FALSA ESQUERDA ALIMENTA ANTICOMUNISMO

FALSA ESQUERDA ALIMENTA ANTICOMUNISMO

              A desonestidade intelectual de muitos perverte a Razão, leva um mau nome para a Esquerda, alimenta o anticomunismo e apresenta como alternativa o pensamento único do mercado.

             Desde a Revolução Francesa as expressões “esquerda”, “direita” e “centro” entraram na Ciência Política e, até hoje, todas as tentativas de embaralhar a compreensão vêm sendo combatidas. Com dificuldade, embora. Aquelas expressões, se um dia operaram, hoje, não mais.

          O Presidente da Convenção Nacional sentava-se à mesa diretora dos trabalhos e se dirigia aos delegados representantes das diversas classes sociais ali presentes que votassem medidas propostas por algum deles. À direita sentavam-se os representantes dos banqueiros e dos mercadores, tendo ainda mais à direita os representantes do Antigo Regime, que desejavam a volta da Monarquia (seus assentos ficavam à extrema direita). À esquerda ficavam os deputados do povo, dos trabalhadores e dos despossuídos|: mais que isso: eram eles mesmos homens despossuídos e sabiam ontologicamente o que era necessário à retificação da situação. Ao centro sentavam-se aqueles que representavam a classe média, genericamente falando.

          Regularmente, quando o presidente dos trabalhos perguntava “como votam os senhores delegados à minha esquerda”? Estes sempre votavam medidas voltadas a melhorar a vida do povo trabalhador. Quando perguntava “como votam os senhores delegados à minha direita”? – sempre contra os trabalhadores, por medidas concentracionistas e protetoras das atividades bancárias e mercantis concentradas em proprietários privados. Ao se dirigir ao centro, que escolhia votar último. Na maior parte das vezes, este sempre votava com a maioria, ocasionalmente fazendo as vezes de “fiel da balança” no intricado e delicado jogo político da época.

          Assim classicamente, a Esquerda representa os interesses dos pobres, a Direita representa os interesses dos ricos e o Centro também representa os interesses dos ricos, disfarçando o máximo possível.

          Numa sociedade crudelissimamente cindida em classes sociais antagônicas, quem luta pelos trabalhadores luta contra os interesses dos que desejam se manter ou ficar ainda mais ricos enquanto aqueles que lutam pelos ricos, lutam contra os interesses dos trabalhadores, basicamente de manter para si, ampliando sempre a quantidade do fruto de seu trabalho que é a fonte da riqueza das nações. Argumentos de que a riqueza das nações também viria da terra plantada ou de eventuais jazidas minerais caem por terra diante da pergunta: “quem trabalha a terra ou dela extrai minérios?” “O trabalho humano é a fonte de toda a riqueza das Nações”, dizia Adam Smith. O fruto desse trabalho acaba é mal distribuído através da bagunça do mercado, concentrando-se precisamente nas mãos daqueles que menos trabalham.

          Quando se detectou, dissecou e descreveu o problema, não se estava “pregando a luta de classes”, como a propaganda omnipresente o apresenta. Quando se detecta e evidencia um problema, luta-se para retificá-lo, isso sim. Seria incorreto acusar Louis Pasteur de “pregar a propagação dos vírus”, o que ele fez foi o oposto disso: descobertos e evidenciados os vírus encontrou uma forma eficaz de combatê-los. A Ciência Política descobriu e evidenciou a Luta de Classes e propôs meios de suprimi-la, eminentemente erradicando as desigualdades sociais – seja “diminuindo gradualmente”, no que se demonstrou ter mais sucesso como em toda a Europa Ocidanetal, seja abrupta, revolucionariamente, que já se comprovou uma forma infrutífera de encaminhamento; de todo o modo, não é, em absoluto, Científico “profetizar”. O Cientista elabora hipóteses de trabalho e avança com elas: caso se provem corretas na prática, as aprofunda; se errôneas, as descarta.

 

Ou Isto ou Aquilo e o Poder da Propaganda

          Evidentemente não se pode gerenciar uma Nação satisfazendo os interesse distintos de classes sociais antagônicas, como o populismo sempre tentou (e não apenas no Brasil de Vargas, Collor e Lula da Silva). 

          A “classe dominante” quer mais, os trabalhadores ainda estão tentando descobrir se há vida após o último buraco do cinto já apertado e os miseráveis estão (embora promovidos a “classe média” numa jogada de marketing tão absurda quanto eficiente) vivendo na mesma miséria, só que agora menos estimulados a buscar trabalho – que, por outro lado, não se encontra – e pendurados ao assistencialismo governamental. Há uma categorização em Ciência Política para governos e governantes que se dizem “de esquerda”, mas governam com e para os ricos e o lumpemproletariado, penalizando os trabalhadores: Fascismo.

          Agora complica ainda mais!

          Com os governantes se dizendo (ou não) “de esquerda” e como tal aclamada ou apupada pela mídia, pelas Escolas e Igrejas, sem que o sejam, o que conseguem de prático é o que sequer os mais reacionários da direita jamais conseguiram nos 25 anos de Ditadura Militar (1964 – 1989): desmoralizar a esquerda.

          Olham para esses cordeiros disfarçados de lobo e dizem: “a esquerda não sabe governar”, “olha as besteiras que a esquerda está fazendo: incompetência e corrupção” e por aí vai.

          Tudo resultado da Globalização em que o Collor tentou nos enfiar, FHC conseguiu e Lula deu continuidade, aprofundando-o. Vejamos algumas (só algumas, preciso de um texto enxuto hoje) das práticas irresponsáveis deste tipo de encaminhamento:

 _ Conquista de notas altas junto às agências de risco (que devem ser compreendidas ao contrário, notas altas das agências de risco de crédito significa notas baixas na dimensão social).

_ Base no capital financeiro, livre como determinou o “Consenso de Washington” quando passou esse “dever de casa” aos povos cujos governos cumpriram à risca.

_ Privatizações e terceirizações.

_ Destruição do Pacto Federativo. No caso Brasileiro, houve uma ampliação e concentração na arrecadação de impostos, fortalecendo um modelo concentrado de gestão que obriga governadores e prefeitos a se perfilar subservientemente ao Governo Federal sob pena de “ficar sem repasses”. Apenas a título de exemplo, conheci o prefeito de uma cidade interiorana que se elegia pela terceira vez. Disse-me ele que, quando foi prefeito da cidade pela segunda vez, a arrecadação estava em torno de R$ 70 milhões (ou o equivalente na moeda da época). Em seu terceiro mandato, mesmo numa cidade que, incrivelmente, teve forte crescimento econômico ao longo de duas décadas, a arrecadação caiu para menos de R$ 5 milhões devido à modificação na legislação tributária; para complementar, eram necessárias peregrinações e mendicância junto ao Governo Federal em busca de se conseguir alguma coisa.

_ Perversão da proposta do “Programa de Renda Mínima de Cidadania”. A idéia inicial seria a de que vivemos numa sociedade tão rica (a 7ª Economia do Mundo, cantada em prosa e verso) que ninguém mais precisa viver no tempo das cavernas, lutando por comida, moradia, vestimenta, etc. A proposta inicial era a de se conceder um “cartão cidadania” a todos os brasileiros – todos, sem exceção alguma – dessa forma, com a sobrevivência material garantida em níveis mínimos, todos se sentiriam estimulados a trabalhar em busca de mais. Uma excelente ideia! O projeto de poder do PT perverteu aquela ideia e a transformou numa concessão magnânima do governante somente aos miseráveis em troca de votos populares; o que criou uma legião de pessoas conformadas com uma situação deplorável, plantando nelas um vínculo de dependência do governo. Isso, desprezando os múltiplos casos de corrupção – tema para policiais -, pois a concessão se dá através de prefeituras nem sempre (ou raramente) famosas pela lisura no encaminhamento da coisa pública.

          Isso não é esquerda. Pode se dizer de esquerda, podem os rádios, jornais, televisões, escolas e igrejas insistirem que isso é esquerda, mas não é. São práticas conservadoras, direitistas e estão radicalmente equivocadas.

          Nessa linha, se poderia pegar um gambá, botar numa gaiola e dizer que é um canário belga, com boa parte da opinião pública inclusive elogiando o cheiro bom do “passarinho” e seu canto mavioso. Ou falando que canário canta mal, que cheira mal, que é “corrúpito”… Bom, se tem cheiro de gambá, aspecto de gambá, comportamento de gambá e faz os ruídos que o gambá faz, no meu dicionário, é gambá! Com todo o bombardeio de todos os meios de Destruição da Razão a seu serviço, eu seguirei dizendo com simplicidade: “isso aí não é um canário belga não, é um gambá!” – ou, em termos mais chãos: esses caras são tão comunistas quanto o papa é muçulmano!

         Esquerda que governa para banqueiros e apostadores na bolsa de valores não é esquerda, não. É gambá!

          Pior: quem se diz “de Direita” já se acertou com os Bancos e Mercados de Capitais para manter as coisas como estão!

DEPLORAVELMENTE, a entrega do Comando Supremo de Todo o Ordenamento Social, que começa no Brasil em 1994 e chega ao ápice entre 1998 e 2000 desmantela monstruosamente uma Máqina Estatal bem aparelhada e lucrativa para o Brasil entregando Estatais a empresas privadas ainda mais envolvidas em corrupções as mais diversas que os órgãos governamentais. A diferença é que não há controle nem propaganda a respeito, portanto ninguém fica sabendo de suas monumentais falcatruas exceto quando se imiscui com os agentes políticos sob o escrutínio do Ministério Público.

          Começa com a nomeação de Armínio Fraga para a presidência do Banco Central (em 1999) que a sanha voraz “dos Mercados” anseia ver também privatizado, fora do controle estatal, sem regulamentação alguma. Segue com a nomeação de Henrique Meirelles em 2003 e culmina com o hoje Ministro da Economia Paulo Guedes. Esses três elementos perniciosos da nossa História têm o mesmo DNA gerador: defendem os interesses dos Mercados de Capitais, dos Banqueiros e Apostadores na jogatina da Bolsa de Valores (as eventuais divergências públicas são pontuais e realmente irrelevantes)

         Em 2018 o povo brasileiro, fatigado de tanta roubalheira na esfera pública (roubalheira somente provada por haver séria regulação do setor estatal – o que não acontece no privado, vale a insistência) que escolheu o candidato que, APARENTEMENTE melhor representava os anseios de um encaminhamento Ético consentâneo aos recursos públicos (fruto dos nossos impostos).

        DESGRAÇADAMENTE o presidente eleito optou por entregar a chave do cofre a um dos representantes dos Mercados e ficará, consequentemente, a ele subordinado. Precisará de recursos para fazer algo? Para obtê-los terá de conferir com o Representante dos Mercados se a medida é conveniente NÃO AO POVO BRASILEIRO, MAS AOS MERCADOS.

 

O que muda e o que não muda, afinal?

           Se nos anos passados o discurso era a favor dos empobrecidos e se governava para os biliardários, no atual tudo aponta na direção de um discurso moralizante e no prosseguimento do mesmíssimo encaminhamento econômico que vem destruindo o Brasil há mais de vinte anos.

        Alega-se, por exemplo, que a privatização de uma Estatal Brasileira LUCRATIVA trará recursos imediatos aos cofres públicos. Talvez. Mas… E depois? Como ficará um País desprovido de suas Empresas mais sólidas, bem estruturadas e lucrativas? Essa proposta serôdia em muito se parece com a do cidadão que vende os móveis de casa para pagar contas. E depois, como os adquirirá novamente se o desemprego volumoso é uma das imposições dos mercados a fim de baratear a mão de obra?

 

RESUMO DA ÓPERA

NÃO HÁ ESQUERDA NEM DIREITA NO BRASIL. Há uma competição sórdida para saber quem governa melhor para os poucos bestialmente enriquecidos entorpecendo as massas ao máximo. Durante o governo anterior com um discurso de Esquerda (conheço mesmo um holandês que, dada a similitude de suas ações prefiro chamá-lo de ANTON MUSSERT: até hoje defende a tese esdrúxula de que os gambás são de esquerda enquanto ele mesmo, o Colaborador, se diz “Anarquista”. O TEMPORA!); durante o governo que começa no ano em curso com um discurso patriótico, a favor da Ética e da Retidão mas COM O MESMO TIPO DE ENCAMINHAMENTO ECONÔMICO DESTRUTIVO QUE HERDOU DOS GAMBÁS DE ESQUERDA.

ATUALIZAÇÃO A 16/03/2020 – Como se viu, de tanto o povo brasileiro ficar desiludido e desapontado com os CRIMINOSOS que, sob o falso rótulo de “Esquerdistas”, desgovernaram e destruíram ainda mais a situação econômica principalmente para os Produtores, Empresários e Trabalhadores, sempre facilitando e beneficiando o tal “Mercado de Especulações de Capital”, nas Eleições de Outubro de 2018 optaram pelo Criminoso de Ontem, chefe da “Envernada de Olaria”, hoje no Planalto que, sob o discurso vazio de uma “direita” sem norte algum, piora mais ainda a situção da gente que Produz e Trabalha…

Duas faces da mesma moeda falsa: os sindicalistas paulistas governaram para os Mercados de Capitais com um discurso pretensamente “de esquerda”, a envernada de olaria, hoje a desgovernar a Nação faz exatamente o mesmo (senão pior ainda, reduzindo ainda mais os parcos direitos dos Produtores e Trabalhadores em favor dos Especuladores) com um discurso prestensamente “de direita”. Tudo como antes. Até o FANATISMO RELIGIOSO pró sindicalistas se repete com sinais trocados a favor da envernada de olaria. Triste Brasil… 🙁

Sobre a Invernada de Olaria e os Esquadrões da Morte no Governo Militar de 1964 a 1989, consulte

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Meu Depoimento Sobre o Esquadrão da Morte – Hélio Pereira Bicudo

Síntese biográfica do cidadão (nada, absoloutamente NADA A VER com os Generais de 1964, Nacionalistas, com Vasto Currículo de Serviços Prestados à Nação Brasileira, Profundos Conhecedores da Realidade Nacional, Bem-Articulados, Respeitosos, Educados, Amantes da Pátria, Defensores do Patrimônio Estatal Nacional que fizeram o país crescer até 15% ao ano) atual ocupante do Planalto (de baixíssimo nível Intelectual e Moral: verdadeira “Invernada de Olaria”!) a partir da Página do CPDOC: https://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jair-messias-bolsonaro

BOLSONARO, Jair

*militar; dep. fed. RJ 1991-

 Jair Messias Bolsonaro nasceu em Campinas (SP) no dia 21 de março de 1955, filho de Perci Geraldo Bolsonaro e de Olinda Bonturi Bolsonaro.

Em 1977 concluiu o curso de formação de oficiais da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), localizada em Resende (RJ), e o curso de paraquedismo militar na Brigada Praquedista do Rio de Janeiro. Em 1983 formou-se em educação física na Escola de Educação Física do Exército, e tornou-se mestre em saltos pela Brigada Paraquedista do Rio de Janeiro.

Em 1986, servindo como capitão no 8º Grupo de Artilharia de Campanha, ganhou projeção nacional ao escrever, na seção Ponto de Vista da revista Veja, artigo intitulado “O salário está baixo”. Para Bolsonaro, o desligamento de dezenas de cadetes da AMAN se devia aos baixos salários pagos à categoria de uma forma geral, e não a desvios de conduta, como queria deixar transparecer a cúpula do Exército. O artigo provocou sua prisão, por infringir o regulamento disciplinar do Exército. A atitude de seus superiores levou à reação de oficiais da ativa e da reserva, inclusive do general Newton Cruz, ex-chefe da agência central do Serviço Nacional de Informações (SNI) no governo João Figueiredo. Bolsonaro recebeu cerca de 150 telegramas de solidariedade das mais variadas regiões do país, além do apoio de oficiais do Instituto Militar de Engenharia (IME) e de mulheres de oficiais, que realizaram manifestação em frente ao complexo militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

Em outubro de 1987, o clima de descontentamento entre os militares gerou novos atos de indisciplina. A revista Veja noticiou a invasão da prefeitura de Apucarana (PR) pelo capitão Luís Fernando Valter de Almeida que, à frente de 50 homens, leu manifesto contra os baixos salários das forças armadas. A mesma reportagem apresentava um plano em que o capitão Bolsonaro, na época cursando a Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), era um dos personagens centrais. Denominado “Operação beco sem saída”, o plano tinha como objetivo “explodir bombas em várias unidades da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras (…) e em vários quartéis”, com cuidado para que não houvesse feridos. A operação, no entanto, só seria executada caso o reajuste concedido aos militares pelo governo federal ficasse abaixo de 60% e serviria para “assustar” o ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves.

O plano atribuído a Bolsonaro e ao capitão Fábio Passos da Silva provocou reações imediatas do ministro do Exército. Convocados a se explicar, os dois capitães “negaram peremptoriamente, da maneira mais veemente, por escrito, do próprio punho, qualquer veracidade daquela informação”, segundo declaração do próprio general Leônidas. Posteriormente, contudo, o fato de existirem testemunhas e provas documentais (na ocasião da reportagem realizada na Vila Militar, Bolsonaro havia desenhado um croqui, no qual, de forma didática, explicara à repórter o funcionamento de uma carga de dinamite) levou o ministro a considerar que se precipitara ao inocentar os dois capitães. Leônidas Pires Gonçalves enviou então ao Superior Tribunal Militar (STM) os resultados de uma sindicância feita pelo Exército, no Rio de Janeiro, que concluía que os dois envolvidos deveriam ser excluídos das forças armadas.

O julgamento, realizado em junho de 1988 pelo STM, decidiu pelo não afastamento dos dois capitães dos quadros do Exército. O tribunal acolheu a defesa dos militares, que “se consideravam vítimas de um processo viciado”, sustentando serem insuficientes as provas documentais — cujo laudo pericial fora feito pela Polícia do Exército — por não permitirem comparações caligráficas, uma vez que fora usada letra de imprensa. Esse laudo foi desmentido mais tarde pela Polícia Federal, que confirmou a caligrafia de Bolsonaro.

Toda essa polêmica em torno de Bolsonaro — que ainda em 1988 foi para a reserva com a patente de capitão — deu-lhe projeção nos meios militares, o que contribuiu para sua eleição para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro em novembro de 1988, na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Empossado em janeiro seguinte, cumpriu pouco tempo de mandato, uma vez que em outubro de 1990 foi eleito deputado federal, na mesma legenda, com os votos de suas bases eleitorais na Vila Militar e em algumas zonas de Resende. Renunciou em seguida ao mandato de vereador, tomando posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991 e tornando-se membro da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Em 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados que votaram a favor da abertura de processo de impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade após a conclusão dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada no Congresso Nacional para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da aprovação de sua cassação pelo Senado. Foi substituído na chefia do Executivo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em abril de 1993, Bolsonaro foi um dos fundadores do Partido Progressista Reformador (PPR), nascido da fusão do PDC com o Partido Democrático Social (PDS). Também no mesmo ano, voltou a provocar polêmica ao defender o retorno do regime de exceção e o fechamento temporário do Congresso Nacional. Alegava o deputado que a existência de muitas leis atrapalhava o exercício do poder e que, “num regime de exceção, o chefe, que não precisa ser um militar, pega uma caneta e risca a lei que está atrapalhando”. Tal pronunciamento causou inúmeros protestos e levou o corregedor do Congresso Nacional, deputado Vital Rego, a solicitar ao procurador-geral da República, Aristides Junqueira, o início de uma ação penal contra Bolsonaro por crime contra a segurança nacional, ofensa à Constituição e ao regimento interno da Câmara. A reação dos círculos militares veio por meio do general da reserva Luís Henrique Domingues, porta-voz do Movimento dos Guararapes, que condenou qualquer tentativa de punição do deputado.

Ainda em 1993, Bolsonaro acusou o governador de São Paulo, Luís Antônio Fleury Filho, de intermediar, através de uma empreiteira, a compra e venda de deputados do Partido Social Democrático (PSD). O objetivo de Fleury, segundo Bolsonaro, era ampliar sua base de apoio na Assembleia Legislativa paulista e no Congresso. Os deputados Onaireves Moura (PSD-PR) e Nobel de Moura (PSD-RO) estariam encarregados de contatar os deputados e oferecer a quantia acordada. Segundo Bolsonaro, Onaireves lhe oferecera 85 mil dólares para que assinasse ficha de filiação ao PSD e afirmara que o pagamento seria “feito por uma empreiteira ligada ao governo de São Paulo”. Fleury, porém, sustentou que a acusação era absurda e sugeriu a condenação de Bolsonaro por crime de difamação, injúria e calúnia.

Em junho de 1994, Bolsonaro envolveu-se em mais uma polêmica, dessa vez com o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, do Partido Popular (PP). Na ocasião, acusou o governador de barganhar com o governo federal a liberação de verbas para a construção do metrô de Brasília em troca de votos a favor da aprovação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

Prevista ainda para essa legislatura, a revisão da Constituição de 1988 acabou não acontecendo, e poucas alterações na Carta foram aprovadas. Entre outras votações, Bolsonaro esteve ausente da sessão que rejeitou o fim do voto obrigatório e foi favorável à criação do IPMF e do Fundo Social de Emergência (FSE), concebidos como fontes de financiamento para o plano de estabilização econômica do governo, batizado de Plano Real.

Embora, em agosto de 1994, tivesse voltado a pedir o fechamento do Congresso Nacional, declarando preferir “sobreviver no regime militar a morrer nesta democracia”, Bolsonaro concorreu à reeleição no pleito de 3 de outubro daquele ano. Sua plataforma de campanha incluía, além da luta pela melhoria salarial para os militares, o fim da estabilidade dos servidores, a defesa do controle de natalidade e a revisão da área dos índios ianomâmis, cuja extensão considerava absurda. Reelegeu-se com quase 135 mil votos — mais do dobro da eleição anterior —, a maioria proveniente de sua base eleitoral, formada por militares. Ainda em outubro, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro decidiu anular o pleito por suspeitas de fraude. Marcada nova eleição para novembro, Bolsonaro confirmou sua reeleição. Empossado em fevereiro seguinte, tornou-se membro da Comissão de Defesa Nacional e foi novamente indicado para a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara.

O início de seu mandato foi marcado por novos incidentes, dessa vez envolvendo Luís Carlos Bresser-Pereira, ministro da Administração do recém-iniciado governo Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Sustentando que Bolsonaro havia tratado o ministro de forma desrespeitosa durante o depoimento deste na Comissão de Trabalho sobre o adiamento da data de pagamento dos servidores públicos, o deputado gaúcho Osvaldo Biochi, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), solicitou sua cassação, o que veio a se converter, no entanto, apenas em uma advertência.

Em agosto de 1995, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PPR com o PP, Bolsonaro transferiu-se para a nova agremiação. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique nesse mesmo ano, foi favorável à quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e à mudança no conceito de empresa nacional. Pronunciou-se contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e a abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo pela Petrobras. Em julho de 1996, manifestou-se contra a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), antigo IPMF.

Em novembro de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu revogar o pleito de novembro de 1994 e restabelecer o resultado da eleição de outubro. Considerando que as denúncias de fraude não tinham sido devidamente comprovadas, o TSE determinou uma nova diplomação da bancada do Rio de Janeiro, de acordo com o resultado da primeira eleição. Vitorioso nos dois pleitos, Jair Bolsonaro foi reempossado na Câmara em 17 de fevereiro de 1997, continuando a exercer normalmente seu mandato e tornando-se membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Ainda em fevereiro, votou contra a emenda que estabeleceu o direito de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República. Em maio, foi um dos parlamentares que denunciaram na imprensa a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição. Em novembro, pronunciou-se contra o destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que instituía a possibilidade de demissão no funcionalismo público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal superassem 60% da arrecadação do Estado.

Em março de 1998 esteve no centro da polêmica sobre a eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Candidato ao cargo, Bolsonaro enfrentou a reação de vários setores da sociedade, que chamaram a atenção para seu envolvimento com os segmentos responsáveis pela violação dos direitos humanos. Em artigo publicado na imprensa no mesmo mês, defendeu a pena de morte, a prisão perpétua, o regime de trabalhos forçados para condenados, a redução da maioridade para 16 anos e um rígido controle da natalidade como maneira eficaz de combate à miséria e à violência.

Nas eleições de outubro de 1998 candidatou-se mais uma vez e foi reeleito com 102.893 votos. Em novembro, manifestou-se contra os destaques da reforma da previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Assumiu seu novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999 e tornou-se titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Em junho, a Mesa Diretora da Câmara decidiu propor ao plenário sua suspensão por um mês, por ter defendido o fechamento do Congresso e afirmado que “a situação do país seria melhor se a ditadura tivesse matado mais gente”, incluindo o presidente da República Fernando Henrique Cardoso. A Mesa Diretora havia optado por apenas censurá-lo, após ter recebido uma retratação, mas voltou atrás quando Bolsonaro não reconheceu a retratação, afirmando que sua assinatura havia sido falsificada. No entanto, a proposta da Mesa Diretora nunca chegou a ser votada pelo plenário da Câmara. Naquele mesmo mês, referindo-se à denúncia do ex-padre José Antônio Monteiro de que o diretor-geral da Polícia Federal João Batista Campelo o havia torturado, o que resultou no afastamento deste último, afirmou ser isso “que dá torturar e não matar”.

Em agosto, foi divulgado que Bolsonaro praticava nepotismo, pois empregava em seu gabinete sua companheira Ana Cristina Vale, o pai e a irmã dedta. Na ocasião afirmou estar se divorciando de sua esposa, e argumentou que, por não ser casado com Ana Cristina, não estava praticando nepotismo. Em dezembro envolveu-se em nova polêmica ao defender o fuzilamento do presidente Fernando Henrique Cardoso. O ataque ocorreu em almoço de desagravo ao ex-comandante da Aeronáutica, Walter Braüer, exonerado pouco antes. Em seguida, afirmou que o fuzilamento era até “algo honroso para certas pessoas”. O líder do governo na Câmara, Artur Virgílio, do PSDB, chegou a entrar com pedido de cassação de seu mandato, mas a proposta nunca chegou ao plenário da casa.

No início de 2000, Bolsonaro defendeu a pena de morte para qualquer crime premeditado, e a tortura em casos de tráfico de drogas, afirmando que “um traficante que age nas ruas contra nossos filhos tem que ser colocado no pau-de-arara imediatamente. Não tem direitos humanos nesse caso. […] Para sequestrador, a mesma coisa. O objetivo é fazer o cara abrir a boca. O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico”. Atacou também os homossexuais, dizendo não “admitir abrir a porta do meu apartamento e topar com um casal gay se despedindo com beijo na boca, e meu filho assistindo a isso”. Em dezembro, foi o único deputado a votar contra a criação do Fundo de Combate à Pobreza. O Fundo, proposto pelo governo federal e financiado pela Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que implicou aumento de sua alíquota, entrou em funcionamento no ano seguinte e destinou verbas para programas de transferência de renda, como o Bolsa-Escola, e para o saneamento básico.

Bolsonaro seguiu defendendo os interesses das forças armadas e demonstrando sua insatisfação com o aumento da ingerência civil sobre estas a partir da criação do Ministério da Defesa pelo governo Fernando Henrique. Em audiência do ministro da Defesa Geraldo Quintão na Câmara, criticou-o por postergar o reajuste dos militares, qualificou-o de “despreparado” e acusou-o de estar “servindo aos interesses dos EUA no país”. Em discurso pronunciado em plenário alguns dias antes, havia chamado o mesmo ministro de “canalha”, “patife” e “imoral”.

Nas eleições de 2002, candidatou-se pela quarta vez a deputado federal pelo Rio de Janeiro, sempre na legenda do PPB. Reeleito com 88.945 votos, assumiu seu novo mandato em fevereiro de 2003, um mês após o início do governo de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Na Câmara, foi titular das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Ainda no início de 2003, declarou-se contrário à reforma da previdência proposta pelo governo federal. Também naquele ano, deixou o PPB para filiar-se ao PTB. No início de 2005, deixou o PTB e se filiou ao Partido da Frente Liberal (PFL). Em abril, deixou o PFL e foi para o Partido Progressista (PP), nova denominação do PPB, sua antiga legenda.

No ano de 2005, ocorreu uma crise política envolvendo membros do governo Lula e parlamentares, acusados de financiamento ilícito de campanhas eleitorais e de compra e venda de votos para a aprovação de projetos do governo federal. Durante a chamada crise do “mensalão”, Bolsonaro destacou-se pelos ataques ao PT e a políticos do partido envolvidos nos escândalos. Durante discurso em plenário de José Dirceu, que em junho se demitiu da Casa Civil e assumiu o mandato de deputado, chamou-o de “terrorista”. Acusou José Genoíno de ter delatado companheiros da Guerrilha do Araguaia após ter sido preso pelos militares em 1972. Essa versão foi negada pelo acusado, que afirmou ter feito confissões sob tortura. Para constranger o adversário, Bolsonaro chegou a comparecer ao depoimento de Genoíno na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mensalão levando o coronel reformado Lício Augusto Ribeiro Maciel, que fora responsável pela prisão e interrogatório de Genoíno em 1972 e que sustentava a versão da delação.

Ao mesmo tempo que a crise política se desdobrava, iniciou-se a campanha em torno da consulta popular a respeito da proibição ou não da venda de armas no Brasil, a ser realizada no dia 23 de outubro. Bolsonaro havia sido crítico das campanhas pelo desarmamento organizadas pelo governo federal em anos anteriores. Contra essas campanhas havia mandado confeccionar cartazes com frases como “O exército do PT é o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]” e “Entregue suas armas: os vagabundos agradecem”. Por ocasião do referendo, posicionou-se entre os defensores e organizadores da campanha do “não”. Justificou sua posição afirmando ser favorável “ao desarmamento, sim, mas dos bandidos. Que tirem metralhadoras, fuzis, granadas”. Realizada a consulta no dia previsto, venceram os partidários do “não” à proibição da venda de armas, que obtiveram 64% dos votos válidos contra 36% dos votos pelo “sim”.

Bolsonaro sempre foi crítico das políticas de memória defendidas e implantadas pelos governos civis, defendendo sistematicamente a atuação do regime militar. Dedicou-se a defender em especial a repressão à Guerrilha do Araguaia. Em 2006, quando o governo federal determinou que se fizessem esforços para que os restos mortais dos guerrilheiros desaparecidos em combates com as forças armadas fossem localizados, mandou confeccionar e expôs cartazes com os dizeres “Araguaia: quem procura osso é cachorro”.

Nas eleições de 2006, foi reeleito para o quinto mandato consecutivo, com 99.700 votos. Tomou posse em fevereiro de 2007 e nessa legislatura foi titular das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Em 2008 envolveu-se em nova polêmica, em audiência pública na Câmara para debater a situação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, no estado de Roraima. A demarcação realizada pelo governo federal era contestada pelo governo estadual, e ocorriam conflitos entre agricultores e indígenas. Bolsonaro combateu a demarcação contínua em área de fronteira, afirmando que ela poria em risco a integridade nacional, e colocou-se contra o ministro da Justiça Tarso Genro (PT). Na ocasião, o representante indígena no debate, Jecinaldo Sateré Maué, atirou água no deputado. Em 2009 o Partido Comunista do Brasil (PC do B) entrou com representação contra o parlamentar por quebra de decoro.

Foi casado com Rogéria Nantes Nunes Braga Bolsonaro, vereadora no Rio de Janeiro entre 1993 e 2001. Separou-se afirmando que Rogéria havia deixado de seguir suas orientações nas votações e retirou o apoio à ex-esposa, que não conseguiu se reeleger em 2000. De seu casamento com Rogéria, teve três filhos. Dois deles seguiram carreira política: Flávio Bolsonaro assumiu o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro em 2003, e Carlos Bolsonaro, o de vereador no município do Rio de Janeiro em 2001.

Contraiu segundas núpcias com Ana Cristina Vale, com quem teve um filho.

Maria Carmina Monteiro/Márcia de Sousa/Fabricio Pereira da Silva

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (17/1, 21/8, 6/9 e 8/10/93); Folha de S. Paulo (26/6/93, 24/6 e 18/9/94, 31/1/95, 13 e 14/1/96, 30/1 e 12/4/97, 5/2, 14, 18 e 30/3, 29/9, 10/10 e 11/11/98, 2/2, 30/7, 15/8 e 29/12/99, 14/12/00, 6/9/01, 19/12/02, 10/12/04, 14/9, 7 e 10/10/05, 15/5/08); Globo (24/6, 6/10 e 8/10/93, 30/8/94, 24/3/95, 20/3/96, 5/2 e 24/7/97); Jornal do Brasil (26/6, 29/6 e 1/7/93, 24/3/95, 7/10/98); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Veja (3 e 10/9/86, 28/10, 4/11 e 2/12/87, 20/1 e 22/6/88, 15/5/97); IstoÉ Gente (14/2/00).

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Mais foi excrupulosamente levantado por Luiz Maklouf Carvalho em O CADETE E O CAPITÃO: A VIDA DE JAIR BOLSONARO NO QUARTEL

E ainda chega ao Brasil o Coronavírus para piorar ainda mais uma situação já insuportável. Alguns dizem ser algo a se tomar amplos cuidados, outros – ligados ao desgoverno de baixo nível intelectual e moral hoje no comando – dizem que “é besteira da imprensa” e como tal se comportam. Aguardemos mais um pouco para termos clareza quanto a este detalhe. Uma coisa é líquida e certa: a chamada “Escola de Chicago”, orientação “intelectual’ de Milton Friedman e seus asseclas, diante da monumental crise econômica mundial que assola o mundo, está em CHEQUE MATE. Vamos aguardar os desdobramentos. Reportar-me-ei neste Espaço…

Ainda sonhador, mas começando a ficar desapontado,

Lázaro Curvêlo Chaves – 05/05/2014

Revisado a 14/01/2019

Revisado a 16/03/2020

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Lázaro

Palestrante e Professor Universitário Aposentado

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