que seu pai colocava a mão direita sobre a cabeça de Efraim,
foi-lhe isso desagradável; levantou, pois, a mão de seu pai, para a transpor da
cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés.
18 E José disse a seu pai: Nãa assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe
a mão direita sobre a sua cabeça.
19 Mas seu pai, recusando, disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; ele também se
tornará um povo, ele também será grande; contudo o seu irmão menor será maior
do que ele, e a sua descendência se tornará uma multidão de nações.
20 Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Por ti Israel abençoará e dirá: Deus
te faça como Efraim e como Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.
21 Depois disse Israel a José: Eis que eu morro; mas Deus será convosco, e vos
fará tornar para a terra de vossos pais.
22 E eu te dou um pedaço de terra a mais do que a teus irmãos, o qual tomei com
a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus.
GÊNESIS
[49]
1 Depois chamou Jacó a seus
filhos, e disse: Ajuntai-vos para que eu vos anuncie o que vos há de acontecer
nos dias vindouros.
2 Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel vosso pai:
3 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor,
preeminente em dignidade e preeminente em poder.
4 Descomedido como a àgua, não reterás a preeminência; porquanto subiste ao
leito de teu pai; então o contaminaste. Sim, ele subiu à minha cama.
5 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.
6 No seu concílio não entres, ó minha alma! com a sua assembléia não te
ajuntes, ó minha glória! porque no seu furor mataram homens, e na sua teima
jarretaram bois.
7 Maldito o seu furor, porque era forte! maldita a sua ira, porque era cruel!
Dividi-los-ei em Jacó, e os espalharei em Israel.
8 Judá, a ti te louvarão teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus
inimigos: diante de ti se prostrarão os filhos de teu pai.
9 Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita
como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?
10 O cetro não se arredará de Judà, nem o bastão de autoridade dentre seus pés,
até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos.
11 Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira
seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em sangue de uvas.
12 Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite.
13 Zebulom habitarà no litoral; será ele ancoradouro de navios; e o seu termo
estender-se-á até Sidom.
14 Issacar é jumento forte, deitado entre dois fardos.
15 Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradável. Sujeitou os
seus ombros à carga e entregou-se ao serviço forçado de um escravo.
16 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.
17 Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os
calcanhares do cavalo, de modo que caia o seu cavaleiro para trás.
18 A tua salvação tenho esperado, ó Senhor!
19 Quanto a Gade, guerrilheiros o acometerão; mas ele, por sua vez, os
acometerá.
20 De Aser, o seu pão será gordo; ele produzirá delícias reais.
21 Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas.
22 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto a uma fonte; seus raminhos se
estendem sobre o muro.
23 Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e perseguiram,
24 mas o seu arco permaneceu firme, e os seus braços foram fortalecidos pelas
mãos do Poderoso de Jacó, o Pastor, o Rochedo de Israel,
25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te
abençoara, com bênçãos dos céus em cima, com bênçãos do abismo que jaz embaixo,
com bênçãos dos seios e da madre.
26 As bênçãos de teu pai excedem as bênçãos dos montes eternos, as coisas
desejadas dos eternos outeiros; sejam elas sobre a cabeça de José, e sobre o
alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos.
27 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devorará a presa, e à tarde
repartirã o despojo.
28 Todas estas são as doze tribos de Israel: e isto é o que lhes falou seu pai
quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção.
29 Depois lhes deu ordem, dizendo-lhes: Eu estou para ser congregado ao meu
povo; sepultai-me com meus pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu,
30 na cova que está no campo de Macpela, que está em frente de Manre, na terra
de Canaã, cova esta que Abraão comprou de Efrom, o heteu, juntamente com o
respectivo campo, como propriedade de sepultura.
31 Ali sepultaram a Abraão e a Sara, sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a
Rebeca, sua mulher; e ali eu sepultei a Léia.
32 O campo e a cova que está nele foram comprados aos filhos de Hete.
33 Acabando Jacó de dar estas instruçães a seus filhos, encolheu os seus pés na
cama, expirou e foi congregado ao seu povo.
GÊNESIS
[50]
1 Então José se lançou sobre
o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o beijou.
2 E José ordenou a seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os
médicos embalsamaram a Israel.
3 Cumpriram-se-lhe quarenta dias, porque assim se cumprem os dias de
embalsamação; e os egípcios o choraram setenta dias.
4 Passados, pois, os dias de seu choro, disse José à casa de Faraó: Se agora
tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó,
dizendo:
5 Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei
para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, deixa-me subir,
peço-te, e sepultar meu pai; então voltarei.
6 Respondeu Faraó: Sobe, e sepulta teu pai, como ele te fez jurar.
7 Subiu, pois, José para sepultar a seu pai; e com ele subiram todos os servos
de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito,
8 como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente
deixaram na terra de Gósen os seus pequeninos, os seus rebanhos e o seu gado.
9 E subiram com ele tanto carros como gente a cavalo; de modo que o concurso
foi mui grande.
10 Chegando eles à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali um
grande e forte pranto; assim fez José por seu pai um grande pranto por sete
dias.
11 Os moradores da terra, os cananeus, vendo o pranto na eira de Atade,
disseram: Grande pranto é este dos egípcios; pelo que o lugar foi chamado
Abel-Mizraim, o qual está além do Jordão.
12 Assim os filhos de Jacó lhe fizeram como ele lhes ordenara;
13 pois o levaram para a terra de Canaã, e o sepultaram na cova do campo de
Macpela, que Abraão tinha comprado com o campo, como propriedade de sepultura,
a Efrom, o heteu, em frente de Manre.
14 Depois de haver sepultado seu pai, José voltou para o Egito, ele, seus
irmãos, e todos os que com ele haviam subido para sepultar seu pai.
15 Vendo os irmãos de José que seu pai estava morto, disseram: Porventura José
nos odiará e nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos.
16 Então mandaram dizer a José: Teu pai, antes da sua morte, nos ordenou:
17 Assim direis a José: Perdoa a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque
te fizeram mal. Agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos
do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam.
18 Depois vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis
que nós somos teus servos.
19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus?
20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para
o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com
vida.
21 Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei, a vós e a vossos filhinhos.
Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração.
22 José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez
anos.
23 E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de
Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José.
24 Depois disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará,
e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, a Isaque e a
Jacó.
25 E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará,
e fareis transportar daqui os meus ossos.
26 Assim morreu José, tendo cdo; ele produzirá delícias reais. embalsamaram e o
puseram num caixão no Egito.
[1]
1 Ora, estes são os nomes dos
filhos de Israel, que entraram no Egito; entraram com Jacó, cada um com a sua
família:
2 Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
3 Issacar, Zebulom e Benjamim;
4 Dã e Naftali, Gade e Aser.
5 Todas as almas, pois, que procederam da coxa de Jacó, foram setenta; José,
porém, já estava no Egito.
6 Morreu, pois, José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
7 Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se
e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles.
8 Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a José.
9 Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte
do que nos.
10 Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça
que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra
nós e se retire da terra.
11 Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas.
Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e Ramessés.
12 Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se
multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa
dos filhos de Israel.
13 Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza;
14 assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e
com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os
faziam servir com dureza.
15 Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava
Sifrá e a outra Puá,
16 dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os
assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá.
17 As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes
ordenara, antes conservavam os meninos com vida.
18 Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que
tendes feito isto e guardado os meninos com vida?
19 Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as
egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira chegue a
elas.
20 Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu
muito.
21 Também aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu
as casas.
22 Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que
nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
ÊXODO
[2]
1 Foi-se um homem da casa de
Levi e casou com uma filha de Levi.
2 A mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso,
escondeu-o três meses.
3 Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de
juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o menino, colocou-a entre
os juncos a margem do rio.
4 E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe aconteceria.
5 A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam à
beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada buscá-la.
6 E abrindo-a, viu a criança, e eis que o menino chorava; então ela teve
compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos dos hebreus.
7 Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: Queres que eu te vá chamar
uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino para ti?
8 Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e chamou a mãe do
menino.
9 Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu
salário. E a mulher tomou o menino e o criou.
10 Quando, pois, o menino era já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual
o adotou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei.
11 Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a ter com seus
irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que feria a um hebreu
dentre, seus irmãos.
12 Olhou para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou o
egipcio e escondeu-o na areia.
13 Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus contendiam; e
perguntou ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu próximo?
14 Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me,
como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o negócio já
foi descoberto.
15 E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da
presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço.
16 O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e
encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.
17 Então vieram os pastores, e as expulsaram dali; Moisés, porém, levantou-se e
as defendeu, e deu de beber ao rebanho delas.
18 Quando elas voltaram a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: como é que hoje
voltastes tão cedo?
19 Responderam elas: um egípcio nos livrou da mão dos pastores; e ainda tirou
água para nós e deu de beber ao rebanho.
20 E ele perguntou a suas filhas: Onde está ele; por que deixastes lá o homem?
chamai-o para que coma pão.
21 Então Moisés concordou em marar com aquele homem, o qual lhe deu sua filha
Zípora.
22 E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Peregrino
sou em terra estrangeira.
23 No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel
gemiam debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a Deus o seu clamor por
causa dessa servidão.
24 Então Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Abraão, com
Isaque e com Jacó.
25 E atentou Deus para os filhos de Israel; e Deus os conheceu.
ÊXODO
[3]
1 Ora, Moisés estava
apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e levou o
rebanho para trás do deserto, e chegou a Horebe, o monte de Deus.
2 E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça.
Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia;
3 pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a
sarça não se queima.
4 E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e
disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.
5 Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o
lugar em que tu estás é terra santa.
6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o
Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.
7 Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está
no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque
conheço os seus sofrimentos;
8 e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra
para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o
lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu.
9 E agora, ei s que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho
visto a opressão com que os egípcios os oprimem.
10 Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu
povo, os filhos de Israel.
11 Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito
os filhos de Israel?
12 Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de
que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus
neste monte.
13 Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e
lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual
é o seu nome? Que lhes direi?
14 Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos
de Israel: EU SOU me enviou a vós.
15 E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o
Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me
enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração
em geração.
16 Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor, o Deus de vossos
pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu-me, dizendo: certamente
vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito;
17 e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu,
do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que
mana leite e mel.
18 E ouvirão a tua voz; e ireis, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e
dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois,
deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos
sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
19 Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma
forte mão.
20 Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas as minhas
maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará ir.
21 E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que,
quando sairdes, não saireis vazios.
22 Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e
jóias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre
vossas filhas; assim despojareis os egípcios.
EXODO
[4]
1 Então respondeu Moisés: Mas
eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te
apareceu.
2 Ao que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão. Disse Moisés: uma vara.
3 Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se tornou
em cobra; e Moisés fugiu dela.
4 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu
ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão);
5 para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de
Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
6 Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mão no seio. E meteu a mão no seio. E
quando a tirou, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve.
7 Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a meter a mão no
seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o restante da sua
carne.)
8 E sucederá que, se eles não te crerem, nem atentarem para o primeiro sinal,
crerão ao segundo sinal.
9 E se ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então
tomarás da água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que tomares
do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra seca.
10 Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui
dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e
pesado de língua.
11 Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo,
ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor?
12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
13 Ele, porém, respondeu: Ah, Senhor! envia, peço-te, por mão daquele a quem tu
hás de enviar.
14 Então se acendeu contra Moisés a ira do Senhor, e disse ele: Não é Arão, o
levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro,
e vendo-te, se alegrará em seu coração.
15 Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua
boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer.
16 E ele falará por ti ao povo; assim ele te será por boca, e tu lhe serás por
Deus.
17 Tomarás, pois, na tua mão esta vara, com que hás de fazer os sinais.
18 Então partiu Moisés, e voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe: Deixa-me,
peço-te, voltar a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem.
Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai-te em paz.
19 Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque
morreram todos os que procuravam tirar-te a vida.
20 Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os fez montar num jumento e
tornou à terra do Egito; e Moisés levou a vara de Deus na sua mão.
21 Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante
de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o
seu coração, e ele não deixará ir o povo.
22 Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu
primogênito;
23 e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me sirva. mas tu recusaste
deixá-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu primogênito.
24 Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e quis
matá-lo.
25 Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e,
lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo
sanguinário.
26 O Senhor, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da
circuncisão.
27 Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e,
encontrando-o no monte de Deus, o beijou:
28 E relatou Moisés a Arão todas as palavras com que o Senhor o enviara e todos
os sinais que lhe mandara.
29 Então foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel;
30 e Arão falou todas as palavras que o Senhor havia dito a Moisés e fez os
sinais perante os olhos do povo.
31 E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de
Israel e que tinha visto a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.
ÊXODO
[5]
1 Depois foram Moisés e Arão
e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo,
para que me celebre uma festa no deserto.
2 Mas Faraó respondeu: Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz para deixar
ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.
3 Então eles ainda falaram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto
deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de três dias ao deserto, e oferecer
sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com
pestilência ou com espada.
4 Respondeu-lhes de novo o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis o povo
cessar das suas obras? Ide às vossas cargas.
5 Disse mais Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis
abandonar as suas cargas.
6 Naquele mesmo dia Faraó deu ordem aos exatores do povo e aos seus oficiais,
dizendo:
7 Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vão eles
mesmos, e colham palha para si.
8 Também lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis
dela; porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos
ao nosso Deus.
9 Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que se ocupem nele e não dêem
ouvidos a palavras mentirosas.
10 Então saíram os exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo: Assim
diz Faraó: Eu não vos darei palha;
11 ide vós mesmos, e tomai palha de onde puderdes achá-la; porque nada se
diminuirá de vosso serviço.
12 Então o povo se espalhou por toda parte do Egito a colher restolho em lugar
de palha.
13 E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a tarefa do dia no
seu dia, como quando havia palha.
14 E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles pelos
exatores de Faraó, que reclamavam: Por que não acabastes nem ontem nem hoje a
vossa tarefa, fazendo tijolos como dantes?
15 Pelo que os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Faraó, dizendo:
Porque tratas assim a teus servos?
16 Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus
servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a culpa.
17 Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos,
sacrifiquemos ao Senhor.
18 Portanto, ide, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a
conta dos tijolos.
19 Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se lhes
dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.
20 Ao saírem da presença de Faraó depararam com Moisés e Arão que vinham ao
encontro deles,
21 e disseram-lhes: Olhe o Senhor para vós, e julgue isso, porquanto fizestes o
nosso caso repelente diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes nas
mãos uma espada para nos matar.
22 Então, tornando-se Moisés ao Senhor, disse: Senhor! por que trataste mal a
este povo? por que me enviaste?
23 Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem
maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu povo.
EXODO
[6]
1 Então disse o Senhor a
Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; pois por uma poderosa mão os
deixará ir, sim, por uma poderosa mão os lançará de sua terra.
2 Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová.
3 Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu
nome Jeová, não lhes fui conhecido.
4 Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de
suas peregrinações, na qual foram peregrinos.
5 Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios vêm
escravizando; e lembrei-me do meu pacto.
6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei de debaixo
das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com
braço estendido e com grandes juízos.
7 Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou
Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.
8 Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e
vo-la darei por herança. Eu sou Jeová.
9 Assim falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não lhe deram ouvidos, por
causa da angústia de espírito e da dura servidão.
10 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
11 Vai, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua
terra.
12 Moisés, porém, respondeu perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de
Israel não me têm ouvido: como, pois, me ouvirá Faraó a mim, que sou
incircunciso de lábios?
13 Todavia o Senhor falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os
filhos de Israel, e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem os filhos de
Israel da terra do Egito..
14 Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben o
primogênito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de
Rúben.
15 E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de
uma cananéia; estas são as famílias de Simeão.
16 E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson,
Coate e Merári; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.
17 Os filhos de Gérson: Líbni e Simei, segundo as suas famílias.
18 Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate
foram cento e trinta e três anos.
19 Os filhos de Merári: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as
suas gerações.
20 Ora, Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu Arão e
Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.
21 Os filhos de Izar: Corá, Nofegue e Zicri.
22 Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.
23 Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Nasom; e ela
lhe deu Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
24 Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos
coraítas.
25 Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe
deu Finéias; estes são os chefes das casa, paternas dos levitas, segundo as
suas famílias.
26 Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel
da terra do Egito, segundo os seus exércitos.
27 Foram eles os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito
os filhos de Israel; este Moisés e este Arão.
28 No dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do Egito,
29 disse o Senhor a Moisés: Eu sou Jeová; dize a Faraó, rei do Egito, tudo
quanto eu te digo.
30 Respondeu Moisés perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lábios;
como, pois, me ouvirá Faraó;
ÊXODO
[7]
1 Então disse o Senhor a
Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu
profeta.
2 Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que
deixe ir os filhos de Israel da sua terra.
3 Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito
os meus sinais e as minhas maravilhas.
4 Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os
meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes
juízos.
5 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre
o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.
6 Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.
7 Tinha Moisés oitenta anos, e Arão oitenta e três, quando falaram a Faraó.
8 Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão:
9 Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; diras a
Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em
serpente.
10 Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor
ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e
ela se tornou em serpente.
11 Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito,
também fizeram o mesmo com os seus encantamentos.
12 Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a
vara de Arão tragou as varas deles.
13 Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor
tinha dito.
14 Então disse o Senhor a Moisés: Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa
deixar ir o povo.
15 Vai ter com Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas; pôr-te-ás à beira
do rio para o encontrar, e tomarás na mão a vara que se tomou em serpente.
16 E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, enviou-me a ti para dizer-te:
Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não
o tens ouvido.
17 Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu, com esta
vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se tornarão em
sangue.
18 E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios
terão nojo de beber da água do rio.
19 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Toma a tua vara, e estende a mão
sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre
as suas lagoas e sobre todas as suas águas empoçadas, para que se tornem em
sangue; e haverá sangue por toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira
como nos de pedra.
20 Fizeram Moisés e Arão como lhes ordenara o Senhor; Arão, levantando a vara,
feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos
olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue.
21 De modo que os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os
egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do
Egito.
22 Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito com os seus encantamentos; de
maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor
tinha dito.
23 Virou-se Faraó e entrou em sua casa, e nem ainda a isto tomou a sério.
24 Todos os egípcios, pois, cavaram junto ao rio, para achar água que beber;
porquanto não podiam beber da água do rio.
25 Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.
ÊXODO
[8]
1 Então disse o Senhor a
Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para
que me sirva.
2 Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.
3 O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e virão à tua casa, e ao teu
dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo,
e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras.
4 Sim, as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus
servos.
5 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre
as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a
terra do Egito.
6 Arão, pois, estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, que
cobriram a terra do Egito.
7 Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs
sobre a terra do Egito.
8 Chamou, pois, Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor que tire as
rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que ofereça
sacrifícios ao Senhor.
9 Respondeu Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti,
e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas,
de sorte que fiquem somente no rio?.
10 Disse Faraó: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que
saibas que ninguém há como o Senhor nosso Deus.
11 As rãs, pois, se apartarão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do
teu povo; ficarão somente no rio.
12 Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Senhor
por causa das rãs que tinha trazido sobre Faraó.
13 O Senhor, pois, fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas
casas, nos pátios, e nos campos.
14 E ajuntaram-nas em montes, e a terra, cheirou mal.
15 Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu,
como o Senhor tinha dito.
16 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó
da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.
17 E assim fizeram. Arão estendeu a sua mão com a vara, e feriu o pó da terra,
e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o pó da terra se tornou em
piolhos em toda a terra do Egito.
18 Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem
piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos animais.
19 Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. No entanto o coração
de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha dito:.
20 Disse mais o Senhor a Moisés: levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de
Faraó:; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o
meu povo, para que me sirva.
21 Porque se não deixares ir o meu povo., eis que enviarei enxames de moscas
sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as
casas dos egípcios se encherão destes enxames, bem como a terra em que eles
estiverem.
22 Mas naquele dia separarei a terra de Gósem em que o meu povo habita, a fim
de que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no
meio desta terra.
23 Assim farei distinção entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este
milagre.
24 O Senhor, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de
Faraó e nas casas dos seus servos; e em toda parte do Egito a terra foi
assolada pelos enxames de moscas.
25 Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e oferecei sacrifícios
ao vosso Deus nesta terra.
26 Respondeu Moisés: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos
egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Sacrificando nós a
abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles?
27 Havemos de ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos
sacrifícios ao Senhor nosso Deus, como ele nos ordenar.
28 Então disse Faraó: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao
Senhor vosso Deus no deserto; somente não ireis muito longe; e orai por mim.
29 Respondeu Moisés: Eis que saio da tua presença e orarei ao Senhor, que estes
enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo;
somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente, não deixando ir o povo
para oferecer sacrifícios ao Senhor.
30 Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
31 E fez o Senhor conforme a palavra de Moisés, e apartou os enxames de moscas
de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma sequer.
32 Mas endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo.
ÊXODO
[9]
1 Depois o Senhor disse a
Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa
ir o meu povo, para que me sirva.
2 Porque, se recusares deixá-los ir, e ainda os retiveres,
3 eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: sobre os
cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas;
haverá uma pestilência muito grave.
4 Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não
morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.
5 E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na
terra.
6 Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu;
porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
7 E Faraó mandou ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera sequer um.
Mas o coração de Faraó se obstinou, e não deixou ir o povo.
8 Então disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai mancheias de cinza do forno, e
Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;
9 e ela se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito, e haverá tumores que
arrebentarão em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.
10 E eles tomaram cinza do forno, e apresentaram-se diante de Faraó; e Moisés a
espalhou para o céu, e ela se tomou em tumores que arrebentavam em úlceras nos
homens e no gado.
11 Os magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa dos tumores;
porque havia tumores nos magos, e em todos os egípcios.
12 Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o
Senhor tinha dito a Moisés.
13 Então disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, põe-te diante de
Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo,
para que me sirva;
14 porque desta vez enviarei todas as a minhas pragas sobre o teu coração, e
sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como
eu em toda a terra.
15 Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com
pestilência, e tu terias sido destruído da terra;
16 mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu
poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
17 Tu ainda te exaltas contra o meu povo, não o deixando ir?
18 Eis que amanhã, por este tempo, s farei chover saraiva tão grave qual nunca
houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.
19 Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque
sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa,
cairá a saraiva, e morrerão.
20 Quem dos servos de Faraó temia a o palavra do Senhor, fez Fugir os seus
servos e o seu gado para as casas;
21 mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus
servos e o seu gado no campo.
22 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que caia
saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre os animais, e sobre
toda a erva do campo na terra do Egito.
23 E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e
saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do
Egito.
24 Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca
houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.
25 E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo,
tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as
árvores do campo.
26 Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve
saraiva.
27 Então Faraó mandou chamar Moisés e e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o
Senhor é justo, mas eu e o meu povo somos a ímpios.
28 Orai ao Senhor; pois já bastam estes trovões da parte de Deus e esta
saraiva; eu vos deixarei ir, e não permanecereis mais, aqui.
29 Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver saído da cidade estenderei minhas
mãos ao Senhor; os trovões cessarão, e não haverá, mais saraiva, para que
saibas que a terra é do Senhor.
30 Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante
do Senhor Deus.
31 Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na
espiga, e o linho em flor;
32 mas não foram danificados o trigo e a espelta, porque não estavam crescidos.
33 Saiu, pois, Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao
Senhor; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a
terra.
34 Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham cessado, continuou a
pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.
35 Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel,
como o Senhor tinha dito por Moisés.
ÊXODO
[10]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés: vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus
servos, para manifestar estes meus sinais no meio deles,
2 e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que
fiz no Egito, e os meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais que
eu sou o Senhor.
3 Foram, pois, Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor, o
Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o
meu povo, para que me sirva;
4 mas se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos
aos teus termos;
5 e eles cobrirão a face da terra, de sorte que não se poderá ver a terra e
comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda
árvore que vos cresce no campo;
6 e encherão as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de
todos os egípcios, como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde o
dia em que apareceram na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da
presença de Faraó.
7 Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser
por laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; porventura
não sabes ainda que o Egito está destruído?
8 Pelo que Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele lhes disse:
Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Mas quais são os que hão de ir?
9 Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos
velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e
com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.
10 Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vós e a
vossos pequeninos! Olhai, porque há mal diante de vós.
11 Não será assim; agora, ide vós, os homens, e servi ao Senhor, pois isso é o
que pedistes: E foram expulsos da presença de Faraó.
12 Então disse o Senhor a Moisés: Quanto aos gafanhotos, estende a tua mão
sobre a terra do Egito, para que venham eles sobre a terra do Egito e comam
toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.
13 Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe
sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando
amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.
14 Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre
todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos,
nem depois deles haverá.
15 Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e
comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva;
nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do
Egito.
16 Então Faraó mandou apressadamente chamar Moisés e Arão, e lhes disse: Pequei
contra o Senhor vosso Deus, e contra vós.
17 Agora: pois, perdoai-me peço-vos somente esta vez o meu pecado, e orai ao
Senhor vosso Deus que tire de mim mais esta morte.
18 Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
19 Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os
gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os
termos do Egito.
20 O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os
filhos de Israel.
21 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja
trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.
22 Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a
terra do Egito por três dias.
23 Não se viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três
dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas suas habitações.
24 Então mandou Faraó chamar Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente
fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão juntamente convosco os vossos
pequeninos.
25 Moisés, porém, disse: Tu também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e
holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
26 E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele
havemos de tomar para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que
havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.
27 O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir:
28 Disse, pois, Faraó a Moisés: Retira-te de mim, guarda-te que não mais vejas
o meu rosto; porque no dia em que me vires o rosto morrerás.
29 Respondeu Moisés: Disseste bem; eu nunca mais verei o teu rosto.
ÊXODO
[11]
1 Disse o Senhor a Moisés:
Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois ele vos
deixará ir daqui; e, deixando vos ir a todos, com efeito vos expulsará daqui.
2 Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada
mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro.
3 E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão
Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos
olhos do povo.
4 Depois disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: ë meia-noite eu sairei pelo
meio do Egito;
5 e todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o primogênito de
Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está
detrás da mó, e todos os primogênitos dos animais.
6 Pelo que haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve nem
haverá jamais.
7 Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem
contra homem nem contra animal; para que saibais que o Senhor faz distinção
entre os egípcios e os filhos de Israel.
8 Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim,
dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. Depois disso eu sairei.
E Moisés saiu da presença de Faraó ardendo em ira.
9 Pois o Senhor dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas
maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
10 E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor
endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos de
Israel.
ÊXODO
[12]
1 Ora, o Senhor falou a
Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
2 Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos
meses do ano.
3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará
cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada
família.
4 Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente
com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao
comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.
5 O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis
das ovelhas ou das cabras,
6 e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da
congregação de Israel o matará à tardinha:
7 Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas
em que o comerem.
8 E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas
amargosas a comerao.
9 Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua
cabeça com as suas pernas e com a sua fressura.
10 Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã,
queimá-lo-eis no fogo.
11 Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés,
e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do
Senhor.
12 Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os
primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre
todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor.
13 Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o
sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos
destruir, quando eu ferir a terra do Egito. :
14 E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor;
através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
15 Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento
das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o
sétimo dia, esse será cortado de Israel.
16 E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis
uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz
respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós.
17 Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei
vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das
vossas gerações por estatuto perpétuo.
18 No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até
vinte e um do mês à tarde.
19 Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer
que comer pão levedado, esse será cortado da congregação de Israel, tanto o
peregrino como o natural da terra.
20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães
ázimos.
21 Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e
tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a páscoa.
22 Então tomareis um molho de hissopo, embebê-lo-eis no sangue que estiver na
bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois umbrais; mas nenhum de vós
sairá da porta da sua casa até pela manhã.
23 Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na verga
da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o
destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.
24 Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para
sempre.
25 Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem
prometido, guardareis este culto.
26 E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto?
27 Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas
dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas
casas. Então o povo inclinou-se e adorou.
28 E foram os filhos de Israel, e fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moisés
e a Arão, assim fizeram.
29 E aconteceu que à meia-noite o Senhor feriu todos os primogênitos na terra
do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito
do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.
30 E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os
egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não
houvesse um morto.
31 Então Faraó chamou Moisés e Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do
meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide servir ao Senhor,
como tendes dito.
32 Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito; e
ide, e abençoai-me também a mim.
33 E os egípcios apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra;
porque diziam: Estamos todos mortos.
34 Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras
atadas e em seus vestidos, sobre os ombros.
35 Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés, e pediram
aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos.
36 E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe
davam o que pedia; e despojaram aos egipcios.
37 Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramessés a Sucote, cerca de
seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças.
38 Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas,
uma grande quantidade de gado.
39 E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se
tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem
haviam preparado comida.
40 Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e
trinta anos.
41 E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia,
todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
42 Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do
Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de
Israel através das suas gerações.
43 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa; nenhum,
estrangeiro comerá dela;
44 mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado,
comerá dela.
45 O forasteiro e o assalariado não comerão dela.
46 Numa só casa se comerá o cordeiro; não levareis daquela carne fora da casa
nem lhe quebrareis osso algum.
47 Toda a congregação de Israel a observará.
48 Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e quiser celebrar a
páscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus varões; então se chegará e a
celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.
49 Haverá uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar
entre vós.
50 Assim, pois, fizeram todos os filhos de Israel; como o Senhor ordenara a
Moisés e a Arão, assim fizeram.
51 E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito,
segundo os seus exércitos.
ÊXODO
[13]
1 Então falou o Senhor a
Moisés, dizendo:
2 Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os
filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é.
3 E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da
casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não se
comerá pão levedado.
4 Hoje, no mês de abibe, vós saís.
5 Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos
amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria,
terra que mana leite e mel, guardarás este culto nestê mes.
6 Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma festa ao Senhor.
7 Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda
fermento será visto em todos os teus termos.
8 Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa do que o Senhor
me fez, quando eu saí do Egito;
9 e te será por sinal sobre tua mão e por memorial entre teus olhos, para que a
lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do
Egito.
10 Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano.
11 Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como
jurou a ti e a teus pais, quando ta houver dado,
12 separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito
dos teus animais; os machos serão do Senhor.
13 Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não
quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz:; e todo primogênito do homem entre
teus filhos resgatarás.
14 E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto?
responder-lhe-ás: O Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da
servidão.
15 Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor
matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens
como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os
primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato.
16 E isto será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos,
porque o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito.
17 Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da
terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que
porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;
18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e
os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.
19 Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente
ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; e vós
haveis de levar daqui convosco os meus ossos.
20 Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto.
21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluta e os dois para os guiar pelo
caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que
caminhassem de dia e de noite.
22 Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de
fogo de noite.
ÊXODO
[14]
1 Disse o Senhor a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel que se voltem e se acampem diante de Pi-Hairote,
entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o
acampamento junto ao mar.
3 Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o
deserto os encerrou.
4 Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei em
Faraó, e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E
eles fizeram assim.
5 Quando, pois, foi anunciado ao rei do Egito que o povo havia fugido, mudou-se
o coração de Faraó, e dos seus servos, contra o povo, e disseram: Que é isso
que fizemos, permitindo que Israel saísse e deixasse de nos servir?
6 E Faraó aprontou o seu carro, e tomou consigo o seu povo;
7 tomou também seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, e
capitães sobre todos eles.
8 Porque o Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu
os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíam afoitamente.
9 Os egípcios, com todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o
seu exército, os perseguiram e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de
Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.
10 Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que
os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos de
Israel e clamaram ao Senhor:
11 e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos
tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do
Egito?
12 Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios?
Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.
13 Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento
do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca
mais tornareis a ver;
14 o Senhor pelejará por vós; e vós vos calareis.
15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de
Israel que marchem.
16 E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os
filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.
17 Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles;
e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos
seus cavaleiros.
18 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando me tiver glorificado em
Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.
19 Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e se
pos atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs
atrás,
20 colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas; assim
havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite para Israel; de maneira
que em toda a noite não se aproximou um do outro.
21 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por um
forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas
foram divididas.
22 E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes
qual muro à sua direita e à sua esquerda.
23 E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar, com
todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.
24 Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, olhou para o
campo dos egípcios, e alvoroçou o campo dos egípcios;
25 embaraçou-lhes as rodas dos carros, e fê-los andar dificultosamente; de modo
que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Senhor peleja
por eles contra os egípcios.
26 Nisso o Senhor disse a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas
se tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
27 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao
amanhecer, e os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os
egípcios no meio do mar.
28 As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exército de
Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não ficou nem sequer um deles.
29 Mas os filhos de Israel caminharam a pé enxuto pelo meio do mar; as águas
foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.
30 Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel viu
os egípcios mortos na praia do mar.
31 E viu Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egípcios; pelo que
o povo temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo.
ÊXODO
[15]
1 Então cantaram Moisés e os
filhos de Israel este cântico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque
gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
2 O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha
salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso
o exaltarei.
3 O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome.
4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus escolhidos
capitães foram submersos no Mar Vermelho.
5 Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
6 A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, destroça
o inimigo.
7 Na grandeza da tua excelência derrubas os que se levantam contra ti; envias o
teu furor, que os devora como restolho.
8 Ao sopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam como
montão; os abismos coalharam-se no coração do mar.
9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; deles se
satisfará o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.
10 Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em
grandes aguas.
11 Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu poderoso em
santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?
12 Estendeste a mão direita, e a terra os tragou.
13 Na tua beneficência guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste à
tua santa habitação.
14 Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da
Filístia.
15 Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se
um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.
16 Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do teu braço emudeceram como
uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse este povo
que adquiriste.
17 Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu,
ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas
mãos estabeleceram.
18 O Senhor reinará eterna e perpetuamente.
19 Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros,
entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles, mas os
filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.
20 Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril, e todas as
mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com danças.
21 E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou;
lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
22 Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saíram para o deserto
de Sur; caminharam três dias no deserto, e não acharam água.
23 E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas, porque eram amargas;
por isso chamou-se o lugar Mara.
24 E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
25 Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés
lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e
uma ordenança, e ali os provou,
26 dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é
reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e
guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das
enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.
27 Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e
ali, junto das águas, acamparam.
ÊXODO
[16]
1 Depois partiram de Elim; e
veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre
Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do
Egito.
2 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra
Arão no deserto.
3 Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido
pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às
panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para
este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
4 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o
povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda
em minha lei ou não.
5 Mas ao sexto dia prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada
dia.
6 Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: tarde sabereis que
o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito,
7 e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas murmurações
contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra nós?
8 Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para
comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouve as vossas
murmurações, com que murmurais contra ele; e quem somos nós? As vossas
murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor.
9 Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel:
Chegai-vos à presença do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações.
10 E quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, estes olharam
para o deserto, e eis que a glória do Senhor, apareceu na nuvem.
11 Então o Senhor falou a Moisés, dizendo:
12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: ë tardinha
comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o
Senhor vosso Deus.
13 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela
manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.
14 Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do
deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada
sobre a terra.
15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque
não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu
para comer.
16 Isto é o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um conforme o que pode
comer; um gômer para cada cabeça, segundo o número de pessoas; cada um tomará
para os que se acharem na sua tenda.
17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.
18 Quando, porém, o mediam com o gômer, nada sobejava ao que colhera muito, nem
faltava ao que colhera pouco; colhia cada um tanto quanto podia comer.
19 Também disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.
20 Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns dentre eles deixaram
dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se
Moisés contra eles.
21 Colhiam-no, pois, pela manhã, cada um conforme o que podia comer; porque,
vindo o calor do sol, se derretia.
22 Mas ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; pelo que
todos os principais da congregação vieram, e contaram-no a Moisés.
23 E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, sábado
santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o que quiserdes
cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós,
guardando-o para amanhã.
24 Guardaram-no, pois, até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não
cheirou mal, nem houve nele bicho algum.
25 Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje
não o achareis no campo.
26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.
27 Mas aconteceu ao sétimo dia que saíram alguns do povo para o colher, e não o
acharam.
28 Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus
mandamentos e as minhas leis?
29 Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá
pão para dois dias; fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu lugar
no sétimo dia.
30 Assim repousou o povo no sétimo dia.
31 A casa de Israel deu-lhe o nome de maná. Era como semente de coentro; era
branco, e tinha o sabor de bolos de mel.
32 E disse Moisés: Isto é o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gômer, o
qual se guardará para as vossas gerações, para que elas vejam o pão que vos dei
a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.
33 Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e
põe-no diante do Senhor, a fim de que seja guardado para as vossas gerações.
34 Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do
testemunho, para ser guardado.
35 Ora, os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos, até que chegaram a
uma terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de
Canaã.
36 Um gômer é a décima parte de uma efa.
ÊXODO
[17]
1 Partiu toda a congregação
dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o
mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo
beber.
2 Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber.
Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? por que tentais ao Senhor?
3 Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos
fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e
ao nosso gado?
4 Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo?
daqui a pouco me apedrejará.
5 Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns
dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai-te.
6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirás a
rocha, e dela sairá agua para que o povo possa beber. Assim, pois fez Moisés à
vista dos anciãos de Israel.
7 E deu ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de
Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou
não?
8 Então veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em Refidim.
9 Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra
Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de
Deus.
10 Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e
Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro.
11 E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando
ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.
12 As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a
puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos,
um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr
do sol.
13 Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.
14 Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memorial num livro, e
relata-o aos ouvidos de Josué; que eu hei de riscar totalmente a memória de
Amaleque de debaixo do céu.
15 Pelo que Moisés edificou um altar, ao qual chamou Jeová-Níssi.
16 E disse: Porquanto jurou o Senhor que ele fará guerra contra Amaleque de
geração em geração.
ÊXODO
[18]
1 Ora Jetro, sacerdote de
Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a
Israel, seu povo, como o Senhor tinha tirado a Israel do Egito.
2 E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que este
lha enviara,
3 e aos seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson; porque disse Moisés:
Fui peregrino em terra estrangeira;
4 e o outro se chamava Eliézer; porque disse: O Deus de meu pai foi minha ajuda,
e me livrou da espada de Faraó.
5 Veio, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com os filhos e a mulher deste, a
Moisés, no deserto onde se tinha acampado, junto ao monte de Deus;
6 e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois
filhos com ela.
7 Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o
beijou; perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.
8 Depois Moisés contou a seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Faraó e
aos egípcios por amor de Israel, todo o trabalho que lhes sobreviera no
caminho, e como o Senhor os livrara.
9 E alegrou-se Jetro por todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel,
livrando-o da mão dos egipcios,
10 e disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão
de Faraó; que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios.
11 Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses; até naquilo em que se
houveram arrogantemente contra o povo.
12 Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e
veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés
diante de Deus.
13 No dia seguinte assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé
junto de Moisés desde a manhã até a tarde.
14 Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, perguntou: Que
é isto que tu fazes ao povo? por que te assentas só, permanecendo todo o povo
junto de ti desde a manhã até a tarde?
15 Respondeu Moisés a seu sogro: É por que o povo vem a mim para consultar a
Deus.
16 Quando eles têm alguma questão, vêm a mim; e eu julgo entre um e outro e
lhes declaro os estatutos de Deus e as suas leis.
17 O sogro de Moisés, porém, lhe replicou: Não é bom o que fazes.
18 certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo; porque
isto te é pesado demais; tu só não o podes fazer.
19 Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo: sê tu pelo
povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;
20 ensinar-lhes-ás os estatutos e as leis, e lhes mostrarás o caminho em que
devem andar, e a obra que devem fazer.
21 Além disto procurarás dentre todo o povo homens de capacidade, tementes a
Deus, homens verazes, que aborreçam a avareza, e os porás sobre eles por chefes
de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez;
22 e julguem eles o povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave, mas
toda causa pequena eles mesmos a julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da
carga, e eles a levarão contigo.
23 Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também
todo este povo irá em paz para o seu lugar.
24 E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe dissera;
25 e escolheu Moisés homens capazes dentre todo o Israel, e os pôs por cabeças
sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de
dez.
26 Estes, pois, julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves eles as
trouxeram a Moisés; mas toda causa pequena, julgaram-na eles mesmos.
27 Então despediu Moisés a seu sogro, o qual se foi para a sua terra.
ÊXODO
[19]
1 No terceiro mês depois que
os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao
deserto de Sinai.
2 Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam;
Israel, pois, ali acampou-se em frente do monte.
3 Então subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou, dizendo: Assim
falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel:
4 Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de
águias, e vos trouxe a mim.
5 Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto,
então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é
toda a terra;
6 e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras
que falarás aos filhos de Israel.
7 Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles
todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.
8 Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado,
faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.
9 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa,
para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te
creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.
10 Disse mais o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã;
lavem eles os seus vestidos,
11 e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o
Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.
12 Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais
ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será morto.
13 Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou asseteado;
quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar a buzina longamente,
subirão eles até o pé do monte.
14 Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus
vestidos.
15 E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e não vos chegueis a
mulher.
16 Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem
espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que
todo o povo que estava no arraial estremeceu.
17 E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao
pé do monte.
18 Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em
fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia
fortemente.
19 E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe
respondia por uma voz.
20 E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou
a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.
21 Então disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte ao povo, para não suceder que
traspasse os limites até o Senhor, a fim de ver, e muitos deles pereçam.
22 Ora, santifiquem-se também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, para que
o Senhor não se lance sobre eles.
23 Respondeu Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque
tu nos tens advertido, dizendo: Marca limites ao redor do monte, e santifica-o.
24 Ao que lhe disse o Senhor: Vai, desce; depois subirás tu, e Arão contigo; os
sacerdotes, porém, e o povo não traspassem os limites para subir ao Senhor,
para que ele não se lance sobre eles.
25 Então Moisés desceu ao povo, e disse-lhes isso.
ÊXODO
[20]
1 Então falou Deus todas
estas palavras, dizendo:
2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da
servidão.
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no
céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu
Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a
terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus
mandamentos.
7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por
inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho
algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva,
nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles
há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o
santificou.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra
que o Senhor teu Deus te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu proximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo,
nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa
alguma do teu próximo.
18 Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da
buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de
longe.
19 E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus
conosco, para que não morramos.
20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e
para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.
21 Assim o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou às trevas
espessas onde Deus estava.
22 Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes
visto que do céu eu vos falei.
23 Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os
fareis para vós.
24 um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e
as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que
eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.
25 E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas;
pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
26 Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a
tua nudez.
ÊXODO
[21]
1 Estes são os estatutos que
lhes proporás:
2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro,
de graça.
3 Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua
mulher.
4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou
filhas, a mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá sozinho.
5 Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e
a meus filhos, não quero sair forro;
6 então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou ao
umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o
servirá para sempre.
7 Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não saira como saem os
servos.
8 Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela, então
ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o poderá
fazer, visto ter usado de dolo para com ela.
9 Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de filhas.
10 Se lhe tomar outra, não diminuirá e o mantimento daquela, nem o seu vestido,
nem o seu direito conjugal.
11 E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar
dinheiro.
12 Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será morto.
13 Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mãos, então te
designarei um lugar, para onde ele fugirá.
14 No entanto, se alguém se levantar deliberadamente contra seu próximo para o
matar à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra.
15 Quem ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto.
16 Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for achado na sua mão,
certamente será morto.
17 Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto.
18 Se dois homens brigarem e um ferir ao outro com pedra ou com o punho, e este
não morrer, mas cair na cama,
19 se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então aquele
que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo perdido e fará que ele
seja completamente curado.
20 Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da
sua mão, certamente será castigado;
21 mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado; porque é dinheiro
seu.
22 Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que
aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado,
conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos
juízes;
23 mas se resultar dano, então darás vida por vida,
24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.
26 Se alguém ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva e o cegar,
deixá-lo-á ir forro por causa do olho.
27 Da mesma sorte se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva,
deixá-lo-á ir forro por causa do dente.
28 Se um boi escornear um homem ou uma mulher e este morrer, certamente será
apedrejado o boi e a sua carne não se comerá; mas o dono do boi será absolvido.
29 Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono, tendo sido disso
advertido, não o guardou, o boi, matando homem ou mulher, será apedrejado, e
também o seu dono será morto.
30 Se lhe for imposto resgate, então dará como redenção da sua vida tudo quanto
lhe for imposto;
31 quer tenha o boi escorneado a um filho, quer a uma filha, segundo este
julgamento lhe será feito.
32 Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata
ao seu senhor, e o boi será apedrejado.
33 Se alguém descobrir uma cova, ou se alguém cavar uma cova e não a cobrir, e
nela cair um boi ou um jumento,
34 o dono da cova dará indenização; pagá-la-á em dinheiro ao dono do animal
morto, mas este será seu.
35 Se o boi de alguém ferir de morte o boi do seu próximo, então eles venderão
o boi vivo e repartirão entre si o dinheiro da venda, e o morto também
dividirão entre si.
36 Ou se for notório que aquele boi dantes era escorneador, e seu dono não o
guardou, certamente pagará boi por boi, porém o morto será seu.
ÊXODO
[22]
1 Se alguém furtar um boi (ou
uma ovelha), e o matar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e por uma
ovelha quatro ovelhas.
2 Se o ladrão for achado a minar uma casa, e for ferido de modo que morra, o
que o feriu não será réu de sangue;
3 mas se o sol houver saído sobre o ladrão, o que o feriu será réu de sangue. O
ladrão certamente dará indenização; se nada possuir, será então vendido por seu
furto.
4 Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha,
pagará ele o dobro.
5 Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha, e se soltar o
seu animal e este pastar no campo de outrem, do melhor do seu próprio campo e
do melhor da sua própria vinha fará restituição.
6 Se alastrar um fogo e pegar nos espinhos, de modo que sejam destruídas as
medas de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo certamente
dará, indenização.
7 Se alguém entregar ao seu próximo dinheiro, ou objetos, para guardar, e isso
for furtado da casa desse homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro.
8 Se o ladrão não for achado, então o dono da casa irá à presença dos juizes
para se verificar se não meteu a mão nos bens do seu próximo.
9 Em todo caso de transgressão, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de
ovelhas, ou de vestidos, ou de qualquer coisa perdida de que alguém disser que
é sua, a causa de ambas as partes será levada perante os juízes; aquele a quem
os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo.
10 Se alguém entregar a seu próximo para guardar um jumento, ou boi, ou ovelha,
ou outro qualquer animal, e este morrer, ou for aleijado, ou arrebatado,
ninguém o vendo,
11 então haverá o juramento do Senhor entre ambos, para ver se o guardador não
meteu a mão nos bens do seu próximo; e o dono aceitará o juramento, e o outro
não fará restituição.
12 Se, porém, o animal lhe tiver sido furtado, fará restituirão ao seu dono.
13 Se tiver sido dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso; não dará indenização
pelo dilacerado.
14 Se alguém pedir emprestado a seu próximo algum animal, e este for danificado
ou morrer, não estando presente o seu dono, certamente dará indenização;
15 se o dono estiver presente, o outro não dará indenização; se tiver sido
alugado, o aluguel responderá por qualquer dano.
16 Se alguém seduzir uma virgem que não for desposada, e se deitar com ela,
certamente pagará por ela o dote e a terá por mulher.
17 Se o pai dela inteiramente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro o que for
o dote das virgens.
18 Não permitirás que viva uma feiticeira.
19 Todo aquele que se deitar com animal, certamente será morto.
20 Quem sacrificar a qualquer deus, a não ser tão-somente ao Senhor, será
morto.
21 Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes
estrangeiros na terra do Egito.
22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis.
23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei
o seu clamor;
24 e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão
viúvas, e vossos filhos órfãos.
25 Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te
haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.
26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho
restituirás antes do pôr do sol;
27 porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se
deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou
misericordioso.
28 Aos juízes não maldirás, nem amaldiçoarás ao governador do teu povo.
29 Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primogênito
de teus filhos me darás.
30 Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria
com a mãe; ao oitavo dia ma darás.
31 Ser-me-eis homens santos; portanto não comereis carne que por feras tenha
sido despedaçada no campo; aos cães a lançareis.
ÊXODO
[23]
1 Não levantarás falso boato,
e não pactuarás com o ímpio, para seres testemunha injusta.
2 Nao seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás
testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça;
3 nem mesmo ao pobre favorecerás na sua demanda.
4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, sem falta
lho reconduzirás.
5 Se vires deitado debaixo da sua carga o jumento daquele que te odeia, não
passarás adiante; certamente o ajudarás a levantá-lo.
6 Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.
7 Guarda-te de acusares falsamente, e não matarás o inocente e justo; porque
não justificarei o ímpio.
8 Também não aceitarás peita, porque a peita cega os que têm vista, e perverte
as palavras dos justos.
9 Outrossim, não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do
estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
10 Seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos;
11 mas no sétimo ano a deixarás descansar e ficar em pousio, para que os pobres
do teu povo possam comer, e do que estes deixarem comam os animais do campo.
Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.
12 Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que
descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua
escrava e o estrangeiro.
13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses
nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.
14 Três vezes no ano me celebrarás festa:
15 A festa dos pães ázimos guardarás: sete dias comerás pães ázimos como te
ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; e
ninguém apareça perante mim de mãos vazias;
16 também guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que
houveres semeado no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do
ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.
17 Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus.
18 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará da
noite para a manhã a gordura da minha festa.
19 As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu
Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
20 Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para guardar-te pelo caminho, e
conduzir-te ao lugar que te tenho preparado.
21 Anda apercebido diante dele, e ouve a sua voz; não sejas rebelde contra ele,
porque não perdoará a tua rebeldia; pois nele está o meu nome.
22 Mas se, na verdade, ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então
serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários.
23 Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te introduzirá na terra dos amorreus,
dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus; e eu os
aniquilarei.
24 Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás
conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as
suas colunas.
25 Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa
água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.
26 Na tua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril; o número dos teus
dias completarei.
27 Enviarei o meu terror adiante de ti, pondo em confusão todo povo em cujas
terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.
28 Também enviarei na tua frente vespas, que expulsarão de diante de ti os
heveus, os cananeus e os heteus.
29 Não os expulsarei num só ano, para que a terra não se torne em deserto, e as
feras do campo não se multipliquem contra ti.
30 Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que te multipliques e possuas
a terra por herança.
31 E fixarei os teus limites desde o Mar Vermelho até o mar dos filisteus, e
desde o deserto até o o rio; porque hei de entregar nas tuas mãos os moradores
da terra, e tu os expulsarás de diante de ti.
32 Não farás pacto algum com eles, nem com os seus deuses.
33 Não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim; pois se
servires os seus deuses, certamente isso te será um laço.
ÊXODO
[24]
1 Depois disse Deus a Moisés:
Subi ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e
adorai de longe.
2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os, outros não se chegarão; nem o povo subirá
com ele.
3 Veio, pois, Moisés e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos os
estatutos; então todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem
falado faremos.
4 Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de
manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte, e doze colunas, segundo as doze
tribos de Israel,
5 e enviou certos mancebos dos filhos de Israel, os quais ofereceram
holocaustos, e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos, de bois.
6 E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do
sangue espargiu sobre o altar.
7 Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o
que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.
8 Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui
o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas
coisas.
9 Então subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel,
10 e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma calçada
de pedra de safira, que parecia com o próprio céu na sua pureza.
11 Deus, porém, não estendeu a sua mão contra os nobres dos filhos de Israel;
eles viram a Deus, e comeram e beberam.
12 Depois disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e espera ali; e
dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para
lhos ensinares.
13 E levantando-se Moisés com Josué, seu servidor, subiu ao monte de Deus,
14 tendo dito aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; eis que
Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão, se chegará a eles.
15 E tendo Moisés subido ao monte, a nuvem cobriu o monte.
16 Também a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu
por seis dias; e ao sétimo dia, do meio da nuvem, Deus chamou a Moisés.
17 Ora, a aparência da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do
monte, aos olhos dos filhos de Israel.
18 Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés
esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.
ÊXODO
[25]
1 Então disse o Senhor a
Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo
coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
3 E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, prata, bronze,
4 estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras,
5 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,
6 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso
aromàtico,
7 pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
8 E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo
de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.
10 Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois
côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a
sua altura.
11 E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre
ela uma moldura de ouro ao redor;
12 e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos
dela; duas argolas de um lado e duas do outro.
13 Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro.
14 Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a
arca.
15 Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela.
16 E porás na arca o testemunho, que eu te darei.
17 Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de
dois covados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.
18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas
extremidades do propiciatório.
19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade;
de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades
dele.
20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o
com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins
estarão voltadas para o propiciatório.
21 E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho
que eu te darei.
22 E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que
estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu
te ordenar no tocante aos filhos de Israel.
23 Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois
côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio;
24 cobri-la-ás de ouro puro, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.
25 Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao
redor na guarnição farás uma moldura de ouro.
26 Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro
cantos, que estarão sobre os quatro pés.
27 Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para se
levar a mesa.
28 Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; e
levar-se-á por eles a mesa.
29 Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas tigelas
com que serão oferecidas as libações; de ouro puro os farás.
30 E sobre a mesa porás os pães da o proposição perante mim para sempre.
31 Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o
candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus
cálices e as suas corolas formarão com ele uma só peça.
32 E de seus lados sairão seis braços: três de um lado, e três do outro.
33 Em um braço haverá três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e
corola; também no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com
cálice e corola; assim se farão os seis braços que saem do candelabro.
34 Mas na haste central haverá quatro copos a modo de flores de amêndoa, com os
seus cálices e as suas corolas,
35 e um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça; outro
cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e ainda outro
cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; assim será
para os seis braços que saem do candelabro.
36 Os seus cálices e os seus braços formarão uma só peça com a haste; o todo
será de obra batida de ouro puro.
37 Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte
dele.
38 Os seus espevitadores e os seus cinzeiros serão de ouro puro.
39 De um talento de ouro puro se fará o candelabro, com todos estes utensílios.
40 Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no
monte.
ÊXODO
[26]
1 O tabernáculo farás de dez
cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, púrpura, e carmesim; com
querubins as farás, obra de artífice.
2 O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de
quatro côvados; todas as cortinas serão da mesma medida.
3 Cinco cortinas serão enlaçadas, cada uma à outra; e as outras cinco serão
enlaçadas da mesma maneira.
4 Farás laçadas de estofo azul na orla da última cortina do primeiro grupo;
assim também farás na orla da primeira cortina do segundo grupo;
5 a saber, cinqüenta laçadas na orla de uma cortina, e cinqüenta laçadas na
orla da outra; as laçadas serão contrapostas uma à outra.
6 Farás cinqüenta colchetes de ouro, e prenderás com eles as cortinas, uma à
outra; assim o tabernáculo virá a ser um todo.
7 Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o
tabernáculo; onze destas cortinas farás.
8 O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura de cada
cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma medida.
9 E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro
grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da tenda.
10 E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e
outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.
11 Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas
laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.
12 E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que
sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo.
13 E o côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da
tenda, penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo.
14 Farás também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de
vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de golfinhos.
15 Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais
serão colocadas verticalmente.
16 O comprimento de cada tábua será de dez côvados, e a sua largura de um
côvado e meio.
17 Duas couceiras terá cada tábua, unidas uma à outra por travessas; assim
farás com todas as tábuas do tabernáculo.
18 Ao fazeres as tábuas para o tabernáculo, farás vinte delas para o lado
meridional.
19 Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases
debaixo de uma tábua, para as suas duas couceiras, e duas bases debaixo de
outra, para as duas couceiras dela.
20 Também para o outro lado do tabernáculo, o que dá para o norte, farás vinte
tábuas,
21 com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e duas
debaixo de outra.
22 E para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, farás seis
tábuas.
23 Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo no lado posterior.
24 Por baixo serão duplas, do mesmo modo se estendendo inteiras até a primeira
argola em cima; assim se fará com as duas tábuas; elas serão para os dois
cantos.
25 Haverá oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata: duas bases debaixo
de uma tábua e duas debaixo de outra.
26 Farás também travessões de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado
do tabernáculo,
27 e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, bem como c6 azeite para
a luz, especiarias para o óleo da unção e para o para o ocidente.
28 O travessão central passará ao meio das tábuas, de uma extremidade à outra.
29 E cobrirás de ouro as tábuas, e de ouro farás as suas argolas, como lugares
para os travessões; também os travessões cobrirás de ouro.
30 Então levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no
monte.
31 Farás também um véu de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido; com
querubins, obra de artífice, se fará;
32 e o suspenderás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro;
seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.
33 Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e levarás para dentro do véu a arca
do testemunho; este véu vos fará separação entre o lugar santo e o santo dos
santos.
34 Porás o propiciatório sobre a arca do testemunho no santo dos santos;
35 colocarás a mesa fora do véu, e o candelabro defronte da mesa, para o lado
sul do tabernáculo; e porás a mesa para o lado norte.
36 Farás também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura, carmesim:
e linho fino torcido, obra de bordador.
37 E para o reposteiro farás cinco colunas de madeira de acácia, cobrindo-as de
ouro (os seus colchetes também serão de ouro), e para elas fundirás cinco bases
de bronze.
ÊXODO
[27]
1 Farás também o altar de
madeira de acácia; de cinco côvados será o comprimento, de cinco côvados a
largura (será quadrado o altar), e de três côvados a altura.
2 E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formarão uma só
peça com o altar; e o cobrirás de bronze.
3 Far-lhe-ás também os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as pás, e as
bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios farás de bronze.
4 Far-lhe-ás também um crivo de bronze em forma de rede, e farás para esta rede
quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos,
5 e a porás em baixo da borda em volta do altar, de maneira que a rede chegue
até o meio do altar.
6 Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás
de bronze.
7 Os varais serão metidos nas argolas, e estarão de um e de outro lado do
altar, quando for levado.
8 èco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.
9 Farás também o átrio do tabernáculo. No lado que dá para o sul o átrio terá
cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento.
10 As suas colunas serão vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os
colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.
11 Assim também ao longo do lado do norte haverá cortinas de cem côvados de
comprimento, e serão vinte as suas colunas e vinte as bases destas, todas de
bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.
12 E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta
côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases destas.
13 Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o nascente será de
cinqüenta côvados.
14 As cortinas para um lado da porta serão de quinze côvados; três serão as
suas colunas, e três as bases destas.
15 E de quinze côvados serão as cortinas para o outro lado; as suas colunas
serão três, e três as bases destas.
16 Também à porta do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul,
púrpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas
serão quatro, e quatro as bases destas.
17 Todas as colunas do átrio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os
seus colchetes serão de prata, porém as suas bases de bronze.
18 O comprimento do átrio será de cem côvados, e a largura, por toda a
extensão, de cinqüenta, e a altura de cinco côvados; as cortinas serão de linho
fino torcido; e as bases das colunas de bronze.
19 Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas
estacas, e todas as estacas do átrio, serão de bronze.
20 Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras,
batido, para o candeeiro, para manter uma lâmpada acesa continuamente.
21 Na tenda da revelação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e
seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o
Senhor; este será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel pelas suas
gerações.
ÊXODO
[28]
1 Depois farás chegar a ti
teu irmão Arão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me
administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e
Itamar, os filhos de Arão.
2 Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
3 Falarás a todos os homens hábeis, a quem eu tenha enchido do espírito de
sabedoria, que façam as vestes de Arão para santificá-lo, a fim de que me
administre o ofício sacerdotal.
4 Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, um éfode, um manto, uma
túnica bordada, uma mitra e um cinto; farão, pois, as vestes sagradas para
Arão, teu irmão, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofício
sacerdotal.
5 E receberão o ouro, o azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino,
6 e farão o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, obra
de desenhista.
7 Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, para que seja unido.
8 E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, formando com ele
uma só peça, será de obra semelhante de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho
fino torcido.
9 E tomarás duas pedras de berilo, e gravarás nelas os nomes dos filhos de
Israel.
10 Seis dos seus nomes numa pedra, e os seis nomes restantes na outra pedra,
segundo a ordem do seu nascimento.
11 Conforme a obra de lapidário, como a gravura de um selo, gravarás as duas
pedras, com os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas de engastes de ouro as
farás.
12 E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, para servirem de pedras de
memorial para os filhos de Israel; assim sobre um e outro ombro levará Arão
diante do Senhor os seus nomes como memorial.
13 Farás também engastes de ouro,
14 e duas cadeiazinhas de ouro puro; como cordas as farás, de obra trançada; e
aos engastes fixarás as cadeiazinhas de obra trançada.
15 Farás também o peitoral do juízo, obra de artífice; conforme a obra do éfode
o farás; de ouro, de azul, de púrpura, de carmesim, e de linho fino torcido o
farás.
16 Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua
largura.
17 E o encherás de pedras de engaste, em quatro fileiras: a primeira será de
uma cornalina, um topázio e uma esmeralda;
18 a segunda fileira será de uma granada, uma safira e um ônix;
19 a terceira fileira será de um jacinto, uma ágata e uma ametista;
20 e a quarta fileira será de uma crisólita, um berilo e um jaspe; elas serão
guarnecidas de ouro nos seus engastes.
21 Serão, pois, as pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo
os seus nomes; serão como a gravura de um selo, cada uma com o seu nome, para
as doze tribos.
22 Também farás sobre o peitoral cadeiazinhas como cordas, obra de trança, de
ouro puro.
23 Igualmente sobre o peitoral farás duas argolas de ouro, e porás as duas
argolas nas duas extremidades do peitoral.
24 Então meterás as duas cadeiazinhas de ouro, de obra trançada, nas duas
argolas nas extremidades do peitoral;
25 e as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de obra trançada meterás nos
dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na parte dianteira dele.
26 Farás outras duas argolas de ouro, e as porás nas duas extremidades do
peitoral, na sua borda que estiver junto ao lado interior do éfode.
27 Farás mais duas argolas de ouro, e as porás nas duas ombreiras do éfode,
para baixo, na parte dianteira, junto à costura, e acima do cinto de obra
esmerada do éfode.
28 E ligarão o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de um
cordão azul, de modo que fique sobre o cinto de obra esmerada do éfode e não se
separe o peitoral do éfode.
29 Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o
seu coração, quando entrar no lugar santo, para memorial diante do Senhor
continuamente.
30 Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o
coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; assim Arão levará o juízo dos
filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.
31 Também farás o manto do éfode todo de azul.
32 No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; esta abertura terá um debrum
de obra tecida ao redor, como a abertura de cota de malha, para que não se
rompa.
33 E nas suas abas, em todo o seu redor, farás romãs de azul, púrpura e
carmesim, e campainhas de ouro, entremeadas com elas ao redor.
34 uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã,
haverá nas abas do manto ao redor.
35 E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o sonido ao entrar
ele no lugar santo diante do Senhor e ao sair, para que ele não morra.
33 Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como a gravura de um
selo: SANTO AO SENHOR.
37 Pô-la-ás em um cordão azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da
mitra estará.
38 E estará sobre a testa de Arão, e Arão levará a iniqüidade das coisas
santas, que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; e
estará continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do
Senhor.
39 Também tecerás a túnica enxadrezada de linho fino; bem como de linho fino
farás a mitra; e farás o cinto, obra de bordador.
40 Também para os filhos de Arão farás túnicas; e far-lhes-ás cintos; também
lhes farás tiaras, para glória e ornamento.
41 E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos, e os ungirás
e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio.
42 Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-ão
desde os lombos até as coxas.
43 E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da
revelação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no lugar santo, para que
não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a
sua descendência depois dele.
ÊXODO
[29]
1 Isto é o que lhes farás
para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e
dois carneiros sem defeito,
2 e pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos,
untados com azeite; de flor de farinha de trigo os farás;
3 e os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois
carneiros.
4 Então farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação e os
lavarás, com água.
5 Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode, e
do éfode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirás o éfode com o seu cinto de obra
esmerada;
6 e pôr-lhe-ás a mitra na cabeça; e sobre a mitra porás a coroa de santidade;
7 então tomarás o óleo da unção e, derramando-lho sobre a cabeça, o ungirás.
8 Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,
9 e os cingirás com cintos, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras. Por
estatuto perpétuo eles terão o sacerdócio; consagrarás, pois, a Arão e a seus
filhos.
10 Farás chegar o novilho diante da tenda da revelação, e Arão e seus filhos
porão as mãos sobre a cabeça do novilho;
11 e imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.
12 Depois tomarás do sangue do novilho, e com o dedo o porás sobre as pontas do
altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.
13 Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado,
os dois rins e a gordura que houver neles, e queimá-los-ás sobre o altar;
14 mas a carne do novilho, o seu couro e o seu excremento queimarás fora do
arraial; é sacrifício pelo pecado.
15 Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a
cabeça dele,
16 e imolarás o carneiro e, tomando o seu sangue, o espargirás sobre o altar ao
redor;
17 e partirás o carneiro em suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas
pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.
18 Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o
Senhor; é cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.
19 Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a
cabeça dele;
20 e imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da
orelha direita de Arão e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como
também sobre o dedo polegar da sua mão direita e sobre o dedo polegar do seu pé
direito; e espargirás o sangue sobre o altar ao redor.
21 Então tomarás do sangue que estará sobre o altar, e do óleo da unção, e os
espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as
vestes de seus filhos com ele; assim ele será santificado e as suas vestes,
também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.
22 Depois tomarás do carneiro a gordura e a cauda gorda, a gordura que cobre as
entranhas e o redenho do fígado, os dois rins com a gordura que houver neles e
a coxa direita (porque é carneiro de consagração),
23 e uma fogaça de pão, um bolo de pão azeitado e um coscorão do cesto dos pães
ázimos que estará diante do Senhor,
24 e tudo porás nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos; e por oferta de
movimento o moverás perante o Senhor.
25 Depois o tomarás das suas mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto,
por cheiro suave perante o Senhor; é oferta queimada ao Senhor.
26 Também tomarás o peito do carneiro de consagração, que é de Arão, e por
oferta de movimento o moverás perante o Senhor; e isto será a tua porção.
27 E santificarás o peito da oferta de movimento e a coxa da oferta alçada,
depois de movida e alçada, isto é, aquilo do carneiro de consagração que for de
Arão e de seus filhos;
28 e isto será para Arão e para seus fihos a porção de direito, para sempre, da
parte dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e oferta alçada será dos
filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas pacíficas, oferta alçada ao
Senhor.
29 As vestes sagradas de Arão ficarão para seus filhos depois dele, para nelas
serem ungidos e sagrados.
30 Sete dias os vestirá aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar,
quando entrar na tenda da revelação para ministrar no lugar santo.
31 Também tomarás o carneiro de consagração e cozerás a sua carne em lugar
santo.
32 E Arão e seus filhos comerão a carne do carneiro, e o pão que está no cesto,
à porta da tenda da revelação;
33 e comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los, e para
santificá-los; mas delas o estranho nào comerá, porque são santas.
34 E se sobejar alguma coisa da carne da consagração, ou do pão, até pela
manhã, o que sobejar queimarás no fogo; não se comerá, porque é santo.
35 Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme tudo o que te hei
ordenado; por sete dias os sagrarás.
36 Também cada dia oferecerás para expiação o novilho de sacrifício pelo
pecado; e purificarás o altar, fazendo expiação por ele; e o ungirás para
santificá-lo.
37 Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será
santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.
38 Isto, pois, é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano cada
dia continuamente.
39 Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tardinha;
40 com um cordeiro a décima parte de uma efa de flor de farinha, misturada com
a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte de um
him de vinho.
41 E o outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de cereais
como com a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por cheiro
suave; oferta queimada é ao Senhor.
42 Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da
revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.
43 E ali virei aos filhos de Israel; e a tenda será santificada pela minha
glória;
44 santificarei a tenda da revelação e o altar; também santificarei a Arão e
seus filhos, para que me administrem o sacerdócio.
45 Habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei o seu Deus;
46 e eles saberão que eu sou o Senhor seu Deus, que os tirei da terra do Egito,
para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu Deus.
ÊXODO
[30]
1 Farás um altar para queimar
o incenso; de madeira de acácia o farás.
2 O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será
quadrado; e de dois côvados será a sua altura; as suas pontas formarão uma só
peça com ele.
3 De ouro puro o cobrirás, tanto a face superior como as suas paredes ao redor,
e as suas pontas; e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.
4 Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua moldura; nos dois cantos
de ambos os lados as farás; e elas servirão de lugares para os varais com que o
altar será levado.
5 Farás também os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.
6 E porás o altar diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante do
propiciatório, que se acha sobre o testemunho, onde eu virei a ti.
7 E Arão queimará sobre ele o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser
em ordem as lâmpadas, o queimará.
8 Também quando acender as lâmpadas à tardinha, o queimará; este será incenso perpétuo
perante o Senhor pelas vossas gerações.
9 Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de
cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de libação.
10 E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar; com o sangue
do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele uma vez no ano
pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor.
11 Disse mais o Senhor a Moisés:
12 Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel para sua enumeração, cada
um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os alistares; para que
não haja entre eles praga alguma por ocasião do alistamento.
13 Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santuário
(este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a oferta ao Senhor.
14 Todo aquele que for alistado, de vinte anos para cima, dará a oferta do
Senhor.
15 O rico não dará mais, nem o pobre dará menos do que o meio siclo, quando
derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.
16 E tomarás o dinheiro da expiação dos filhos de Israel, e o designarás para o
serviço da tenda da revelação, para que sirva de memorial a favor dos filhos de
Israel diante do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.
17 Disse mais o Senhor a Moisés:
18 Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatório; e a
porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água,
19 com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés;
20 quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água, para que não
morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer oferta
queimada ao Senhor.
21 Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por
estatuto perpétuo a ele e à sua descendência pelas suas gerações.
22 Disse mais o Senhor a Moisés:
23 Também toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos
siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, de
cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos,
24 de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de
oliveiras um him.
25 Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a
arte do perfumista; este será o óleo sagrado para as unções.
26 Com ele ungirás a tenda da revelação, a arca do testemunho,
27 a mesa com todos os seus utensílios, o candelabro com os seus utensílios, o
altar de incenso,
28 a altar do holocausto com todos os seus utensílios, o altar de incenso,
29 Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que as tocar
será santo.
30 Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem
o sacerdócio.
31 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este me será o óleo sagrado para as
unções por todas as vossas gerações.
32 Não se ungirá com ele carne de homem; nem fareis outro de semelhante
composição; sagrado é, e para vós será sagrado.
33 O homem que compuser um perfume como este, ou que com ele ungir a um
estranho, será extirpado do seu povo.
34 Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, e
ônica, e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas
tomarás peso igual;
35 e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado
com sal, puro e santo;
36 e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da
revelação onde eu virei a ti; coisa santíssimá vos será.
37 Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós
mesmos; santo vos será para o Senhor.
38 O homem que fizer tal como este para o cheirar, será extirpado do seu povo.
ÊXODO
[31]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés:
2 Eis que eu tenho chamado por nome a Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da
tribo de Judá,
3 e o enchi do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à
ciência e a todo ofício,
4 para inventar obras artísticas, e trabalhar em ouro, em prata e em bronze,
5 e em lavramento de pedras para engastar, e em entalhadura de madeira, enfim
para trabalhar em todo ofício.
6 E eis que eu tenho designado com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo
de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos os homens hábeis, para
fazerem tudo o que te hei ordenado,
7 a saber: a tenda da revelação, a arca do testemunho, o propiciatório que
estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;
8 a mesa com os seus utensílios, o candelabro de ouro puro com todos os seus
utensílios, o altar do incenso,
9 o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base;
10 as vestes finamente tecidas, as vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as
de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;
11 o óleo da unção, e o incenso aromático para o lugar santo; eles farão
conforme tudo o que te hei mandado.
12 Disse mais o Senhor a Moisés:
13 Falarás também aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus
sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações; para
que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.
14 Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar
certamente será morto; porque qualquer que nele fizer algum trabalho, aquela
alma será exterminada do meio do seu povo.
15 Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será o sábado de descanso solene,
santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente
será morto.
16 Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas
gerações como pacto perpétuo. ,
17 Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em
seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou
refrigério.
18 E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas
tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.
ÊXODO
[32]
1 Mas o povo, vendo que
Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te,
faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem
que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.
2 E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas
mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos.
3 Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas,
os trouxe a Arão;
4 ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um
bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que
te tirou da terra do Egito.
5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma
proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor.
6 No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram
ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se
para folgar.
7 Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste
subir da terra do Egito, se corrompeu;
8 depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um
bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram:
Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo de
dura cerviz.
10 Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os
consuma; e eu farei de ti uma grande nação.
11 Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse: ç Senhor, por que se
acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande
força e com forte mão?
12 Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los
nos montes, e para destruí-los da face da terra?. Torna-te da tua ardente ira,
e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
13 Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, teus servos, aos quais por ti
mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos descendentes como as
estrelas do céu, e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a
possuirão por herança para sempre.
14 Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu
povo.
15 E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na
mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.
16 E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura
de Deus, esculpida nas tábuas.
17 Ora, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de
guerra há no arraial.
18 Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos
vencidos, mas é a voz dos que cantam que eu ouço.
19 Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira,
e ele arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do monte.
20 Então tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o até
que se tornou em pó, o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de
Israel.
21 E perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que sobre ele trouxeste
tamanho pecado?.
22 Ao que respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu conheces o
povo, como ele é inclinado ao mal.
23 Pois eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque,
quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o
que lhe aconteceu.
24 Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o. Assim mo deram; e eu o
lancei no fogo, e saiu este bezerro.
25 Quando, pois, Moisés viu que o povo estava desenfreado (porque Arão o havia
desenfreado, para escárnio entre os seus inimigos),
26 pôs-se em pé à entrada do arraial, e disse: Quem está ao lado do Senhor,
venha a mim. Ao que se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.
27 Então ele lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha a
sua espada sobre a coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e
mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.
28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo
naquele dia cerca de três mil homens.
29 Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor; porque cada um
será contra o seu filho, e contra o seu irmão; para que o Senhor vos conceda
hoje uma bênção.
30 No dia seguinte disse Moisés ao povo Vós tendes cometido grande pecado;
agora porém subirei ao Senhor; porventura farei expiação por vosso pecado.
31 Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Oh! este povo cometeu um grande
pecado, fazendo para si um deus de ouro.
32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, risca-me do teu livro, que tens
escrito.
33 Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado contra mim, a este
riscarei do meu livro.
34 Vai pois agora, conduze este povo para o lugar de que te hei dito; eis que o
meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação, sobre eles
visitarei o seu pecado.
35 Feriu, pois, o Senhor ao povo, por ter feito o bezerro que Arão formara.
ÊXODO
[33]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, para
a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: ë tua
descendência a darei.
2 E enviarei um anjo adiante de ti (e lançarei fora os cananeus, e os amorreus,
e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus),
3 para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti,
porquanto és povo de cerviz dura; para que não te consuma eu no caminho.
4 E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a prantear, e nenhum deles
vestiu os seus atavios.
5 Pois o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de
dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei;
portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.
6 Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte
Horebe em diante.
7 Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do arraial, bem longe do
arraial; e chamou-lhe a tenda da revelação. E todo aquele que buscava ao Senhor
saía à tenda da revelação, que estava fora do arraial.
8 Quando Moisés saía à tenda, levantava-se todo o povo e ficava em pé cada um à
porta da sua tenda, e olhava a Moisés pelas costas, até entrar ele na tenda.
9 E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à porta
da tenda; e o Senhor falava com Moisés.
10 Assim via todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, e todo
o povo, levantando-se, adorava, cada um à porta da sua tenda.
11 E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo.
Depois tornava Moisés ao arraial; mas o seu servidor, o mancebo Josué, filho de
Num, não se apartava da tenda.
12 E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo; porém
não me fazes saber a quem hás de enviar comigo. Disseste também: Conheço-te por
teu nome, e achaste graça aos meus olhos.
13 Se eu, pois, tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me mostres
os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de que ache graça aos teus
olhos; e considera que esta nação é teu povo.
14 Respondeu-lhe o Senhor: Eu mesmo irei contigo, e eu te darei descanso.
15 Então Moisés lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir
daqui.
16 Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o
teu povo? acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e
o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra;
17 Ao que disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que tens dito; porquanto
achaste graça aos meus olhos, e te conheço pelo teu nome.
18 Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glória.
19 Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e
te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer.
20 E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver
a minha face e viver.
21 Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te
poras.
22 E quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te
cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.
23 Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não
se verá.
ÊXODO
[34]
1 Então disse o Senhor a
Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as
palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.
2 Prepara-te para amanhã, e pela manhã sobe ao monte Sinai, e apresenta-te a
mim ali no cume do monte.
3 Mas ninguém suba contigo, nem apareça homem algum em todo o monte; nem mesmo
se apascentem defronte dele ovelhas ou bois.
4 Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se
de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado, levando
na mão as duas tábuas de pedra.
5 O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome
Jeová.
6 Tendo o Senhor passado perante Moisés, proclamou: Jeovã, Jeová, Deus
misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e
verdade;
7 que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão
e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a
iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira
e quarta geração.
8 Então Moisés se apressou a inclinar-se à terra, e adorou,
9 dizendo: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá o Senhor no
meio de nós; porque este é povo de dura cerviz:; e perdoa a nossa iniqüidade e
o nosso pecado, e toma-nos por tua herança.
10 Então disse o Senhor: Eis que eu faço um pacto; farei diante de todo o teu
povo maravilhas quais nunca foram feitas em toda a terra, nem dentro de nação
alguma; e todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra do Senhor; porque
coisa terrível é o que faço contigo.
11 Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que eu lançarei fora de diante de ti os
amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.
12 Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hás de entrar,
para que isso não seja por laço no meio de ti.
13 Mas os seus altares derrubareis, e as suas colunas quebrareis, e os seus
aserins cortareis
14 (porque não adorarãs a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso,
é Deus zeloso),
15 para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se
prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas
convidado por eles, e não comas do seu sacrifício;
16 e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando
suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus
filhos se prostituam após os seus deuses.
17 Não farás para ti deuses de fundição.
18 A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te
ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe; porque foi no mês de abibe que
saíste do Egito.
19 Tudo o que abre a madre é meu; até todo o teu gado, que seja macho, que abre
a madre de vacas ou de ovelhas;
20 o jumento, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas se não
quiseres resgatá-lo, quebrar-lhe-ás a cerviz. Resgatarás todos os primogênitos
de teus filhos. E ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias.
21 Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; na aradura e na sega
descansarás.
22 Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da ceifa
do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.
23 Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão perante o Senhor Jeová,
Deus do Israel;
24 porque eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei as tuas
fronteiras; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três
vezes no ano diante do Senhor teu Deus.
25 Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o
sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã.
26 As primeiras das primícias da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus.
Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
27 Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme o teor
destas palavras tenho feito pacto contigo e com Israel.
28 E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu
pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez
mandamentos.
29 Quando Moisés desceu do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tsbuas do
testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu
rosto resplandecia, por haver Deus falado com ele.
30 Quando, pois, Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que
a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram medo de aproximar-se dele.
31 Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram
a ele; e Moisés lhes falou.
32 Depois chegaram também todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo o
que o Senhor lhe falara no monte Sinai.
33 Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.
34 Mas, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu até
sair; e saindo, dizia aos filhos de Israel o que lhe era ordenado.
35 Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que a pele do seu
rosto resplandecia; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar
para falar com Deus.
ÊXODO
[35]
1 Então Moisés convocou toda
a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas são as palavras que o
Senhor ordenou que cumprísseis.
2 Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, sábado de descanso
solene ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho será morto.
3 Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.
4 Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra
que o Senhor ordenou dizendo:
5 Tomai de entre vós uma oferta para o Senhor; cada um cujo coração é
voluntariamente disposto a trará por oferta alçada ao Senhor: ouro, prata e
bronze,
6 como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras,
7 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,
8 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso
aromático,
9 pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
10 E venham todos os homens hábeis entre vós, e façam tudo o que o Senhor tem
ordenado:
11 o tabernáculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus colchetes e as suas
tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas bases;
12 a arca e os seus varais, o propiciatório, e o véu e reposteiro;
13 a mesa e os seus varais, todos os seus utensílios, e os pães da proposição;
14 o candelabro para a luz, os seus utensílios, as suas lâmpadas, e o azeite
para a luz;
15 o altar do incenso e os seus varais, o óleo da unção e o incenso aromático,
e o reposteiro da porta para a entrada do tabernáculo;
16 o altar do holocausto com o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os
seus utensílios; a pia e a sua base;
17 as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, o reposteiro para a
porta do átrio;
18 as estacas do tabernáculo, as estacas do atrio, e as suas cordas;
19 as vestes finamente tecidas, para o uso no ministério no lugar santo, as
vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para
administrarem o sacerdócio.
20 Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés.
21 E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o
estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a obra da tenda da
revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes sagradas.
22 Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de
coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes
jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao
Senhor.
23 E todo homem que possuía azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de
cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, ou peles de golfinhos, os
trazia.
24 Todo aquele que tinha prata ou metal para oferecer, o trazia por oferta
alçada ao Senhor; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para
qualquer obra do serviço.
25 E todas as mulheres hábeis fiavam com as mãos, e traziam o que tinham fiado,
o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino.
26 E todas as mulheres hàbeis que quisessem fiavam os pelos das cabras.
27 Os príncipes traziam pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e
para o peitoral,
28 e as especiarias e o azeite para a luz, para o óleo da unção e para o
incenso aromático.
29 Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo coração voluntariamente se moveu
a trazer alguma coisa para toda a obra que o senhor ordenara se fizesse por
intermédio de Moisés; assim trouxeram os filhos de Israel uma oferta voluntária
ao Senhor.
30 Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou por nome a
Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá,
31 e o encheu do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à
ciência e a todo ofício,
32 para inventar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata e em
bronze,
33 em lavramento de pedras para engastar, em entalhadura de madeira, enfim,
para trabalhar em toda obra fina.
34 Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, filho
de Aisamaque, da tribo de Dã,
35 a estes encheu de sabedoria do coração para exercerem todo ofício, seja de
gravador, de desenhista, de bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino,
de tecelão, enfim, dos que exercem qualquer ofício e dos que inventam obras
artísticas.
ÊXODO
[36]
1 Assim trabalharão Bezaleel
e Aoliabe, e todo homem hábil, a quem o Senhor deu sabedoria e entendimento,
para saberem exercer todo ofício para o serviço do santuário, conforme tudo o
que o Senhor tem ordenado.
2 Então Moisés chamou a Bezaleel e a Aoliabe, e a todo homem hábil, em cujo
coração Deus tinha posto sabedoria, isto é, a todo aquele cujo coração o moveu
a se chegar à obra para fazê-la;
3 e receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham do
para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam
cada manhã ofertas voluntárias.
4 Então todos os sábios que faziam toda a obra do santuário vieram, cada um da
obra que fazia,
5 e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o
serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.
6 Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial,
dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada
do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.
7 Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda sobejava.
8 Assim todos os homens hábeis, dentre os que trabalhavam na obra, fizeram o
tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, de azul, de púrpura e de
carmesim, com querubins, obra de artífice.
9 O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de
quatro côvados; todas as cortinas eram da mesma medida.
10 Ligaram cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco da mesma maneira.
11 Fizeram laçadas de azul na orla da última cortina do primeiro grupo; assim,
também fizeram na orla da primeira cortina do segundo grupo.
12 Cinqüenta laçadas fizeram na orla de uma cortina, e cinquenta laçadas na
orla da outra, do segundo grupo; as laçadas eram contrapostas uma à outra.
13 Também fizeram cinqüenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniram as
cortinas, uma com outra; e o tabernáculo veio a ser um todo.
14 Fizeram também cortinas de pelos de cabras para servirem de tenda sobre o
tabernáculo; onze cortinas fizeram.
15 O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro
côvados; as onze cortinas eram da mesma medida.
16 uniram cinco destas cortinas à parte, e as outras seis à parte.
17 Fizeram cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e
cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.
18 Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze, para ajuntar a tenda, para que
viesse a ser um todo.
19 Fizeram para a tenda uma cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho,
e por cima desta uma cobertura de peles de golfinhos.
20 Também fizeram, de madeira de acácia, as tábuas para o tabernáculo, as quais
foram colocadas verticalmente.
21 O comprimento de cada tábua era de dez côvados, e a largura de um côvado e
meio.
22 Cada tábua tinha duas couceiras, unidas uma à outra; assim fizeram com todas
as tábuas do tabernáculo.
23 Assim, pois, fizeram as tábuas para o tabernáculo; vinte tábuas para o lado
que dá para o sul;
24 e fizeram quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte tábuas: duas
bases debaixo de uma tábua para as suas duas couceiras, e duas debaixo de
outra, para as duas couceiras dela.
25 Também para o segundo lado do tabernáculo, o que dá para o norte, fizeram
vinte tábuas,
26 com as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tábua, e duas
bases debaixo de outra.
27 Para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, fizeram seis
tábuas.
28 E para os dois cantos do tabernáculo no lado posterior, fizeram mais duas
tábuas.
29 Por baixo eram duplas, do mesmo modo se estendendo até a primeira argola, em
cima; assim fizeram com as duas tábuas nos dois cantos.
30 Assim havia oito tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis
bases, duas debaixo de cada tábua.
31 Fizeram também travessões de madeira de acácia: cinco travessões para as
tábuas de um lado do tabernáculo,
32 e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e outros cinco para as
tábuas do tabernáculo no lado posterior, o que dá para o ocidente.
33 Fizeram que o travessão do meio passasse ao meio das tábuas duma extremidade
até a outra.
34 E cobriram as tábuas de ouro, e de ouro fizeram as suas argolas como lugares
para os travessoes; também os travessões cobriu de ouro.
35 Fizeram então o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido; com
querubins, obra de artífice, o fizeram.
36 E fizeram-lhe quatro colunas de madeira de acácia e as cobriram de ouro; e
seus colchetes fizeram de ouro; e fundiram-lhes quatro bases de prata.
37 Fizeram também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura,
carmesim e linho fino torcido, obra de bordador,
38 com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e de ouro cobriu os seus
capitéis e as suas faixas; e as suas cinco bases eram de bronze.
ÊXODO
[37]
1 Fez também Bezaleel a arca
de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados e meio, a sua
largura de um côvado e meio, e a sua altura de um côvado e meio.
2 Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro ao
redor,
3 e fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas num
lado e duas no outro.
4 Também fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro;
5 e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar a arca.
6 Fez também um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento era de dois
côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.
7 Fez também dois querubins de ouro; de ouro batido os fez nas duas
extremidades do propiciatório,
8 um querubim numa extremidade, e o outro querubim na outra; de uma só peça com
o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele.
9 E os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o
com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; para o propiciatório
estavam voltadas as faces dos querubins.
10 Fez também a mesa de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois
côvados, a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio.
11 cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.
12 Fez-lhe também ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor
na guarnição fez uma moldura de ouro.
13 Fundiu-lhe também nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro pés.
14 Junto da guarnição estavam as argolas para os lugares dos varais, para se
levar a mesa.
15 Fez também estes varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro, para se
levar a mesa.
16 E de ouro puro fez os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, os seus
pratos e as suas colheres, as suas tigelas e os seus cântaros, com que se
haviam de oferecer as libações.
17 Fez também o candelabro de ouro puro; de ouro batido fez o candelabro, tanto
o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as suas
corolas formavam com ele uma só peça.
18 Dos seus lados saíam seis braços: três de um lado do candelabro e três do
outro lado.
19 Em um braço havia três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e
corola; igualmente no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com
cálice e corola; assim se fez com os seis braços que saíam do candelabro.
20 Mas na haste central havia quatro copos a modo de flores de amêndoa, com os
seus cálices e as suas corolas;
21 também havia um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só
peça, e outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste,
e ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste;
e assim se fez para os seis braços que saíam da haste.
22 Os seus cálices e os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo
era uma obra batida de ouro puro.
23 Também de ouro puro lhe fez as lâmpadas, em número de sete, com os seus
espevitadores e os seus cinzeiros.
24 De um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus utensilios.
25 De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um côvado era o seu
comprimento, e de um côvado a sua largura, quadrado, e de dois côvados a sua
altura; as suas pontas formavam uma só peça com ele.
26 Cobriu-o de ouro puro, tanto a face superior como as suas paredes ao redor,
e as suas pontas, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.
27 Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, nos dois cantos
de ambos os lados, como lugares dos varais, para com eles se levar o altar.
28 E os varais fez de madeira de acácia, e os cobriu de ouro.
29 Também fez o óleo sagrado da unção, e o incenso aromático, puro, qual obra
do perfumista.
ÊXODO
[38]
1 Fez também o altar do
holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados era o seu comprimento e de
cinco côvados a sua largura, quadrado, e de três côvados a sua altura.
2 E fez-lhe pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formavam uma só peça
com ele; e cobriu-o de bronze.
3 Fez também todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias, os
garfos e os braseiros; todos os seus utensílios fez de bronze.
4 Fez também para o altar um crivo de bronze em forma de rede, em baixo da
borda ao redor, chegando ele até o meio do altar.
5 E fundiu quatro argolas para as quatro extremidades do crivo de bronze, como
lugares dos varais.
6 E fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de bronze.
7 E meteu os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles se levar o
altar; fê-lo oco, de tábuas.
8 Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das
mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação.
9 Fez também o átrio. Para o lado meridional as cortinas eram de linho fino
torcido, de cem côvados de comprimento.
10 As suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os
colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.
11 Para o lado setentrional as cortinas eram de cem côvados; as suas colunas
eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e
as suas faixas eram de prata.
12 Para o lado ocidental as cortinas eram de cinquenta covados; as suas colunas
eram dez, e as suas bases dez; os colchetes das colunas e as suas faixas eram
de prata.
13 E para o lado oriental eram as cortinas de cinqüenta côvados.
14 As cortinas para um lado da porta eram de quinze côvados; as suas colunas
eram três e as suas bases três.
15 Do mesmo modo para o outro lado; de um e de outro lado da porta do átrio
havia cortinas de quinze côvados; as suas colunas eram três e as suas bases
três.
16 Todas as cortinas do átrio ao redor eram de linho fino torcido.
17 As bases das colunas eram de bronze; os colchetes das colunas e as suas
faixas eram de prata; o revestimento dos seus capitéis era de prata; e todas as
colunas do átrio eram cingidas de faixas de prata.
18 O reposteiro da porta do átrio era de azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido, obra de bordador; o comprimento era de vinte côvados, e a altura, na
largura, de cinco côvados, conforme a altura das cortinas do átrio.
19 As suas colunas eram quatro, e quatro as suas bases, todas de bronze; os
seus colchetes eram de prata, como também o revestimento dos capitéis, e as
suas faixas.
20 E todas as estacas do tabernáculo e do átrio ao redor eram de bronze.
21 Esta é a enumeração das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo do
testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos
levitas, por intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
22 Fez, pois, Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo
quanto o Senhor tinha ordenado a Moisés;
23 e com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, gravador, desenhista,
e bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino.
24 Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da
oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, conforme o
siclo do santuário.
25 A prata dos arrolados da congregação montou em cem talentos e mil setecentos
setenta e cinco siclos, conforme o siclo do santuário;
26 um beca para cada cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário,
de todo aquele que passava para os arrolados, da idade de vinte anos e acima,
que foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.
27 E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases
do véu; para cem bases eram cem talentos, um talento para cada base.
28 Mas dos mil setecentos e setenta e cinco siclos, fez colchetes para as
colunas, e cobriu os seus capitéis e fez-lhes as faixas.
29 E o bronze da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.
30 Dele fez as bases da porta da tenda da revelação, o altar de bronze, e o
crivo de bronze para ele, todos os utensílios do altar,
31 as bases do átrio ao redor e as bases da porta do átrio, todas as estacas do
tabernáculo e todas as estacas do átrio ao redor.
ÊXODO
[39]
1 Fizeram também de azul,
púrpura e carmesim as vestes, finamente tecidas, para ministrar no lugar santo,
e fizeram as vestes sagradas para Arão, como o Senhor ordenara a Moisés.
2 Assim se fez o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido;
3 bateram o ouro em lâminas delgadas, as quais cortaram em fios, para
entretecê-lo no azul, na púrpura, no carmesim e no linho fino, em obra de
desenhista;
4 fizeram-lhe ombreiras que se uniam; assim pelos seus dois cantos superiores
foi ele unido.
5 E o cinto da obra esmerada do éfode, que estava sobre ele, formava com ele
uma só peça e era de obra semelhante, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho
fino torcido, como o Senhor ordenara a Moisés.
6 Também prepararam as pedras de berilo, engastadas em ouro, lavradas como a
gravura de um selo, com os nomes dos filhos de Israel;
7 as quais puseram sobre as ombreiras do éfode para servirem de pedras de
memorial para os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moisés.
8 Fez-se também o peitoral de obra de desenhista, semelhante à obra do éfode,
de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido.
9 Quadrado e duplo fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e a
sua largura de um palmo, sendo ele dobrado. f
10 E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira delas era de um
sárdio, um topázio e uma esmeralda;
11 a segunda fileira era de uma granada, uma safira e um ônix;
12 a terceira fileira era de um jacinto, uma ágata e uma ametista;
13 e a quarta fileira era de uma crisólita, um berilo e um jaspe; eram elas
engastadas nos seus engastes de ouro.
14 Estas pedras, pois, eram doze, segundo os nomes dos filhos de Israel; eram
semelhantes a gravuras de selo, cada uma com o nome de uma das doze tribos.
15 Também fizeram sobre o peitoral cadeiazinhas, semelhantes a cordas, obra de
trança, de ouro puro.
16 Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram as
duas argolas nas duas extremidades do peitoral.
17 E meteram as duas cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas
extremidades do peitoral.
18 E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança meteram nos dois
engastes, e as puseram sobre as ombreiras do éfode, na parte dianteira dele.
19 Fizeram outras duas argolas de ouro, que puseram nas duas extremidades do
peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por dentro.
20 Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do éfode,
debaixo, na parte dianteira dele, junto à sua costura, acima do cinto de obra
esmerada do éfode.
21 E ligaram o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de um
cordão azul, para que estivesse sobre o cinto de obra esmerada do éfode, e o
peitoral não se separasse do éfode, como o Senhor ordenara a Moisés.
22 Fez-se também o manto do éfode de obra tecida, todo de azul,
23 e a abertura do manto no meio dele, como a abertura de cota de malha; esta
abertura tinha um debrum em volta, para que não se rompesse.
24 Nas abas do manto fizeram romãs de azul, púrpura e carmesim, de fio torcido.
25 Fizeram também campainhas de ouro puro, pondo as campainhas nas abas do
manto ao redor, entremeadas com as romãs;
26 uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas abas do manto ao
redor, para uso no ministério, como o Senhor ordenara a Moisés.
27 Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para
seus filhos,
28 e a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções
de linho fino torcido,
29 e o cinto de linho fino torcido, e de azul, púrpura e carmesim, obra de
bordador, como o Senhor ordenara a Moisés.
30 Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa sagrada, e nela gravaram uma
inscrição como a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.
31 E a ela ataram um cordão azul, para prendê-la à parte superior da mitra,
como o Senhor ordenara a Moisés.
32 Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da revelação; e os
filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim
o fizeram.
33 Depois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a tenda e todos os seus utensílios,
os seus colchetes, as suas tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas
bases;
34 e a cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e a cobertura de
peles de golfinhos, e o véu do reposteiro;
35 a arca do testemunho com os seus varais, e o propiciatório;
36 a mesa com todos os seus utensílios, e os pães da proposição;
37 o candelabro puro com suas lâmpadas todas em ordem, com todos os seus
utensílios, e o azeite para a luz;
38 também o altar de ouro, o óleo da unção e o incenso aromático, e o
reposteiro para a porta da tenda;
39 o altar de bronze e o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus
utensílios; a pia e a sua base;
40 as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro para a
porta do átrio, as suas cordas e as suas estacas, e todos os utensílios do
serviço do tabernáculo, para a tenda da revelação;
41 as vestes finamente tecidas para uso no ministério no lugar santo, e as
vestes sagradas para Arão, o sacerdote, e as vestes para seus filhos, para
administrarem o sacerdócio.
42 Conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de
Israel toda a obra.
43 Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor
ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.
ÊXODO
[40]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés:
2 No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da
revelação,
3 e porás nele a arca do testemunho, e resguardaras a arca com o véu.
4 Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o que se deve pôr em ordem
nela; também colocarás nele o candelabro, e acenderás as suas lâmpadas.
5 E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho; então
pendurarás o reposteiro da porta do tabernáculo.
6 E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da
revelação.
7 E porás a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água.
8 Depois levantarás as cortinas do átrio ao redor, e pendurarás o reposteiro da
porta do átrio.
9 Então tomarás o óleo da unção e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há nele;
e o santificarás, a ele e a todos os seus móveis; e será santo.
10 Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios, e
santificarás o altar; e o altar será santíssimo.
11 Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás.
12 E farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação, e os
lavarás com água.
13 E vestirás Arão das vestes sagradas, e o ungirás, e o santificarás, para que
me administre o sacerdócio.
14 Também farás chegar seus filhos, e os vestirás de túnicas,
15 e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e
a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo pelas suas gerações.
16 E Moisés fez conforme tudo o que o Senhor lhe ordenou; assim o fez.
17 E no primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o tabernáculo foi
levantado.
18 Levantou, pois, Moisés o tabernáculo: lançou as suas bases; armou as suas
tábuas e nestas meteu os seus travessões; levantou as suas colunas;
19 estendeu a tenda por cima do tabernáculo, e pôs a cobertura da tenda sobre
ela, em cima, como o Senhor lhe ordenara.
20 Então tomou o testemunho e pô-lo na arca, ajustou à arca os varais, e
pôs-lhe o propiciatório em cima.
21 Depois introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu do reposteiro, e
assim resguardou a arca do testemunho, como o Senhor lhe ordenara.
22 Pôs também a mesa na tenda da revelação, ao lado do tabernáculo para o
norte, fora do véu,
23 e sobre ela pôs em ordem o pão perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
24 Pôs também na tenda da revelação o candelabro defronte da mesa, ao lado do tabernáculo
para o sul,
25 e acendeu as lâmpadas perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
26 Pôs o altar de ouro na tenda da revelação diante do véu,
27 e sobre ele queimou o incenso de especiarias aromáticas, como o Senhor lhe
ordenara.
28 Pendurou o reposteiro à: porta do tabernáculo,
29 e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação, e
sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe
ordenara.
30 Depois: colocou a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitou
água para a as abluções.
31 E junto dela Moisés, e Arão e seus filhos lavaram as mãos e os pés.
32 Quando entravam na tenda da revelação, e quando chegavam ao altar,
lavavam-se, como o Senhor ordenara a Moises.
33 Levantou também as cortinas do átrio ao redor do tabernáculo e do altar e
pendurou o reposteiro da porta do átrio. Assim Moisés acabou a obra.
34 Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o
tabernáculo;
35 de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porquanto a
nuvem repousava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.
36 Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os
filhos de Israel, em todas as suas jornadas;
37 se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se
levantasse.
38 Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo
estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas
as suas jornadas.
[1]
1 Ora, chamou o Senhor a
Moisés e, da tenda da revelação, lhe disse:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao
Senhor, oferecereis as vossas ofertas do gado, isto é, do gado vacum e das
ovelhas.
3 Se a sua oferta for holocausto de gado vacum, oferecerá ele um macho sem
defeito; à porta da tenda da revelação o oferecerá, para que ache favor perante
o Senhor.
4 Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, e este será aceito a favor dele,
para a sua expiação.
5 Depois imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os
sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar
que está à porta da tenda da revelação.
6 Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços.
7 E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a
lenha sobre o fogo;
8 também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça
e a gordura, sobre a lenha que está no fogo em cima do altar;
9 a fressura, porém, e as pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote
queimará tudo isso sobre o altar como holocausto, oferta queimada, de cheiro
suave ao Senhor.
10 Se a sua oferta for holocausto de gado miúdo, seja das ovelhas seja das
cabras, oferecerá ele um macho sem defeito,
11 e o imolará ao lado do altar que dá para o norte, perante o Senhor; e os
filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue em redor sobre o altar.
12 Então o partirá nos seus pedaços, juntamente com a cabeça e a gordura; e o
sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar;
13 a fressura, porém, e as pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote
oferecerá tudo isso, e o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada,
de cheiro suave ao Senhor.
14 Se a sua oferta ao Senhor for holocausto tirado de aves, então de rolas ou
de pombinhos oferecerá a sua oferta.
15 E o sacerdote a trará ao altar, tirar-lhe-á a cabeça e a queimará sobre o
altar; e o seu sangue será espremido na parede do altar;
16 e o seu papo com as suas penas tirará e o lançará junto ao altar, para o
lado do oriente, no lugar da cinza;
17 e fendê-la-á junto às suas asas, mas não a partirá; e o sacerdote a queimará
em cima do altar sobre a lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queimada,
de cheiro suave ao Senhor.
LEVÍTICO
[2]
1 Quando alguém fizer ao
Senhor uma oferta de cereais, a sua oferta será de flor de farinha; deitará
nela azeite, e sobre ela porá incenso;
2 e a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais lhe tomará um
punhado da flor de farinha e do azeite com todo o incenso, e o queimará sobre o
altar por oferta memorial, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
3 O que restar da oferta de cereais pertencerá a Arão e a seus filhos; é coisa
santíssima entre as ofertas queimadas ao Senhor.
4 Quando fizerdes oferta de cereais assada ao forno, será de bolos ázimos de
flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite.
5 E se a tua oferta for oferta de cereais assada na assadeira, será de flor de
farinha sem fermento, amassada com azeite.
6 Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; é oferta de cereais.
7 E se a tua oferta for oferta de cereais cozida na frigideira, far-se-á de
flor de farinha com azeite.
8 Então trarás ao Senhor a oferta de cereais que for feita destas coisas; e será
apresentada ao sacerdote, o qual a levará ao altar.
9 E o sacerdote tomará da oferta de cereais o memorial dela, e o queimará sobre
o altar; é oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
10 E o que restar da oferta de cereais pertencerá a Arão e a seus filhos; é
coisa santíssima entre as ofertas queimadas ao Senhor.
11 Nenhuma oferta de cereais, que fizerdes ao Senhor, será preparada com
fermento; porque não queimareis fermento algum nem mel algum como oferta
queimada ao Senhor.
12 Como oferta de primícias oferecê-los-eis ao Senhor; mas sobre o altar não
subirão por cheiro suave.
13 Todas as suas ofertas de cereais temperarás com sal; não deixarás faltar a
elas o sal do pacto do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.
14 Se fizeres ao Senhor oferta de cereais de primícias, oferecerás, como oferta
de cereais das tuas primícias, espigas tostadas ao fogo, isto é, o grão
trilhado de espigas verdes.
15 Sobre ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de
cereais.
16 O sacerdote queimará o memorial dela, isto é, parte do grão trilhado e parte
do azeite com todo o incenso; é oferta queimada ao Senhor.
LEVÍTICO
[3]
1 Se a oferta de alguém for
sacrifício pacífico: se a fizer de gado vacum, seja macho ou fêmea,
oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor;
2 porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará à porta da tenda da
revelação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o
altar em redor.
3 Então, do sacrifício de oferta pacífica, fará uma oferta queimada ao Senhor;
a gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,
4 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos,
e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, ele os tirará.
5 E os filhos de Arão queimarão isso sobre o altar, em cima do holocausto que
está sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.
6 E se a sua oferta por sacrifício pacífico ao Senhor for de gado miúdo, seja
macho ou fêmea, sem defeito o oferecerá.
7 Se oferecer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o Senhor;
8 e porá a mão sobre a cabeça da sua oferta, e a imolará diante da tenda da
revelação; e os filhos de Arão espargirão o sangue sobre o altar em redor.
9 Então, do sacrifício de oferta pacífica, fará uma oferta queimada ao Senhor;
a gordura da oferta, a cauda gorda inteira, tirá-la-á junto ao espinhaço; e a
gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,
10 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos,
e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á.
11 E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada
ao Senhor.
12 E se a sua oferta for uma cabra, perante o Senhor a oferecerá;
13 e lhe porá a mão sobre a cabeça, e a imolará diante da tenda da revelação; e
os filhos de Arão espargirão o sangue da cabra sobre o altar em redor.
14 Depois oferecerá dela a sua oferta, isto é, uma oferta queimada ao Senhor; a
gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,
15 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos,
e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á.
16 E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada,
de cheiro suave. Toda a gordura pertencerá ao Senhor.
17 Estatuto perpétuo, pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações,
será isto: nenhuma gordura nem sangue algum comereis.
LEVÍTICO
[4]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém pecar por ignorância no tocante
a qualquer das coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, fazendo
qualquer delas;
3 se for o sacerdote ungido que pecar, assim tornando o povo culpado, oferecerá
ao Senhor, pelo pecado que cometeu, um novilho sem defeito como oferta pelo
pecado.
4 Trará o novilho à porta da tenda da revelação, perante o Senhor; porá a mão
sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o Senhor.
5 Então o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho, e o trará à tenda da
revelação;
6 e, molhando o dedo no sangue, espargirá do sangue sete vezes perante o
Senhor, diante do véu do santuário.
7 Também o sacerdote porá daquele sangue perante o Senhor, sobre as pontas do
altar do incenso aromático, que está na tenda da revelação; e todo o resto do
sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da
tenda da revelação.
8 E tirará toda a gordura do novilho da oferta pelo pecado; a gordura que cobre
a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,
9 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos,
e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á,
10 assim como se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará
sobre o altar do holocausto.
11 Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com a cabeça, as pernas, a
fressura e o excremento,
12 enfim, o novilho todo, levá-lo-á para fora do arraial a um lugar limpo, em
que se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; onde se lança a cinza, aí se
queimará.
13 Se toda a congregação de Israel errar, sendo isso oculto aos olhos da
assembléia, e eles tiverem feito qualquer de todas as coisas que o Senhor
ordenou que não se fizessem, assim tornando-se culpados;
14 quando o pecado que cometeram for conhecido, a assembléia oferecerá um
novilho como oferta pelo pecado, e o trará diante da tenda da revelação.
15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o
Senhor; e imolar-se-á o novilho perante o Senhor.
16 Então o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da revelação;
17 e o sacerdote molhará o dedo no sangue, e o espargirá sete vezes perante o
Senhor, diante do véu.
18 E do sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante o Senhor, na
tenda da revelação; e todo o resto do sangue derramará à base do altar do
holocausto, que está diante da tenda da revelação.
19 E tirará dele toda a sua gordura, e queimá-la-á sobre o altar.
20 Assim fará com o novilho; como fez ao novilho da oferta pelo pecado, assim
fará a este; e o sacerdote fará expiação por eles, e eles serão perdoados.
21 Depois levará o novilho para fora do arraial, e o queimará como queimou o
primeiro novilho; é oferta pelo pecado da assembléia.
22 Quando um príncipe pecar, fazendo por ignorância qualquer das coisas que o
Senhor seu Deus ordenou que não se fizessem, e assim se tornar culpado;
23 se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará por sua oferta um
bode, sem defeito;
24 porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar em que se imola o
holocausto, perante o Senhor; é oferta pelo pecado.
25 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e
pô-lo-á sobre as pontas do altar do holocausto; então o resto do sangue
derramará à base do altar do holocausto.
26 Também queimará sobre o altar toda a sua gordura como a gordura do
sacrifício da oferta pacífica; assim o sacerdote fará por ele expiação do seu
pecado, e ele será perdoado.
27 E se alguém dentre a plebe pecar por ignorância, fazendo qualquer das coisas
que o Senhor ordenou que não se fizessem, e assim se tornar culpado;
28 se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará por sua oferta uma
cabra, sem defeito, pelo pecado cometido;
29 porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará no lugar do
holocausto.
30 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre
as pontas do altar do holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do
altar.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico, e a
queimará sobre o altar, por cheiro suave ao Senhor; e o sacerdote fará expiação
por ele, e ele será perdoado.
32 Ou, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, sem
defeito a trará;
33 porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará por oferta pelo
pecado, no lugar em que se imola o holocausto.
34 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado, e o
porá sobre as pontas do altar do holocausto; então todo o resto do sangue da
oferta derramará à base do altar.
35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício
pacífico e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor;
assim o sacerdote fará por ele expiação do pecado que cometeu, e ele será
perdoado.
LEVÍTICO
[5]
1 Se alguém, tendo-se
ajuramentado como testemunha, pecar por não denunciar o que viu, ou o que
soube, levará a sua iniqüidade.
2 Se alguém tocar alguma coisa imunda, seja cadáver de besta-fera imunda, seja
cadáver de gado imundo, seja cadáver de réptil imundo, embora faça sem se
aperceber, contudo será ele imundo e culpado.
3 Se alguém, sem se aperceber tocar a imundícia de um homem, seja qual for a
imundícia com que este se tornar imundo, quando o souber será culpado.
4 Se alguém, sem se aperceber, jurar temerariamente com os seus lábios fazer
mal ou fazer bem, em tudo o que o homem pronunciar temerariamente com
juramento, quando o souber, culpado será numa destas coisas.
5 Deverá, pois, quando for culpado numa destas coisas, confessar aquilo em que
houver pecado.
6 E como sua oferta pela culpa, ele trará ao Senhor, pelo pecado que cometeu,
uma fêmea de gado miúdo; uma cordeira, ou uma cabrinha, trará como oferta pelo
pecado; e o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado.
7 Mas, se as suas posses não bastarem para gado miúdo, então trará ao Senhor,
como sua oferta pela culpa por aquilo em que houver pecado, duas rolas, ou dois
pombinhos; um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto;
8 e os trará ao sacerdote, o qual oferecerá primeiro aquele que é para a oferta
pelo pecado, e com a unha lhe fenderá a cabeça junto ao pescoço, mas não o
partirá;
9 e do sangue da oferta pelo pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o
que restar, daquele sangue espremer-se-á à base do altar; é oferta pelo pecado.
10 E do outro fará holocausto conforme a ordenança; assim o sacerdote fará
expiação por ele do pecado que cometeu, e ele será perdoado.
11 Se, porém, as suas posses não bastarem para duas rolas, ou dois pombinhos,
então, como oferta por aquilo em que houver pecado, trará a décima parte duma
efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite nem lhe
porá em cima incenso, porquanto é oferta pelo pecado;
12 e o trará ao sacerdote, o qual lhe tomará um punhado como o memorial da
oferta, e a queimará sobre o altar em cima das ofertas queimadas do Senhor; é
oferta pelo pecado.
13 Assim o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado, que houver cometido
em alguma destas coisas, e ele será perdoado; e o restante pertencerá ao
sacerdote, como a oferta de cereais.
14 Disse mais o Senhor a Moisés:
15 Se alguém cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas
do Senhor, então trará ao Senhor, como a sua oferta pela culpa, um carneiro sem
defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o
siclo do santuário, para oferta pela culpa.
16 Assim fará restituição pelo pecado que houver cometido na coisa sagrada, e
ainda lhe acrescentará a quinta parte, e a dará ao sacerdote; e com o carneiro
da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.
17 Se alguém pecar, fazendo qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou
que não se fizessem, ainda que não o soubesse, contudo será ele culpado, e
levará a sua iniqüidade;
18 e como oferta pela culpa trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, do
rebanho, conforme a tua avaliação; e o sacerdote fará por ele expiação do erro
que involuntariamente houver cometido sem o saber; e ele será perdoado.
19 É oferta pela culpa; certamente ele se tornou culpado diante do Senhor.
LEVÍTICO
[6]
1 Disse ainda o Senhor a
Moisés:
2 Se alguém pecar e cometer uma transgressão contra o Senhor, e se houver
dolosamente para com o seu próximo no tocante a um depósito, ou penhor, ou
roubo, ou tiver oprimido a seu próximo;
3 se achar o perdido, e nisso se houver dolosamente e jurar falso; ou se fizer
qualquer de todas as coisas em que o homem costuma pecar;
4 se, pois, houver pecado e for culpado, restituirá o que roubou, ou o que
obteve pela opressão, ou o depósito que lhe foi dado em guarda, ou o perdido
que achou,
5 ou qualquer coisa sobre que jurou falso; por inteiro o restituirá, e ainda a isso
acrescentará a quinta parte; a quem pertence, lho dará no dia em que trouxer a
sua oferta pela culpa.
6 E como a sua oferta pela culpa, trará ao Senhor um carneiro sem defeito, do
rebanho; conforme a tua avaliação para oferta pela culpa trá-lo-á ao sacerdote;
7 e o sacerdote fará expiação por ele diante do Senhor, e ele será perdoado de
todas as coisas que tiver feito, nas quais se tenha tornado culpado.
8 Disse mais o Senhor a Moisés:
9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o
holocausto ficará a noite toda, até pela manhã, sobre a lareira do altar, e
nela se conservará aceso o fogo do altar.
10 E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho
sobre a sua carne; e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o
holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.
11 Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza
para fora do arraial a um lugar limpo.
12 O fogo sobre o altar se conservará aceso; não se apagará. O sacerdote
acenderá lenha nele todos os dias pela manhã, e sobre ele porá em ordem o
holocausto, e queimará a gordura das ofertas pacíficas.
13 O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará.
14 Esta é a lei da oferta de cereais: os filhos de Arão a oferecerão perante o
Senhor diante do altar.
15 O sacerdote tomará dela um punhado, isto é, da flor de farinha da oferta de
cereais e do azeite da mesma, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de
cereais, e os queimará sobre o altar por cheiro suave ao Senhor, como o
memorial da oferta.
16 E Arão e seus filhos comerão o restante dela; comê-lo-ão sem fermento em
lugar santo; no átrio da tenda da revelação o comerão.
17 Levedado não se cozerá. Como a sua porção das minhas ofertas queimadas lho
tenho dado; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado, e como a oferta pela
culpa.
18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá dela, como a sua porção das
ofertas queimadas do Senhor; estatuto perpétuo será para as vossas gerações;
tudo o que as tocar será santo.
19 Disse mais o Senhor a Moisés:
20 Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao Senhor no dia
em que ele for ungido: a décima parte duma efa de flor de farinha, como oferta
de cereais, perpetuamente, a metade dela pela amanhã, e a outra metade à tarde.
21 Numa assadeira se fará com azeite; bem embebida a trarás; em pedaços cozidos
oferecerás a oferta de cereais por cheiro suave ao Senhor.
22 Também o sacerdote que, de entre seus filhos, for ungido em seu lugar, a
oferecerá; por estatuto perpétuo será ela toda queimada ao Senhor.
23 Assim toda oferta de cereais do sacerdote será totalmente queimada; não se
comerá.
24 Disse mais o Senhor a Moisés:
25 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no
lugar em que se imola o holocausto se imolará a oferta pelo pecado perante o
Senhor; coisa santíssima é.
26 O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; comê-la-á em lugar santo,
no átrio da tenda da revelação.
27 Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; e quando o sangue dela for
espargido sobre qualquer roupa, lavarás em lugar santo a roupa sobre a qual ele
tiver sido espargido.
28 Mas o vaso de barro em que for cozida será quebrado; e se for cozida num
vaso de bronze, este será esfregado, e lavado, na água.
29 Todo varão entre os sacerdotes comerá dela; coisa santíssima é.
30 Contudo não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, da qual uma parte do
sangue é trazida dentro da tenda da revelação, para fazer expiação no lugar
santo; no fogo será queimada.
LEVÍTICO
[7]
1 Esta é a lei da oferta pela
culpa: coisa santíssima é.
2 No lugar em que imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o sangue
dela se espargirá sobre o altar em redor.
3 Dela se oferecerá toda a gordura: a cauda gorda, e a gordura que cobre a
fressura,
4 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos,
e o redenho sobre o fígado, juntamente com os rins, os tirará;
5 e o sacerdote os queimará sobre o altar em oferta queimada ao Senhor; é uma
oferta pela culpa.
6 Todo varão entre os sacerdotes comerá dela; num lugar santo se comerá; coisa
santíssima é.
7 Como é a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; há uma só lei
para elas, a saber, pertencerá ao sacerdote que com ela houver feito expiação.
8 Também o sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá para si o couro
do animal que tiver oferecido.
9 Igualmente toda oferta de cereais que se assar ao forno, como tudo o que se
preparar na frigideira e na assadeira, pertencerá ao sacerdote que a oferecer.
10 Também toda oferta de cereais, seja ela amassada com azeite, ou seja seca,
pertencerá a todos os filhos de Arão, tanto a um como a outro.
11 Esta é a lei do sacrifício das ofertas pacíficas que se oferecerá ao Senhor:
12 Se alguém o oferecer por oferta de ação de graças, com o sacrifício de ação
de graças oferecerá bolos ázimos amassados com azeite, e coscorões ázimos
untados com azeite, e bolos amassados com azeite, de flor de farinha, bem
embebidos.
13 Com os bolos oferecerá pão levedado como sua oferta, com o sacrifício de
ofertas pacíficas por ação de graças.
14 E dele oferecerá um de cada oferta por oferta alçada ao Senhor, o qual
pertencerá ao sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica.
15 Ora, a carne do sacrifício de ofertas pacíficas por ação de graças se comerá
no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até pela manhã.
16 Se, porém, o sacrifício da sua oferta for voto, ou oferta voluntária, no dia
em que for oferecido se comerá, e no dia seguinte se comerá o que dele ficar;
17 mas o que ainda ficar da carne do sacrifício até o terceiro dia será
queimado no fogo.
18 Se alguma parte da carne do sacrifício da sua oferta pacífica se comer ao
terceiro dia, aquele sacrifício não será aceito, nem será imputado àquele que o
tiver oferecido; coisa abominável será, e quem dela comer levará a sua
iniqüidade.
19 A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada no fogo;
mas da outra carne, qualquer que estiver limpo comerá dela;
20 todavia, se alguma pessoa, estando imunda, comer a carne do sacrifício da
oferta pacífica, que pertence ao Senhor, essa pessoa será extirpada do seu
povo.
21 E, se alguma pessoa, tendo tocado alguma coisa imunda, como imundícia de
homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, comer da carne do
sacrifício da oferta pacífica, que pertence ao Senhor, essa pessoa será
extirpada do seu povo.
22 Depois disse o Senhor a Moisés:
23 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro,
nem de cabra comereis.
24 Todavia pode-se usar a gordura do animal que morre por si mesmo, e a gordura
do que é dilacerado por feras, para qualquer outro fim; mas de maneira alguma
comereis dela.
25 Pois quem quer que comer da gordura do animal, do qual se oferecer oferta
queimada ao Senhor, sim, a pessoa que dela comer será extirpada do seu povo.
26 E nenhum sangue comereis, quer de aves, quer de gado, em qualquer das vossas
habitações.
27 Toda pessoa que comer algum sangue será extirpada do seu povo.
28 Disse mais o Senhor a Moisés:
29 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer sacrifício de oferta
pacífica ao Senhor trará ao Senhor a respectiva oblação da sua oferta pacífica.
30 Com as próprias mãos trará as ofertas queimadas do Senhor; o peito com a
gordura trará, para movê-lo por oferta de movimento perante o Senhor.
31 E o sacerdote queimará a gordura sobre o altar, mas o peito pertencerá a
Arão e a seus filhos.
32 E dos sacrifícios das vossas ofertas pacíficas, dareis a coxa direita ao
sacerdote por oferta alçada.
33 Aquele dentre os filhos de Arão que oferecer o sangue da oferta pacífica, e
a gordura, esse terá a coxa direita por sua porção;
34 porque o peito movido e a coxa alçada tenho tomado dos filhos de Israel, dos
sacrifícios das suas ofertas pacíficas, e os tenho dado a Arão, o sacerdote, e
a seus filhos, como sua porção, para sempre, da parte dos filhos de Israel.
35 Esta é a porção sagrada de Arão e a porção sagrada de seus filhos, das
ofertas queimadas do Senhor, desde o dia em que ele os apresentou para
administrar o sacerdócio ao Senhor;
36 a qual o Senhor, no dia em que os ungiu, ordenou que se lhes desse da parte
dos filhos de Israel; é a sua porção para sempre, pelas suas gerações.
37 Esta é a lei do holocausto, da oferta de cereais, da oferta pelo pecado, da
oferta pela culpa, da oferta das consagrações, e do sacrifício das ofertas
pacíficas;
38 a qual o Senhor entregou a Moisés no monte Sinai, no dia em que este estava
ordenando aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao Senhor, no
deserto de Sinai.
LEVÍTICO
[8]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Toma a Arão e a seus filhos com ele, e os vestidos, e o óleo da unção, e o
novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto de pães ázimos,
3 e reúne a congregação toda à porta da tenda da revelação.
4 Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e a congregação se reuniu à
porta da tenda da revelação.
5 E disse Moisés à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que se fizesse.
6 Então Moisés fez chegar Arão e seus filhos, e os lavou com água,
7 e vestiu Arão com a túnica, cingiu-o com o cinto, e vestiu-lhe o manto, e pôs
sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto de obra esmerada, e com ele lhe
apertou o éfode.
8 Colocou-lhe, então, o peitoral, no qual pôs o Urim e o Tumim;
9 e pôs sobre a sua cabeça a mitra, e sobre esta, na parte dianteira, pôs a
lâmina de ouro, a coroa sagrada; como o Senhor lhe ordenara.
10 Então Moisés, tomando o óleo da unção, ungiu o tabernáculo e tudo o que nele
havia, e os santificou;
11 e dele espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus
utensílios, como também a pia e a sua base, para santificá-los.
12 Em seguida derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para
santificá-lo.
13 Depois Moisés fez chegar aos filhos de Arão, e os vestiu de túnicas, e os
cingiu com cintos, e lhes atou tiaras; como o Senhor lhe ordenara.
14 Então fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão e seus filhos
puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo pecado;
15 e, depois de imolar o novilho, Moisés tomou o sangue, e pôs dele com o dedo
sobre as pontas do altar em redor, e purificou o altar; depois derramou o resto
do sangue à base do altar, e o santificou, para fazer expiação por ele.
16 Então tomou toda a gordura que estava na fressura, e o redenho do fígado, e
os dois rins com a sua gordura, e os queimou sobre o altar.
17 Mas o novilho com o seu couro, com a sua carne e com o seu excremento,
queimou-o com fogo fora do arraial; como o Senhor lhe ordenara.
18 Depois fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e seus filhos puseram as
mãos sobre a cabeça do carneiro.
19 Havendo imolado o carneiro, Moisés espargiu o sangue sobre o altar em redor.
20 Partiu também o carneiro nos seus pedaços, e queimou dele a cabeça, os
pedaços e a gordura.
21 Mas a fressura e as pernas lavou com água; então Moisés queimou o carneiro
todo sobre o altar; era holocausto de cheiro suave, uma oferta queimada ao
Senhor; como o Senhor lhe ordenara.
22 Depois fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus
filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;
23 e tendo Moisés imolado o carneiro, tomou do sangue deste e o pôs sobre a
ponta da orelha direita de Arão, sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o
polegar do seu pé direito.
24 Moisés fez chegar também os filhos de Arão, e pôs daquele sangue sobre a
ponta da orelha direita deles, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o
polegar do seu pé direito; e espargiu o sangue sobre o altar em redor.
25 E tomou a gordura, e a cauda gorda, e toda a gordura que estava na fressura,
e o redenho do fígado, e os dois rins com a sua gordura, e a coxa direita;
26 também do cesto dos pães ázimos, que estava diante do Senhor, tomou um bolo
ázimo, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão, e os pôs sobre a gordura e
sobre a coxa direita;
27 e pôs tudo nas mãos de Arão e de seus filhos, e o ofereceu por oferta movida
perante o Senhor.
28 Então Moisés os tomou das mãos deles, e os queimou sobre o altar em cima do
holocausto; os quais eram uma consagração, por cheiro suave, oferta queimada ao
Senhor.
29 Em seguida tomou Moisés o peito, e o ofereceu por oferta movida perante o
Senhor; era a parte do carneiro da consagração que tocava a Moisés, como o
Senhor lhe ordenara.
30 Tomou Moisés também do óleo da unção, e do sangue que estava sobre o altar,
e o espargiu sobre Arão e suas vestes, e sobre seus filhos e as vestes de seus
filhos com ele; e assim santificou tanto a Arão e suas vestes, como a seus
filhos e as vestes de seus filhos com ele.
31 E disse Moisés a Arão e seus filhos: Cozei a carne à porta da tenda da
revelação; e ali a comereis com o pão que está no cesto da consagração, como
ordenei, dizendo: Arão e seus filhos a comerão.
32 Mas o que restar da carne e do pão, queimá-lo-eis ao fogo.
33 Durante sete dias não saireis da porta da tenda da revelação, até que se
cumpram os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias ele vos
consagrará.
34 Como se fez neste dia, assim o senhor ordenou que se proceda, para fazer
expiação por vós.
35 Permanecereis, pois, à porta da tenda da revelação dia e noite por sete
dias, e guardareis as ordenanças do Senhor, para que não morrais; porque assim
me foi ordenado.
36 E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenara por
intermédio de Moisés.
LEVÍTICO
[9]
1 Ora, ao dia oitavo, Moisés
chamou a Arão e seus filhos, e os anciãos de Israel,
2 e disse a Arão: Toma um bezerro tenro para oferta pelo pecado, e um carneiro
para holocausto, ambos sem defeito, e
oferece-os perante o Senhor.
3 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode para oferta pelo
pecado; e um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano, e sem defeito, como
holocausto;
4 também um boi e um carneiro para ofertas pacíficas, para sacrificar perante o
Senhor e oferta de cereais, amassada com azeite; porquanto hoje o Senhor vos
aparecerá.
5 Então trouxeram até a entrada da tenda da revelação o que Moisés ordenara, e
chegou-se toda a congregação, e ficou de pé diante do Senhor.
6 E disse Moisés: Esta é a coisa que o Senhor ordenou que fizésseis; e a glória
do Senhor vos aparecerá.
7 Depois disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, e apresenta a tua oferta pelo
pecado e o teu holocausto, e faze expiação por ti e pelo povo; também apresenta
a oferta do povo, e faze expiação por ele, como ordenou o Senhor.
8 Arão, pois, chegou-se ao altar, e imolou o bezerro que era a sua própria
oferta pelo pecado.
9 Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; e ele molhou o dedo no sangue, e o
pôs sobre as pontas do altar, e derramou o sangue à base do altar;
10 mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado, tirados da oferta pelo
pecado, queimou-os sobre o altar, como o Senhor ordenara a Moisés.
11 E queimou ao fogo fora do arraial a carne e o couro.
12 Depois imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e
ele o espargiu sobre o altar em redor.
13 Também lhe entregaram o holocausto, pedaço por pedaço, e a cabeça; e ele os
queimou sobre o altar.
14 E lavou a fressura e as pernas, e as queimou sobre o holocausto no altar.
15 Então apresentou a oferta do povo e, tomando o bode que era a oferta pelo
pecado do povo, imolou-o e o ofereceu pelo pecado, como fizera com o primeiro.
16 Apresentou também o holocausto, e o ofereceu segundo a ordenança. rifício
até o terceiro
17 E apresentou a oferta de cereais e, tomando dela um punhado, queimou-o sobre
o altar, além do holocausto da manhã.
18 Imolou também o boi e o carneiro em sacrifício de oferta pacífica pelo povo;
e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que ele espargiu sobre o altar em
redor,
19 como também a gordura do boi e do carneiro, a cauda gorda, e o que cobre a
fressura, e os rins, e o redenho do fígado;
20 e puseram a gordura sobre os peitos, e ele queimou a gordura sobre o altar;
21 mas os peitos e a coxa direita, ofereceu-os Arão por oferta movida perante o
Senhor, como Moisés tinha ordenado.
22 Depois Arão, levantando as mãos para o povo, o abençoou e desceu, tendo
acabado de oferecer a oferta pelo pecado, o holocausto e as ofertas pacíficas.
23 E Moisés e Arão entraram na tenda da revelação; depois saíram, e abençoaram
o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo,
24 pois saiu fogo de diante do Senhor, e consumiu o holocausto e a gordura
sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e prostraram-se sobre os seus
rostos.
LEVÍTICO
[10]
1 Ora, Nadabe, e Abiú, filhos
de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele
deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes
ordenara.
2 Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o
Senhor.
3 Disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado
naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Mas
Arão guardou silêncio.
4 E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e
disse-lhes: Chegai-vos, levai vossos irmãos de diante do santuário, para fora
do arraial.
5 Chegaram-se, pois, e levaram-nos como estavam, nas próprias túnicas, para
fora do arraial, como Moisés lhes dissera.
6 Então disse Moisés a Arão, e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descubrais
as vossas cabeças, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem
venha a ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel,
lamentem este incêndio que o Senhor acendeu.
7 E não saireis da porta da tenda da revelação, para que não morrais; porque
está sobre vós o óleo da unção do Senhor. E eles fizeram conforme a palavra de
Moisés.
8 Falou também o Senhor a Arão, dizendo:
9 Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando
entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será
isso pelas vossas gerações,
10 não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo
e o limpo,
11 mas também para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor
lhes tem dado por intermédio de Moisés.
12 Também disse Moisés a Arão, e a Eleazar e Itamar, seus filhos que lhe
ficaram: Tomai a oferta de cereais que resta das ofertas queimadas do Senhor, e
comei-a sem levedura junto do altar, porquanto é coisa santíssima.
13 Comê-la-eis em lugar santo, porque isto é a tua porção, e a porção de teus
filhos, das ofertas queimadas do Senhor; porque assim me foi ordenado.
14 Também o peito da oferta movida e a coxa da oferta alçada, comê-los-eis em
lugar limpo, tu, e teus filhos e tuas filhas contigo; porquanto são eles dados
como tua porção, e como porção de teus filhos, dos sacrifícios das ofertas
pacíficas dos filhos de Israel.
15 Trarão a coxa da oferta alçada e o peito da oferta movida juntamente com as
ofertas queimadas da gordura, para movê-los como oferta movida perante o
Senhor; isso te pertencerá como porção, a ti e a teus filhos contigo, para
sempre, como o Senhor tem ordenado.
16 E Moisés buscou diligentemente o bode da oferta pelo pecado, e eis que já
tinha sido queimado; pelo que se indignou grandemente contra Eleazar e contra
Itamar, os filhos que de Arão ficaram, e lhes disse:
17 Por que não comestes a oferta pelo pecado em lugar santo, visto que é coisa
santíssima, e o Senhor a deu a vós para levardes a iniqüidade da congregação,
para fazerdes expiação por eles diante do Senhor?
18 Eis que não se trouxe o seu sangue para dentro do santuário; certamente a
devíeis ter comido em lugar santo, como eu havia ordenado.
19 Então disse Arão a Moisés: Eis que hoje ofereceram a sua oferta pelo pecado
e o seu holocausto perante o Senhor, e tais coisas como essas me têm
acontecido; se eu tivesse comido hoje a oferta pelo pecado, porventura teria
sido isso coisa agradavel aos olhos do Senhor?
20 Ouvindo Moisés isto, pareceu-lhe razoável.
LEVÍTICO
[11]
1 Falou o Senhor a Moisés e a
Arão, dizendo-lhes:
2 Dizei aos filhos de Israel: Estes são os animais que podereis comer dentre
todos os animais que há sobre a terra:
3 dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em
duas, o que rumina, esse podereis comer.
4 Os seguintes, contudo, não comereis, dentre os que ruminam e dentre os que
têm a unha fendida: o camelo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse
vos será imundo;
5 o querogrilo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
6 a lebre, porque rumina mas não tem a unha fendida, essa vos será imunda;
7 e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não
rumina, esse vos será imundo.
8 Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão
imundos.
9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem
barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.
10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo
réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão
abomináveis,
11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus
cadáveres.
12 Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós
abominável.
13 Dentre as aves, a estas abominareis; não se comerão, serão abominãveis: a
águia, o quebrantosso, o xofrango,
14 o açor, o falcão segundo a sua espécie,
15 todo corvo segundo a sua espécie,
16 o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie,
17 o bufo, o corvo marinho, a coruja,
18 o porfirião, o pelicano, o abutre,
19 a cegonha, a garça segundo a sua, espécie, a poupa e o morcego.
20 Todos os insetos alados que andam sobre quatro pés, serão para vós uma
abominação.
21 Contudo, estes há que podereis comer de todos os insetos alados que andam
sobre quatro pés: os que têm pernas sobre os seus pés, para saltar com elas
sobre a terra;
22 isto é, deles podereis comer os seguintes: o gafanhoto segundo a sua
espécie, o solham segundo a sua espécie, o hargol segundo a sua espécie e o
hagabe segundo a sua especie.
23 Mas todos os outros insetos alados que têm quatro pés, serão para vós uma
abominação.
24 Também por eles vos tornareis imundos; qualquer que tocar nos seus
cadáveres, será imundo até a tarde,
25 e quem levar qualquer parte dos seus cadáveres, lavará as suas vestes, e
será imundo até a tarde.
26 Todo animal que tem unhas fendidas, mas cuja fenda não as divide em duas, e
que não rumina, será para vós imundo; qualquer que tocar neles será imundo.
27 Todos os plantígrados dentre os quadrúpedes, esses vos serão imundos;
qualquer que tocar nos seus cadáveres sera imundo até a tarde,
28 e o que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e será imundo até a
tarde; eles serão para vós imundos.
29 Estes também vos serão por imundos entre os animais que se arrastam sobre a
terra: a doninha, o rato, o crocodilo da terra segundo a sua espécie,
30 o musaranho, o crocodilo da água, a lagartixa, o lagarto e a toupeira.
31 Esses vos serão imundos dentre todos os animais rasteiros; qualquer que os
tocar, depois de mortos, será imundo até a tarde;
32 e tudo aquilo sobre o que cair o cadáver de qualquer deles será imundo; seja
vaso de madeira, ou vestidura, ou pele, ou saco, seja qualquer instrumento com
que se faz alguma obra, será metido na água, e será imundo até a tarde; então
será limpo.
33 E quanto a todo vaso de barro dentro do qual cair algum deles, tudo o que
houver nele será imundo, e o vaso quebrareis.
34 Todo alimento depositado nele, que se pode comer, sobre o qual vier água,
será imundo; e toda bebida que se pode beber, sendo depositada em qualquer
destes vasos será imunda.
35 E tudo aquilo sobre o que cair: alguma parte dos cadáveres deles será
imundo; seja forno, seja fogão, será quebrado; imundos são, portanto para vós
serão imundos.
36 Contudo, uma fonte ou cisterna, em que há depósito de água, será limpa; mas
quem tocar no cadáver será imundo.
37 E, se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre alguma semente que se
houver de semear, esta será limpa;
38 mas se for deitada água sobre a semente, e se dos cadáveres cair alguma
coisa sobre ela, então ela será para vós imunda.
39 E se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu
cadáver sera imundo até a tarde;
40 e quem comer do cadáver dele lavará as suas vestes, e será imundo até a
tarde; igualmente quem levar o cadáver dele lavará as suas vestes, e será
imundo até a tarde.
41 Também todo animal rasteiro que se move sobre a terra será abominação; não
se comerá.
42 Tudo o que anda sobre o ventre, tudo o que anda sobre quatro pés, e tudo o
que tem muitos pés, enfim todos os animais rasteiros que se movem sobre a
terra, desses não comereis, porquanto são abomináveis.
43 Não vos tomareis abomináveis por nenhum animal rasteiro, nem neles vos
contaminareis, para não vos tornardes imundos por eles.
44 Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos, e sede santos,
porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum animal rasteiro que se
move sobre a terra;
45 porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o
vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo.
46 Esta é a lei sobre os animais e as aves, e sobre toda criatura vivente que
se move nas águas e toda criatura que se arrasta sobre a terra;
47 para fazer separação entre o imundo e o limpo, e entre os animais que se
podem comer e os animais que não se podem comer.
LEVÍTICO
[12]
1 Disse mais o Senhor a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino,
será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será
imunda.
3 E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.
4 Depois permanecerá ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; em
nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os
dias da sua purificação.
5 Mas, se tiver uma menina, então sera imunda duas semanas, como na sua
impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação.
6 E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação, seja por filho ou por
filha, trará um cordeiro de um ano para holocausto, e um pombinho ou uma rola
para oferta pelo pecado, à porta da tenda da revelação, o ao sacerdote,
7 o qual o oferecerá perante o Senhor, e fará, expiação por ela; então ela será
limpa do fluxo do seu sangue. Esta é a lei da que der à luz menino ou menina.
8 Mas, se as suas posses não bastarem para um cordeiro, então tomará duas
rolas, ou dois pombinhos: um para o holocausto e outro para a oferta pelo
pecado; assim o sacerdote fará expiação por ela, e ela será limpa.
LEVÍTICO
[13]
1 Falou mais o Senhor a
Moisés e a Arão, dizendo:
2 Quando um homem tiver na pele da sua carne inchação, ou pústula, ou mancha
lustrosa, e esta se tornar na sua pele como praga de lepra, então será levado a
Arão o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes,
3 e o sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o pêlo na praga se tiver
tornado branco, e a praga parecer mais profunda que a pele, é praga de lepra; o
sacerdote, verificando isto, o declarará imundo.
4 Mas, se a mancha lustrosa na sua pele for branca, e não parecer mais profunda
que a pele, e o pêlo não se tiver tornado branco, o sacerdote encerrará por
sete dias aquele que tem a praga.
5 Ao sétimo dia o sacerdote o examinará; se a praga, na sua opinião, tiver
parado e não se tiver estendido na pele, o sacerdote o encerrará por outros
sete dias.
6 Ao sétimo dia o sacerdote o examinará outra vez; se a praga tiver escurecido,
não se tendo estendido na pele, o sacerdote o declarará limpo; é uma pústula. O
homem lavará as suas vestes, e será limpo.
7 Mas se a pústula se estender muito na pele, depois de se ter mostrado ao
sacerdote para a sua purificação, mostrar-se-á de novo ao sacerdote,
8 o qual o examinará; se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o
declarará imundo; é lepra.
9 Quando num homem houver praga de lepra, será ele levado ao sacerdote,
10 o qual o examinará; se houver na pele inchação branca que tenha tornado
branco o pêlo, e houver carne viva na inchação,
11 lepra inveterada é na sua pele. Portanto, o sacerdote o declarará imundo;
não o encerrará, porque imundo é.
12 Se a lepra se espalhar muito na pele, e cobrir toda a pele do que tem a
praga, desde a cabeça até os pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote,
13 este o examinará; e, se a lepra tiver coberto a carne toda, declarará limpo
o que tem a praga; ela toda se tornou branca; o homem é limpo.
14 Mas no dia em que nele aparecer carne viva será imundo.
15 Examinará, pois, o sacerdote a carne viva, e declarará o homem imundo; a
carne viva é imunda; é lepra.
16 Ou, se a carne viva mudar, e ficar de novo branca, ele virá ao sacerdote,
17 e este o examinará; se a praga se tiver tornado branca, o sacerdote
declarará limpo o que tem a praga; limpo está.
18 Quando também a carne tiver na sua pele alguma úlcera, se esta sarar,
19 e em seu lugar vier inchação branca ou mancha lustrosa, tirando a vermelho,
mostrar-se-á ao sacerdote,
20 e este a examinará; se ela parecer mais profunda que a pele, e o pêlo se
tiver tornado branco, o sacerdote declarará imundo o homem; é praga de lepra,
que brotou na úlcera.
21 Se, porém, o sacerdote a examinar, e nela não houver pêlo branco e não
estiver mais profunda que a pele, mas tiver escurecido, o sacerdote encerrará
por sete dias o homem.
22 Se ela se estender na pele, o sacerdote o declarará imundo; é praga.
23 Mas se a mancha lustrosa parar no seu lugar, não se estendendo, é a cicatriz
da úlcera; o sacerdote, pois, o declarará limpo.
24 Ou, quando na pele da carne houver queimadura de fogo, e a carne viva da
queimadura se tornar em mancha lustrosa, tirando a vermelho ou branco,
25 o sacerdote a examinará, e se o pêlo na mancha lustrosa se tiver tornado
branco, e ela parecer mais profunda que a pele, é lepra; brotou na queimadura;
portanto o sacerdote o declarará imundo; é praga de lepra.
26 Mas se o sacerdote a examinar, e na mancha lustrosa não houver pêlo branco,
nem estiver mais profunda que a pele, mas tiver escurecido, o sacerdote o
encerrará por sete dias.
27 Ao sétimo dia o sacerdote o examiará. Se ela se houver estendido na pele, o
sacerdote o declarará imundo; é praga de lepra.
28 Mas se a mancha lustrosa tiver parado no seu lugar, não se estendendo na
pele, e tiver escurecido, é a inchação da queimadura; portanto o sacerdote o
declarará limpo; porque é a cicatriz da queimadura.
29 E quando homem (ou mulher) tiver praga na cabeça ou na barba,
30 o sacerdote examinará a praga, e se ela parecer mais profunda que a pele, e
nela houver pêlo fino amarelo, o sacerdote o declarará imundo; é tinha, é lepra
da cabeça ou da barba.
31 Mas se o sacerdote examinar a praga da tinha, e ela não parecer mais
profunda que a pele, e nela não houver pêlo preto, o sacerdote encerrará por
sete dias o que tem a praga da tinha.
32 Ao sétimo dia o sacerdote examinará a praga; se a tinha não se tiver
estendido, e nela não houver pêlo amarelo, nem a tinha parecer mais profunda
que a pele,
33 o homem se rapará, mas não rapará a tinha; e o sacerdote encerrará por mais
sete dias o que tem a tinha.
34 Ao sétimo dia o sacerdote examinará a tinha; se ela não se houver estendido
na pele, e não parecer mais profunda que a pele, o sacerdote declarará limpo o
homem; o qual lavará as suas vestes, e será limpo.
35 Mas se, depois da sua purificação, a tinha estender na pele,
36 o sacerdote o examinará; se a tinha se tiver estendido na pele, o sacerdote
não buscará pêlo amarelo; o homem está imundo.
37 Mas se a tinha, a seu ver, tiver parado, e nela tiver crescido pêlo preto, a
tinha terá sarado; limpo está o homem; portanto o sacerdote o declarará limpo.
38 Quando homem (ou mulher) tiver na pele da sua carne manchas lustrosas, isto
é, manchas lustrosas brancas,
39 o sacerdote as examinará; se essas manchas lustrosas forem brancas tirando a
escuro, é impigem que brotou na pele; o homem é limpo.
40 Quando a cabeça do homem se pelar, ele é calvo; contudo é limpo.
41 E, se a frente da sua cabeça se pelar, ele é meio calvo; contudo é limpo.
42 Mas se na calva, ou na meia calva, houver praga branca tirando a vermelho, é
lepra que lhe está brotando na calva ou na meia calva.
43 Então o sacerdote o examinará, e se a inchação da praga na calva ou na meia
calva for branca tirando a vermelho, como parece a lepra na pele da carne,
44 leproso é aquele homem, é imundo; o sacerdote certamente o declarará imundo;
na sua cabeça está a praga.
45 Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas; ele
ficará com a cabeça descoberta e de cabelo solto, mas cobrirá o bigode, e
clamará: Imundo, imundo.
46 Por todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo é;
habitará só; a sua habitação será fora do arraial.
47 Quando também houver praga de lepra em alguma vestidura, seja em vestidura
de lã ou em vestidura de linho,
48 quer na urdidura, quer na trama, seja de linho ou seja de lã; ou em pele, ou
em qualquer obra de pele;
49 se a praga na vestidura, quer na urdidura, quer na trama, ou na pele, ou em
qualquer coisa de pele, for verde ou vermelha, é praga de lepra, pelo que se
mostrará ao sacerdote;
50 o sacerdote examinará a praga, e encerrará por sete dias aquilo que tem a
praga.
51 Ao sétimo dia examinará a praga; se ela se houver estendido na vestidura,
quer na urdidura, quer na trama, ou na pele, seja qual for a obra em que se
empregue, a praga é lepra roedora; é imunda.
52 Pelo que se queimará aquela vestidura, seja a urdidura ou a trama, seja de
lã ou de linho, ou qualquer obra de pele, em que houver a praga, porque é lepra
roedora; queimar-se-á ao fogo.
53 Mas se o sacerdote a examinar, e ela não se tiver estendido na vestidura,
seja na urdidura, seja na trama, ou em qualquer obra de pele,
54 o sacerdote ordenará que se lave aquilo, em que está a praga, e o encerrará
por mais sete dias.
55 O sacerdote examinará a praga, depois de lavada, e se ela não tiver mudado
de cor, nem se tiver estendido, é imunda; no fogo a queimarás; é praga
penetrante, seja por dentro, seja por fora.
56 Mas se o sacerdote a examinar, e a praga tiver escurecido, depois de lavada,
então a rasgará da vestidura, ou da pele, ou da urdidura, ou da trama;
57 se ela ainda aparecer na vestidura, seja na urdidura, seja na trama, ou em
qualquer coisa de pele, é lepra brotante; no fogo queimarás aquilo em que há a
praga.
58 Mas a vestidura, quer a urdidura, quer a trama, ou qualquer coisa de pele,
que lavares, e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez, e será limpa.
59 Esta é a lei da praga da lepra na vestidura de lã, ou de linho, quer na
urdidura, quer na rama, ou em qualquer coisa de pele, para declará-la limpa, ou
para declará-la imunda.
LEVÍTICO
[14]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés:
2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao
sacerdote,
3 e este sairá para fora do arraial, e o examinará; se a praga do leproso tiver
sarado,
4 o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas
aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo.
5 Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas.
6 Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais
molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as
águas vivas;
7 e o espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então
o declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto.
8 Aquele que se há de purificar lavará as suas vestes, rapará todo o seu pêlo e
se lavará em água; assim será limpo. Depois entrará no arraial, mas ficará fora
da sua tenda por sete dias.
9 Ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, tanto a cabeça como a barba e as
sobrancelhas, sim, rapará todo o pêlo; também lavará as suas vestes, e banhará
o seu corpo em água; assim será limpo.
10 Ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito,
de um ano, e três décimos de efa de flor de farinha para oferta de cereais,
amassada com azeite, e um logue de azeite;
11 e o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que se há de
purificar, bem como aquelas coisas, perante o Senhor, à porta da tenda da
revelação.
12 E o sacerdote tomará um dos cordeiros, o oferecerá como oferta pela culpa;
e, tomando também o logue de azeite, os moverá por oferta de movimento perante
o Senhor.
13 E imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta pelo pecado e o
holocausto, no lugar santo; porque, como a oferta pelo pecado pertence ao
sacerdote, assim também a oferta pela culpa; é coisa santíssima.
14 Então o sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a
ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar
da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito.
15 Tomará também do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão
esquerda;
16 então molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda, e daquele
azeite espargirá com o dedo sete vezes perante o Senhor.
17 Do restante do azeite que está na sua mão, o sacerdote porá sobre a ponta da
orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua
mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, por cima do sangue da
oferta pela culpa;
18 e o restante do azeite que está na sua mão, pô-lo-á sobre a cabeça daquele
que se há de purificar; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o
Senhor.
19 Também o sacerdote oferecerá a oferta pelo pecado, e fará expiação por
aquele que se há de purificar por causa a sua imundícia; e depois imolará o
holocausto,
20 e oferecerá o holocausto e a oferta de cereais sobre o altar; assim o
sacerdote fará expiação por ele, e ele será limpo.
21 Mas se for pobre, e as suas posses não bastarem para tanto, tomará um
cordeiro para oferta pela culpa como oferta de movimento, para fazer expiação
por ele, um décimo de efa de flor de farinha amassada com azeite, para oferta
de cereais, um logue de azeite,
22 e duas rolas ou dois pombinhos, conforme suas posses permitirem; dos quais
um será oferta pelo pecado, e o outro holocausto.
23 Ao oitavo dia os trará, para a sua purificação, ao sacerdote, à porta da
tenda da revelação, perante o Senhor;
24 e o sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa, e o logue de azeite, e
os moverá por oferta de movimento perante o Senhor.
25 Então imolará o cordeiro da oferta pela culpa e, tomando do sangue da oferta
pela culpa, pô-lo-á sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de
purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do
seu pé direito.
26 Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda;
27 e com o dedo direito espargirá do azeite que está na mão esquerda, sete
vezes perante o Senhor;
28 igualmente, do azeite que está na mão, porá na ponta da orelha direita
daquele que se há de purificar, e no dedo polegar da sua mão direita, e no dedo
polegar do seu pé direito, em cima do lugar do sangue da oferta pela culpa;
29 e o restante do azeite que está na mão porá sobre a cabeça daquele que se há
de purificar, para fazer expiação por ele perante o Senhor.
30 Então oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme as suas posses lhe
permitirem,
31 sim, conforme as suas posses, um para oferta pelo pecado, e o outro como
holocausto, juntamente com a oferta de cereais; assim fará o sacerdote, perante
o Senhor, expiação por aquele que se há de purificar.
32 Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, e cujas posses não
lhe permitirem apresentar a oferta estipulada para a sua purificação.
33 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:
34 Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que vos dou em possessão, e eu
puser a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa possessão,
35 aquele a quem pertencer a casa virá e informará ao sacerdote, dizendo:
Parece-me que há como que praga em minha casa.
36 E o sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que entre para examinar a
praga, para que não se torne imundo tudo o que está na casa; depois entrará o
sacerdote para examinar a casa;
37 examinará a praga, e se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes
ou vermelhas, e estas parecerem mais profundas que a superfície,
38 o sacerdote, saindo daquela casa, deixá-la-á fechada por sete dias.
39 Ao sétimo dia voltará o sacerdote e a examinará; se a praga se tiver
estendido nas paredes da casa,
40 o sacerdote ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga, e que
as lancem fora da cidade, num lugar imundo;
41 e fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado
deitarão fora da cidade, num lugar imundo;
42 depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras; e outra
argamassa se tomará, e se rebocará a casa.
43 Se, porém, a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras,
raspada a casa e de novo rebocada,
44 o sacerdote entrará, e a examinará; se a praga se tiver estendido na casa,
lepra roedora há na casa; é imunda.
45 Portanto se derrubará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como também
toda a argamassa da casa, e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar
imundo.
46 Aquele que entrar na casa, enquanto estiver fechada, será imundo até a
tarde.
47 Aquele que se deitar na casa lavará, as suas vestes; e quem comer na casa
lavara as suas vestes.
48 Mas, tornando o sacerdote a entrar, e examinando a casa, se a praga não se
tiver estendido nela, depois de ter sido rebocada, o sacerdote declarará limpa
a casa, porque a praga está curada.
49 E, para purificar a casa, tomará duas aves, pau de cedro, carmesim e
hissopo;
50 imolará uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas;
51 tomará o pau de cedro, o hissopo, o carmesim e a ave viva, e os molhará no
sangue da ave imolada e nas águas vivas, e espargirá a casa sete vezes;
52 assim purificará a casa com o sangue da ave, com as águas vivas, com a ave
viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o carmesim;
53 mas soltará a ave viva para fora da cidade para o campo aberto; assim fará
expiação pela casa, e ela será limpa.
54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha;
55 da lepra das vestes e das casas;
56 da inchação, das pústulas e das manchas lustrosas;
57 para ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando será limpa. Esta é a
lei da lepra.
LEVÍTICO
[15]
1 Disse ainda o Senhor a
Moisés e a Arão:
2 Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo da
sua carne, por causa do seu fluxo será imundo.
3 Esta, pois, será a sua imundícia por causa do seu fluxo: se a sua carne vasa
o seu fluxo, ou se a sua carne estanca o seu fluxo, esta é a sua imundícia.
4 Toda cama em que se deitar aquele que tiver fluxo será imunda; e toda coisa
sobre o que se sentar, sera imunda.
5 E, qualquer que tocar na cama dele lavará as suas vestes, e se banhará em
água, e será imundo até a tarde.
6 E aquele que se sentar sobre aquilo em que se sentou o que tem o fluxo,
lavará as suas vestes, e se banhará em água; e será imundo até a tarde,
7 Também aquele que tocar na carne do que tem o fluxo, lavará as suas vestes, e
se banhará em água, e será imundo até a tarde.
8 Quando o que tem o fluxo cuspir sobre um limpo, então lavará este as suas
vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
9 Também toda sela, em que cavalgar o que tem o fluxo, será imunda.
10 E qualquer que tocar em alguma coisa que tiver estado debaixo dele será
imundo até a tarde; e aquele que levar alguma dessas coisas, lavará as suas
vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
11 Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem haver antes lavado
as mãos em água, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até
a tarde.
12 Todo vaso de barro em que tocar o que tiver o fluxo será quebrado; porém
todo vaso de madeira será lavado em água.
13 Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu fluxo, contará para
si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes, banhará o seu corpo
em águas vivas, e será limpo.
14 Ao oitavo dia tomará para si duas rolas, ou dois pombinhos, e virá perante o
Senhor, à porta da tenda da revelação, e os dará ao sacerdote,
15 o qual os oferecerá, um para oferta pelo pecado, e o outro para holocausto;
e assim o sacerdote fará por ele expiação perante o Senhor, por causa do seu
fluxo.
16 Também se sair de um homem o seu sêmem banhará o seu corpo todo em água, e
será imundo até a tarde.
17 E toda vestidura, e toda pele sobre que houver sêmem serão lavadas em água,
e serão imundas até a tarde.
18 Igualmente quanto à mulher com quem o homem se deitar com sêmem ambos se
banharão em água, e serão imundos até a tarde.
19 Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará
na sua impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a
tarde.
20 E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua impureza, será imundo;
e tudo sobre o que se sentar, será imundo.
21 Também qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará
em água, e será imundo até a tarde.
22 E quem tocar em alguma coisa, sobre o que ela se tiver sentado, lavará as
suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
23 Se o sangue estiver sobre a cama, ou sobre alguma coisa em que ela se
sentar, quando alguém tocar nele, será imundo até a tarde.
24 E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia ficar
sobre ele, imundo será por sete dias; tambem toda cama, sobre que ele se
deitar, será imunda.
25 Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua
impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza,
por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza;
imunda será.
26 Toda cama sobre que ela se deitar durante todos os dias do seu fluxo
ser-lhe-á como a cama da sua impureza; e toda coisa sobre que se sentar será
imunda, conforme a imundícia da sua impureza.
27 E qualquer que tocar nessas coisas será imundo; portanto lavará as suas
vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
28 Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará para si sete dias, e depois
será limpa.
29 Ao oitavo dia tomará para si duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao
sacerdote, à porta da tenda da revelação.
30 Então o sacerdote oferecerá um deles para oferta pelo pecado, e o outro para
holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação perante o Senhor, por causa do
fluxo da sua imundícia.
31 Assim separareis os filhos de Israel da sua imundícia, para que não morram
na sua imundícia, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.
32 Esta é a lei daquele que tem o fluxo e daquele de quem sai o sêmem de modo
que por eles se torna imundo;
33 como também da mulher enferma com a sua impureza e daquele que tem o fluxo,
tanto do homem como da mulher, e do homem que se deita com mulher imunda.
LEVÍTICO
[16]
1 Falou o Senhor a Moisés,
depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante
do Senhor.
2 Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo
tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está
sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o
propiciatório.
3 Com isto entrará Arão no lugar santo: com um novilho, para oferta pelo
pecado, e um carneiro para holocausto.
4 Vestirá ele a túnica sagrada de linho, e terá as calças de linho sobre a sua
carne, e cingir-se-á com o cinto de linho, e porá na cabeça a mitra de linho;
essas são as vestes sagradas; por isso banhará o seu corpo em água, e as
vestirá.
5 E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo
pecado e um carneiro para holocausto.
6 Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele,
e fará expiação por si e pela sua casa.
7 Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da
revelação.
8 E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por
Azazel.
9 Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá
como oferta pelo pecado;
10 mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o
Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.
11 Arão, pois, apresentará o novilho da oferta pelo pecado, que é por ele, e
fará expiação por si e pela sua casa; e imolará o novilho que é a sua oferta
pelo pecado.
12 Então tomará um incensário cheio de brasas de fogo de sobre o altar, diante
do Senhor, e dois punhados de incenso aromático bem moído, e os trará para
dentro do véu;
13 e porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, a fim de que a nuvem o incenso
cubra o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra.
14 Tomará do sangue do novilho, e o espargirá com o dedo sobre o propiciatório
ao lado oriental; e perante o propiciatório espargirá do sangue sete vezes com
o dedo.
15 Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o
sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do
novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório;
16 e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel
e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela
tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias.
17 Nenhum homem estará na tenda da revelação quando Arão entrar para fazer
expiação no lugar santo, até que ele saia, depois de ter feito expiação por si
mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.
18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação pelo altar;
tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do
altar ao redor.
19 E do sangue espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e
santificando-o das imundícias dos filhos de Israel.
20 Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da
revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo;
21 e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as
iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os
seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto,
pela mão de um homem designado para isso.
22 Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região
solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.
23 Depois Arão entrará na tenda da revelação, e despirá as vestes de linho, que
havia vestido quando entrara no lugar santo, e ali as deixará.
24 E banhará o seu corpo em água num lugar santo, e vestirá as suas próprias
vestes; então sairá e oferecerá o seu holocausto, e o holocausto do povo, e fará
expiação por si e pelo povo.
25 Também queimará sobre o altar a gordura da oferta pelo pecado.
26 E aquele que tiver soltado o bode para Azazel lavará as suas vestes, e
banhará o seu corpo em água, e depois entrará no arraial.
27 Mas o novilho da oferta pelo pecado e o bode da oferta pelo pecado, cujo
sangue foi trazido para fazer expiação no lugar santo, serão levados para fora
do arraial; e lhes queimarão no fogo as peles, a carne e o excremento.
28 Aquele que os queimar lavará as suas vestes, banhara o seu corpo em água, e
depois entrará no arraial.
29 Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês,
afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o
estrangeiro que peregrina entre vos;
30 porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os
vossos pecados sereis purificados perante o Senhor.
31 Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as vossas almas; é
estatuto perpétuo.
32 E o sacerdote que for ungido e que for sagrado para administrar o sacerdócio
no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, isto
é, as vestes sagradas;
33 assim fará expiação pelo santuário; também fará expiação pela tenda da
revelação e pelo altar; igualmente fará expiação e pelos sacerdotes e por todo
o povo da congregação.
34 Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez no ano
pelos filhos de Israel por causa de todos os seus pecados. E fez Arão como o
Senhor ordenara a Moisés.
LEVÍTICO
[17]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Fala a Arão e aos seus filhos, e a s todos os filhos de Israel, e dize-lhes:
Isto é o que o Senhor tem ordenado:
3 Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no
arraial, ou fora do arraial,
4 e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para o oferecer como oferta ao
Senhor diante do tabernáculo do Senhor, a esse homem será imputado o sangue;
derramou sangue, pelo que será extirpado do seu povo;
5 a fim de que os filhos de Israel tragam os seus sacrifícios, que oferecem no
campo, isto é, a fim de que os tragam ao Senhor, à porta da tenda da revelação,
ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios de ofertas, pacíficas ao Senhor.
6 E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do Senhor, à porta da tenda da
revelação, e queimará a gordura por cheiro suave ao Senhor.
7 E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros, após os quais eles
se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo pelas suas gerações.
8 Dir-lhes-ás pois: Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que
entre vós peregrinam, que oferecer holocausto ou sacrifício,
9 e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para oferecê-lo ao Senhor,
esse homem será extirpado do seu povo.
10 Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam
entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a
extirparei do seu povo.
11 Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o
altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que faz
expiação, em virtude da vida.
12 Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum de vós comerá sangue; nem o
estrangeiro que peregrina entre vós comerá sangue.
13 Também, qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que
peregrinam entre eles, que apanhar caça de fera ou de ave que se pode comer,
derramará o sangue dela e o cobrirá com pó.
14 Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com
a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de
nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o
comer será extirpado.
15 E todo homem, quer natural quer estrangeiro, que comer do que morre por si
ou do que é dilacerado por feras, lavará as suas vestes, e se banhará em água,
e será imundo até a tarde; depois será limpo.
16 Mas, se não as lavar, nem banhar o seu corpo, levará sobre si a sua
iniquidade
LEVÍTICO
[18]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus.
3 Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes; nem fareis
segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo; nem andareis
segundo os seus estatutos.
4 Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andardes
neles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
5 Guardareis, pois, os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas quais o
homem, observando-as, viverá. Eu sou o Senhor.
6 Nenhum de vós se chegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir
a sua nudez. Eu sou o Senhor.
7 Não descobrirás a nudez de teu pai, nem tampouco a de tua mãe; ela é tua mãe,
não descobrirás a sua nudez.
8 Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai.
9 A nudez de tua irmã por parte de pai ou por parte de mãe, quer nascida em
casa ou fora de casa, não a descobrirás.
10 Nem tampouco descobrirás a nudez da filha de teu filho, ou da filha de tua
filha; porque é tua nudez.
11 A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai, a qual é tua irmã,
não a descobrirás.
12 Não descobrirás a nudez da irmã de teu pai; ela é parenta chegada de teu
pai.
13 Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, pois ela é parenta chegada de
tua mãe.
14 Não descobrirás a nudez do irmão de teu pai; não te chegarás à sua mulher;
ela é tua tia.
15 Não descobrirás a nudez de tua nora; ,ela é mulher de teu filho; não
descobrirás a sua nudez.
16 Não descobrirás a nudez da mulher de teu irmão; é a nudez de teu irmão.
17 Não descobrirás a nudez duma mulher e de sua filha. Não tomarás a filha de
seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; são parentas
chegadas; é maldade.
18 E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, durante a vida desta, para
tornar-lha rival, descobrindo a sua nudez ao lado da outra.
19 Também não te chegarás a mulher enquanto for impura em virtude da sua
imundícia, para lhe descobrir a nudez.
20 Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, contaminando-te com ela.
21 Não oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo;
nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor.
22 Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação.
23 Nem te deitarás com animal algum, contaminando-te com ele; nem a mulher se
porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.
24 Não vos contamineis com nenhuma dessas coisas, porque com todas elas se
contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós;
25 e, porquanto a terra está contaminada, eu visito sobre ela a sua iniqüidade,
e a terra vomita os seus habitantes.
26 Vós, pois, guardareis os meus estatutos e os meus preceitos, e nenhuma
dessas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre
vós
27 (porque todas essas abominações cometeram os homens da terra, que nela
estavam antes de vós, e a terra ficou contaminada);
28 para que a terra não seja contaminada por vós e não vos vomite também a vós,
como vomitou a nação que nela estava antes de vós.
29 Pois qualquer que cometer alguma dessas abominações, sim, aqueles que as
cometerem serão extirpados do seu povo.
30 Portanto guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum
desses abomináveis costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos
contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
LEVÍTICO
[19]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos,
porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.
3 Temerá cada um a sua mãe e a seu pai; e guardareis os meus sábados. Eu sou o
Senhor vosso Deus.
4 Não vos volteis para os ídolos, nem façais para vós deuses de fundição. Eu
sou o Senhor vosso Deus.
5 Quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de oferta pacífica, oferecê-lo-eis de
modo a serdes aceitos.
6 No mesmo dia, pois, em que o oferecerdes, e no dia seguinte, se comerá; mas o
que sobejar até o terceiro dia será queimado no fogo.
7 E se, na verdade, alguma coisa dele for comida ao terceiro dia, é coisa
abominável; não será aceito.
8 E qualquer que o comer levará sobre si a sua iniqüidade, porquanto profanou a
coisa santa do Senhor; por isso tal alma será extirpada do seu povo.
9 Quando fizeres a colheita da tua terra, não segarás totalmente os cantos do
teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega.
10 Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da
tua vinha; deixá-los-ás para o pobre e para o estrangeiro. Eu sou o senhor
vosso Deus.
11 Não furtareis; não enganareis, nem mentireis uns aos outros;
12 não jurareis falso pelo meu nome, assim profanando o nome do vosso Deus. Eu
sou o Senhor.
13 Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará
contigo até pela manhã.
14 Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás a
teu Deus. Eu sou o Senhor.
15 Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem
honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo.
16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; nem conspirarás contra o
sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor.
17 Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu
próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele.
18 Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o
teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.
19 Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o
de espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás
roupa tecida de materiais diversos.
20 E, quando um homem se deitar com uma mulher que for escrava, desposada com
um homem, e que não for resgatada, nem se lhe houver dado liberdade, então
ambos serão açoitados; não morrerão, pois ela não era livre.
21 E como a sua oferta pela culpa, trará o homem ao Senhor, à porta da tenda da
revelação, um carneiro para expiação de culpa;
22 e, com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação por ele
perante o Senhor, pelo pecado que cometeu; e este lhe será perdoado.
23 Quando tiverdes entrado na terra e tiverdes plantado toda qualidade de
árvores para delas comerdes, tereis o seu fruto como incircunciso; por três
anos ele vos será como incircunciso; dele não se comerá.
24 No quarto ano, porém, todo o seu o fruto será santo, para oferta de louvor
ao Senhor.
25 E partindo do quinto ano comereis o seu fruto; para que elas vos aumentem a
sua produção. Eu sou o Senhor vosso Deus.
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não usareís de encantamentos, nem de
agouros.
27 Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem
desfigurareis os cantos da vossa barba.
28 Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo
imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor.
29 Não profanarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se
prostitua e não se encha de maldade.
30 Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o
Senhor.
31 Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros;
não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso
Deus.
32 Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião, e temerás o teu
Deus. Eu sou o Senhor.
33 Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o
maltratareis.
34 Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco;
amá-lo-eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu
sou o Senhor vosso Deus.
35 Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.
36 Balanças justas, pesos justos, efa justa, e justo him tereis. Eu sou o
Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.
37 Pelo que guardareis todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os
cumprireis. Eu sou o Senhor.
LEVÍTICO
[20]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer dos filhos de Israel, ou dos
estrangeiros peregrinos em Israel, que der de seus filhos a Moloque, certamente
será morto; o povo da terra o apedrejará.
3 Eu porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo;
porquanto eu de seus filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e
profanando o meu santo nome.
4 E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os olhos para não ver esse
homem, quando der de seus filhos a Moloque, e não matar,
5 eu porei o meu rosto contra esse homem, e contra a sua família, e o
extirparei do meio do seu povo, bem como a todos os que forem após ele,
prostituindo-se após Moloque.
6 Quanto àquele que se voltar para os que consultam os mortos e para os
feiticeiros, prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra aquele homem,
e o extirparei do meio do seu povo.
7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.
8 Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos santifico.
9 Qualquer que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto;
amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue será sobre ele.
10 O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a
mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a
adúltera.
11 O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu
pai; ambos os adúlteros certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.
12 Se um homem se deitar com a sua nora, ambos certamente serão mortos;
cometeram uma confusão; o seu sangue será sobre eles.
13 Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão
praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.
14 Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, é maldade; serão queimados no
fogo, tanto ele quanto elas, para que não haja maldade no meio de vós.
15 Se um homem se ajuntar com um animal, certamente será morto; também matareis
o animal.
16 Se uma mulher se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, matarás a
mulher e bem assim o animal; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre
eles:
17 Se um homem tomar a sua irmã, por parte de pai, ou por parte de mãe, e vir a
nudez dela, e ela a dele, é torpeza; portanto serão extirpados aos olhos dos
filhos do seu povo; terá descoberto a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua
iniqüidade.
18 Se um homem se deitar com uma mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe
descobrir a nudez, descobrindo-lhe também a fonte, e ela descobrir a fonte do
seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu povo.
19 Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, ou da irmã de teu pai, porquanto
isso será descobrir a sua parenta chegada; levarão sobre si a sua iniqüidade.
20 Se um homem se deitar com a sua tia, terá descoberto a nudez de seu tio;
levarão sobre si o seu pecado; sem filhos morrerão.
21 Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia; terá descoberto a
nudez de seu irmão; sem filhos ficarão.
22 Guardareis, pois, todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os
cumprireis; a fim de que a terra, para a qual eu vos levo, para nela morardes,
não vos vomite.
23 E não andareis nos costumes dos povos que eu expulso de diante de vós;
porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os abominei.
24 Mas a vós vos tenho dito: Herdareis a sua terra, e eu vo-la darei para a
possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos
separei dos povos.
25 Fareis, pois, diferença entre os animais limpos e os imundos, e entre as
aves imundas e as limpas; e não fareis abomináveis as vossas almas por causa de
animais, ou de aves, ou de qualquer coisa de tudo de que está cheia a terra, as
quais coisas apartei de vós como imundas.
26 E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos
povos, para serdes meus.
27 O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será
morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles.
LEVÍTICO
[21]
1 Depois disse o senhor a
Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se
contaminará por causa dum morto entre o seu povo,
2 salvo por um seu parente mais chegado: por sua mãe ou por seu pai, por seu
filho ou por sua filha, por seu irmão,
3 ou por sua irmã virgem, que lhe é chegada, que ainda não tem marido; por ela
também pode contaminar-se.
4 O sacerdote, sendo homem principal entre o seu povo, não se profanará, assim
contaminando-se.
5 Não farão os sacerdotes calva na cabeça, e não raparão os cantos da barba,
nem farão lacerações na sua carne.
6 santos serão para seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus; porque
oferecem as ofertas queimadas do senhor, que são o pão do seu Deus; portanto
serão santos.
7 Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de
seu marido; pois o sacerdote é santo para seu Deus.
8 Portanto o santificarás; porquanto oferece o pão do teu Deus, santo te será;
pois eu, o Senhor, que vos santifico, sou santo.
9 E se a filha dum sacerdote se profanar, tornando-se prostituta, profana a seu
pai; no fogo será queimada.
10 Aquele que é sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi
derramado o óleo da unção, e que foi consagrado para vestir as vestes sagradas,
não descobrirá a cabeça nem rasgará a sua vestidura;
11 e não se chegará a cadáver algum; nem sequer por causa de seu pai ou de sua,
mãe se contaminará;
12 não sairá do santuário, nem profanará o santuário do seu Deus; pois a coroa
do óleo da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.
13 E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade.
14 Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, destas não tomará; mas
virgem do seu povo tomará por mulher.
15 E não profanará a sua descendência entre o seu povo; porque eu sou o Senhor
que o santifico.
16 Disse mais o Senhor a Moisés:
17 Fala a Arão, dizendo: Ninguém dentre os teus descendentes, por todas as suas
gerações, que tiver defeito, se chegará para oferecer o pão do seu Deus.
18 Pois nenhum homem que tiver algum defeito se chegará: como homem cego, ou
coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos,
19 ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão quebrada,
20 ou for corcunda, ou anão, ou que tiver belida, ou sarna, ou impigens, ou que
tiver testículo lesado;
21 nenhum homem dentre os descendentes de Arão, o sacerdote, que tiver algum
defeito, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do Senhor; ele tem
defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus.
22 Comerá do pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo;
23 contudo, não entrará até o véu, nem se chegará ao altar, porquanto tem
defeito; para que não profane os meus santuários; porque eu sou o Senhor que os
santifico.
24 Moisés, pois, assim falou a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de
Israel.
LEVÍTICO
[22]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés:
2 Dize a Arão e a seus filhos que se abstenham das coisas sagradas dos filhos
de Israel, as quais eles a mim me santificam, e que não profanem o meu santo
nome. Eu sou o Senhor.
3 Dize-lhes: Todo homem dentre os vossos descendentes pelas vossas gerações
que, tendo sobre si a sua imundícia, se chegar às coisas sagradas que os filhos
de Israel santificam ao Senhor, aquela alma será extirpada da minha presença.
Eu sou o Senhor.
4 Ninguém dentre os descendentes de Arão que for leproso, ou tiver fluxo,
comerá das coisas sagradas, até que seja limpo. Também o que tocar em alguma
coisa tornada imunda por causa e um morto, ou aquele de quem sair o sêmem
5 ou qualquer que tocar em algum animal que se arrasta, pelo qual se torne
imundo, ou em algum homem, pelo qual se torne imundo, seja qual for a sua
imundícia,
6 o homem que tocar em tais coisas será imundo até a tarde, e não comerá das
coisas sagradas, mas banhará o seu corpo em água
7 e, posto o sol, então será limpo; depois comerá das coisas sagradas, porque
isso é o seu pão.
8 Do animal que morrer por si, ou do que for dilacerado por feras, não comerá o
homem, para que não se contamine com ele. Eu sou o Senhor.
9 Guardarão, pois, o meu mandamento, para que, havendo-o profanado, não levem
pecado sobre si e morram nele. Eu sou o Senhor que os santifico.
10 Também nenhum estranho comerá das coisas sagradas; nem o hóspede do
sacerdote, nem o jornaleiro, comerá delas.
11 Mas aquele que o sacerdote tiver comprado com o seu dinheiro, e o nascido na
sua casa, esses comerão do seu pão.
12 Se a filha de um sacerdote se casar com um estranho, ela não comerá da
oferta alçada das coisas sagradas.
13 Mas quando a filha do sacerdote for viúva ou repudiada, e não tiver filhos,
e houver tornado para a casa de seu pai, como na sua mocidade, do pão de seu
pai comerá; mas nenhum estranho comerá dele.
14 Se alguém por engano comer a coisa sagrada, repô-la-á, acrescida da quinta
parte, e a dará ao sacerdote como a coisa sagrada.
15 Assim não profanarão as coisas sagradas dos filhos de Israel, que eles
oferecem ao Senhor,
16 nem os farão levar sobre si a iniqüidade que envolve culpa, comendo as suas
coisas sagradas; pois eu sou o Senhor que as santifico.
17 Disse mais o Senhor a Moisés:
18 Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes:
Todo homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros em Israel, que oferecer a sua
oferta, seja dos seus votos, seja das suas ofertas voluntárias que oferecerem
ao Senhor em holocausto,
19 para que sejais aceitos, oferecereis macho sem defeito, ou dos novilhos, ou
dos cordeiros, ou das cabras.
20 Nenhuma coisa, porém, que tiver defeito oferecereis, porque não será aceita
a vosso favor.
21 E, quando alguém oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor para
cumprir um voto, ou para oferta voluntária, seja do gado vacum, seja do gado
miúdo, o animal será perfeito, para que seja aceito; nenhum defeito haverá
nele.
22 O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou que tiver úlceras, ou sarna, ou
impigens, estes não oferecereis ao Senhor, nem deles poreis oferta queimada ao
Senhor sobre o altar.
23 Todavia, um novilho, ou um cordeiro, que tenha algum membro comprido ou
curto demais, poderás oferecer por oferta voluntária, mas para cumprir voto não
será aceito.
24 Não oferecereis ao Senhor um animal que tiver testículo machucado, ou moído,
ou arrancado, ou lacerado; não fareis isso na vossa terra.
25 Nem da mão do estrangeiro oferecereis de alguma dessas coisas o pão do vosso
Deus; porque a sua corrupção nelas está; há defeito nelas; não serão aceitas a
vosso favor.
26 Disse mais o Senhor a Moisés:
27 Quando nascer um novilho, ou uma ovelha, ou uma cabra, por sete dias ficará
debaixo de sua mãe; depois, desde o dia oitavo em diante, será aceito por
oferta queimada ao Senhor.
28 Também, seja vaca ou seja ovelha, não a imolareis a ela e à sua cria, ambas
no mesmo dia.
29 E, quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de ação de graças, oferecê-lo-eis
de modo a serdes aceitos.
30 No mesmo dia se comerá; nada deixareis ficar dele até pela manhã. Eu sou o
Senhor.
31 Guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis. Eu sou o Senhor.
32 Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de
Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico,
33 que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor.
LEVÍTICO
[23]
1 Depois disse o Senhor a
Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que
proclamareis como santas convocações, são estas:
3 Seis dias se fará trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso solene,
uma santa convocação; nenhum trabalho fareis; é sábado do Senhor em todas as
vossas habitações.
4 São estas as festas fixas do Senhor, santas convocações, que proclamareis no
seu tempo determinado:
5 No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor.
6 E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis
pães ázimos.
7 No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
8 Mas por sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá
santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
9 Disse mais o Senhor a Moisés:
10 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra
que eu vos dou, e segardes a sua sega, então trareis ao sacerdote um molho das
primícias da vossa sega;
11 e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia seguinte
ao sábado o sacerdote o moverá.
12 E no dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um
ano, em holocausto ao Senhor.
13 Sua oferta de cereais será dois décimos de efa de flor de farinha, amassada
com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; e a sua oferta de
libação será de vinho, um quarto de him.
14 E não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até aquele mesmo
dia, em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; é estatuto perpétuo pelas vossas
gerações, em todas as vossas habitações.
15 Contareis para vós, desde o dia depois do sábado, isto é, desde o dia em que
houverdes trazido o molho da oferta de movimento, sete semanas inteiras;
16 até o dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então
oferecereis nova oferta de cereais ao Senhor.
17 Das vossas habitações trareis, para oferta de movimento, dois pães de dois
décimos de efa; serão de flor de farinha, e levedados se cozerão; são primícias
ao Senhor.
18 Com os pães oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, um novilho e
dois carneiros; serão holocausto ao Senhor, com as respectivas ofertas de
cereais e de libação, por oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.
19 Também oferecereis um bode para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um
ano para sacrifício de ofertas pacíficas.
20 Então o sacerdote os moverá, juntamente com os pães das primícias, por
oferta de movimento perante o Senhor, com os dois cordeiros; santos serão ao
Senhor para uso do sacerdote.
21 E fareis proclamação nesse mesmo dia, pois tereis santa convocação; nenhum
trabalho servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas habitações pelas
vossas gerações.
22 Quando fizeres a sega da tua terra, não segarás totalmente os cantos do teu
campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o
estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus.
23 Disse mais o Senhor a Moisés:
24 Fala aos filhos de Israel: No sétimo mês, no primeiro dia do mês, haverá
para vós descanso solene, em memorial, com sonido de trombetas, uma santa
convocação.
25 Nenhum trabalho servil fareis, e oferecereis oferta queimada ao Senhor.
26 Disse mais o Senhor a Moisés:
27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa
convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao
Senhor.
28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele
fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.
30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio
do seu povo.
31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas
gerações em todas as vossas habitações.
32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha
do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.
33 Disse mais o Senhor a Moisés:
34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Desde o dia quinze desse sétimo mês
haverá a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias.
35 No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
36 Por sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis
santa convocação, e oferecereis oferta queimada ao Senhor; será uma assembléia
solene; nenhum trabalho servil fareis.
37 Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas
convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de
cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia próprio;
38 além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os
vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao
Senhor.
39 Desde o dia quinze do sétimo mês, quando tiverdes colhido os frutos da
terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá
descanso solene, e no oitavo dia haverá descanso solene.
40 No primeiro dia tomareis para vós o fruto de árvores formosas, folhas de
palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e vos
alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias.
41 E celebrá-la-eis como festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto
perpétuo será pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis.
42 Por sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão
em tendas de ramos,
43 para que as vossas gerações saibam que eu fiz habitar em tendas de ramos os
filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso
Deus.
44 Assim declarou Moisés aos filhos de Israel as festas fixas do Senhor.
LEVÍTICO
[24]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Ordena aos filhos de Israel que te tragam, para o candeeiro, azeite de
oliveira, puro, batido, a fim de manter uma lâmpada acesa continuamente.
3 Arão a conservará em ordem perante o Senhor, continuamente, desde a tarde até
a manhã, fora do véu do testemunho, na tenda da revelação; será estatuto
perpétuo pelas vossas gerações.
4 Sobre o candelabro de ouro puro conservará em ordem as lâmpadas perante o
Senhor continuamente.
5 Também tomarás flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de
dois décimos de efa.
6 E pô-los-ás perante o Senhor, em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a
mesa de ouro puro.
7 Sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja sobre os pães como
memorial, isto é, como oferta queimada ao Senhor;
8 em cada dia de sábado, isso se porá em ordem perante o Senhor continuamente;
e, a favor dos filhos de Israel, um pacto perpétuo.
9 Pertencerão os pães a Arão e a seus filhos, que os comerão em lugar santo,
por serem coisa santíssima para eles, das ofertas queimadas ao Senhor por
estatuto perpétuo.
10 Naquele tempo apareceu no meio dos filhos de Israel o filho duma mulher
israelita, o qual era filho dum egípcio; e o filho da israelita e um homem
israelita pelejaram no arraial;
11 e o filho da mulher israelita blasfemou o Nome, e praguejou; pelo que o
trouxeram a Moisés. Ora, o nome de sua mãe era Selomite, filha de Dibri, da
tribo de Dã.
12 Puseram-no, pois, em detenção, até que se lhes fizesse declaração pela boca
do Senhor.
13 Então disse o Senhor a Moisés:
14 Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão
as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará.
15 E dirás aos filhos de Israel: Todo homem que amaldiçoar o seu Deus, levará
sobre si o seu pecado.
16 E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a
congregação certamente o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que
blasfemar o nome do Senhor, será morto.
17 Quem matar a alguém, certamente será morto;
18 e quem matar um animal, fará restituição por ele, vida por vida.
19 Se alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:
20 quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver
desfigurado algum homem, assim lhe será feito.
21 Quem, pois, matar um animal, fará restituição por ele; mas quem matar um
homem, será morto.
22 uma mesma lei tereis, tanto para o estrangeiro como para o natural; pois eu
sou o Senhor vosso Deus.
23 Então falou Moisés aos filhos de Israel. Depois eles levaram para fora do
arraial aquele que tinha blasfemado e o apedrejaram. Fizeram, pois, os filhos
de Israel como o Senhor ordenara a Moisés.
LEVÍTICO
[25]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés no monte Sinai:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que
eu vos dou, a terra guardará um sábado ao Senhor.
3 Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás
os seus frutos;
4 mas no sétimo ano haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao
Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.
5 O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás, e as uvas da tua vide não
tratada não vindimarás; ano de descanso solene será para a terra.
6 Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu
servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina
contigo,
7 e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra; todo o seu produto será
por mantimento.
8 Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os
dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos.
9 Então, no décimo dia do sétimo mês, farás soar fortemente a trombeta; no dia
da expiação fareis soar a trombeta por toda a vossa terra.
10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a
todos os seus habitantes; ano de jubileu será para vós; pois tornareis, cada um
à sua possessão, e cada um à sua família.
11 Esse ano qüinquagésimo será para vós jubileu; não semeareis, nem segareis o
que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não
tratadas.
12 Porque é jubileu; santo será para vós; diretamente do campo comereis o seu
produto.
13 Nesse ano do jubileu tornareis, cada um à sua possessão.
14 Se venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso
próximo, não vos defraudareis uns aos outros.
15 Conforme o número de anos desde o jubileu é que comprarás ao teu próximo, e
conforme o número de anos das colheitas é que ele te venderá.
16 Quanto mais forem os anos, tanto mais aumentarás o preço, e quanto menos
forem os anos, tanto mais abaixarás o preço; porque é o número das colheitas
que ele te vende.
17 Nenhum de vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou
o Senhor vosso Deus.
18 Pelo que observareis os meus estatutos, e guardareis os meus preceitos e os
cumprireis; assim habitareis seguros na terra.
19 Ela dará o seu fruto, e comereis a fartar; e nela habitareis seguros.
20 Se disserdes: Que comeremos no sétimo ano, visto que não haveremos de
semear, nem fazer a nossa colheita?
21 então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá
fruto bastante para os três anos.
22 No oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha; até o ano nono, até
que venha a colheita nova, comereis da velha.
23 Também não se venderá a terra em perpetuidade, porque a terra é minha; pois
vós estais comigo como estrangeiros e peregrinos:
24 Portanto em toda a terra da vossã possessão concedereis que seja remida a
terra.
25 Se teu irmão empobrecer e vender uma parte da sua possessão, virá o seu
parente mais chegado e remirá o que seu irmao vendeu.
26 E se alguém não tiver remidor, mas ele mesmo tiver enriquecido e achado o
que basta para o seu resgate,
27 contará os anos desde a sua venda, e o que ficar do preço da venda
restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessao.
28 Mas, se as suas posses não bastarem para reavê-la, aquilo que tiver vendido
ficará na mão do comprador até o ano do jubileu; porém no ano do jubileu sairá da
posse deste, e aquele que vendeu tornará à sua possessão.
29 Se alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, poderá remi-la dentro
de um ano inteiro depois da sua venda; durante um ano inteiro terá o direito de
a remir.
30 Mas se, passado um ano inteiro, não tiver sido resgatada, essa casa que está
na cidade murada ficará, em perpetuidade, pertencendo ao que a comprou, e à sua
descendência; não sairá o seu poder no jubileu.
31 Todavia as casas das aldeias que não têm muro ao redor serão consideradas
como o campo da terra; poderão ser remidas, e sairão do poder do comprador no
jubileu.
32 Também, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua
possessão, terão eles direito perpétuo de remi-las.
33 E se alguém comprar dos levitas uma casa, a casa comprada e a cidade da sua
possessão sairão do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades
dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel.
34 Mas o campo do arrabalde das suas cidades não se poderá vender, porque lhes
é possessão perpétua.
35 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado, e lhe enfraquecerem as mãos,
sustentá-lo-ás; como estrangeiro e peregrino viverá contigo.
36 Não tomarás dele juros nem ganho, mas temerás o teu Deus, para que teu irmao
viva contigo.
37 Não lhe darás teu dinheiro a juros, nem os teus víveres por lucro.
38 Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a
terra de Canaã, para ser o vosso Deus.
39 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás
servir como escravo.
40 Como jornaleiro, como peregrino estará ele contigo; até o ano do jubileu te
servirá;
41 então sairá do teu serviço, e com ele seus filhos, e tornará à sua família,
à possessao de seus pais.
42 Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como
escravos.
43 Não dominarás sobre ele com rigor, mas temerás o teu Deus.
44 E quanto aos escravos ou às escravas que chegares a possuir, das nações que
estiverem ao redor de vós, delas é que os comprareis.
45 Também os comprareis dentre os filhos dos estrangeiros que peregrinarem
entre vós, tanto dentre esses como dentre as suas famílias que estiverem
convosco, que tiverem eles gerado na vossa terra; e vos serão por possessão.
46 E deixá-los-eis por herança aos vossos filhos depois de vós, para os
herdarem como possessão; desses tomareis os vossos escravos para sempre; mas
sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não dominareis com rigor, uns sobre
os outros.
47 Se um estrangeiro ou peregrino que estiver contigo se tornar rico, e teu
irmão, que está com ele, empobrecer e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que
está contigo, ou à linhagem da família do estrangeiro,
48 depois que se houver vendido, poderá ser remido; um de seus irmãos o poderá
remir;
49 ou seu tio, ou o filho de seu tio, ou qualquer parente chegado da sua
família poderá remi-lo; ou, se ele se tiver tornado rico, poderá remir-se a si
mesmo.
50 E com aquele que o comprou fará a conta desde o ano em que se vendeu a ele
até o ano do jubileu; e o preço da sua venda será conforme o número dos anos;
conforme os dias de um jornaleiro estará com ele.
51 Se ainda faltarem muitos anos, conforme os mesmos restituirá, do dinheiro
pelo qual foi comprado, o preço da sua redenção;
52 e se faltarem poucos anos até o ano do jubileu, fará a conta com ele;
segundo o número dos anos restituirá o preço da sua redenção.
53 Como servo contratado de ano em ano, estará com o comprador; o qual não
dominará sobre ele com rigor diante dos teus olhos.
54 E, se não for remido por nenhum desses meios, sairá livre no ano do jubileu,
e com ele seus filhos.
55 Porque os filhos de Israel são meus servos; eles são os meus servos que
tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.
LEVÍTICO
[26]
1 Não fareis para vós ídolos,
nem para vós levantareis imagem esculpida, nem coluna, nem poreis na vossa
terra pedra com figuras, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor
vosso Deus.
2 Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o
Senhor.
3 Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos e os
cumprires,
4 eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo, e a terra dará o seu produto, e as
árvores do campo darão os seus frutos;
5 a debulha vos continuará até a vindima, e a vindima até a semeadura; comereis
o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra.
6 Também darei paz na terra, e vos deitareis, e ninguém vos amedrontará. Farei
desaparecer da terra os animais nocivos, e pela vossa terra não passará espada.
7 Perseguireis os vossos inimigos, e eles cairão à espada diante de vós.
8 Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez
mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vos.
9 Outrossim, olharei para vós, e vos farei frutificar, e vos multiplicarei, e
confirmarei o meu pacto convosco.
10 E comereis da colheita velha por longo tempo guardada, até afinal a
removerdes para dar lugar à nova.
11 Também porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos
abominará.
12 Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.
13 Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que
não fôsseis seus escravos; e quebrei os canzis do vosso jugo, e vos fiz andar
erguidos.
14 Mas, se não me ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos,
15 e se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma desprezar os meus
preceitos, de modo que não cumprais todos os meus mandamentos, mas violeis o
meu pacto,
16 então eu, com efeito, vos farei isto: porei sobre vós o terror, a tísica e a
febre ardente, que consumirão os olhos e farão definhar a vida; em vão
semeareis a vossa semente, pois os vossos inimigos a comerão.
17 Porei o meu rosto contra vós, e sereis feridos diante de vossos inimigos; os
que vos odiarem dominarão sobre vós, e fugireis sem que ninguém vos persiga.
18 Se nem ainda com isto me ouvirdes, prosseguirei em castigar-vos sete vezes
mais, por causa dos vossos pecados.
19 Pois quebrarei a soberba do vosso poder, e vos farei o céu como ferro e a
terra como bronze.
20 Em vão se gastará a vossa força, porquanto a vossa terra não dará o seu
produto, nem as árvores da terra darão os seus frutos.
21 Ora, se andardes contrariamente para comigo, e não me quiseres ouvir, trarei
sobre vos pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados.
22 Enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e
destruirão o vosso gado, e vos reduzirão a pequeno número; e os vossos caminhos
se tornarão desertos.
23 Se nem ainda com isto quiserdes voltar a mim, mas continuardes a andar
contrariamente para comigo,
24 eu também andarei contrariamente para convosco; e eu, eu mesmo, vos ferirei
sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.
25 Trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do pacto, e vos
aglomerareis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis
entregues na mão do inimigo.
26 Quando eu vos quebrar o sustento do pão, dez mulheres cozerão o vosso pão
num só forno, e de novo vo-lo entregarão por peso; e comereis, mas não vos
fartareis.
27 Se nem ainda com isto me ouvirdes, mas continuardes a andar contrariamente
para comigo,
28 também eu andarei contrariamente para convosco com furor; e vos castigarei
sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.
29 E comereis a carne de vossos filhos e a carne de vossas filhas.
30 Destruirei os vossos altos, derrubarei as vossas imagens do sol, e lançarei
os vossos cadáveres sobre os destroços dos vossos ídolos; e a minha alma vos
abominará.
31 Reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não
cheirarei o vosso cheiro suave.
32 Assolarei a terra, e sobre ela pasmarão os vossos inimigos que nela habitam.
33 Espalhar-vos-ei por entre as nações e, desembainhando a espada, vos
perseguirei; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades se tornarão em
deserto.
34 Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e
vós estareis na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e
folgará nos seus sábados.
35 Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que não descansou nos
vossos sábados, quando nela habitáveis.
36 E, quanto aos que de vós ficarem, eu lhes meterei pavor no coração nas
terras dos seus inimigos; e o ruído de uma folha agitada os porá em fuga;
fugirão como quem foge da espada, e cairão sem que ninguém os persiga;
37 sim, embora não haja quem os persiga, tropeçarão uns sobre os outros como
diante da espada; e não podereis resistir aos vossos inimigos.
38 Assim perecereis entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos
devorará;
39 e os que de vós ficarem definharão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos
inimigos, como também pela iniqüidade de seus pais.
40 Então confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas
transgressões, com que transgrediram contra mim; igualmente confessarão que,
por terem andado contrariamente para comigo,
41 eu também andei contrariamente para com eles, e os trouxe para a terra dos
seus inimigos. Se então o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por
bem o castigo da sua iniqüidade,
42 eu me lembrarei do meu pacto com Jacó, do meu pacto com Isaque, e do meu
pacto com Abraão; e bem assim da terra me lembrarei.
43 A terra também será deixada por eles e folgará nos seus sábados, sendo
assolada por causa deles; e eles tomarão por bem o castigo da sua iniqüidade,
em razão mesmo de que rejeitaram os meus preceitos e a sua alma desprezou os
meus estatutos.
44 Todavia, ainda assim, quando eles estiverem na terra dos seus inimigos, não
os rejeitarei nem os abominarei a ponto de consumi-los totalmente e quebrar o
meu pacto com eles; porque eu sou o Senhor seu Deus.
45 Antes por amor deles me lembrarei do pacto com os seus antepassados, que
tirei da terra do Egito perante os olhos das nações, para ser o seu Deus. Eu
sou o Senhor.
46 São esses os estatutos, os preceitos e as leis que o Senhor firmou entre si
e os filhos de Israel, no monte Sinai, por intermédio de Moisés.
LEVÍTICO
[27]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer ao Senhor um voto
especial que envolve pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação das
pessoas.
3 Se for de um homem, desde a idade de vinte até sessenta anos, a tua avaliação
será de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.
4 Se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos.
5 Se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação do homem será de vinte
siclos, e da mulher dez siclos.
6 Se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco
siclos de prata, e da mulher três siclos de prata.
7 Se for de sessenta anos para cima, a tua avaliação do homem será de quinze
siclos, e da mulher dez siclos.
8 Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, será apresentado perante o
sacerdote, que o avaliará conforme as posses daquele que tiver feito o voto.
9 Se for animal dos que se oferecem em oferta ao Senhor, tudo quanto der dele
ao Senhor será santo.
10 Não o mudará, nem o trocará, bom por mau, ou mau por bom; mas se de qualquer
maneira trocar animal por animal, tanto um como o outro será santo.
11 Se for algum animal imundo, dos que não se oferecem em oferta ao Senhor,
apresentará o animal diante do sacerdote;
12 e o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau; segundo tu, sacerdote, o
avaliares, assim será.
13 Mas, se o homem, com efeito, quiser remi-lo, acrescentará a quinta parte
sobre a tua avaliação.
14 Quando alguém santificar a sua casa para ser santa ao Senhor, o sacerdote a
avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar, assim será.
15 Mas, se aquele que a tiver santificado quiser remir a sua casa, então
acrescentará a quinta parte do dinheiro sobre a tua avaliação, e terá a casa.
16 Se alguém santificar ao Senhor uma parte do campo da sua possessão, então a
tua avaliação será segundo a sua sementeira: um terreno que leva um hômer de
semente de cevada será avaliado em cinqüenta siclos de prata.
17 Se ele santificar o seu campo a partir do ano do jubileu, conforme a tua
avaliação ficará.
18 Mas se santificar o seu campo depois do ano do jubileu, o sacerdote lhe
calculará o dinheiro conforme os anos que restam até o ano do jubileu, e assim
será feita a tua avaliação.
19 Se aquele que tiver santificado o campo, com efeito, quiser remi-lo,
acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação, e lhe ficará
assegurado o campo.
20 Se não o quiser remir, ou se houver vendido o campo a outrem, nunca mais
poderá ser remido.
21 Mas o campo, quando sair livre no ano do jubileu, será santo ao Senhor, como
campo consagrado; a possessão dele será do sacerdote.
22 Se alguém santificar ao Senhor um campo que tiver comprado, o qual não for
parte do campo da sua possessão,
23 o sacerdote lhe contará o valor da tua avaliação até o ano do jubileu; e no
mesmo dia dará a tua avaliação, como coisa santa ao Senhor.
24 No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem tiver sido comprado, isto
é, àquele a quem pertencer a possessão do campo.
25 Ora, toda tua avaliação se fará conforme o siclo do santuário; o siclo será
de vinte jeiras.
26 Contudo o primogênito dum animal, que por ser primogênito já pertence ao
senhor, ninguém o santificará; seja boi ou gado miúdo, pertence ao Senhor.
27 Mas se o primogênito for dum animal imundo, remir-se-á segundo a tua
avaliação, e a esta se acrescentará a quinta parte; e se não for remido, será
vendido segundo a tua avaliação.
28 Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui,
seja homem, ou animal, ou campo da sua possessão, será vendida nem será remida;
toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor.
29 Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente
será morta.
30 Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das
árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor.
31 Se alguém quiser remir uma parte dos seus dízimos, acrescentar-lhe-á a
quinta parte.
32 Quanto a todo dízimo do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da
vara, esse dízimo será santo ao Senhor.
33 Não se examinará se é bom ou mau, nem se trocará; mas se, com efeito, se
trocar, tanto um como o outro será santo; não serão remidos.
34 são esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de
Israel, no monte Sinai.
[1]
1 Falou o Senhor a Moisés no
deserto de Sinai, na tenda da revelação, no primeiro dia do segundo mês, no
segundo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, dizendo:
2 Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes de todo
homem, cabeça por cabeça;
3 os da idade de vinte anos para cima, isto é, todos os que em Israel podem
sair à guerra, a esses contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão.
4 Estará convosco de cada tribo um homem que seja cabeça da casa de seus pais.
5 Estes, pois, são os nomes dos homens que vos assistirão: de Rúben Elizur,
filho de Sedeur;
6 de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;
7 de Judá, Nasom, filho de Aminadabe;
8 de Issacar, Netanel, filho de Zuar;
9 de Zebulom, Eliabe, filho de Helom;
10 dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés,
Gamaliel, filho de Pedazur;
11 de Benjamim, Abidã, filho de Gideôni;
12 de Dã, Aizer, filho de Amisadai;
13 de Aser, Pagiel, filho de Ocrã;
14 de Gade, Eliasafe, filho de o Deuel;
15 de Naftali, Airá, Filho de Enã.
16 São esses os que foram chamados da congregação, os príncipes das tribos de
seus pais, os cabeças dos milhares de Israel.
17 Então tomaram Moisés e Arão a esses homens que são designados por nome;
18 e, tendo ajuntado toda a congregação no primeiro dia do segundo mês,
declararam a linhagem deles segundo as suas familias, segundo as casas de seus
pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, cabeça por
cabeça;
19 como o Senhor ordenara a Moisés, assim este os contou no deserto de Sinai.
20 Os filhos de Rúben o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça
por cabeça, todo homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à
guerra,
21 os que foram contados deles, da tribo de Rúben eram quarenta e seis mil e
quinhentos.
22 Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça por cabeça, todo homem
de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
23 os que foram contados deles, da tribo de Simeão, eram cinqüenta e nove mil e
trezentos.
24 Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas
de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os
que podiam sair a guerra,
25 os que foram contados deles, da tribo de Gade, eram quarenta e cinco mil
seiscentos e cinqüenta.
26 Dos filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas
de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os
que podiam sair a guerra,
27 os que foram contados deles, da tribo de Judá, eram setenta e quatro mil e
seiscentos.
28 Dos filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima,
todos os que podiam sair a guerra,
29 os que foram contados deles, da tribo de Issacar, eram cinqüenta e quatro
mil e quatrocentos.
30 Dos filhos de Zebulom, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima,
todos os que podiam sair a guerra,
31 os que foram contados deles, da tribo de Zebulom, eram cinqüenta e sete mil
e quatrocentos.
32 Dos filhos de José: dos filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas
famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de
vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
33 os que foram contados deles, da tribo de Efraim, eram quarenta mil e
quinhentos;
34 e dos filhos de Manassés, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima,
todos os que podiam sair à guerra,
35 os que foram contados deles, da tribo de Manassés, eram trinta e dois mil e
duzentos.
36 Dos filhos de Benjamim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima,
todos os que podiam sair à guerra,
37 os que foram contados deles, da tribo de Benjamim, eram trinta e cinco mil e
quatrocentos.
38 Dos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de
seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os
que podiam sair à guerra,
39 os que foram contados deles, da tribo de Dã, eram sessenta e dois mil e
setecentos.
40 Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas
de seus pais, conforme o numero dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os
que podiam sair à guerra,
41 os que foram contados deles, da tribo de Aser, eram quarenta e um mil e
quinhentos.
42 Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as
casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima,
todos os que podiam sair a guerra,
43 os que foram contados deles, da tribo de Naftali, eram cinqüenta e três mil
e quatrocentos,
44 São esses os que foram contados por Moisés e Arão, e pelos príncipes de
Israel, sendo estes doze homens e representando cada um a casa de seus pais.
45 Assim todos os que foram contados dos filhos de Israel, segundo as casas de
seus pais, de vinte anos para cima, todos os de Israel que podiam sair à
guerra,
46 sim, todos os que foram contados eram : seiscentos e três mil quinhentos e
cinqüenta.
47 Mas os levitas, segundo a tribo de e seus pais, não foram contados entre
eles;
48 porquanto o Senhor dissera a Moisés:
49 Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os
filhos de Israel;
50 mas tu põe os levitas sobre o tabernáculo do testemunho, sobre todos os seus
móveis, e sobre tudo o que lhe pertence. Eles levarão o tabernáculo e todos os
seus móveis, e o administrarão; e acampar-se-ão ao redor do tabernáculo.
51 Quando o tabernáculo houver de partir, os levitas o desarmarão; e quando o
tabernáculo se houver de assentar, os levitas o armarão; e o estranho que se
chegar será morto.
52 Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um no seu arraial, e cada um junto
ao seu estandarte, segundo os seus exércitos.
53 Mas os levitas acampar-se-ão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que
não suceda acender-se ira contra a congregação dos filhos de Israel; pelo que
os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do testemunho.
54 Assim fizeram os filhos de Israel; conforme tudo o que o Senhor ordenara a
Moisés, assim o fizeram.
NÚMEROS
[2]
1 Disse o Senhor a Moisés e a
Arão:
2 Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um junto ao seu estandarte, com as
insígnias das casas de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da
revelação, se acamparão.
3 Ao lado oriental se acamparão os do estandarte do arraial de Judá, segundo os
seus exércitos; e Nasom, filho de Aminadabe, será o príncipe dos filhos de
Judá.
4 E o seu exército, os que foram contados deles, era de setenta e quatro mil e
seiscentos.
5 Junto a eles se acamparão os da tribo de Issacar; e Netanel, filho de Zuar,
será o príncipe dos filhos de Issacar.
6 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e quatro mil
e quatrocentos.
7 Depois a tribo de Zebulom; e Eliabe, filho de Helom, será o príncipe dos filhos
de Zebulom.
8 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e sete mil e
quatrocentos.
9 Todos os que foram contados do arraial de Judá eram cento e oitenta e seis
mil e quatrocentos, segundo os seus exércitos. Esses marcharão primeiro.
10 O estandarte do arraial de Rúben segundo os seus exércitos, estará para a
banda do sul; e Elizur, filho de Sedeur, será o príncipe dos filhos de Rúben.
11 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e seis mil e
quinhentos.
12 Junto a ele se acamparão os da tribo de Simeão; e Selumiel, filho de
Zurisadai, será o príncipe dos filhos de Simeão.
13 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e nove mil e
trezentos.
14 Depois a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de Reuel, será o príncipe dos
filhos de Gade.
15 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e cinco mil
seiscentos e cinqüenta.
16 Todos os que foram contados do arraial de Rúben eram cento e cinqüenta e um
mil quatrocentos e cinqüenta, segundo os seus exércitos. Esses marcharão em
segundo lugar.
17 Então partirá a tenda da revelação com o arraial dos levitas no meio dos
arraiais; como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo os
seus estandartes.
18 Para a banda do ocidente estará o estandarte do arraial de Efraim, segundo
os seus exércitos; e Elisama, filho de Amiúde, será o príncipe dos filhos de
Efraim.
19 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta mil e
quinhentos.
20 Junto a eles estará a tribo de Manassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será
o príncipe dos filhos de Manassés.
21 E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e dois mil e
duzentos.
22 Depois a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideôni, será o príncipe dos
filhos de Benjamim.
23 E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e cinco mil e
quatrocentos.
24 Todos os que foram contados o arraial de Efraim eram cento e oito mil e cem,
segundo os seus exércitos. Esses marcharão em terceiro lugar.
25 Para a banda do norte estará o estandarte do arraial de Dã, segundo os seus
exércitos; e Aiezer, filho de Amisadai, será o príncipe dos filhos de Dã.
26 E o seu exército, os que foram contados deles, era de sessenta e dois mil e
setecentos.
27 Junto a eles se acamparão os da tribo de Aser; e Pagiel, filho de Ocrã, será
o príncipe dos filhos de Aser.
28 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e um mil e
quinhentos.
29 Depois a tribo de Naftali; e Airá, filho de Enã, será o príncipe dos filhos
de Naftali.
30 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e três mil e
quatrocentos.
31 Todos os que foram contados do arraial de Dã eram cento e cinqüenta e sete
mil e seiscentos. Esses marcharão em último lugar, segundo os seus estandartes.
32 São esses os que foram contados dos filhos de Israel, segundo as casas de
seus pais; todos os que foram contados dos arraiais segundo os seus exércitos,
eram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta.
33 Os levicampo consagrado; a possessão dele será do sacerdote. foram contados
entre os filhos de Israel.
34 Assim fizeram os filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor ordenara a
Moisés; acamparam-se segundo os seus estandartes, e marcharam, cada qual
segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais.
NÚMEROS
[3]
1 Estas, pois, eram as
gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o Senhor falou com Moisés no monte
Sinai.
2 Os nomes dos filhos de Arão são estes: o primogênito, Nadabe; depois Abiú,
Eleazar e Itamar.
3 São esses os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes que foram ungidos, a
quem ele consagrou para administrarem o sacerdocio.
4 Mas Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor, quando ofereceram fogo estranho
perante o Senhor no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e
Itamar administraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai.
5 Então disse o Senhor a Moisés:
6 Faze chegar a tribo de Levi, e põe-nos diante de Arão, o sacerdote, para que
o sirvam;
7 eles cumprirão o que é devido a ele e a toda a congregação, diante da tenda
da revelação, fazendo o serviço do tabernáculo;
8 cuidarão de todos os móveis da tenda da revelação, e zelarão pelo cumprimento
dos deveres dos filhos de Israel, fazendo o serviço do tabernáculo.
9 Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; de todo lhes são dados da
parte dos filhos de Israel.
10 Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que desempenhem o seu sacerdócio; e o
estranho que se chegar será morto.
11 Disse mais o senhor a Moisés:
12 Eu, eu mesmo tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar
de todo primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas
serão meus,
13 porque todos os primogênitos são meus. No dia em que feri a todos os
primogênitos na terra do Egito, santifiquei para mim todos os primogênitos em
Israel, tanto dos homens como dos animais; meus serão. Eu sou o Senhor.
14 Disse mais o Senhor a Moisés no deserto de Sinai:
15 Conta os filhos de Levi, segundo as casas de seus pais, pelas suas famílias;
contarás todo homem da idade de um mês, para cima.
16 E Moisés os contou conforme o mandado do Senhor, como lhe fora ordenado.
17 Estes, pois, foram os filhos de Levi, pelos seus nomes: Gérson, Coate e
Merári.
18 E estes são os nomes dos filhos de Gérson pelas suas famílias: Líbni e
Simei.
19 E os filhos de Coate, pelas suas famílias: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel.
20 E os filhos de Merári, pelas suas familias: Mali e Musi. São essas as
famílias dos levitas, segundo as casas de seus pais.
21 De Gérson era a familia dos libnitas e a família dos simeítas. São estas as
famílias dos gersonitas.
22 Os que deles foram contados, segundo o número de todos os homens da idade de
um mês para cima, sim, os que deles foram c contados eram sete mil e
quinhentos.
23 As famílias dos gersonitas acampar-se-ão atrás do tabernáculo, ao ocidente.
24 E o prícipe da casa paterna dos gersonitas será Eliasafe, filho de Lael.
25 E os filhos de Gérson terão a seu cargo na tenda da revelação o tabernáculo
e a tenda, a sua coberta e o reposteiro da porta da tenda da revelação,
26 e as cortinas do átrio, e o reposteiro da porta do átrio, que está junto ao
tabernáculo e junto ao altar, em redor, como também as suas cordas para todo o
seu serviço.
27 De Coate era a familia dos anramitas, e a familia dos izaritas, e a familia
dos hebronitas, e a família dos uzielitas; são estas as famílias dos coatitas.
28 Segundo o número de todos os homens da idade de um mês para cima, eram oito
mil e seiscentos os que tinham a seu cargo o santuário.
29 As famílias dos filhos de Coate acampar-se-ão ao lado do tabernáculo para a
banda do sul.
30 E o príncipe da casa paterna das familias dos coatitas será Elizafã, filho
de Uziel.
31 Eles terão a seu cargo a arca e a mesa, o candelabro, os altares e os
utensílios do santuário com que ministram, e o reposteiro com todo o seu
serviço.
32 E o príncipe dos príncipes de Levi será Eleazar, filho de Arão, o sacerdote;
ele terá a superintendência dos que têm a seu cargo o santuário.
33 De Merári era a família dos malitas e a família dos musitas; são estas as
famílias de Merári.
34 Os que deles foram contados, segundo o número de todos os homens de um mês
para cima, eram seis mil e duzentos.
35 E o príncipe da casa paterna das famílias de Merári será Zuriel, filho de
Abiail; eles se acamparão ao lado do tabernáculo, para a banda do norte.
36 Por designação os filhos de Merári terão a seu cargo as armações do
tabernáculo e os seus travessões, as suas colunas e as suas bases, e todos os
seus pertences, com todo o seu serviço,
37 e as colunas do átrio em redor e as suas bases, as suas estacas e as suas
cordas.
38 Diante do tabernáculo, para a banda do oriente, diante da tenda da
revelação, acampar-se-ão Moisés, e Arão com seus filhos, que terão a seu cargo
o santuário, para zelarem pelo cumprimento dos deveres dos filhos de Israel; e
o estranho que se chegar será morto.
39 Todos os que foram contados dos levitas, que Moisés e Arão contaram por
mandado do Senhor, segundo as suas famílias, todos os homens de um mês para
cima, eram vinte e dois mil.
40 Disse mais o Senhor a Moisés: Conta todos os primogênitos dos filhos de
Israel, da idade de um mês para cima, e toma o número dos seus nomes.
41 E para mim tomarás os levitas (eu sou o Senhor) em lugar de todos os
primogênitos dos filhos de Israel, e o gado dos levitas em lugar de todos os
primogênitos entre o gado de Israel.
42 Moisés, pois, contou, como o Senhor lhe ordenara, todos os primogênitos
entre os filhos de Israel.
43 E todos os primogênitos, pelo número dos nomes, da idade de um mês para
cima, segundo os que foram contados deles, eram vinte e dois mil duzentos e
setenta e três.
44 Disse ainda mais o Senhor a Moisés:
45 Toma os levitas em lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel,
e o gado dos levitas em lugar do gado deles; porquanto os levitas serão meus.
Eu sou o Senhor.
46 Pela redenção dos duzentos e setenta e três primogênitos dos filhos de
Israel, que excedem o número dos levitas,
47 receberás por cabeça cinco siclos; conforme o siclo do santuário os
receberás (o siclo tem vinte jeiras),
48 e darás a Arão e a seus filhos o dinheiro da redenção dos que excedem o
número entre eles.
49 Então Moisés recebeu o dinheiro da redenção dos que excederam o número dos
que foram remidos pelos levitas;
50 dos primogênitos dos filhos de Israel recebeu o dinheiro, mil trezentos e
sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário.
51 E Moisés deu o dinheiro da redenção a Arão e a seus filhos, conforme o
Senhor lhe ordenara.
NÚMEROS
[4]
1 Disse mais o Senhor a
Moisés e a Arão:
2 Tomai a soma dos filhos de Coate, dentre os filhos de Levi, pelas suas
famílias, segundo as casas de seus pais,
3 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta anos, de todos os que
entrarem no serviço para fazerem o trabalho na tenda da revelação.
4 Este será o serviço dos filhos de Coate; na tenda da revelação, no tocante as
coisas santíssimas:
5 Quando partir o arraial, Arão e seus filhos entrarão e, abaixando o véu do
reposteiro, com ele cobrirão a arca do testemunho;
6 por-lhe-ão por cima uma coberta de peles de golfinhos, e sobre ela estenderão
um pano todo de azul, e lhe meterão os varais.
7 Sobre a mesa dos pães da proposição estenderão um pano de azul, e sobre ela
colocarão os pratos, as colheres, as tigelas e os cântaros para as ofertas de
libação; também o pão contínuo estará sobre ela.
8 Depois estender-lhe-ão por cima um pano de carmesim, o qual cobrirão com uma
coberta de peles de golfinhos, e meterão à mesa os varais.
9 Então tomarão um pano de azul, e cobrirão o candelabro da luminária, as suas
lâmpadas, os seus espevitadores, os seus cinzeiros, e todos os seus vasos do
azeite, com que o preparam;
10 e o envolverão, juntamente com todos os seus utensílios, em uma coberta de
peles de golfinhos, e o colocarão sobre os varais.
11 Sobre o altar de ouro estenderão um pano de azul, e com uma coberta de peles
de golfinhos o cobrirão, e lhe meterão os varais.
12 Também tomarão todos os utensilios do ministério, com que servem no
santuário, envolvê-los-ão num pano de azul e, cobrindo-os com uma coberta de
peles de golfinhos, os colocarão sobre os varais.
13 E, tirando as cinzas do altar, estenderão sobre ele um pano de púrpura;
14 colocarão nele todos os utensilios com que o servem: os seus braseiros,
garfos, as pás e as bacias, todos os utensílios do altar; e sobre ele
estenderão uma coberta de peles de golfinhos, e lhe meterão os varais.
15 Quando Arão e seus filhos, ao partir o arraial, acabarem de cobrir o
santuário e todos os seus móveis, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas
nas coisas sagradas não tocarão, para que não morram; esse é o cargo dos filhos
de Coate na tenda da revelação.
16 Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, terá a seu cargo o azeite da luminária,
o incenso aromático, a oferta contínua de cereais e o óleo da unção; isto é,
terá a seu cargo todo o tabernáculo, e tudo o que nele há, o santuário e os
seus móveis.
17 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:
18 Não cortareis a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas;
19 mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se apro |