Durante a campanha ao primeiro mandato presidencial, após muita reflexão e o
receio de que Lula fosse fazer o mesmo tipo de desgoverno que vem sendo
feito no Brasil há 507 anos, decidi-me por, finalmente, apoiá-lo. A decisão
foi “forçada” por uma série de petistas históricos até então dignos de
respeito que, para nós, trabalhadores, informavam que Lula surpreenderia a
todos fazendo um governo para os trabalhadores.
Para os banqueiros – e poucos sabiam disso ou
tinham acesso a esse tipo de informação – asseverava que seguiria com seu
discurso “criticando” o crescente lucro daqueles agiotas (do Bradesco, Itaú,
Unibanco, Real, etc.) enquanto, nomeando o gângester tucano Henrique
Meirelles indiciado pelo STF por
Falsidade Ideológica e Sonegação de Imposto de Renda para nada menos do que
“ministro-presidente do Banco Central do Brasil”, indicava claramente que –
conforme o comprovam os fatos – que os lucros dos bancos bateriam recordes
sucessivos.
Para os trabalhadores, o desemprego atingiria o
desespero de 30% da mão-de-obra potencialmente ativa (informação maquiada
pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Maquiagem das Estatísticas). Qualquer
vaga laboral, por banal que seja, é disputada a ferro e fogo por uma legião
de desesperados, o programa “desemprego zero para a companheirada" inflou a
máquina estatal que segue incompetente, inativa, cara e com um bocado de
funcionários recebendo salários elevadíssimos em troca de serviço público
algum – desde que petistas ou assemelhados.
O supra-sumo da frustração e sensação de
traição, aliás, ficou por conta da formação da – segundo o Procurador Geral
da República – “organização criminosa” ou “quadrilha”, formada por 40
criminosos exageradamente próximos de seu chefe para supor que ele, como
afirma, “não sabia de nada”.
Zé Ramalho compôs uma música excepcional sobre o
tema, intitulada “To Vendo Tudo”. Acompanhe:
Com um número EXAGERADO de ladrões, corruptos, amigos do alheio e a
liderança do
Crime Organizado no Brasil, a indignação vem num crescendo entre as
pessoas que despertam para a miséria moral de nossa gente e dos políticos
que, eleitos “por obrigação”, governam em seus próprios interesses escusos,
esquecendo-se da Nação e seus moradores.
Na saúde o SUS paga R$ 2,50 por consulta médica - num consultório particular
este preço oscila entre R$ 80,00 e R$ 150,00, de acordo com a especialização
- não admira que tantos profissionais abandonem a miséria do SUS deixando
hospitais públicos às traças. O governo não lhes oferta sequer equipamentos
para uma boa condição laboral (máquinas de raios-x, tomógrafos, sequer
equipamento para teste de sangue!)
Na educação, o Brasil bateu todos os recordes históricos desta triste
Nação e desceu ao nível dos países menos educados do planeta Terra: Nada menos que 40% de nosso povo
é hoje completamente analfabeto, incapaz de ler ou
escrever. A “aprovação automática” apoiada pelo Sinistério da Deseducação,
leva os formandos de 3º ano do ensino médio a um conhecimento, no máximo,
compatível com a 8ª série do ensino básico. Eu mesmo tive uma experiência
desagradabilíssima com esta situação no último emprego que tive:
Havia um aluno no 1º ano do ensino médio que, recém saído da aprovação
automática da escola pública, freqüentava uma tradicional escola privada.
Pois bem, numa de minhas primeiras aulas, para sentir-lhes o nível de
conhecimento e me aperfeiçoar como professor, fiz um breve questionário
acerca de temas de conhecimento geral. O aluno em tela era analfabeto e
ainda me recordo com amargura de algumas de suas respostas...
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países do mundo e suas respectivas capitais
A resposta
do menino foi:
“mechico”
(com letras minúsculas e “ch” assim mesmo), capital “boi nos ales”;
“noviorque”
(ai!), capital “uóshto”
“Canadá”
(essa ele escreveu certo, mas...), capital “quebeque”.
Em meio a tantas e tamanhas atrocidades cometidas num questionário de pouco
mais de 20 questões, na primeira reunião de coordenação
informei que aquele menino precisava, no mínimo, receber instruções
suplementares ou, idealmente, regressar alguns anos em seus estudos pois
estava muito mal mesmo. A maioria dos professores concordou comigo e citou
mesmo alguns outros que, por não serem de classes em que eu trabalhava,
estavam na mesma ou pior situação.
A coordenação informou que aquele aluno era um ótimo pagante, o pai dele não
concordaria jamais com “aulas de reforço” ou um retrocesso nos estudos. Em
conseqüência, meus serviços não interessavam mais àquela instituição e,
desde 2003, estou engrossando a legião de desempregados destepaiz.
A indignação com esta situação, misto de corrupção, incompetência e
analfabetismo presidencial como exemplo às novas gerações, já fez correr muita
tinta e Elisa Lucinda escreveu um poema SENSACIONAL, intitulado “só de
sacanagem” sobre isto e a cantora Ana Carolina fez questão de declamar em
seu espetáculo ao vivo. Confira:
Finalmente, o clima de descrédito, de falta de esperança gerado pelos
quadrilheiros do governo lulo-petista, conduziu ninguém menos do que a
grande poeta Cleide Canton a elaborar também um texto riquíssimo sobre o
tema, também ilustrado por vídeo: