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Por que reeleger
Lula Presidente do Brasil?
Saúde, um
exemplo para o mundo
Em maio de
2005 a Polícia Federal republicana do Brasil descobriu que o Ministro Humberto
Costa, da Saúde, e seus auxiliares diretos estavam envolvidos no esquema de
compra e venda de hemoderivados mediante pagamento de propina. Como este esquema
penalizava principalmente aqueles que precisam de transfusão de sangue, a
operação da Polícia recebeu o codinome de “Operação Vampiro”. Os vampiros do
Ministério da Saúde foram indiciados, Humberto Costa deixou o ministério e o
governo sepultou a investigação debaixo de uma vasta campanha de propaganda
voltada a demonstrar que estão fazendo “o mesmo que sempre se fez neste país”,
tal qual quando José Serra era o Ministro da Saúde e FHC o Presidente da
República.
Situação até
hoje sem solução no Ministério da Saúde, em julho passado, novamente, a Polícia
Federal desbaratou nova quadrilha, desta vez com participação ativa de
parlamentares dos partidos da base de sustentação do governo. Ambulâncias e
equipamento hospitalar eram vendidos com superfaturamento, parlamentares
recebiam propina, o Ministério da Saúde fazia vista grossa e o parlamentar
votava favoravelmente a medidas antipáticas do governo Lula da Silva.
Em discurso
durante a abertura do 11º Congresso Mundial de Saúde Pública no Rio de Janeiro
neste 22 de agosto, o candidato à reeleição para a Presidência da República
prontificou-se a levar o modelo de Saúde pública brasileiro aos outros países do
mundo. Resta verificar que outros países estão dispostos a trocar seus sistemas
de saúde pelo esquema “vampiro-sanguessuga” de Lula da Silva.
A maior
distribuição de renda da história do mundo
Aqueles que
concentram o grosso da renda nacional – menos de 1% dos brasileiros, detentores
de mais de 60% de nosso PIB – estão isentos do pagamento de impostos e auferem
todos os ganhos oriundos dos chamados “bens de capital”. Estes estão atualmente
isentados até de freqüentar as estatísticas. São invisíveis, intocáveis e neles
o discurso oficial não fala. Para eles é carreado o grosso de todo o esforço
produtivo dos trabalhadores deste país.
Guindados
pela propaganda governamental à categoria de “ricos” estão os trabalhadores que
auferem ganhos entre 5 e 20 salários mínimos mensais. “Pobres” são aqueles que
se encontram desempregados e sobrevivem graças à caridade estatal. Esta última
classe, majoritária, aliada à invisível e endinheirada classe invisível dos
banqueiros e megaespeculadores, constitui a grande base eleitoral de Lula da
Silva, a mesma classe que tornou Hitler imbatível eleitoralmente na Alemanha. Há
não muito tempo o hoje “Partido do Mensalão” este que é aliado do crime
organizado em São Paulo, classificava esta classe social conservadora e
dependente da caridade estatal como “Lumpemproletariado”.
A Classe
Trabalhadora, através da cobrança extorsiva de impostos (hoje ultrapassando a
casa dos 40%) e dos juros mais elevados do planeta Terra, transfere o fruto de
seu trabalho para as duas classes comandadas pela quadrilha que se instalou no
Planalto. Aos banqueiros, latifundiários e megaespeculadores em geral no alto da
pirâmide o grosso da renda nacional e aos miseráveis a esmola estatal em torno
de R$ 54,00 por família. A esmola, que já foi maior em outros momentos, foi
achatada no valor para que um número maior de miseráveis fosse “beneficiado” sem
que se toque na enorme lucratividade dos de cima. Ao enviar dados como este aos
órgãos de estatística – os trabalhadores, classe média, considerados “ricos” e
os miseráveis, considerados “pobres” – a propaganda estatal consegue, de
institutos consideravelmente idôneos de estatística, as desinformações que
servem de embasamento para que vejam precisamente o que desejam ver: “os mais
ricos – entenda-se aqui os trabalhadores, a classe média – estão mais pobres e
os mais pobres – o Lumpemproletariado – estão mais ricos, aproximando-os e
diminuindo as distâncias sociais. Na verdade, ao não se tocar o topo da
pirâmide, alargou-se a sua base e as distâncias entre os mais pobres e os
verdadeiramente mais ricos (invisíveis e fora das estatísticas) são hoje as
maiores de toda a história do mundo e, efetivamente, nunca antes no Brasil – ou
em qualquer lugar de que se tenha notícia – ocorreu tamanha redistribuição de
renda dos trabalhadores para os especuladores e banqueiros (com sobras para o
lumpem e a propaganda, a fim de proteger o governo e os interesses de classe dos
invisíveis). Como todos os dados atualmente estão maqueados é virtualmente
impossível dimensionar este fato. Somente o Futuro poderá avaliar
adequadamente o capitalismo brasileiro na época do governo direitista,
conservador, corrupto e concentrador de rendas de Lula da Silva.
Dando lições
de moral e propaganda à oposição de direita
Tomemos o
caso da Segurança Pública em São Paulo. Geraldo Alckmin, ex-governador e homem
forte do Estado por mais de 12 anos recita estatísticas de maneira idêntica à do
governo Lula da Silva. Nunca antes dele se havia construído tantos presídios e
investido tanto na polícia neste Estado! Como resultado, esclarece que a
criminalidade, em seu tempo, diminuiu enormemente – e, de fato, há estatísticas
a comprová-lo. De alguma forma, ao vermos todas estas rebeliões em presídios e
ataques à sociedade civil comandados de dentro dos presídios, ficamos com a
nítida impressão de que as estatísticas não estão refletindo tão fielmente assim
a realidade...
Heloísa
Helena, uma Estadista
Entre os
candidatos à Presidência da República neste pleito só há uma pessoa efetivamente
preparada: Heloísa Helena. Seus discursos no Senado Federal e suas entrevistas à
imprensa descortinam um Ser Humano de elevado quilate efetivamente preparada
para levar Ordem a esta imensa casa chamada Brasil. Não dará espaços aos
moleques de recado do capital internacional, seja no Banco Central ou no
Ministério da Fazenda. Luta por um Banco Central independente do capital
internacional, um Banco Central digno de uma Nação Soberana. Irá afastá-lo das
garras de banqueiros e especuladores. Uma candidata que diz de onde tirará os
recursos para viabilizar todos os seus projetos é a única digna de confiança. A
ressalva diz respeito àqueles que a cercam. Se HH conseguir controlar aqueles
políticos oportunistas que, filiando-se ao PSOL no último momento facultado pela
Justiça Eleitoral, aderiram de última hora à Frente de Esquerda composta pelo
PSTU/PSOL/PCB, estaremos no melhor dos mundos.
Lázaro
Curvêlo Chaves – 24/08/2006
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