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Reflexão inicial: “Índios”? A mera utilização – de resto inescapável... – da expressão “índios” para referirmo-nos a esquimós, araucanos, comanches tupinambás e ianomâmis, entre outros povos distintos, já constitui, em si, uma violência.
Seres humanos que se deslocaram para este continente, seja através da ponte de gelo que existia entre a o estremo oriental do continente asiático e o estremo ocidental do continente americano, ou seja, o Estreito de Bering, seja através de viagens sucessivas em canoas através das ilhas Malaio-Polinésias, distanciam-se pelo menos quatrocentos séculos da cultura européia. Quarenta mil anos de distanciamento cultural durante os quais os povos destas terras não aprenderam a mentir, por exemplo. Quarenta mil anos de superioridade moral. Quarenta mil anos de inferioridade bélica. Massacrados num genocídio continental ao longo de meio milênio... Imagine uma civilização tecnologicamente avançada que invadisse o planeta Terra, mas ou menos como naquele filme “Independence Day”. Arrogantes, informariam às autoridades de seu planeta natal que “descobriram” uma terra totalmente nova, a nossa Terra! Felizes com a beleza de nossas mulheres, a abundância de nossas riquezas naturais passam a sistematicamente escravizar e tomar concubinas entre nossas mães, irmãs, namoradas, filhas, esposas. Os invasores passariam a nos impor as suas crenças religiosas desprezando as nossas como inferiores, nos obrigariam a desmatar a Floresta Amazônica para levar nossa madeira ao seu planeta natal, esvaziariam nossas reservas hídricas para levar água ao seu planeta árido e outras atrocidades. Como se não bastasse eles trariam consigo doenças terríveis, que matariam os terráqueos em pouquíssimo tempo entre dores atrozes. Doenças infecciosas para as quais eles teriam fortes resistências mas nós não... Aqueles que resistissem seriam mortos simplesmente com suas pistolas de raios ou armas ainda mais sofisticadas. De toda a forma, todos concordam que o mais sensato num quadro assim é mesmo a resistência ao invasor; para não ser saqueado, para não ter sua companheira estuprada, suas terras ou empresas tomadas ou pior, para não ser escravizado ou morto., na melhor das hipóteses, julgados em ritos sumaríssimos e condenados à morte de maneiras atrozes. Passam-se os anos. Nas escolas do conquistador ensina-se que há muito tempo chegaram os civilizadores de um povo idólatra, que havia assassinado seu próprio deus crucificado, que vivia em guerra por motivos banais, que pregava o valor da verdade mas mentia sempre, que buscava a ética mas vivia imerso em corrupção, etc. Trouxeram a civilização e a paz entre aqueles que guerreavam entre si. Não falavam que o preço da tal paz havia sido o extermínio brutal da maioria, cultural ou fisicamente suprimidos.
Para saber mais sobre comunidades nativas do Brasil, consulte ainda: Índios - http://www.webciencia.com/09_indios.htm Os Bororo - http://www.museu.ucdb.br/port/etno/bororo.htm#bororos Povos Indígenas do Javari (AM) - http://www.indiosisolados.org.br/ospovos.asp Os Yanomami - http://www.urihi.org.br/index.htm
Assim fizeram os europeus com os primeiros habitantes destas terras. Ia escrever, “primeiros donos destas terras”, mas este linguajar lhes seria estranho. Não se consideravam “donos” de nada, menos que tudo da terra. Consideravam-se, como na bela carta que o cacique Seattle escreveu ao Presidente Francis Pierce, “filhos da Terra”.
Em 1855, o
cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta
ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver
dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios.
Faz já 147 anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A
carta:
"Como podeis comprar ou
vender o céu, a tepidez do chão? A idéia não tem sentido para nós.
Nós não somos donos
do frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los de nós?
Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro,
qualquer praia, a neblina dos bosques, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é
sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior
das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do
homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão vaguear entre as
estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe
do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores
perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos
nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do
pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.
Assim, quando o
grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele
está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio
onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós
seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra
de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para
nós.
A límpida água que
percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais.
Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e
que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e
fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais.
Os rios são nossos
irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas
crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas
crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir
de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um
irmão.
Nós mesmos sabemos
que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra
não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba
da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois
que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.
Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais
é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus
irmãos, o céu como coisas a serrem comprados ou roubados, como se fossem peles
de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra,
deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é
completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos
do homem vermelho.
Talvez seja porque
o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender.
Nas cidades do homem
branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o
farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja
porque sou um selvagem e não possa compreender.
O barulho serve
apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o
pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O
índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do
lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada
pelo perfume dos pinhos.
O ar é precioso
para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o
homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar
que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro.
Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para
nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que
vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último
suspiro.
Se vendermos nossa
terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo
um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Assim
consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a
aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta
terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e
não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas
pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento.
Sou um selvagem e
não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o
búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.
Que será dos homens
sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão
espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está
encaminhado.
Deveis ensinar a
vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais.
Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos
seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: Que a
terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si
mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; O
homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas
estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que
fere a terra fere também aos filhos da terra.
O homem não tece a
teia da vida: É antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a
si próprio.
Mesmo o homem
branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir
a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos.
Nós o veremos. De
uma coisa sabemos, é que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso
Deus é o mesmo deus.
Podeis pensar hoje
que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é
o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o
homem vermelho.
Esta terra é
querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também
passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa
cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos.
Mas no nosso
parecer, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que vos trouxe a esta
terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem
vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será
no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados,
os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens
e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.
Os bororo, ao ouvirem os portugueses fazer proposta parecida (o que era raro, em geral tomavam as terras violentamente e ponto final) retrucavam: “mas para onde é que vocês pretendem levar esta terra toda?” Não podiam compreender que havia uma proposta de comprar sua mãe-terra. Como entender que alguém se proponha a pagar um preço pela sua mãe???
Pindorama
De todo o modo, as questões “quem são?”, “de onde vieram”?,
para onde vão?” seguem sem resposta concreta cinco séculos depois do primeiro
encontro. Os índios brasileiros permanecem um mistério para o homem branco. Não
se pode afirmar com certeza de onde vieram, embora a teoria da migração via
estreito de Bering continue sendo a mais provável – mesmo tendo perdido a
primazia e, principalmente, a exclusividade. Quando teriam chegado à América
também é assunto ainda polêmico: 12 mil, 18 mil ou 53 mil anis atrás? Ninguém
sabe ao certo. Sabe-se apenas que aqui estavam.
De qualquer forma, sua simples presença já era um enigma.
Quem seriam aqueles homens “nus, pardos, ele bons narizes e bons corpos”, que
negros não eram, nem mouros, nem hindus? Descenderiam de qual das doze tribos de
Israel? Ou de qual dos três filhos de Noé? Teriam alma? Em caso afirmativo, como
poderiam ter vivido tanto tempo à margem de Deus?
Cristóvão Colombo decidira chamá-los de índios – mas índios
os portugueses sabiam que não eram. O que seriam então esses “negros da terra”?
Bons selvagens, como sugeriu Pero Vaz de Caminha (e os filósofos Rousseau,
Montaigne e Diderot ecoaram), ou antropófagos bestiais, como quiseram outros
cronistas? Defini-los de que forma se alguns eram brutais e intratáveis, como os
aimorés – que comiam carne humana “por mantimento e não por vingança ou pela
antiguidade de seus ódios” –, e outros tão mansos e pacíficos, como os carijós,
“o melhor gentio da costa”?
Passados pouco mais de 500 anos de convivência sempre
conflituosa o índio continua sendo pouco mais do que um mito brasileiro. Afinal,
são defensores da ecologia, como o caiapó Paulinho Paiakan, ou apenas selvagens
“estupradores”... como Paulinho Paiakan? São pessimistas incuráveis, que se
suicidam por puro desespero, como os guaranis-caiovás ou empresários bem
sucedidos, como os caiapós? Podem ser três, como os xetás, ou 23 mil como os
ticunas. Para onde vão? A resposta não depende deles.
A história brasileira não registra um único herói indígena –
nem aqueles que ajudaram os portugueses a conquistar a terra, como Tibiriçá, que
salvou São Paulo; Araribóia, que venceu os franceses, ou Felipe Camarão, que
bateu os holandeses. Não há um só atleta ou escritor nativo. Houve um político
indígena, o cacique Mário Juruna, mas ele foi abandonado em Brasília. Raoni é um
herói, mas não no Brasil – é um herói de Sting, o "pop-star" cheio de boas
intenções e má consciência. Raoni se tornou só uma imagem. Uma imagem tão
incongruente quanto a do quadro “O Último Tamoio”... Nenhum jesuíta jamais
chorou a morre do ultimo tamoio, que eram aliados dos franceses e foram traídos
pelos padres. Haverá alguém para chorar pelo último ianomâmi?
A antropofagia entre os tupinambás
De todos os "costumes bárbaros" dos índios brasileiros quando
da chegada dos colonizadores ao Novo Mundo, nenhum se revelou mais espantoso aos
olhares europeus do que a antropofagia. Ainda que o canibalismo não fosse
prerrogativa dos indígenas e já houvesse, em plena Europa, o registro de casos
ocorridos em épocas de crise, nada conhecido até então se comparava aos
requintes tétricos do banquete antropofágico tal como realizado por quase todos
os tupis e tapuias.
A morte ritualizada e a deglutição eucarística dos cativos
representavam o ponto culminante de uma cerimônia cujo sacramento maior, e o
objetivo quase único, era a vingança. O festim canibal foi minuciosamente
descrito por cronistas coloniais, entre os quais os padres franceses Jean de
Léry, André Thevet e Claude d' Abbeville. A narrativa mais impressionante,
porém, foi feita pelo mercenário alemão Hans Staden, prisioneiro dos tupinambás
entre 1554 e 1557. Graças a eles é possível reconstituir, passo a passo, as
etapas do banquete.
A vítima era capturada no campo de batalha e pertencia àquele
que primeiro a houvesse tocado. Triunfalmente conduzido à aldeia do inimigo, era
insultado e maltratado por mulheres e crianças. Tinha de gritar: "Eu, vossa
comida, cheguei". Após essas agressões, porém, era bem tratado, recebia como
companheira uma irmã ou filha de seu captor e podia andar livremente – fugir era
uma ignomínia impensável. O cativo passava a usar uma corda presa ao pescoço:
era o calendário que indicava o dia de sua execução, o qual podia prolongar-se
por muitas luas (e até por vários anos). Quando a data fatídica se aproximava,
os guerreiros preparavam ritualmente a clava com a qual a vítima seria abatida.
A seguir, começava o ritual, que se estendia por quase uma semana e do qual
participava toda a tribo, das mulheres aos guerreiros, dos mais velhos aos
recém-nascidos. Na véspera
da execução, ao amanhecer, o prisioneiro era banhado e depilado. Depois,
deixavam-no "fugir", apenas para recapturá-lo em seguida. Mais tarde, o corpo
da vítima era pintado de preto, untado de mel e recoberto por plumas e cascas de
ovos. Ao pôr-do-sol iniciava-se uma grande beberagem de cauim -um fermentado de
mandioca. No dia seguinte, pela manhã, o carrasco avançava pelo pátio, dançando e revirando os olhos. Parava em frente ao prisioneiro e perguntava: "Não pertences ã nação... (tal ou qual), nossa inimiga? Não mataste e devoraste, tu mesmo, nossos parentes?” Altiva, a vítima respondia: ”Sim, sou muito valente, matei e devorei muitos...” Replicava então o executor:” Agora estás em nosso poder; logo serás morto por mim e devorado por todos". Para a vítima, aquele era um momento glorioso, já que os índios brasileiros consideravam o estômago do inimigo a sepultura ideal. O carrasco desferia então um golpe de tacape na nuca da vítima. Velhas recolhiam, numa cuia, o sangue e os miolos: o sangue devia ser bebido ainda quente. A seguir, o cadáver era assado e escaldado, para permitir a raspagem da pele. Introduzia-se um bastão no ânus, para impedir a excreção. Os membros eram esquartejados e, depois de feita uma incisão na barriga do cadáver, as crianças eram convidadas a devorar os intestinos. A seguir, retalhava-se o tronco, pelo dorso. Língua e miolos eram destinados aos jovens. Os adultos ficavam com a pele do crânio e as mulheres com os órgãos sexuais. As mães embebiam o bico dos seios em sangue e amamentavam os bebês. As crianças eram encorajadas a besuntar as mãos no sangue vertente e celebrar a consumação da vingança. Os ossos do morto eram preservados: o crânio, fincado numa estaca, ficava exposto em frente da casa do vencedor; os dentes eram usados como colar e as tíbias transformavam-se em flautas e apitos.
A População Nativa Jamais se saberá com certeza, mas quando os portugueses chegaram à Bahia os índios brasileiros somavam mais de 2 milhões – quase três, segundo alguns autores. Agora, dizimados por, gripe, sarampo e varíola, escravizados aos milhares e exterminados pelas guerras tribais e pelo avanço da civilização, não passam de 325.632 – menos do que dois Maracanãs lotados... Ainda assim, são 215 nações e 170 línguas diferentes. As tribos mais ameaçadas de extinção são as xetás, do Paraná (restam apenas três indivíduos), os junas do Amazonas (sete) e os avá-canoeiros (14, dos quais só seis contados). As tribos mais numerosas são os ticunas (23 mil índios), os xavantes e os caiapós. A idade média dos índios brasileiros é 17,5 anos, porque mais da metade da população tem menos de 15 anos. A expectativa de vida é de 45,6 anos, e a mortalidade infantil é de 150 para cada mil nascidos. Existem pelo menos 50 grupos que jamais mantiveram contato com o homem branco, 41 dos quais sequer se sabe onde vivem, embora seu destino já pareça traçado: a extinção. Para saber mais sobre os "Índios do Brasil". Tristes Trópicos - Claude Lévi-Strauss Clique aqui para ler mais sobre o "Achamento" destas terras pelos lusitanos. Sociologia, Filosofia, Psicologia e Ensaios Críticos Bibliografia: História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP
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