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O nome de Deus é "EU SOU"

 

    Ocultando-se de Faraó, após haver matado um egípcio que torturava um hebreu até a morte, na Tenda de Jetro, em Midiã, Moisés teve a visão de uma sarça ardente que flamejava, iluminava, mas não emitia calor.

 
    Curioso, foi conferir de perto pois sabia que era justamente no monte Horebe que o Senhor fazia-se mais proximamente presente aos crentes.


    O Senhor ordenou a Moisés que tirasse as sandálias dos pés, pois ali era solo sagrado. Moisés perguntou respeitosamente ao Senhor se não estava ouvindo o clamor de seus filhos sofrendo a escravidão egípcia. Replicou-lhe o Senhor que o estava e que, por isso mesmo, havia escolhido Moisés para liberta-los do cativeiro e trazer até "a terra em que mana leite e mel", fato que já entrou para a mais importante epopéia épica da antiguidade clássica.


    Tímido, Moisés relutou o quanto pode e ainda solicitou uma indicação direta: "minha gente pode perguntar o vosso nome. Como vos chamais?" Disse-lhe Deus: "EU SOU". "Dirás aos Filhos de Israel que "Eu Sou" o está enviando para liberta-los.
(Êxodo 3, versículos 1 a 22)


    Sobre o perigo das riquezas, Deus, feito carne e sangue como qualquer de nós, informou ser muito difícil a um rico entrar no reino dos céus "É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus" (Mateus 19, versículos 23 e 24).
Em outra oportunidade, o Mestre expulsou os vendilhões do templo utilizando-se de um azorrague e ordenando: "Tirai daqui estas coisas; não façais da Casa de Meu Pai casa de negócio!" (João 2, versículos 13 a 16).


    Mas hoje vivemos sob a ditadura gélida e cruel do Capital, do Mercado. Não se pejam ou coram os jornais ou informativos os mais diversos em censurar esta ou aquela atitude como "danosa para o mercado". Se pelo menos o SER humano estivesse no cerne das considerações político-sociais deste país, muito se pouparia em termos de dissabores. "Os cavalos subiram à cela e cavalgam a humanidade", disse um humanista pleno no início do século a propósito deste distanciamento absurdamente injustificável entre o "TER" e o "SER".


    Deus Pai e seu filho unigênito feito homem sempre fizeram questão de demonstrar pedagogicamente ao homem a importância do SER e a insignificância do TER.


    No Brasil do Neoliberalismo rapinante, com uma crise interminável no bojo da pior gestão federal por que esta Nação já passou, "ser" já não significa rigorosamente nada. "Ter" é tudo. Repito meu xará mexicano, o presidente Lázaro Cárdenas, que lamentava: "Pobre do México... Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos..."


    Muito há que se fazer para resgatar estes dilemas todos - e a nível planetário - penso que a Igreja tenha de posicionar-se a esse respeito mais cedo ou mais tarde (e quanto antes melhor), denunciando os adoradores de Mammon e conclamando a todos a uma reaproximação da perspectiva crística!


    Hoje definitivamente precisamos juntar nossos esforços mais sublimes em torno de gente que É, desprezando olimpicamente gente que "tem". O reerguimento do ser humano, particularmente em nossa combalida nação, passará pela palavra de Deus e pela necessidade peremptória de se valorizar o ser humano. Não a posse, não os bens materiais - "que a ferrugem e a traça corroem" - mas os corações e mentes de gente abnegada e altruísta, disposta a passar todos os seus momentos disponíveis na direção da revalorização do SER HUMANO.

 
    Passa pela política esta discussão, naturalmente, uma vez que toda a equipeconômica do FHC, que cumpre precisamente o seu programa neoliberal disfarçando, na medida em que o conseguem, os escândalos econômicos da corrupção deslavada, emblema de quem endeusa o ter e esquece-se do ser desde que o mundo é mundo.


    Voltemos a nos apegar com o Criador e esqueçamos a turba ignara a clamar aos brados em todos os meios de comunicação por suas vendas e seus lucros.


    É preciso voltar à liturgia do amor e apego às coisas santas e sacralizadas. E olvidar, combater mesmo, a exemplo do Cristo, o que fizeram os vendilhões do Templo. Que o poder Daquele que nos mostra o caminho informando "EU SOU" suplante a vergonha pública de a maioria só conseguir respeitar aquele que informa "eu tenho". Quem É, dá de si mesmo a seus semelhantes como possível e sempre está pronto para ajudar, prestar serviço. Quem "tem", anseia pela manutenção de suas posses - freqüentemente pela sua proliferação, sem importar-se em nada com o ser humano.


    Só este tipo de análise pode explicar as medidas econômicas governistas que concentram arrecadação na Federação, jugulam os municípios por um lado e por outro os pressionam para que aceitem "municipalizar" órgãos outrora federais ou estaduais. Simplesmente falando: O dinheiro advindo dos impostos vai majoritariamente para o governo federal e dali para os "credores estrangeiros", ficando aos municípios a dolorosa vergonha de ver a deterioração de todas as suas possíveis atividades.


    Sonho com o dia em que teremos vigorando finalmente o mote célebre: "de cada um segundo suas possibilidades, a cada um segundo suas necessidades". Preferencialmente sem a intervenção da pecúnia, fadada à extinção em séculos próximos.


    Vamos nos lembrar do rigor do jugo capitalista como hoje lembramos com tristeza da escravidão ou do feudalismo. O ser humano é compelido a vender partes de seu próprio corpo (cérebro, músculos, nervos...) em troca de uma remuneração longe de ser suficiente para a sua sobrevida material. Mas no alto da pirâmide social brasileira, nunca antes houve tanta fartura e abundância! Naturalmente não se verá propaganda deste fato nos telejornais...


    A grande mentira de que "as chances são iguais para todos" já foi suficientemente desmascarada.


    Chega de hipocrisia. Voltemo-nos ao SER humano. Desprezemos como desonestos os humanos que apenas "têm"...

 

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