Cultura Brasileira: no ar desde 1998

Dúvidas sobre Rosemary Noronha...

 

Passo a passo...

Pela Internet pululam rumores de “25 milhões de dólares em dinheiro, ouro e diamantes transportados do Brasil para a Europa, via Portugal que, inclusive, ofereceu ‘Carros Fortes’ para a Segurança de transporte de tanto valor”.

Dúvidas:

PROCEDEM ESTES RUMORES?

SOB QUE RUBRICA TERIAM SIDO AQUELES VALORES TRANSPORTADOS (SE O FORAM)?

QUAL SUA DESTINAÇÃO?

HÁ ALGUMA INVESTIGAÇÃO OFICIAL A RESPEITO DAQUELES RUMORES, SEJA PARA COMPROVÁ-LOS, SEJA PARA DESMENTI-LOS?

SER OU NÃO "AMANTE", A ESTE PONTO, É ABSOLUTAMENTE IRRELEVANTE: LULA É VIÚVO E, MESMO DURANTE SEU CASAMENTO, HAVENDO CONCORDÂNCIA GERAL COM A SITUAÇÃO, NÃO HAVERIA MAL A QUEM QUER QUE FOSSE. O PROBLEMA É O PASSAPORTE DIPLOMÁTICO, SÃO AS VIAGENS EM AVIÕES DA FAB, O CARGO E O ESCRITÓRIO EM SÃO PAULO E AS VIAGENS À EUROPA (se ocorreram) COM PORTENTOSAS TRANSFERÊNCIAS DE VALORES DO BRASIL...

Recorro a meus leitores (todos dois), uma vez que nada encontrei acerca das dúvidas acima.

O QUE SABEMOS DE CONCRETO A PARTIR DE FONTES FIDEDIGNAS SEGUE PUBLICADO A SEGUIR

Lá na terra de onde eu venho uma amiga como Rose tem duas letras a mais

Por Augusto Nunes

18 fev 2017, 10h32 - Publicado em 1 dez 2012, 15h56

Amante, segundo o Aurélio, é a palavra que se aplica a “pessoa que tem com outra relações extramatrimoniais”. O dicionário autoriza o uso dos sinônimos amásia, concubina e amiga. Assaltada por um surto de pudicícia, a imprensa escolheu a terceira opção para referir-se a Rosemary Noronha.

Depois da reportagem publicada pela Folha neste sábado, complementada brilhantemente por Reinaldo Azevedo, os jornalistas podem dispensar-se de cautelas farisaicas e contar o que muitos sabem desde o século passado: Rose é mais que amiga de Lula. É amante.

Lá na terra de onde eu venho ninguém confunde amizade com amigação.  Em Taquaritinga, todo lula-com-rose — seja ele o prefeito ou o mais humilde eleitor — não tem uma amiga: tem amigada. As duas letras a mais eliminam quaisquer dúvidas adubadas por ambiguidades.

Não, não estou invadindo a privacidade do ex-presidente. Só invocam esse argumento messalinas fantasiadas de vestais. O modo de agir dos integrantes da quadrilha desbaratada pela Operação Porto Seguro reafirma que foi o casal que removeu a fronteira entre o público e o privado. Ele por garantir a vida mansa de Rose com o dinheiro dos pagadores de impostos. Ela por transformar uma relação íntima em gazua a serviço de assaltantes de cofres públicos.

O noticiário sobre o escândalo da vez, que está apenas em seu começo, precisa substituir imediatamente esse “amiga” pela expressão correta. Amigada, admito, soa um tanto vulgar. “Amásia” lembra manchete de jornal de antigamente. “Concubina” é adereço de monarquias. Fiquemos com a velha e boa “amante”.

Como os seus sinônimos, “amante” tem numerosas contra-indicações e os efeitos colaterais podem ser devastadores. Mas é a palavra certa. E o primeiro mandamento do jornalismo ordena que se conte a verdade.

PS: Reproduzo e endosso o recado de Reinaldo Azevedo aos leitores: “Não deixem que a sordidez da história contamine os comentários. Há sempre o risco de se ultrapassar a linha do decoro em temas assim. Façam o que Lula não fez”.

Fonte: Blog do Augusto Nunes em VEJA: https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/la-na-terra-de-onde-eu-venho-uma-amiga-como-rose-tem-duas-letras-a-mais/pagina-comentarios-20/

Jornal decide contar ao leitor o que os jornalistas e o governo sabiam há muito: Lula e Rosemary, no centro do novo escândalo, eram amantes desde 1993

Por Reinaldo Azevedo

Um homem público ter uma amante é ou não assunto relevante? Nos EUA, basta para liquidar uma carreira política, como estamos cansados de saber. Foi um caso extraconjugal que derrubou o todo-poderoso da CIA e quase herói nacional David Petraeus.

Desde quando estourou o mais recente escândalo da República, todos os jornalistas que cobrem política e toda Brasília sabiam que Rosemary Nóvoa Noronha tinha sido — se ainda é, não sei — amante de Lula. Assim define a palavra o Dicionário Houaiss: “Amante é a pessoa que tem com outra relações sexuais mais ou menos estáveis, mas não formalizadas pelo casamento; amásio, amásia”.

Embora a relação fosse conhecida, a imprensa brasileira se manteve longe do caso. Quando, no entanto, fica evidente que a pessoa em questão se imiscui em assuntos da República em razão dessa proximidade e está envolvida com a nomeação de um diretor de uma agência reguladora apontado pela PF como chefe de quadrilha, aí o assunto deixa de ser “pessoal” para se tornar uma questão de interesse público.

O caso, com todos os seus lances patéticos e sórdidos, evidencia a gigantesca dificuldade que Lula sempre teve e tem de distinguir as questões pessoais das de Estado. Como se considera uma espécie de demiurgo, de ungido, de super-homem, não reconhece como legítimos os limites da ética, do decoro e das leis.

Outro dia me enviaram um texto oriundo de um desses lixões da Internet em que o sujeito me acusava de “insinuar”, de maneira que seria espúria, uma relação amorosa entre Rose e Lula. Ohhh!!! Não só isso: ao fazê-lo, eu estaria, imaginem vocês!, desrespeitando Marisa Letícia, a mulher com quem o ex-presidente é casado. Como se vê, respeitoso era levar Rose nas viagens a que a primeira-dama não ia e o contrário.

Mas isso é lá com eles. A Rose que interessa ao Brasil é a que se meteu em algumas traficâncias em razão da intimidade que mantinha com “o PR”. Lula foi o presidente legítimo do Brasil por oito anos. A sua legitimidade para nos governar não lhe dava licença para essas lambanças. Segue trecho da reportagem da Folha. Volto para encerrar.

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã. O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.

À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido. Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido. Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital. Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”. Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial. Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.

Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

Encerro

Como se vê, Lula considera Rosemary um “assunto particular”, o que soa como confissão. Só que ela era chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo. O Brasil pagava o salário do “assunto particular” do Apedeuta. Ainda assim, ela poderia ter sido uma funcionária exemplar. Não parece o caso…

É um modo de ver a República. O mesmo Lula que classifica a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo de “assunto particular” não distingue a linha que separa o interesse público de seus impulsos privados.

PS – Não deixem que a sordidez da história contamine os comentários. Há sempre o risco de se ultrapassar a linha do decoro em temas assim. Façam o que Lula não fez.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo em VEJA: https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/jornal-decide-contar-ao-leitor-o-que-os-jornalistas-e-o-governo-sabiam-ha-muito-lula-e-rosemary-no-centro-do-novo-escandalo-eram-amantes-desde-1993/

FOLHA DE S. PAULO: “Relação com Lula explica influência de ex-assessora”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/81121-relacao-com-lula-explica-influencia-de-ex-assessora.shtml 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/81118-para-obter-favor-ex-chefe-de-gabinete-usou-deputado.shtml

“Procurado pela FOLHA, porta-voz de Lulz diz que ex-presidente não faria comentários sobre assuntos particulares.”

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