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De Onde Viemos – Continuação – Evolução e Seleção Natural

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Charles Spencer Darwin (1809 - 1882)

 

            Já os filósofos da Grécia Clássica – entre 1.000 e 500 anos Antes da Nossa Era – percebiam e descreviam as similitudes entre as espécies animais;, por exemplo, todos têm – em distribuições ligeiramente distintas em cada espécie animal: Organização anatômica (dois membros superiores, dois membros inferiores, um tronco, uma cabeça, órgãos internos similares...), Habilidade de Locomoção e Reprodução Sexuada, principalmente, surgem naturalmente em espécies tão distintas quanto Roedores, Caninos, Bovinos e Primatas, como nós.

            Na primeira parte destas considerações vimos como o avanço do fundamentalismo religioso silenciou a busca de conhecimento através de observação e experimentação em detrimento de uma determinada doutrina escrita inicialmente em papiros por pastores de ovelhas que, no Oriente Médio, buscavam dar sentido ao que viam, criando seus próprios mitos da criação do mundo e do ser o humano.

            Para mensurarmos mais ou menos o tamanho da perda, quando os cristãos incineraram a Biblioteca “pagã” de Alexandria uma quantidade tão grande de conhecimento humano se perdeu que, de Sófocles (497 – 406 Antes da Nossa Era), por exemplo, só nos restam 7 peças teatrais (Ajax, Antígona, As Traquínias, Édipo Rei, Electra, Filoctetes e Édipo em Colono) embora saibamos que ele escreveu mais de uma centena delas por referências de outros Autores contemporâneos. O paralelo com Shakespeare seria o de – caso suas obras fossem todas destruídas e só umas poucas restassem – dele conhecermos “As Alegres Comadres de Windsor”, “Contos de uma Noite de Verão” e “A Megera Domada”, sendo para nós desconhecidas outras como “Hamlet”, “Romeu e Julieta”, “Henrique IV”, “Ricardo III”, etc.

            De Ptolomeu (90 – 168 Antes da Nossa Era) viveu em Alexandria e era Cidadão Romano (Vivia no Egito ao tempo em que Roma dominava praticamente todo o entorno do Mar Mediterrâneo), curiosamente, muito foi preservado, em particular sua “Geografia” e sua “Apotelesmatika (que incluía conhecimentos relativos ao que hoje chamamos de Astronomia e de Astrologia)”. Sua Obra Precisosíssima, contudo, foi proibida durante os mil anos de trevas em que a Europa mergulhou durante o fundamentalismo religioso, pois propunha, pela primeira vez, um sistema heliocêntrico, o que era considerado pelas Autoridades da época, um crime – a expressão usada à época era “heresia”, mas tinha a acepção que hoje damos à palavra “crime”. Flutuações da linguagem...

            Como vimos, foram necessários 14 séculos para que Copérnico e Kepler – exercendo grande influência em Galileu Galilei – o sistema ptolomaico fosse resgatado e aperfeiçoado. Hoje em dia, qualquer criança em suas primeiras letras aprende que a terra é redonda, que gira ao redor de seu eixo, que o Sol é o centro do Sistema Solar em torno do qual orbitam os planetas, sendo a Terra um deles, etc.

            Já a questão grega da Evolução das Espécies teve de esperar ainda 5 séculos até que Charles Darwin (1809 — 1882 da Nossa Era), após uma viagem Palingenésica a bordo do Navio Beagle, chegando até as Ilhas Galápagos, onde observou e coletou uma fabulosa quantidade de exemplares de espécies animais diversas, algumas claramente intermediárias umas às outras e lhe fez levar adiante idéias já postuladas por Jean-Baptiste de Lamarck - (1744 — 1829) de maneira pouco convincente por incluir uma série de imprecisões científicas.

 

            Lamarck versus Darwin

 

            Muito bem, a importância de Lamarck para o conhecimento do Fato da Evolução das Espécies não deve ser obliterada. Chegou o mais longe que, em seu tempo e com os recursos de que dispunha, era possível. Contudo, ao concluir que as variações entre as espécies animais são afetadas pelo meio-ambiente (não com base na seleção natural, como postulou Darwin) cometeu um equívoco, mas a idéia de que “as espécies estão interconectadas e há variações entre elas por algum motivo” estava finalmente ressuscitada após os séculos de trevas do obscurantismo religioso. Esse mérito, ninguém lhe tira e diz a todos nós que, mesmo estando ligeiramente equivocados em nossas teses inovadoras, podemos eventualmente estar abrindo as portas a pesquisas mais precisas no futuro. Em ciência, a única coisa a temer é a desonestidade. Se o método científico é seguido com precisão (e pode ser, em alguns casos e dentro de determinadas circunstâncias, replicado) nada há que se temer, mesmo que cheguemos a conclusões incoerentes em algum instante.

            O exemplo clássico ainda é aquele das girafas que todos conhecem mas vamos aqui sumarizar mais uma vez: Lamarck acreditava que, para atingir alimentos – brotos de árvores – que estavam cada vez mais altas, as girafas foram, ao longo das gerações “esticando o pescoço” e passando essa característica às futuras gerações. A explicação de Darwin é, ao contrário, coerente com o pensamento e a análise científica e comprovada por evidências paleontológicas. No caso das girafas, aquelas que nasciam com pescoços menores (inábeis a alcançar o alimento) simplesmente pereciam e aquelas que nasciam com pescoços maiores sobreviviam e passando essa característica às futuras gerações. Ainda não se conheciam as modernas teorias da genética, mas a observação racional permite perceber claramente o quanto as crias se parecem com seus geradores: leõezinhos, ao crescer, ficam muito semelhantes a seus pais e têm os mesmos hábitos, instintos e características. O mesmo ocorre com os primatas que se persuadem de serem os mais evoluídos (eu e você, por exemplo): nossa prole tende a ser muito parecida conosco. Se um pequenino primata humano nasce mais parecido com o leiteiro do que com o marido, a esposa está com problemas, ou ambos ;)

 

Darwin e a Seleção Natural

 

            Em meados do século XIX, o monge agostiniano Gregor Mendel (1822 — 1884), além dos assuntos da Igreja Católica Apostólica Romana interessava-se também por plantas e meteorologia. Suas pesquisas com plantas híbridas conduziram à primeira reflexão em torno do que hoje chamamos de Genética - mas em seu tempo, aquele conhecimento não havia chegado até Darwin ou Alfred Russel Wallace (1823 — 1913), amigo, estudioso e entusiasta do evolucionismo e principalmente “cúmplice” da publicação da Primeira Edição de “A Origem das Espécies e a Seleção Natural” em 1859. A esposa de Darwin era muito religiosa – o próprio Darwin passou por momentos de crise nesse aspecto no que tange a uma série de pontos de sua nova teoria que claramente contrariava o criacionismo insuflado nas crianças cristãs em todas as igrejas do mundo – e preferia que aquela Obra, de valor inegável, fosse “póstuma”. Wallace foi o encorajador de Darwin na publicação do Trabalho.

            Bem, estamos em 2011, cientistas já foram capazes de mapear o genoma humano e já temos amplo conhecimento de como se dá o processo de replicação do DNA (sinto saudades de quando chamávamos o Ácido DesoxirriboNucleico com abreviaturas em português, eu mesmo cheguei a ministrar aulas num cursinho pré-vestibular de nome “ADN”...). Muito avançamos no conhecimento da Evolução das Espécies pela Seleção Natural ao longo de todos esses anos.

            Sempre que, em reprodução sexuada, um novo ser é gerado, metade de suas características são herdadas do macho e, metade, da fêmea da espécie, gerando assim um ser totalmente diferente de ambos mas da mesma espécie animal e com os mesmos hábitos, instintos e características. Ocasionalmente, ocorre uma combinação diferente, gerando mutações. As mutações com poucas chances de adaptação ao mundo, rapidamente entram em extinção; as mutações, por outro lado, melhor adaptadas ao meio natural que aquelas originais, tendem a proliferar diferenciando-se. Evidentemente, todo esse processo leva alguns milhares, senão milhões de anos, de maneira que não é possível reproduzir em laboratório. Contudo, a quantidade de evidências de todas as áreas relevantes do saber humano a corroborar essa teoria é avassaladora!

            Paleontólogos encontram, em camadas geológicas mais antigas, fósseis de animais hoje extintos que, contudo, guardam similaridades com seus descendentes que vivem e respiram nos dias atuais.

            Zoólogos e médicos constatam a existência, nas espécies hoje viventes, de “sobrevivências inúteis”, evidentemente úteis a um ancestral no processo evolucionista: Barbatanas de Baleias que se assemelham surpreendentemente, em sua ossatura, às mãos de primatas; o Cóccix humano, evidente reminiscência do rabo do ancestral primata que deu origem a todos os grandes primatas contemporâneos (chimpanzés, orangotangos, gorilas, homo sapiens...); aves com asas que já não são úteis ao vôo... Os exemplos se multiplicam.

 

 

A Árvore da Vida

 

            Não sabemos ainda como a matéria inorgânica possibilitou o surgimento da vida. A pesquisa científica prossegue e avança, mas podemos descartar os mitos como úteis que foram à infância da humanidade (seja o de Brahma que cria o Universo ao abrir seus olhos a cada 300 Bilhões de anos e o destrói ao fechá-los, seja o do índio do Brasil que liberou a noite ao abrir um coco proibido, seja o de Yaweh criando o homem de lama e a mulher de uma costela) seguem tendo lá sua beleza poética mas não contribuem em nada para a pesquisa científica série – isso quando não atrapalham...

            O que sabemos, de todas as evidências coletadas desde meados do século XIX até este início de século XXI é que toda a vida neste mundo se originou de um único ser capaz de reproduzir a si mesmo. Com o passar das eras, algum fenômeno ainda não muito claro aos cientistas fez surgir a reprodução sexuada, ampliando as vantagens da Vida pois com parte genética de um e partes de outro dos pais, a geração seguinte tem mais chances de sofrer mutações e, em muitos casos, mutações melhor adaptadas ao ambiente em que vivem.

            Sabemos ainda que a Vida originou-se na água, que com o passar de muitas eras surgiram os peixes, mais muitos milhares ou milhões de anos e os primeiros anfíbios (criaturas capazes de extrair o oxigênio de que precisam para sobreviver seja da água seja ao ar livre, como certas espécies de lagartos e sapos) e répteis, como os Dinossauros. O impacto de um objeto gigantesco (calcula-se que do tamanho do Monte Everest, a maior montanha da Terra) vindo do espaço causou a extinção não apenas dos Dinossauros – sem mencionar um sem-número de plantas obliteradas por uma vasta nuvem de poeira que circundou um planeta mais aquecido que o usual por vários anos – como de cerca de 90% da vida então conhecida, dando chance a uma espécie que fazia suas primeiras incursões no mundo mas não teriam chance alguma caso os Dinossauros seguissem vivendo: os mamíferos.

Cada ramo da árvore representa uma espécie. Note que todas vêm do mesmo ancestral "protista"...

 

Parêntese – Impacto de Asteróides e Eventos de Extinção em Massa

 

            Aqui cabe um pequeno parêntese, para aprofundarmos aquele evento consideravelmente singular: o impacto de um objeto celeste de dimensões gigantescas causando extinção em massa da vida na Terra. Há muitos anos os paleontólogos sabem que, há cerca de 65 milhões de anos os dinossauros entraram em extinção. De fato, não há um único fóssil de dinossauro mais recente ou mais novo do que aqueles datados de 65 milhões de anos (há vários meios de datação de objetos antigos no planeta, sendo o do Carbono 14 o mais conhecido e aceito na comunidade acadêmica internacional). Muitos cientistas postularam que o impacto de um asteróide ou um cometa de dimensões excepcionais causaria o evento de extinção que os paleontólogos relatam, mas não havia evidências comprobatórias até que, em meados dos anos 70, uma empresa de prospecção de petróleo nas adjacências da Península de Yucatán, próximo à vila de Chicxulub, México, encontrou, no fundo do mar, uma cratera de 180 Km. O tamanho do objeto necessário a causar uma cratera daquele tamanho fica entre 10 e 20 Km. Uma montanha capaz de causar uma explosão equivalente ao triplo de todo o arsenal nuclear já produzido por toda a espécie humana de uma única vez. Sedimentos do local foram retirados e comparados com vestígios de outros impactos conhecidos em nosso planeta e a mesma assinatura radioativa constatada em outros pontos de impacto de asteróides na Terra.

Finalmente, em março de 2010, após ampla análise das evidências disponíveis cobrindo 20 anos de dados abrangendo as áreas de paleontologia, geoquímica, modelagem climática, geofísica e sedimentologia, 41 especialistas internacionais de 33 instituições revisou todas as evidência disponíveis e concluíram que o impacto em Chicxulub desencadeou as extinções em massa na fronteira K-T (Cretácio-Terciário), incluindo a extinção dos dinossauros.

Prova do Impacto que causou a extinção dos dinossauros

Desnecessário enfatizar o quanto isso influenciou os cientistas e seus parcos patrocinadores a intensificar a vigilância dos Objetos Próximos da Terra (NEO – Near Earth Objects). Por exemplo, já sabemos que, no dia 13 de abril de 2029 o Asteróide denominado “99942 Apophis” ou simplesmente “Apophis”, nome egípcio de um deus de destruição, passará bastante próximo da Terra e, se passar por um pequeno espaço designado como “buraco de fechadura” – Keyhole – o “Apophis”, um asteróide de 450 metros virá em direção direta ao Planeta Terra na sua próxima órbita, em 2036. Há tempo para nos prepararmos e pensarmos numa forma de desviá-lo ou destruí-lo. Ou, como os ideólogos do mundo têm preferido nas últimas décadas, desprezar essa informação e concentrar suas atenções no mercado de capitais deixando às futuras gerações um problemão nas mãos. 450 Km não causará um evento de extinção em massa, mas, se impactar conosco, pode exterminar uma quantidade astronômica de seres vivos – incluindo humanos – e destruir todo o nosso sistema de comunicações eletrônicas, entre outros inconvenientes.

Fecha Parêntese – A Árvore da Vida – Aprofundando

 

            A Vida, surgida na água, de um único ser em determinado momento dos cerca de 4,5 bilhões de anos de existência do Planeta Terra, com o passar das eras evoluiu a ponto de ser capaz de se reproduzir sexuadamente e sua prole foi se adaptando até ser capaz de povoar a Terra.

            A cadeia genética de todos os seres vivos (animais e plantas) tem as mesmas características básicas – se fundamentam em cadeias de carbono e têm um código genético baseado em Adenina, Citosina, Guanina e Timina. O que nos distingue de uma folha de grama ou um leão é a quantidade e forma de organização do código genético.

            Num processo astronomicamente longo as espécies animais e vegetais foram – e seguem! – se diferenciando, evoluindo. Sobrevivendo os que, por nascimento, estão melhor adaptados e sucumbindo aqueles que nascem com poucas ou nenhuma chance de adaptação ao meio.

 

Perguntas Incômodas

 

            Para o cientista o mais desconfortável é o não saber de que maneira exatamente a matéria inorgânica se combinou e/ou sofreu que tipo de influências astronômicas para se transformar em matéria viva. De novo, a pesquisa de olhos abertos é mais racional e digna do que a aceitação acrítica de antigos mitos ligados à infância da nossa espécie.

            Para o não cientista, ou mesmo para alguém que tem genuína raiva de quem explica racionalmente algo cujo conhecimento diverge do científico, uma série de perguntas não científicas se colocam. Vamos explorar algumas.

“Se o homem descende do macaco, como é que ainda existem macacos no mundo?” – Essa pergunta, muito freqüente entre fundamentalistas religiosos, demonstra um desconhecimento abissal da Teoria da Evolução e da Árvore da Vida. Chimpanzés, Orangotangos, Gorilas e Homo Sapiens têm um ancestral comum mas, cada uma de nossas espécies seguiu direção diferente. O mesmo é válido para cães, cavalos, orquídeas... Todas essas espécies têm um ancestral comum, mas ao longo das eras, o ancestral canino deu origem ao Lobo, ao Chacal, ao Pastor Alemão...

“O universo tem menos de 6.000 anos de idade. Está nas Escrituras do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo” (mas não nos Vedas, que têm mais de 45 mil anos, claro) – essa questão, usualmente é postulada por quem acredita literalmente no que um grupo de pastores de ovelhas escreveu em busca de compreender o mundo em que viviam na Era do Bronze. Usualmente são refratários ao conhecimento científico mas cabe o desafio postulado por Steven Weinberg: “e como é que você explica a existência de petróleo em nosso planeta?” – todos sabem que o petróleo é o resultado de matéria orgânica em decomposição debaixo de enormes pressões por um período não inferior a 5 milhões de anos...

 

Nota triste extemporânea: a Falsa polêmica levantada por fundamentalistas protestantes estadunidenses

 

            A avidez fanática em encontrar o deus abraâmico no início de tudo transtornou a mente de alguns estudiosos que buscaram tão avidamente quanto sem sucesso algum encontrar uma estrutura complexa irredutível. A Evolução explica detalhada e claramente como os organismos mais complexos se originaram todos de organismos menos complexos, portanto, caso se encontre uma estrutura complexa que seja autônoma e não composta por partes pré-existentes em outras espécies, a Teoria de Darwin sofreria um abalo.

            O flagelo (órgão que permite a determinados microorganismos furar sua entrada em outros, como uma espécie de broca biológica) é o único exemplo que apresentam. O problema é que o flagelo é composto de 5 estruturas diferentes existentes em outras espécies.

            Insatisfeitos, os criacionistas foram aos tribunais estadunidenses pelo direito de “ensinar a polêmica” aos estudantes. Nada contra de minha parte, sinceramente, mas se vamos falar sobre as diversas teorias mitológicas da criação quando, na infância da humanidade, tentávamos explicar a existência das coisas, por que devemos nos ater às teorias abraâmicas quando há milhares de outras, dos Esquimós aos Bosquímanos, passando pelos milhões de hindus e chineses com teorias pelo menos 40 milênios mais antigas que as abraâmicas? Só não creio que isso caiba em aulas de biologia. Talvez caiba em Filosofia, História da Filosofia, Mitologia Comparada...

            Para espanto de muitos – dentre os quais me incluo! – a Suprema Corte estadunidense decidiu que a comunidade científica deve manter sua liberdade de ensinar o que a observação empírica e as evidências constataram, vetando o dogma religioso batizado como “Intelligent Design” de ser pregado nas salas de aula como se se tratasse de “teoria alternativa à Evolução das Espécies pela Seleção Natural”.

            Esse tipo de “debate” segue vivo na Internet, por exemplo, mas o escore, no momento em que escrevo estas linhas está assim: Teoria da Evolução (ou FATO DA EVOLUÇÃO 1 x 0 Criacionismo).

 

 

Conclusão

 

            O Homo Sapiens, primata superior, é o resultado de um longo processo de Evolução e surgiu, como todos os outros primatas, inicialmente na África, dali migrando para todos os pontos cardeais do mundo e, no processo, adquirindo adaptações apropriadas aos locais em que vive (pele com menos melanina em locais com menor incidência de sol; olhos mais fortes em locais de maior incidência de ventos...)

            Nossas faculdades mentais nos permitiram, ao longo das eras, dominar o fogo, desenvolver a linguagem falada (Segundo Noam Chomsky, o cérebro humano já é um “hardware” preparado para a linguagem falada; as variações nos idiomas se devem a circunstâncias distintas como o lugar em que vivemos e os aprendizados que recebemos de nossos ancestrais), unirmo-nos contra inimigos comuns... Ao longo das eras, tornamo-nos mesmo capazes de domesticar animais e plantas ao invés de ficarmos à mercê das incertezas da caça ou da coleta. Quando domesticamos animais e plantas formamos as primeiras aldeias humanas e estamos agora dando introdução ao nosso próximo capítulo, o que ficou conhecido como “Revolução Neolítica”.

 Carl Sagan Explica Didaticamente a Teoria da Evolução das Espécies

 

A Teoria da Evolução Fácil de Entender - Grato "biscoito1r"

Lázaro Curvêlo Chaves – 7 de maio de 2010

 

                 
                 
               

Leitura Indicada

Grande História da Evolução - Richard Dawkins

A grande vantagem desta Obra está principalmente em apresentar a Evolução das Espécies através do processo de Seleção Natural conforme descrito por Charles Darwin de maneira simples na linguagem de hoje com a vantagem de apresentar ainda os vários aprimoramentos no entendimento humano do tema a partir de descobertas arqueológicas e genéticas. Recomendado.

A Evolução das Espécies - Charles Darwin - O Clássico

 

 
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