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Década de 90, Década perdida

O que o FMI não se importa em saber

 

         Nos últimos dez anos o Brasil vivenciou problemas gravíssimos, todos sob os auspícios dos tucanos que, no período, ampliaram o fosso que separa os ricos dos pobres, dilapidaram o patrimônio público nacional alienando-o a interesses multinacionais em troca de rigorosamente nada para o povo brasileiro, promoveram o crescimento do analfabetismo, o fomento (talvez indireto, cabe aqui o benefício da dúvida) ao tráfico de entorpecentes, aos crimes contra a pessoa (assassinatos, estupros, seqüestros, etc.) e o patrimônio (roubos, furtos e assaltos os mais diversos), o desmantelamento do parque industrial brasileiro em benefício de empresas e indústrias estrangeiras, conseqüentemente o aumento do desemprego, do desespero, da fome e da miséria, praticaram uma política assistencialista vergonhosa, que mantém nossa gente submissa a migalhas por absoluta falta de alternativas, enfim, tentemos detalhar alguns aspectos do descalabro, obrigados que estamos de prescindir de estatísticas mais precisas; o IBGE, controlado pelo governo federal, sonega informações estatísticas precisas sobre estes dados. Sigo procurando em outras organizações independentes de pesquisa. No entretempo, vamos pelo que os noticiários e nossa inteligência e sensibilidade permite perceber:

 

Injustiça Social. Inegável a concentração de rendas. No início da década de 90 o fosso que separa ricos de pobres no Brasil já era acentuado. O governo tucano levou a situação ao paroxismo; houve uma ampliação injustificável no fosso que separa os poucos privilegiados, os mais ricos, dos miseráveis, cujo número foi gravemente ampliado.

Posição do Brasil na economia internacional. O Brasil era a oitava potência econômica do mundo no início da década de 90. Todos nos lembramos de como FHC ansiava por levar o Brasil que herdou dos anteriores governos incompetentes que esta Nação teve até então, a “ter um assento no Conselho de Segurança da ONU”. Falava-se, no início da década de 90, em levar o Brasil a participar do grupo de países mais ricos do mundo, o G-7, que passaria a ser G-8 com o Brasil. Chegamos ao final da década de 90 e ao início do século XXI com a mais terrível realização de FHC e seu desgoverno tucano: o Brasil caiu de 8º para 14º PIB do mundo e os indicadores sociais que nos colocavam próximos à Argentina no início do século XX despencaram para uma situação próxima a Zâmbia e Somália, que ainda estão à nossa frente no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), com menos analfabetismo, menos desigualdade social, menos miséria, menos fome e menos violência.

Analfabetismo. O analfabetismo funcional (de pessoas capazes de ler e escrever o seu próprio nome, alguns rótulos de produtos mercantis, efetuar continhas básicas de soma e subtração, mas incapazes de ler jornais, livros ou revistas) cresceu assustadoramente. O Brasil deixa uma posição lamentável de analfabetismo para chegar a uma situação calamitosa. Se no início da década de 90 o analfabetismo causava preocupação, chegamos ao final da década perdida e início do século XXI com um analfabetismo que nos coloca muito atrás da Índia e de Bangladesh, países cuja pobreza já se tornara endêmica. Foi preciso um governo tucano, liderado por gente intelectualizada e ilustrada, contudo entreguista e impatriótica para fazer o Brasil despencar de uma situação próxima à Argentina para uma situação pior que Bangladesh.

         Em São Paulo promovem-se alunos nas escolas sem que estes apresentem rendimento escolar, “é proibido reprovar”. Resultado? O nível de ensino caiu pavorosamente. Será que esta é mais uma exigência dos patrões internacionais de FHC, Armínio Fraga e farândola?

Privatizações. Num destes debates, o candidato Ciro Gomes (ex-arenista, ex-ministro tucano de Itamar Franco, colega de ministério de FHC e Pedro Malan) perguntou a José Serra que, realmente, parece e se comporta como um vampiro, “onde foi que vocês colocaram os setenta bilhões de dólares das privatizações?”. José Serra não respondeu, preferiu mudar de assunto. Deu na Folha de S. Paulo: FHC ficou indignado com Serra e veio em sua própria defesa com um discurso louco: “Não foram 70 bilhões, disse FHC, mas duas parcelas, a primeira de 63 bilhões e a segunda de 120 bilhões – quase 200 bilhões, portanto – que foram usados para pagar a dívida da União, dos Estados e dos municípios.” Qual o resultado disso? FHC prossegue: “A dívida da União, dos Estados e dos municípios cresceu, em meu governo, de 61 bilhões no início da década de 90 para quase 700 bilhões ao seu final.” Eu juro que não consegui entender. O que ele disse foi que dilapidou o patrimônio público para “pagar dívidas” que, no entanto, ao invés de diminuir, só fizeram mais que decuplicar de valor? E isso é uma “defesa” do governo FHC-Ciro-Serra? De que maneira?

         A telefonia está numa situação tal que praticamente nenhum brasileiro deixou de ser lesado pelas companhias privadas que compraram o estratégico setor das telecomunicações. Reclamações agora somente por telefone que raramente são bem sucedidas, os investidores estrangeiros somente aparecem na hora dos bônus. No momento em surgem os ônus eles se omitem olimpicamente, quando não mandam a conta para o governo.

         O setor elétrico, então, nem se fala! Faltou energia, os brasileiros foram mobilizados a economizar energia e, como o lucro das empresas, por causa da economia feita, diminuiu, as tarifas foram todas majoradas. Resultado? Gasta-se muito mais por um serviço ofertado em menor quantidade e de menor qualidade.

Inflação. Todos os preços sofreram majorações pavorosas nesta década perdida, menos os da “mão-de-obra”. Em outras palavras, o preço do arroz, do feijão, da carne, do gás de cozinha, do pãosinho, etc, sofreram aumentos escabrosos, mas os salários seguem congelados ou sofrendo (sofrendo É o termo) reajustes insignificantes. Tudo para “manter a inflação baixa”. A mentalidade que informa: “os salários são inflacionários” é a responsável por este quadro.

Juros. Enquanto nos países centrais do capitalismo o próprio mercado regula as taxas de juros estas ficam sempre abaixo dos 3 ou 4% ao ano. No Brasil, como o Banco Central, presidido de longe pelo mega-gângster internacional George Soros, patrão do Armínio Fraga, regula estes juros, já estamos com o descalabro de mais de 30% ao ano, com tendências a aumentar, para tornar o campo especulativo no Brasil mais atraente a estes mega-gângsters internacionais a quem FHC, Pedro Malan e Armíno Fraga servem.

 

         Ao FMI não interessa saber dos indicadores sociais brasileiros, somente dos econômicos. Perguntam: “os juros estão elevados”? “o déficit fiscal está contido?” “empresas lucrativas do Brasil estão sendo privatizadas?”. Como o desgoverno entreguista de FHC, Ciro e Serra segue informando que sim, o FMI respira aliviado. Com um agravante: querem que os opositores, Lula e Garotinho, também se comprometam a manter o Brasil na UTI do FMI e subjugado a interesses estrangeiros. Não deveriam convalidar esta farsa, mas a armadilha está montada para a próxima segunda-feira. Vamos ver como é que se saem...

 

Ciro Gomes, o Collor que não é Collor

 

         Várias vezes se afirmou, com razão, que “Ciro não é Collor”. Mas devemos tomar alguns cuidados, como por exemplo o fato de ele manifestar elogios desbragados a Pedro Malan, de quem se orgulha de ter sido colega de ministério, a ACM, de quem se orgulha em ter como aliado, e mesmo dos gângsters que acompanham historicamente Collor de Mello: Antônio Kandir, Marcos Coimbra, Zélia Cardoso, Cláudio Humberto e outros da farândola do Collor. Todos no palanque de Ciro, filiado ao ex-PCB...

         O discurso oportunista, oposicionista de ocasião, de Ciro Gomes, não passa de palavras vazias. Assim como Collor assegurava que não ia confiscar a poupança dos pobres, Ciro explode em vitupérios contra o mercado. Tudo mentira demagógica para que se eleja e mantenha os sacerdotes do Mercado em seus postos chave privilegiados nesta combalida Nação cujo futuro, a seguir este caminho, poderá ser ainda pior que o da Argentina, que, apesar de toda a crise, ainda hoje apresenta indicadores sociais superiores aos brasileiros...

 

O povo brasileiro tem uma excelente oportunidade de eleger para os principais postos desta Nação gente séria, honrada, honesta, competente, efetivamente comprometida com o povo brasileiro. Nenhum tucano entreguista a macular o meu voto! Vou votar da seguinte maneira:

 

Presidente: Lula

Governador: José Genoíno

Senadores: Aloísio Mercadante e Wagner Gomes

Deputado Federal: José Dirceu

Deputado Estadual: Vicente Cândido

Mais detalhes sobre a década perdida. Clique aqui.

Avalie o governo FHC. Clique aqui.

 

Lázaro Curvêlo Chaves - 17 de agosto de 2004

 

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