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A Indústria do Holocausto - Norman G. Finkelstein

Reflexões sobre a exploração do sofrimento dos Judeus – uma resenha

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A Indústria do Holocausto - Norman G. Finkelstein 

 

 

Introdução

 

            Durante o regime nazista na Alemanha, cerca de 6 Milhões de judeus foram exterminados, muitos após longo período de trabalhos escravos e serem usados como cobaias em ensandecidos experimentos médico-cirúrgicos. No mesmo período foram mortos 20 Milhões de comunistas e entre 1.5 e 3 milhões de ciganos, deficientes físicos ou mentais e homossexuais. De todos, somente os judeus, através de organizações criadas com esta finalidade, até hoje extorquem recursos a título de “indenização” e, afirma Norman Finkelstein, quase nenhum dos bilhões de Euros extorquidos de bancos e dos governos alemães e suíços atuais, chega até as verdadeiras vítimas da Shoah, o holocausto, como os judeus o chamam. Estima-se em menos de 1.000 sobreviventes resgatados principalmente pelo Exército Vermelho, mas também pelas outras potências ocidentais.

            Dentre os judeus há algumas dissidências menores, como por exemplo, a dos entusiastas do movimento criado na virada do século XIX para o XX, chamado “Sionismo” que reivindica para os judeus – “o povo primogênito de Yaweh” – toda a extensão de terra que compreende o Crescente Fértil: do rio Nilo até o Tigre e o Eufrates. 

 

 
Trecho do Documentário: Radical Americano, as provações de Norman Finkelstein

A Indústria do Holocausto, seus motivos, os apoios que recebe e a extorsão que jamais chega às vítimas...

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            Nos anos seguintes ao término da Segunda Guerra Mundial o tema “holocausto” não era contemplado na mídia estadunidense e diversos líderes judeus aplaudiram a idéia de rearmar uma Alemanha ainda com vestígios de nazismo em face ao “inimigo comunista”. A partir da década de 70 do século XX o tema ganha destaque com importantes organizações judaicas auto-proclamadas “representantes das vítimas do holocausto” passaram ao ataque aos bancos e governos Alemão e Suíço.

            Finkelstein grafa com inicial minúscula o fato concreto, lamentavelmente ocorrido e inegável do extermínio dos judeus pelos nazistas. E grafa com inicial maiúscula “Holocausto” ao se referir à verdadeira Indústria criada para auferir recursos para instituições poderosas cuja finalidade precípua é fazer propaganda tão maciça quanto inverídica acerca de sobreviventes do holocausto. Um exemplo citado pelo Autor após longa e exaustiva pesquisa, diz respeito ao número de sobreviventes, que era de cerca de um milhar em 1945 e chega hoje a mais de UM MILHÃO. Sua mãe, sobrevivente de Auschwitz, pergunta: “se tantos sobreviveram, a quem os nazistas mataram afinal?”

            Neste sentido, a Indústria do Holocausto colabora entusiasticamente com os neonazistas que negam o holocausto...

            O motivo para essa inflação de vítimas sobreviventes é principalmente ampliar o capital arrecadado junto às instâncias competentes da Alemanha e da Suíça atuais, principalmente.

            Os principais abutres apontados pelo Autor são a Fundação Elie Wiesel, a Organização Sionista da América, o Comitê Judaico Americano, o Congresso Judaico Mundial, a Liga Anti-Difamação e outras pessoas e organizações com iguais objetivos passaram, com o apoio total e incondicional do governo dos EUA, a erguer campanhas de difamação contra a Suíça e extorquir de bancos e governos um montante bilionário a título de “indenização” aos sobreviventes (em número espantosamente crescente!) que já estavam idosos e precisavam destas indenizações com a maior urgência.

            Por motivos humanitários o governo Alemão concordou em ceder um portentoso montante para atender às vítimas mais emergencialmente necessitadas. As organizações judaicas, de posse desse montante, decidiram que os recursos deveriam ser empregados em “educação”, entenda-se PROPAGANDA, a favor dos judeus vitimizados, transformados rapidamente de mártires em santos intocáveis, tornando toda a crítica (principalmente aquelas realmente importantes e válidas) em “ataque às pobres vítimas do holocausto”.

            Com isso, a Segunda Maior Potência Bélica do Mundo (Israel) e a comunidade mais bem-sucedida dentre os Norte Americanos ganharam o status de “vítimas” e intocáveis a toda a crítica. O massacre cotidiano perpetrado pelos judeus sobre o povo palestino, que vive naquela terra há pelo menos 1.500 anos passa a ser tratado como “ato de defesa”. A expansão do Espaço Vital (Lebensraum) dos judeus na Palestina, com demolições e confiscos sumários de propriedade, a ocupação dos territórios palestinos – já comparado a uma gigantesca prisão; num presídio, a maior parte dos espaços (dormitório, refeitório, áreas de lazer, enfermarias...) é ocupada pelos presidiários, mas quem tem o controle são os guardas armados; da mesma forma, todas as vias de passagem dos palestinos são controlados rigorosamente pelos judeus que ampliam assentamentos em áreas internacionalmente reconhecidas como palestinas e negam aos palestinos o direito à auto-determinação, a um assento na ONU ou mesmo a um governo próprio. Assim como os bantustões da África do Sul de eras passadas, os palestinos são seres humanos sem pátria.

            Enfim, o holocausto dos judeus por parte dos nazistas (nunca é demais enfatizar que constituem o segundo maior grupo de pessoas massacrados pelos nazistas, sendo o primeiro os comunistas – 20 Milhões de mortos) NÃO justifica o holocausto dos palestinos por parte dos judeus. E criticar os judeus pelos seus maus atos – o descumprimento de decisões da Organização das Nações Unidas e a vilania contra os palestinos – NÃO é sinônimo de anti-semitismo ou de anti-sionismo. Os judeus, como qualquer povo neste planeta, NÃO ESTÃO ACIMA DA CRÍTICA!

            Assertivas assim deixaram Norman Finkelstein desempregado e há hoje faixas e cartazes na porta de sua casa pedindo que ele seja expulso dos EUA enquanto seu ingresso em Israel está terminantemente REVOGADO.

            Usualmente, esta é a sina dos Defensores da Verdade. Cícero disse da tribuna si vivi vicissent qui morte vicerunt – “como o mundo seria diferente se vencessem na vida aqueles que venceram após a morte”. Tem sido assim pelo mundo afora em todos os tempos: de Jesus de Nazaré (se realmente existiu) até Tiradentes no Brasil...

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 15/09/2011

A Indústria do Holocausto - Norman G. Finkelstein

 

 

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