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Caos no setor aéreo dura um ano – Senado Federal completamente desmoralizado

 

“Relaxa e Goza...”

 

            Há 5 anos no poder, o único gasto de Lula da Silva “com a aeronáutica” foram os R$ 56 milhões do Aerolula, comprado na Alemanha – nem emprego aos brasileiros aquele gasto astronômico gerou! Os R$ 56 milhões entraram – e saíram – da verba da Aeronáutica.

            Militares – controladores de tráfego aéreo aí incluídos – tiveram seu último reajuste no governo Itamar Franco. Dali para cá, nem um centavo. Lula da Silva os insultou com a promessa – jamais cumprida – de conceder 1%. O único efeito prático daquela proposta foi, na prática, uma REDUÇÃO nos proventos.

            Não se realizou, em 5 anos, uma única obra de manutenção ou reparos na infra-estrutura aeroportuária nacional. De “ampliação” sequer se cogitou, pois os banqueiros, a quadrilha dos donos do poder no Brasil, não aprovou.

            Os equipamentos do CINDACTA são ainda os mesmos instalados à época da Ditadura Militar, com manutenção precária realizada pelos mal-formados, pessimamente remunerados e totalmente desestimulados sargentos e oficiais técnicos da área. Fazem o que podem e é quase um milagre que o sistema esteja em razoável estado de funcionamento.

            Diante desta deterioração, descaso e incompetência – além da falta de vontade política por parte do governo Lula da Silva neste assunto – o resultado era mais do que previsível.

            Há cerca de 1 ano, em todos os finais de semana, com agravamento nos feriados, os aeroportos se transformam num pandemônio. Como Deus é brasileiro e o brasileiro é muito mais cordato que o argentino, por exemplo, o que sobra da infra-estrutura não sofre o ataque raivoso da massa insatisfeita como no país vizinho.

            O primeiro dedo apontou na direção das empresas aéreas e levantou a suspeita: “overbooking!” Os outros quatro – da mão que tem 5 dedos – apontam na direção do dono:

1) Gastos exorbitantes em momento inoportuno com o avião mais luxuoso “destepaíz”, o Aerolula.

2) A falta de recursos e uma gestão bastante discutível do ponto de vista moral, deixam a Aeronáutica e a Infraero incapazes de levar a cabo qualquer ação corretora – ou sequer minimizadora – do problema.

3) Toda a infra-estrutura aeroportuária, que vai da manutenção e/ou ampliação de pistas de pouso e decolagem até a capacitação e valorização humana do aeronauta – em especial dos controladores de vôo e equipes técnicas de manutenção – TODA a infra-estrutura, enfim, está sucateada e em processo de deterioração cotidiana.

4) O governo Lula da Silva, sem vontade política de fazer investimentos no setor, vai e vem dando ordens contraditórias, desautorizando autoridades e voltando atrás, fazendo promessas mil sem jamais cumprir uma que seja...

 

Três soluções

 

            O "gabinete da crise" encontrou, após longos e profundos estudos (sic) bem abastecidos com água Don Perignon, 3 soluções para o caos no setor aéreo, bem dignas deste governo que aí está:

1) A sexóloga e dublê de Ministra do Turismo recomenda: “se o estupro é inevitável, relaxa e goza!”

2) O manteiga – dublê de Ministro da Fazenda e porta-voz do crime organizado, atribui a crise no setor aéreo ao “crescimento da economia”, que festeja e celebra como um ótimo sinal (crescimento, vale lembrar, que só existe nos dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Maquiagem das Estatísticas). Esquece-se o manteiga de que, em qualquer país que apresente crescimento real – as únicas exceções que me ocorrem de momento são o Brasil e o Haiti, as duas economias com crescimento mais medíocre do planeta – a infra-estrutura recebe sempre a atenção necessária – é por este motivo, aliás, que só no Brasil se ouve falar em tanto caos em tantos setores ligados à infra-estrutura.

3) Temos cerca de 200 controladores de tráfego aéreo atuando no país. Um número tão reduzido quanto seus salários, que complementam com atividades informais para que possam sobreviver. Vêm sendo aviltados profissional e salarialmente e, os mais novos, têm formação cada vez mais precária dada ainda a precarização das escolas de formação, todas carentes de recursos. Diante deste quadro, Lula da Silva, bastante aborrecido, determina ao Ministro da Defesa e ao Comandante da Aeronáutica que demita alguns, aprisione outros e transfira muitos deles. Esta ordem ensandecida, produto de uma mente em estado avançado de delírio de grandeza e insanidade notória, se levada a cabo, seguramente agravará muito mais a situação, já caótica que vivem os aeroportos brasileiros hoje.

 

Senado Federal perde o que lhe restava de compostura e está completamente desmoralizado

 

            O presidente do Senado Federal, Sr. Renan Calheiros, é suspeito de receber propina de empreiteiras do ramo da construção civil. Ele – segunda autoridade da República – lhes facilitaria as concorrências em troca de que as empreiteiras se incumbiriam do atendimento financeiro a suas amantes e filhos bastardos.

            Como a denúncia e muitas provas apareceram na Imprensa, o Senado instalou uma comissão “de ética e decoro parlamentar” para julgar o suspeito. A presidência e a relatoria ficaram com amigos seus e a proposta inicial foi a de arquivamento imediato do processo sem quaisquer investigações suplementares. Diante da negativa de alguns Senadores – seguramente ciosos de sua imagem na televisão, que o episódio foi transmitido ao vivo – o primeiro relator escalado pelo governo se demitiu: ou se aprovava imediatamente e sem ressalvas seu relatório feito às pressas ou ele sairia. Apesar da insistência de alguns (pró-forma, claro...) ele se retirou alegando “motivos de saúde” – ele sabe o que é bom para a sua saúde...

            Um segundo relator foi escalado e a imprensa, sempre ciosa, descobriu-o envolvido em pelo menos um caso de propina junto com o acusado Renan Calheiros. Este segundo se demitiu imediatamente antes que descobrissem mais sobre ele!

            Em busca de um terceiro nome “amigo” para a relatoria (e, após isso um 4º, um 5º, um 6º...) o processo se arrasta com o risco de sucumbir em postergações desta e de outras naturezas.

            Da tribuna, alguns senadores dizem que a credibilidade do Senado depende da eficiência em se levar a cabo este processo – seja para absolver ou punir o acusado, presidente da Casa.

            Segundo dados dos confiabilíssimo e já citado IBGE, o Senado Federal conta com menos de 1% de aprovação popular. Contando os Senadores, seus familiares, seus funcionários em cargos de comissão em Brasília e nas bases eleitorais e respectivas famílias, considero esta estatística ainda elevada...

            De todo o modo, fora do universo daqueles que convivem familiar, extra-maritalmente ou profissionalmente com os senadores, sua credibilidade se perdeu no nada há muito, muito tempo...

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 23/06/2007

 

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