Humor Doméstico Também é Cultura

Humor Doméstico Também é Cultura

“Que Interessante! Digo eu sem interesse algum…”

Às vezes alguém me mostra ou convida a participar de algo absolutamente irrelevante, insignificante ou banal quando não abertamente repugnante! Para me libertar do problema e deixar claro – de preferência de maneira simpática – que prefiro não participar desse tipo de coisa (assistir programas televisivos, ver postagens ridículas de gente idem no Facebook, ouvir um político brasileiro atual falando sobre o que quer que seja ou receber a visita de gente religiosa me convidando a abandonar a Razão e aderir ao seu ramo de Irracionalismo, coisas assim) costumo olhar com bastante atenção e dizer bem alto: “QUE INTERESSANTE!” A seguir continuo, num tom de voz compatível com o ouvido de meu algoz: “disse ele sem interesse algum…” Em geral funciona. Por algum tempo. Rapidamente alguém aparece com outra abominação e me obriga a alguma variação, como “QUE LEGAL!” – “disse ele achando tudo um saco!”

"Que Interessante..."
“Que Interessante…”
Muito Interessante...
Muito Interessante…

“Que foi cara? Bebeu tinta?”

Conta-se que certa família desejava interditar um cidadão como louco e o coitado se dirigiu a um psiquiatra para uma avaliação. Após conversar por mais de DUAS HORAS, o Psiquiatra não percebeu qualquer irregularidade ou loucura maior que a da maioria. Disse: “olha, o amigo está tão normal quanto se é de desejar entre os primatas humanos, vou emitir um parecer contrário à sua interdição!”. O sujeito agradece e, já se despedindo, toma o vidro de tinta da caneta do psiquiatra – minha história se passa num tempo que ainda se usava canetas-tinteiro e mata-borrões; ou no consultório de um psiquiatra excêntrico que mantinha esse tipo de relíquia em cima da mesa, ao alcance de sua clientela – e bebe até a última gota!

Assim, quando alguém parece que vai indo, vai indo, de repente desliza por um caminho pouco ou nada Racional eu falo: “Que foi, cara? Bebeu tinta?”

Exemplos:

_ Um cidadão aparentemente lúcido do ponto de vista político, começa a fazer um discurso feroz acerca da roubalheira de dinheiro público que se tornou uma vergonha nos tempos atuais e conclui: “é por isso que voto no PT, temos de trazer a ética de volta para a política” – Esse Bebe BALDES de tinta!

_ Faço uma – mais uma – crítica violenta e virulenta acerca da incompetência catatônica de a TV Globo falar um mínimo de verdade e exemplifico com os preços todos em alta e o noticiário a falar de “queda da inflação” ou mesmo que “o preço dos alimentos diminuiu” – tenho cinco séculos e meia década de idade: JAMAIS testemunhei um único mercador baixar o preço de item algum dos que comercializa. No máximo, os preços não sobem tanto ou o mercador o reajusta menos, ou mesmo “faz uma promoção”… Meu eventual interlocutor retruca: “é por isso que só assisto a Gazeta e o SBT”. Bebeu tinta…

Área de Despachos com a Presidência da República

Toda a casa tem uma. Casas burguesas bem ricas têm até mais de uma: várias! É onde vamos fazer um intervalo hídrico após beber muita água ou um intervalo mais substancial nos momentos propícios. É o melhor lugar da casa para emitir um parecer SÓLIDO sobre os descaminhos do governo brasileiro! Imprescindível!

Se cobrir vira circo, se cercar vira cadeia...
Se cobrir vira circo, se cercar vira cadeia…

Usualmente mando meu despacho para a Presidente da República toda a manhã, “como um relojinho”, segundo diz a propaganda de famoso laxativo. Com alguns retornos ao longo do dia que se há algo que não me aflige é prisão de ventre! Minha mãe, com quem moro e de quem cuido há 15 anos, pelo contário, por vezes tem dificuldades e eu sempre pergunto: “E aí, Mãinha! Já conseguiu despachar com a Presidência hoje?”. Por vezes a resposta é: “Nossa… Ainda não…” Isso costuma ser preocupante; prefiro quando ela me diz algo como: “Mandei! Mandei pra ele, para todos os outros candidatos e até mesmo para o Congresso e o Supremo!” Aí sim!

 

“Óleo de Fígado de Lontra”

A lontra é um roedor aquático, desses que costumam fazer diques para pescar e não tenho a menor idéia da utilidade terapêutica do fígado do bicho; exceto, claro, para o próprio bicho! E vivo!

A lontra é um roedor aquático...
A lontra é um roedor aquático…

Usualmente fico no meu escri (se fosse um pouquinho maior chamaria de “escritório”) e só vou até a sala quando Mãinha precisa de mim para algo: levar um copo d’água, ajudá-la com o computador, pois ela se acostumou bem mesmo com o Facebook ou mesmo para fazer um pouco de companhia. O problema é que ela assiste televisão. E gosta! Eu não assisto televisão. Nunca. Só quando vou até a sala e está ligada. De tarde, em geral tem uma senhora cujo exame cadavérico anseio por ver: estimo que ela tenha entre 50 e 60 dentes em cada arcada dentária e fala sem parar, em geral nada – e é realmente impressionante como alguém consegue tagarelar sobre nada. E sem parar sequer para respirar! Em geral apresenta casos monstruosos de crimes comuns, “ex-namoradas” de jogadores de futebol querendo pensões gordas, velórios, assassinatos, sequestros, comentários sobre novelas: desgraças em geral. Durante pouco tempo. A propaganda toma a maior parte do programa que frequentemente promete algo para “o próximo bloco”, não apresenta e promete – também sem cumprir – “para o dia seguinte”. Ao término da propaganda de um produto qualquer, em geral de qualidade menos que duvidosa, “vai dar um girinho”, o que significa mais propaganda, desta vez institucional da Emissora que a contratou. Ao voltar, mais propaganda! E minha Mãinha gostando…

Usualmente fico no meu escri (se fosse um pouquinho maior chamaria de “escritório”) e só vou até a sala quando Mãinha precisa de mim para algo: levar um copo d’água, ajudá-la com o computador, pois ela se acostumou bem mesmo com o Facebook ou mesmo para fazer um pouco de companhia. O problema é que ela assiste televisão. E gosta! Eu não assisto televisão. Nunca. Só quando vou até a sala e está ligada. De tarde, em geral tem uma senhora cujo exame cadavérico anseio por ver: estimo que ela tenha entre 50 e 60 dentes em cada arcada dentária e fala sem parar, em geral nada – e é realmente impressionante como alguém consegue tagarelar sobre nada. E sem parar sequer para respirar! Em geral apresenta casos monstruosos de crimes comuns, “ex-namoradas” de jogadores de futebol querendo pensões gordas, velórios, assassinatos, sequestros, comentários sobre novelas: desgraças em geral. Durante pouco tempo. A propaganda toma a maior parte do programa que frequentemente promete algo para “o próximo bloco”, não apresenta e promete – também sem cumprir – “para o dia seguinte”. Ao término da propaganda de um produto qualquer, em geral de qualidade menos que duvidosa, “vai dar um girinho”, o que significa mais propaganda, desta vez institucional da Emissora que a contratou. Ao voltar, mais propaganda! E minha Mãinha gostando…

E volta a desgraceira e choradeira: é mais uma garota que dormiu um dia (se fosse um tiquinho sincera diria pelo menos que “ficou acordada uma noite”) com um jogador e agora quer que ele dê a ela uma pensão milionária – sei lá, fica até parecendo uma forma pouco sofisticada de prostituição sem que o acerto do preço se dê com a devida antecedência… É um cara que assegura não haver matado ninguém… Quando é velório, ficam uma semana canonizando o defunto, em geral completamente desconhecido. Mas o Óleo de Fígado de Lontra deve vender que é uma maravilha, pois conseguem pagar o que parecem ser milhares de inserções por programa!

O “CUDUM”

CUDUM = Entrada Proibida!
CUDUM = Entrada Proibida!

Sinônimo de tabu…

Desde a morte de meu pai em julho de 1974 até hoje há muitos objetos pessoais, discos de vinil, gravadores de fita cassete e coisas assim que guardamos num quarto “para arrumar depois”. Com o passar das décadas e dos cônjuges (Minha mãe teve cinco filhos; só um vivo. Os outros se casaram. E são reincidentes!) mais coisas sobraram e foram sendo guardadas no quarto “para arrumar depois”.

Um dia, animado, pensei em mexer nos antigos discos de vinil a ver se conseguia verter algumas músicas daquele tempo para MP3. Me arrependo até hoje de haver ingressado naquele quarto! Entrar ali é como mexer no cu dum! Daí apelidei o lugar – que passei evitar até olhar – de “Quarto Cudum”.

Cada loucura com sua família…

Cuidado, ele “subiu no coqueiro”!

Dia desses ouvi um dos Audiobooks do primatologista Frans de Waal e uma das coisas mais admiráveis nele é o fato de tratar os grandes macacos – gorilas, chimpanzés, humanos e bonobos – a partir de uma perspectiva fundamentalmente zoológica, radicalmente científica e estudar mais as similitudes que as raras diferenças entre estas espécies que claramente têm um ancestral comum. Uso aqui a expressão “Grandes Macacos” para diferenciar dos pequeninos micos; em inglês é mais fácil: gorilas, chimpanzés, humanos e bonobos são APES; já aqueles de pequenino porte e com rabos acentuados são chamados de MONKEYS.

Certa feita, conta-nos de Waal, um gorila subiu num coqueiro em um zoológico na Holanda e, zangado, jogou todos os cocos que encontrou na direção dos observadores – por sorte, ninguém se machucou. Mas achei engraçado e, quando um de meus familiares ou amigos fica nervoso a respeito de alguma coisa digo que “subiu no coqueiro”.

"Subiu no Coqueiro" - "Está muito MUITO nervoso...
“Subiu no Coqueiro” – “Está muito, MUITO nervoso…

“E o fulano? Xiii, não mexe com ele hoje não que ele subiu no coqueiro!”

A propósito, entendo o frisson causado por alguns primatas evoluídos que se divertem indo às multidões assistir a dois grupos de primatas rivais disputar pelo domínio de um coco de borracha (ou couro…). São comuns os casos de violência brutal nestes lugares de grandes aglomerações e emoções exaltadas, por sinal. De uns tempos para cá, um dos primatas da platéia, quando não gosta da cor da pele de um dos primatas em campo, pretende insultá-lo chamando de “macaco”. Entendo as implicações culturais desse tipo de coisa, mas falta raciocínio por toda a parte nesta questão!

Somos TODOS macacos, pôrra! O que nos diferencia das outras espécies de macaco é o lobo frontal, a área do cérebro que permite falar, imaginar (inclusive imaginar-se superior), acreditar em fantasmagorias, emitir cheques sem fundo, ser racista, etnocêntrico, preconceitoso, se casar, se divorciar, se casar de novo, contar e acreditar em mentiras amorosas ou políticas, etc. Em minha opinião, esse pessoal tem de descer do coqueiro, colocar a mão na consciência e parar com esses “insultos”…

Primata insulta outro chamando-o de "macaco"...
Primata insulta outro chamando-o de “macaco”…
O lobo frontal nos permite, entre outras coisas, que sejamos capazes de falar e expressar nossos preconceitos contra membros da nossa própria espécie animal
O lobo frontal nos permite, entre outras coisas, que sejamos capazes de falar e expressar nossos preconceitos contra membros da nossa própria espécie animal

Vírgula!

Quando eu tinha 16 anos ainda havia perspectiva de futuro para os jovens. Pessoalmente, tencionava prestar concurso para a Força Aérea Brasileira, estudar na Escola de Sargentos da Aeronáutica e ir trabalhar no Rio de Janeiro (onde nasci), ficando com uma boa renda – o era, à época… – e tempo de sobra para estudar o que eu desejasse à noite. Ter uma fonte de renda e tempo livre é fundamental para quem deseja estudar e aquela era a minha motivação!

Embora sejam Instituições Totais (o tipo que mantém as pessoas em uniformes, faz chamadas periódicas, exerce um controle sonoro do tempo e coisas assim) Quartéis são diferentes de Conventos, claro está. As profanidades que os militares se falam uns aos outros – no meu tempo, antes do ingresso feminino nas Armas – até como afirmação de masculinidade isso era praticado. Palavrões eram tão comuns no quartel como as mentiras no Congresso ou na Televisão.

Quando ingressei – de novo por Concurso Público – no Magistério, sendo incluído na reforma compulsória, portanto, passei a buscar depurar minha linguagem mas há coisas que ficam para toda a vida, particularmente quando se passa 15 dos primeiros anos da formação intelectual numa Caserna!

Presentemente, ejetado do convívio social onde moro, complemento meus parcos e minguados vencimentos da FAB exercendo minhas funções de Magistério pela Internet. Isso vem a calhar quando se tem uma mãe idosa precisando de cuidados e atenção 24 horas por dia. É minha principal interlocutora, meu sustentáculo intelectual e moral e mesmo meu “freio” quando não ouso um artigo mais contundente ou uma postura política mais ligada à prática.

Conversando com Mãinha (nasceu na Bahia, onde é praxe que os filhos chamem assim a suas mães, se lhes têm carinho, respeito, consideração e amor) por vezes me confundo e fico um tanto zangado – jamais a ponto de “subir no coqueiro”, que ela está tremendamente fragilizada!

Exemplifico:

_ Ela me pergunta (ah, sei lá…) se Baiano se escreve com “h” antes do “i” ou não. Ora, ela nasceu na Bahia e já escreveu isso sobre si mesma um sem-número de vezes. Digo: “Mãinha… Não faz assim que filhinho não gosta…” – É Baiana é ponto final! Sem mencionar que o corretor ortográfico do Word e do Firefox não permitem a grafia errada.

_ Me pergunta se o Livro de Jó fica no Antigo ou no Novo Testamento. E aqui há um duplo problema: eu sou ateu! Certo, já li a Bíblia em Português, Inglês e Alemão (com trechos em Latim e Grego) algumas dezenas de vezes, pois é uma Obra que já acompanha a nossa Cultura e Civilização há pelo menos dois milênios. O segundo problema é que ELA é cristã e já leu a Bíblia algumas centenas de vezes também. Está “careca” – não tenho o menor problema com o termo, assim como não tenho com os macacos, aliás… – de saber que Jó viveu “Antes de Cristo”, que o Livro de Jó fica exatamente no meio da Bíblia, sendo o primeiro livro antes dos Salmos (que é um dos livros mais lidos do Antigo Testamento). Digo-lhe em resposta: “Mãinha… Não faz assim que o filhinho não gosta…”

Melhor que dar uma bronca, faz a pessoa pensar e deduzir por si mesma o que já sabe sobejamente!

Como é que é???
Como é que é???

Agooora… Se apesar de tudo ela me convida para assistir “A Dança dos Famosos”, “Quem Quer Dinheiro” ou a dona cheia de dentes fazendo propaganda de Óleo de Fígado de Lontra entre um esquartejamento e outro eu apelo. Sou só humano. Mãe (aí uso o tratamento formal, não dá pra dar bronca e chamar de Mãinha ao mesmo tempo, pôrra!), eu já disse que não gosto desse tipo de coisa, pôrra! Aos poucos ela foi entendendo e comentou com Maninha: “aquela palavra – que ela não repte – para ele é vírgula…” Assim, decidi pelo menos pior dos mundos e, se me chama mais uma vez para assistir “Manhattan Connection” ou qualquer outro programa fascista de alguma emissora, eu digo simplesmente: “Mãinha, não gosto disso, VÍRGULA!” Ela entende… 😉

 “Bebendo a Vida de Canudinho”
“Bebendo a Vida de Canudinho”

Eu e meu irmão, o Dálton, sempre fomos muito ligados. Eu, ele e mAninha somos os mais ligados dos cinco irmãos, por sinal. Temos uma amizade e cumplicidade inabaláveis!

Quando meninos, de vez em quando, líamos gibis. Preferíamos jogar bola de gude, soltar pipa, brincar de pique e qualquer atividade que envolvesse correr e pensar. Bastante. O contrário do que se desincentiva a molecada a fazer atualmente, sabe como é?

Nosso preferido era o “Asterix, o Gaulês”, que chegamos a ter a Coleção Completa. Depois os filhos e sobrinhos foram pedindo empresta-dado e hoje já não há mais nenhum. Em compensação algum aficcionado com bom coração converteu todos eles em PDF e assim temos a Coleção Completa do Asterix novamente! Sem falar nos filmes e desenhos, que alguns (poucos, na verdade) tiveram magnífica adaptação!

Inescapável, na infância, o Pato Donald com toda a ideologia (conforme descrito no EXCELENTE, e esgotado, e brutalmente criticado pela direita “Para Ler o Pato Donald: Comunicação de Massa e Colonialismo”, de Ariel Dorfmann e Armand Mattelart – se o eventual leitor se interessar deve-se encontrar em sebos nas grandes cidades…)

Pois bem, numa das historinhas, o Huguinho, o Zezinho e o Luizinho (sobrinhos do Pato Donald que, seguindo ainda Dorfmann e Mattelart, ninguém naquelas historinhas é pai ou filho de ninguém, todos são parentes em segundo grau, etc.), cientes da rivalidade entre o tio Gastão – um pato tão sortudo que, se abrisse um buraco no chão jorrava petróleo! – e seu tio Donald preparam um “torneio de limonada”. Torcem para o Donald, e nós também, claro. Os meninos lêem no “Manual do Escoteiro Mirim”, um livro que trazia absolutamente tudo sobre todos os assuntos – e isso muitas décadas antes da popularização da Internet! – que há duas alternativas para se fabricar o vencedor do concurso: fazer a limonada com muito açúcar obrigará um dos competidores a desistir mais rapidamente por fastio OU fazer a limonada completamente ou quase completamente sem açúcar levando o competidor hostilizado a desistir até por dores nas glândulas da garganta!

Ao fim das contas os “Escoteiros Mirins” decidem ser honestos e toma fazer limonada. BALDES de limonada. Chega um ponto em que o desenhista foi muito feliz e desenhou o Donald com uma barriga gigantesca, absolutamente enfastiado, já deitado numa rede e bebendo a limonada com um canudinho no canto da boca, pouco antes de desistir que o maldito Gastão SEMPRE levava a melhor!

Este significante, para nós, flutuou. Sempre que estamos de saco cheio de alguma coisa dizemos metaforicamente que estamos, por exemplo, “lendo esse texto de canudinho” ou “assistindo a esse programa de canudinho” ou, em face de um tremendo cansaço existencial, que estamos “bebendo a vida de canudinho”.

Pode ser bobagem, mas se eu não explicar essas coisas, uma pessoa que caia de para-quedas numa conversa entre nós ficará “vendida no lance” e compreenderá muito pouco do que se está dizendo…

Humor Doméstico, enfim, também é Cultura!

Lázaro Curvêlo Chaves – 24/03/2020

 

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Para rir um pouco…

Homem Que É Homem – Luiz Fernando Veríssimo

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Lázaro

Palestrante e Professor Universitário Aposentado

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