Cemitério do Sertão – Dom Pedro Casaldáliga

Cemitério do Sertão, Poema Composto por Dom Pedro Casaldáliga, Arcebispo Prelado de São Félix do Araguaia

Ser o que se é, Verdadeiro e Fiel até o Final
Ao contrário da chamada “esquerda” que debandou em peso para os braços dos poderosos, Dom Pedro Casaldáliga permanece o mesmo!

 

Para descansar
eu quero só
esta cruz de pau
como chuva e sol,
estes sete palmos
e a Ressurreição!

Mas para viver
eu já quero ter
a parte que me cabe
no latifúndio seu:
que a terra não é sua,
seu doutor Ninguém!
A terra é de todos
porque é de Deus!

Para descansar…

Mas para viver,
terra eu quero ter.
Com Incra ou sem Incra,
com lei ou sem lei.
Que outra Lei mais alta
já a Terra nos deu
a todos os pobres
sem voz e sem vez;
que os filhos da gente
são gente também!

Para descansar…

Mas para viver,
terra exijo ter.
Dinheiro e arame
não nos vão deter.
Mil facões zangados
cortam pra valer.
Dois mil braços juntos
cercam terra e céu.

Para descansar…

Mas para viver,
terra e liberdade
eu preciso ter.
E não peço esmola
nem compro o que é meu.
A Sudam e o diabo
podem se vender:
gente não se vende,
nem se compra Deus!

E aqui na voz de Juca de Oliveira

D. Pedro Casaldáliga se posiciona decisivamente contra o FMI e o Banco Mundial: contra a Globalização que é, em suas palavras: “Genocida, Fratricida, Ecocida e Suicida”

 

D. Pedro Casaldáliga segue em sua luta, a despeito de toda a revelação de os que se diziam “de esquerda” serem de fato larápios do erário e incompetentes em Gestão. Confira:

 http://www.culturabrasil.org/casaldaligacontraglobalizacao.htm

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Lázaro

Palestrante e Professor Universitário Aposentado

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