... MAS NÃO SOBRA DINHEIRO PARA
INVESTIMENTO EM SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA. INFRA-ESTRUTURA, E ETC.
São Paulo. O Impostômetro da
Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra, no domingo, R$ 500
bilhões em impostos pagos pelos brasileiros desde o início do ano. Em 2006
este valor foi alcançado 19 dias mais tarde, em 10 de agosto. No Ceará, do
início de 2007 até as 18 horas de ontem, o fisco havia recolhido R$ 6,476
bilhões — o equivalente a R$ 782,34 por habitante, segundo dados do
Impostômetro (www.impostometro.com.br).
Desde 21 de abril de 2005, o
Impostômetro — instalado no prédio da ACSP, no centro de São Paulo — mostra
a arrecadação em tempo real. No primeiro semestre deste ano, o equipamento
marcou R$ 282,4 bilhões, um aumento de R$ 33,5 bilhões sobre o mesmo período
de 2006. E, de acordo com a ACSP, este valor é quase o total que o governo
espera arrecadar em 2007 com a cobrança da CPMF (R$ 36 bilhões).
Segundo a associação, no primeiro
semestre foi registrado um crescimento de 10% na arrecadação de impostos
ante igual período de 2006. Somente a CPMF cresceu 11,32%, atingindo R$
17,33 bilhões este ano. Para 2007, a estimativa é de que o aparelho marque
mais de R$ 900 bilhões. ´Com o aumento da arrecadação e neste período de
reflexão que o Brasil está vivendo, essa é uma boa hora para aliviar a carga
de impostos´, afirmou o presidente da ACSP, Alencar Burti.
Impostos federais
De acordo com a Receita Federal do
Brasil, a arrecadação somou, entre janeiro e junho, R$ 282,433 bilhões,
incluindo as contribuições previdenciárias. Levando em conta a inflação do
período, o valor chega a R$ 284,522 bilhões — 10,02% superior ao registrado
no mesmo período do ano passado.
Sem levar em conta a receita
previdenciária, o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social) são os tributos mais representativos em
volume, R$ 78,097 bilhões e R$ 48,387 bilhões, respectivamente, crescimento
de 11,45% e 6,85%. Conforme a Receita, o crescimento deve-se principalmente
a maior arrecadação das pessoas jurídicas no primeiro trimestre, depósitos
administrativos e judiciais e da retomada do recolhimento por parte das
instituições financeiras.
No caso da pessoa física, o aumento
na arrecadação do IR ocorreu principalmente no item referente ao ganho de
capital na venda de bens. No caso da Cofins, o aumento foi conseqüência,
principalmente, da fabricação de veículos e do comércio. Outro destaque é o
recolhimento do Imposto de Importação e do IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados) vinculados às importações. Eles cresceram,
respectivamente, 17,45% e 21,4%. O IPI de automóveis apresentou uma elevação
de 10,14%. Já o tributo incidente sobre os demais produtos teve alta de
15,96%.
Em 2006, a arrecadação foi de R$
541,055 bilhões (corrigido pela inflação), o maior valor já registrado.
Todos os meses foram recordes em relação aos de anos anteriores.
Desnecessário
mencionar que nada destes recursos se destina para a infraestrurura
rodoviária, aeroportuária ou mesmo marítima. Os gastos destinam-se
miseravelmente a manter elevados os lucros dos bancos - para quem o governo
elitista de Lula da Silva governa - pagar subornos a parlamentares e
permanecer em reuniões intermináveis diante da crise sem precedentes que
assola o país!