INTERATIVIDADE

Independência do Brasil – Uma imagem 66 anos depois

Independência do Brasil – Uma imagem 66 anos depois

O Grito do Ipiranga – Pedro Américo (1888)

            A primeira aproximação pictográfica que temos com a Independência do Brasil acontece como deve ser, nos livros de escola, quando vemos a pintura de Pedro Américo, “O Grito do Ipiranga”, elaborada em 1888, já no final do Segundo Reinado.

  1. Pedro II foi educado pelos melhores professores brasileiros e era estimulado por seu tutor, José Bonifácio de Andrada e Silva, a travar contato com as artes e os artistas de seu tempo. A isto somado o fato da força do cultivo do café na lavoura brasileira, o Segundo Reinado no Brasil foi bastante próspero e trouxe muitos avanços em arte e cultura.
  2. Pedro II foi o maior incentivador da cultura e da arte na história do Brasil. Pedro Américo, subvencionado pelo Império, estudou na Europa e, a pedido do Imperador, pintou várias obras. Destaque para “O Grito do Ipiranga”, de 1888.

O fato de o quadro datar de 66 anos após os eventos protagonizados pelo pai do Imperador, D. Pedro I, não deve toldar o nosso raciocínio.

 

Antecedentes

 

A Independência foi fermentada num longo processo. Napoleão Bonaparte liderava a Revolução Burguesa na Europa, num tempo em que Portugal era refém econômico da grande potência da época, a Inglaterra. Com o avanço inexorável de tropas napoleônicas a Portugal, a Inglaterra enviou tropas e navios, tanto para combater Napoleão quanto para escoltar a Família Real para o Brasil em 1808.

Muitos historiadores enfatizam o momento da transferência da Família real para o Brasil como o marco do início de todo o processo de Independência em relação a Portugal. Alguns preferem a expressão “emancipação política”, dada a dependência crônica em relação ao grande capital estrangeiro. Naquela época, Inglaterra. Hoje, EUA.

No Brasil D. João VI começa a esboçar o arcabouço de uma Nação Soberana, com um Banco próprio, o Banco do Brasil, fundado no momento de sua chegada, 1808, a assinatura de Tratados de Comércio com as Nações Amigas, etc. No Congresso de Viena, em 1815, ocorre a Elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves, com o rei D. João VI residindo aqui. O Brasil, formalmente, não era mais uma Colônia, mas um Reino Unido. Em torno deste tema gira todo o processo de Independência em relação a Portugal.

As cortes, comandadas pela burguesia portuguesa, eram compostas por homens levados ao poder no processo conhecido como Revolução do Porto: afirmavam a autonomia política de Portugal em relação à Inglaterra mas desejavam avidamente levar novamente o Brasil ao estatuto de Colônia.

O movimento de ruptura com as cortes em Portugal já estava fermentando na mente de D. João VI quando foi forçado a voltar para lá em 1821 após a deposição dos ingleses pelas cortes de Lisboa na Revolução do Porto. Percebendo os ânimos daqueles que começavam a orgulhar-se em chamar-se de BRASILEIROS deixou D. Pedro como Príncipe Regente e recomendou: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.

 

José Bonifácio de Andrada e Silva

Em dezembro de 1821 chega ao Rio de Janeiro uma ordem das cortes a D. Pedro. Deveria ele abolir a regência e regressar imediatamente a Portugal. Resignado, começa a fazer os preparativos para o regresso quando a onda de indignação dos brasileiros se faz notória. José Bonifácio de Andrada e Silva, na condição de membro destacado do governo provisório de São Paulo, envia uma carta a D. Pedro. Nela criticava duramente a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a sua atenção para o importante papel reservado ao príncipe nesse momento de crise. Aquela carta foi publicada na Gazeta do Rio de 8 de janeiro de 1822, com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada por José Bonifácio, para entregar ao príncipe a representação paulista. Nesse mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo que este resolveu aceitar depois da insistência do próprio príncipe. Essa nomeação tinha um forte significado simbólico: pela primeira vez o cargo era ocupado por um brasileiro.

Empossado no cargo de ministro do Reino e de Estrangeiros, em janeiro de 1822, Bonifácio logo conquistou, para a causa emancipadora, os representantes da Áustria e da Inglaterra. Além disso, ordenou ao Chanceler-Mor (cargo que corresponde, hoje, ao de ministro da Justiça) que não publicasse lei alguma, vinda de Portugal, sem primeiro submetê-la à a apreciação do príncipe; nomeou um cônsul brasileiro para Londres, declarando, ao Gabinete inglês, que só tal funcionário poderia, então, liberar navios que se destinassem ao Brasil; enviou emissários às Províncias do norte, a fim de congregá-los para a causa da independência, avisando que teriam que se sujeitar à regência de D. Pedro e não às ordens que recebessem de Lisboa.

As Províncias do norte estavam ao lado das Cortes portuguesas e executando o decreto 124, de 29 de setembro de 1821; principalmente, no Maranhão, o que fez com que José Bonifácio, em ofício à Junta de Governo daquela Província, dissesse, ironicamente, que não era de se esperar que o Maranhão tivesse “a aparente e fastigiosa idéia de ser considerada província daquele reino (Portugal)”. O Brasil, àquela altura dos acontecimentos, não podia continuar fragmentado e José Bonifácio estava enfrentando a tarefa hercúlea de reunir as Províncias, unindo o país em torno de uma idéia política, que era a monarquia constitucional parlamentar. No dizer de Tito Lívio Ferreira e Manoel Rodrigues Ferreira, “sob esse ponto de vista, ele é, legitimamente, o campeão da unidade do Brasil”.

Sempre ativo, aliciou conspiradores em Pernambuco, no Maranhão, no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Pará, para que se rebelassem, na hora exata, contra a metrópole que o ludibriara, traindo o acordo do Reino Unido de Portugal e do Brasil; em junho de 1822, reorganizou o erário, por intermédio de seu irmão, Martim Francisco, e, em julho, formou uma nova Armada, contratando, para a obra de construção da Marinha de Guerra, o marujo e aventureiro lorde Cochrane. Importante ainda a presença de Gonçalves Ledo, que angariou os fundos necessários para fortalecer a Armada.

Levou D. Pedro a conquistar a simpatia das populações de Minas e de São Paulo, forçando-o a viajar, pois, dizia ele, “o Brasil não é o Rio de Janeiro”. Quando os decretos vindos de Portugal anulavam, sumariamente, todos os atos da regência, ele, habilmente aliado a D. Leopoldina, escreve a D. Pedro, jurando que, de Portugal, o humilham: “De Portugal não temos a esperar senão escravidão e horrores. Venha V.A. Real o quanto antes e decida-se; porque irresoluções e medidas de água morna, à vista desse inimigo que não nos poupa, para nada servem – e um momento perdido é uma desgraça”. Com isso, instigava o príncipe a se rebelar, combatendo as suas hesitações e desânimos.

Hoje estão disponíveis – inclusive na Internet – os documentos comprobatórios de que os acontecimentos de 7 de setembro foram premeditados e conduzidos por José Bonifácio.

 

O 7 de Setembro em documentos

 

Em fins de agosto, a Maçonaria no Brasil se organizava e enviava emissários como Antônio de Menezes Vasconcellos Drummond que, chegando de Pernambuco para onde fora comissionado por José Bonifácio, traz informações e cartas inquietantes. As Cortes em Lisboa chamando o Príncipe de “rapazinho”, ordenam seu imediato regresso e ainda o aprisionamento de Bonifácio.

Encontra-se no magistério muitos professores que preferem minimizar (ou mesmo ridicularizar) os fatos que tiveram lugar às margens do Ipiranga naquela data. Não me conto entre estes. Quem dera os governantes de hoje tivessem a mesma coragem!

A documentação comprobatória é muito extensa e está à disposição do pesquisador. À falta de maiores habilidades ou mesmo confiança no método chamado de “viagens astrais”, atenho-me à documentação. Cito aqui, a título de exemplo, a carta do Padre Belchior, de 1896, mencionada por José Castellani em sua página e que diz, em seus pontos principais, o seguinte:

 

“O príncipe mandou-me ler alto as cartas trazidas por Paulo Bregaro e Antônio Cordeiro. (…) D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Eu os apanhei e guardei. Depois, abotoando-se e compondo a fardeta – pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho do Ipiranga, agoniado por uma disenteria, com dores, que apanhara em Santos – virou-se para mim e disse:

_ E agora, padre Belchior?

E eu respondi prontamente:

_ Se V.A. não se faz rei do Brasil, será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho, senão a independência e a separação.

  1. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros, em direção aos nossos animais, que se achavam à beira da estrada. De repente estacou-se, já no meio da estrada, dizendo-me:

_ Padre Belchior, eles o querem, terão a sua conta. As Cortes me perseguem, chamam-me, com desprezo, de rapazinho e brasileiro. Pois verão agora o quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações: nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!

(…) E arrancando do chapéu o laço azul e branco, decretado pelas Cortes, como símbolo na nação portuguesa, atirou-o ao chão, dizendo:

_ Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade, a separação do Brasil.

(…) O príncipe desembainhou a espada, no que foi acompanhado pelos militares; os paisanos tiraram os chapéus. E D. Pedro disse:

_ Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil.

(…) Firmou-se nos arreios, esporeou sua bela besta baia e galopou, seguido de seu séquito, em direção a São Paulo, onde foi hospedado pelo brigadeiro Jordão, capitão Antônio da Silva Prado e outros, que fizeram milagres para contentar o príncipe.

Mal apeara da besta, D. Pedro ordenou ao seu ajudante de ordens que fosse às pressas ao ourives Lessa e mandasse fazer um dístico em ouro, com as palavras “Independência ou Morte”, para ser colocado no braço, por um laço de fita verde e amarela. E com ele apareceu no espetáculo, onde foi chamado o rei do Brasil, pelo meu querido amigo alferes Aquino e pelo padre Ildefonso (…)”

 

D. Pedro e a Maçonaria

 

A ata da nona sessão do Grande Oriente do Brasil – Assembléia Geral – realizada no 13º dia do 5º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822 (2 de agosto de 1822), consta ter o Grão-Mestre da Ordem, conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, proposto a iniciação de Sua Alteza D. Pedro de Alcântara. E que, “aceita a proposta com unânime aplauso, e aprovada por aclamação geral, foi imediata e convenientemente comunicada ao mesmo proposto, que se dignando aceitá-la, compareceu logo na mesma sessão e sendo também logo iniciado no primeiro grau na forma regular e prescrita na liturgia, prestou o juramento da Ordem e adotou o nome heróico de Guatimozin”. Na décima sessão, realizada a 5 de agosto, Guatimozin recebeu o grau de Mestre Maçom.

A ata da 14ª sessão – Assembléia Geral – do Grande Oriente Brasílico, fundado a 17 de junho de 1822, fechado a 25 de outubro do mesmo ano, pelo seu Grão-Mestre, D. Pedro I, e reinstalado como Grande Oriente do Brasil, em 1831, foi publicada, junto com outras, no Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, Nº 10, de outubro de 1874, no Ano III da publicação (criada em 1872).

Daquela ata, consta que a Assembléia decidiu ser imperiosa a proclamação da independência e da realeza constitucional, na pessoa de D. Pedro. Mostra, também, que o dia da sessão, 20º dia do 6º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz de 5822, era o dia 9 de setembro. Isso porque o Grande Oriente utilizava, na época, um calendário equinocial, muito próximo do calendário hebraico, situando o início do ano maçônico no dia 21 de março (equinócio de outono, no hemisfério Sul) e acrescentando 4000 aos anos da Era Vulgar. Desta maneira, o 6º mês maçônico tinha início a 21 de agosto e o seu 20º dia era, portanto, 9 de setembro, como situa o Boletim de 1874.

Portanto, não é procedente supor que a data da Assembléia tenha sido 20 de agosto (dia do Maçom no Brasil), tampouco se deve minimizar o fato de que a Maçonaria atuava viva e ativamente na direção da independência, particularmente através do Grão Mestre José Bonifácio e do Primeiro Vigilante, Ledo Ivo.

O fato existiu – temos a ata – e é digno de ser lembrado e comemorado por todos os maçons, mesmo porque não era possível, no dia 9, os obreiros terem conhecimento dos fatos do dia 7, dados os escassos recursos de comunicação da época. Mas não a ponto de falsear a verdade histórica, quer por ufanismo, quer por desconhecimento.

 

Para saber mais: Curso de História do Brasil da página Cultura Brasileira

 

A Independência do Brasil hoje

 

A tarefa é monumental. Cumpre romper os grilhões que nos atam aos mercadores. Tudo hoje se cobra, muito se rouba ou suborna: desde a consciência de alguns políticos até os pequenos atos de cavalheirismo que outrora se prestava de bom grado.

Em Atenas os Filósofos detinham o Poder. Em Esparta, os soldados tinham a Chefia da Cidade-Estado. Que diria aquele povo orgulhoso se imaginasse um dia os povos do mundo dominados pelos mercadores? Que a reflexão em torno dos atos heróicos de nossos ancestrais possa inspirar nossos contemporâneos.

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 7 de Setembro de 2004

Revisado a 7 de Setembro de 2018

O Que é Sociologia?

“Mas eu, sendo pobre, tenho apenas meus sonhos; Estendi meus sonhos sob seus pés; Caminhe suavemente porque você está pisando em meus sonhos.”

“But I, being poor, have only my dreams; I have spread my dreams under your feet; Tread softly because you tread on my dreams.”

William Butler Yeats - 1865 –1939

Primeira Parte – O pensamento científico

A Sociologia é uma Ciência Social – ênfase, neste instante, à palavra Ciência – portanto nos cabe delimitar este campo.

O pensamento científico difere de outras formas do pensar (mitológico, religioso, mágico-primitivo…) por obedecer a uma série de normas consagradas ao longo de séculos de estudos levados a cabo por uma imensa quantidade de seres humanos nas mais diversas latitudes e longitudes deste Planeta.

Que fique claro: outras formas do pensar são também válidas! O pensamento científico não busca, a princípio, invalidar qualquer das outras formas de pensar – a exceção ocorre quando um encaminhamento diferente do raciocínio entra em rota de colisão com o pensamento científico que, hoje, consegue se erguer em sua própria defesa – não era assim há quinhentos anos, claro…

Neil De Grasse Tyson introduz a série “Cosmos, Uma Odisséia no Espaçotempo” elencando as características básicas do pensamento científico assim:

1 – Questione autoridade.

2 – Teste suas ideias através de experimentação e observação.

3 – Elabore hipóteses ou teorias e teste seus postulados na prática. Aprofunde aqueles que se comprovarem corretos e descarte os incorretos.

4 – Questione tudo, mesmo a sua própria percepção.

Com esta pequena série de regras básicas, temos a fundamentação de séculos de pesquisa científica sistematizada de maneira simples; interessante que, ainda que as mesmíssimas regras sejam aplicáveis também às Ciências Sociais, até o presente, somente as Naturais chegaram a este ponto com desenvoltura, por uma série de motivos que vamos analisar adiante.

Segunda Parte – Entendendo e Aplicando a Dialética

Com os cercamentos de terras na Inglaterra e o desenvolvimento da mecanização, a Classe Trabalhadora brota na história como fenômeno social digno de análise e o melhor instrumental para levar a cabo esse estudo é a Dialética Hegeliana conforma interpretada por Karl Marx.

Inicialmente, rebeliões incipientes e mesmo irracionais como a dos Ludditas na Inglaterra (os famosos “quebradores de máquinas”) e dos Sabotadores, na França (que pegavam o tamanco, “sabot” em Francês e metiam entre as engrenagens das máquinas) que viam nas máquinas as inimigas do trabalhador, pois que eram capazes de levar a cabo tarefas mais elaboradas e engenhosas, de maneira mais rápida e eficiente que o labor físico humano. Tão logo os donos das máquinas conseguiram elaborar leis condenando à morte por enforcamento a qualquer ser humano que quebrasse uma máquina de uma fábrica ficou claro que o inimigo não era a máquina, mas seu proprietário que, além do mais, dispõe de meios judiciais e policiais para proteger seu patrimônio dos clamores da gente.

Hegel (que havemos de estudar mais longamente em outra parte) elaborou um trabalho riquíssimo, centralizado principalmente em “Fenomenologia do Espírito” e em sua “Lógica” e, neles, explicita algumas coisas relevantes ao conhecimento do ser humano em sua dinâmica existencial, vejamos rapidamente dois aspectos por ele analisados:

_ O Povo preexiste o indivíduo. Deveria parecer óbvio não fossem séculos de confusão: usamos um idioma que foi engendrado muito tempo antes de nascermos, temos uma herança genética e cultural que preexiste a nós em milênios. O indivíduo é um caso particular de um fenômeno muito maior, e Hegel insistirá obstinadamente neste ponto: O Povo, A Nação. Atualmente há Ciências Humanas dedicadas ao estudo do indivíduo em suas particularidades e idiossincrasias, como a psiquiatria, a neurologia, a psicanálise, a própria medicina…

_ O Movimento está no cerne da vida. Citando diretamente um dos aforismos de Heráclito de Éfeso, a quem Hegel resgata: “ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”. Você escreve um diário? Se escreve, provavelmente se reconheça em alguns trechos e se estranhe bastante em outros, tanto mudamos cada um de nós ao longo da vida. E fotos? Pegue uma foto sua do tempo de criança e compare com uma atual: quanta diferença… Um exemplo político: PT e PCdoB estavam claramente à Esquerda em 1989 e chegam a 2014 à Direita do PSDB. Pior: de bastiões da Ética os ex-esquerdistas batem todos os recordes de corrupção e incompetência no trato da coisa pública em todo o período republicano brasileiro, chegando mesmo a constituir organizações criminosas em seu seio!

 

Terceira Parte – Entendendo a Filosofia Positiva

 

Quando estudei Engenharia, aprendi um cálculo que me permitia saber que quantidade de gelo de um iceberg fica emersa e que quantidade dele fica submersa. Teria de me debruçar sobre meus cadernos para me recordar adequadamente dos cálculos, mas me recordo bem do resultado e acabo de testá-lo com sucesso num copo com água (já explico…). Apenas 1/9 do gelo fica EMERSO, por cima da linha d’água; 8/9 ficam SUBMERSOS, abaixo da linha d’água. Ora, a Dialética lida primordialmente com a Essência, pois as coisas estão em processo de devenir perpétuo, de vir-a-ser. Você NÃO-É muito mais do que É (engraçado isso, não?). Em termos não filosóficos: o que você aparenta ser constitui um breve aspecto fenomênico de todo o seu potencial de SER. O que você “Não-é”, ou “É em potencial” constitui muitíssimo mais do que as aparências fenomênicas! Eu não tenho acesso direto a seus sentimentos, pensamentos, emoções, angústias, pesares, alegrias, desejos… Somente ao que você aparenta ser, que é, por assim dizer, menos de 1/9 de tudo o que você pode realmente ser.

Como a Dialética lida principalmente com algo que NÃO-É aparentemente perceptível, ficou conhecida como “Filosofia Negativa”.

Também os conservadores precisavam construir a sua compreensão da realidade e Augusto Comte com seu “Curso de Filosofia Positiva” centralizou sua enorme atenção nas aparências fenomênicas, nas coisas tal qual são, desprezando seu potencial. Há muito de humanismo em se buscar preservar coisas que precisam mesmo ser preservadas (penso neste momento em valores morais, que são caros aos positivistas e, de fato, merecem um trato melhor do que lhes deu uma leitura e uma prática apressadas da Filosofia Negativa); há contudo falhas em se perceber que a manutenção das coisas como estão – com desigualdade social crescente – até mesmo a moralidade se perde…

O Pecado Capital do Positivismo, portanto, reside em se buscar manter as coisas como estão ou, na melhor das hipóteses usar um gradualismo que beira a paralisia.

Cuidado! Assim como não devemos confundir o Materialismo Filosófico com o materialismo vulgar, em síntese: Filosoficamente, sabemos que a matéria constitui o primário, preexiste à consciência; foi necessário a você nascer onde e como nascer, ter a criação e os contatos que teve ao longo da vida para portar as ideias que porta hoje. Já o materialismo vulgar almeja “ter coisas” apropriar-se de bens materiais, é outra coisa… Da mesma forma, não devemos jamais confundir a Filosofia Positiva de Auguste Comte com “O Poder do Pensamento Positivo” ou outras vulgaridades de autoajuda de quem escreve livros daquela natureza, por favor… 😉

Outra coisa de altíssima relevância é conhecermos a diferença entre o Radicalismo e o Extremismo. Karl Marx, na “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” informa: “Ser Radical é atacar o problema em sua raiz; ora, para o homem, a raiz é o próprio homem!” Já o extremismo ataca os problemas sem estudar suas causas ou suas raízes. Exemplificando: tenho luzes acesas e as quero apagadas. Como sou Radical, estudo a Raiz da questão: há uma fiação embutida a conduzir eletricidade para a lâmpada que me ilumina e quem fez a instalação teve o cuidado de instalar um interruptor para que eu possa, se assim o desejar, ir à Raiz do fenômeno e interrompê-lo simplesmente pressionando o interruptor, processo que posso reverter se desejar a lâmpada acesa novamente. Um extremista, ao ver uma lâmpada acesa e desejá-la apagada, pega um porrete e a destrói, sem buscar estudar minimamente o fenômeno. É realmente uma tragédia o sucesso da propaganda em assemelhar o Radical ao Extremista. A tal ponto que vemos em várias partes pessoas diferentes se referirem a loucos ensandecidos capazes de amarrar bombas em seu próprio corpo e com elas explodirem a si mesmos e outros ao redor como “radicais”. Não o são. São extremistas. No vale-tudo para afastar o estudioso do pensamento Radical até assemelhar-nos com loucos ensandecidos faz parte da estratégia midiática. Que triste…

Quarta Parte – Durkheim e Weber

 

Emile Durkheim, no meio de uma vasta e preciosa obra sociológica, propõe em “As Regras do Método Sociológico”, “analisar o Fato Social como coisa”. Detêm-se longamente explicando o que se entende por Fato Social (coletivo, exterior ao indivíduo, etc.) e postula um distanciamento daquele objeto de estudo assim construído. Se fosse possível, talvez fosse desejável. Ou não…

O estudioso do Fato Social é… Humano. O Fato Social é… Humano. Há, portanto uma identidade, pelo menos parcial, entre o sujeito e o objeto desse estudo e a objetividade almejada não pode ser atingida. Há mérito na proposta, evidentemente, que visa atingir uma objetividade desejável a toda Ciência digna desse nome. Durkheim abre uma picada na selva do conhecimento humano e ela segue aberta; quem sabe com os novos avanços tecnológicos se possa atingir uma objetividade desapaixonada? Traria isso bem ou mal para a Humana Espécie? Quem estiver vivo quando se o conseguir, saberá.

Max Weber merecerá nova visita de nossos estudos no futuro. Dotado de uma erudição espantosa, dominava todos os idiomas conhecidos na Europa e mesmo alguns asiáticos. Seu trabalho enciclopédico “Economia e Sociedade” é motivo de estudos decodificadores ainda hoje nas mais avançadas universidades do mundo e há grande mérito em tudo o que fez.

Karl Marx constituía sua “Nêmese” e contra ele escreveu rios de tinta. Sendo o mais valoroso dos adversários burgueses do pensamento marxista, é o mais citado e comentado sempre que se busca contraditar o pensamento alternativo ao Modo de Produção Capitalista.

Sem me estender muito em Autor tão rico, tão profícuo, detenho-me de pronto na Obra que mais incomoda e que recebeu várias traduções, inclusive com títulos distintos, sendo o mais conhecido este: “Ciência e Política: Duas Vocações”. Trata-se de um trabalho pequeno (130 páginas, comparadas com as mais de 4.000 páginas de “Economia e Sociedade”) mas que se coloca como barreira intransponível ao conhecimento em Ciências Sociais no Brasil. Independente do que Weber desejasse dizer com esse trabalho – e creio mesmo que a interpretação dos intelectuais conservadores brasileiros seja bastante acurada – ao separar a esfera do exercício científico (quase como um diletantismo a ser exercido numa torre de marfim, longe da realidade) daquela da prática política inviabiliza a aplicação da terceira característica do pensamento científico como sistematizado por Tyson logo ao início destas notas. Rememoremos? “Elabore hipóteses ou teorias e teste seus postulados na prática. Aprofunde aqueles que se comprovarem corretos e descarte os incorretos.” Para os intérpretes brasileiros de Weber, cuja obra citada é obrigatória antes de qualquer tentativa de se pensar a sociologia ou a política, esta característica é incompatível com o método proposto por Weber, portanto deve ser descartado da própria concepção de ciência! Elaborar teorias, sim, pode-se e deve-se. Praticar a política também pode-se e deve-se. Contudo, para Weber e seus intérpretes brasileiros, uma coisa impede ou bloqueia a outra: se você opta por ser cientista social, não pode se dedicar à prática política e vice-versa.

Não há proibições formais, não há teorias conspiratórias nem complots de qualquer natureza. Para a Academia, você somente conseguirá avançar em seus estudos quando “compreender” que as dimensões da Teoria e da Prática devem ser estanques. Se não “compreender”, não vai preso, não será perseguido nem conseguirá concluir uma tese qualquer, só isso.

Mais ou menos como dizer a um médico: “Há uma crise de Ebola na África e você deve estudar o vírus, a progressão da doença, seus efeitos nos seres humanos mas deve compreender que não pode agir, de maneira alguma, nem mesmo para buscar uma cura”. Quem “compreende” isso, avança e pode defender suas teses em medicina. Quem não “compreende” não consegue sequer se graduar!

Qual a sensatez ou lógica nisso? Debruçando-me de vez em quando sobre essa questão há aproximadamente trinta anos chego sempre – talvez tristemente… – à mesma conclusão: “tira esse livro da minha frente!” Se não posso estudar soluções práticas para os problemas concretos da minha gente, de que me servirá o conhecimento? Se Weber propõe estudar sem agir (ou agir sem estudar?) como a Academia o interpreta no Brasil, há algo de muito errado e, enquanto eu não compreender prefiro me afastar DESTA obra dele. Há outras muito boas, que sei apreciar, naturalmente. Como é interpretada hoje, a Academia, ao impor aquela obra como anteparo, BLOQUEIA o conhecimento, pois vetar a utilização prática da Teoria Política!

Quinta Parte – Conclusão (Por Enquanto)

Antes de mais, elogiar com o maior entusiasmo de que sou capaz a obra de Weber com que mais me identifico: “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Nela, Weber busca compreender não apenas os motivos que levaram o capitalismo a surgir na Europa (e não na China ou na Confederação Asteca, por exemplo) como aprofunda a questão de serem os países que têm uma maioria de moradores professando a fé protestante aqueles que mais prosperaram no capitalismo. Tem a ver com a cisão entre a fé e as obras inicialmente postulada no seio do cristianismo e rechaçada pelo protestantismo, liberando seus praticantes para o acúmulo capitalista sem o gozo dos frutos dessa conquista, tema que havemos de aprofundar oportunamente.

Ao concluir, aproveitando o Momento Histórico que vivemos quando finalmente vemos um caminho de saída da dominação de doze anos de criminosos que sequestraram o poder no Brasil, trago algumas dicas de leitura:

“Às Portas da Revolução”, de Slavoj Zizek – traz os escritos de Lênin às vésperas de Grande Revolução Socialista de Outubro mas traz principalmente um vastíssimo “posfácio” onde critica vigorosamente o que chama de “Denkverbot”, a proibição de pensar em alternativas para essa “Jaula de Ferro” do capitalismo em torno de cujas grades temos de nos contorcer sem fim. De que adianta meramente falar sobre autores revolucionários ou mesmo sobre atitudes ecológicas sérias se isso somente serve, em última análise, à manutenção de um status quo que a todos escraviza?

“Eros e Civilização”, de Herbert Marcuse – uma interpretação filosófica (em verdade marxista) do pensamento de Sigmund Freud. Contrapõe o Instinto de Vida a que chama de Eros e cito aqui uma das frases mais profundas do livro que haverei de resenhar em tempo: “a beleza da mulher, promessa de felicidade, é um atentado vivo ao princípio de desempenho da sociedade afluente”. Contra Eros, o Thanatos, o Instinto de Morte da Sociedade Industrial, Unidimensional, de Pensamento Único tão dominante, abrangente e omnipresente que há mesmo quem ainda se iluda vivermos hoje um tempo “sem ideologias”. Há! “SEM ideologia?” Digo que este é o período mais fortemente ideológico da história humana desde a década de 30 do século passado. A pequena diferença é que naquela época havia ideologias diferentes se contrapondo: liberalismo, fascismo, comunismo… Hoje há uma única, hegemônica e tudo dominante: servir ao deus laico “dos mercados”. É até difícil encontrar uma nomenclatura apropriada para uma ideologia tão disseminada que se torna mesmo invisível (daí a confusão).

Que haja uma quase universal concordância em que a meta suprema da vida humana no mundo deve ser estar a serviço “dos mercados” e não se reconhecer nisso uma poderosa e brutalmente deletéria ideologia é um descuido imperdoável senão uma infâmia!

Razão e Revolução”, Herbert Marcuse mergulha a fundo na “Lógica” e na “Fenomenologia do Espírito”, trazendo a Dialética Hegeliana em sua forma “pura” a nosso conhecimento com seu raro brilhantismo.

“O Lucro ou a Pessoa”, de Noam Chomsky – cito este, mas poderia citar quaisquer das muitas obras de Noam Chomsky, o mais importante intelectual vivo, com sua verve crítica e espinha inquebrantável no embate contra o Neoliberalismo e a Globalização, os males do mundo contemporâneo.

Fica aqui o convite a debatermos este e outros temas de seu agrado que hoje, ao nos libertarmos finalmente da Era da Mediocridade no Brasil – mais um instante no tempo e já passa… – podemos novamente, livremente, debater temas relevantes à nossa cultura e nossa civilização.

Lázaro Curvêlo Chaves – 17/11/2014

Revisado: 07/08/2018

 

Aprendendo a Pensar Criticamente – Notas sobre Metodologia Científica

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As Sete Maravilhas do Mundo Antigo


São Grandes Conquistas do Engenho Humano, primeiro arroladas por Philo, de Bizâncio mas também citadas na “História”, de Heródoto de Halicarnasso.

“THEMALA”, em grego, “coisas a serem vistas”, como eram definidas aquelas Obras.

Das Sete hoje só ficaram as Pirâmides do Egito. As outras foram destruídas por terremotos ou incendiadas por fanáticos.

Tradicionalmente, são arroladas na ordem apresentada abaixo

1 – A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, construída por ordem do Faraó Kufu entre os anos 2584–2561 Antes da Nossa Era (tem mais de 4.500 anos de idade, portanto)

 

2 – Jardins Suspensos da Babilônia – Não se pode mais ter certeza de que aquela Obra efetivamente existiu. Heródoto, “o pai da História”, esteve na Babilônia e fez grandes descrições do que viu por lá. Não cita os Jardins Suspensos… Mas Heródoto deixa muita coisa sem citar em seu trabalho, o que, naturalmente, ocorre em qualquer tentativa de descrição histórica completa… Corroborando a hipótese de que hajam existido, Diodoro da Sicília, Filo de Alexandria e o historiador Estrabão citam os Jardins Suspensos da Babilônia nos termos mais elogiosos. Teria sido um projeto de Nabucodonosor entre os anos 605 e 562 Antes da Nossa Era e destruídos por um terremoto no primeiro século Da Nossa Era.

 

3 – Templo de Ártemis (Diana, a deusa da caça, para os Romanos), foi completada no ano 550 Antes da Nossa Era: tinha 129 metros de altura e 69 metros de largura, suportada por colunas de 18 metros cada. Foi destruída por um homem chamado Heróstrato no dia 21 de julho de 356, que ateou fogo ao templo para que seu nome fosse lembrado. Essa história foi usada por Jean-Paul Sarte, constando da coletânea de contos “O Muro”.

 

4 – Estátua de Zeus em Olímpia, com 12 metros de altura, foi uma escultura de Fídias entre os anos 456 e 447 Antes da Nossa Era. Obra em Marfim e Ébano, incrustada com ouro e pedras preciosas. Com a ascenção do cristianismo tanto o monumento quanto a própria cidade de Olímpia (e os Jogos Olímpicos, tradicionalmente em homenagem a Zeus) foram sendo gradualmente negligenciadas. A estátua foi levada para Constantinopla e destruída num terremoto entre os séculos V e VI da Nossa Era.

 

5 – Mausoléu de Halicarnasso foi construído no ano 351 Antes da Nossa Era para servir de sepultura ao Sátrapa Persa Mausolo. Tinha 41 metros de altura e era composta por um complexo e intrincado conjunto de estátuas, saudado como um feito notável pelos escritores da antiguidade. Quando Mausolo Morreu em 353 Antes da Nossa Era, sua esposa Artemísia determinou a elaboração de mais e ainda melhores estátuas e adereços. Quando finalmente Artemísia também morreu, foi enterrada ao lado do marido no Mausoléu. Foi destruído por uma série de terremotos em data incerta e o material de que foi construído permaneceu em ruínas até o ano 1494, quando os Cavaleiros de Malta usaram as pedras para construir seu castelo em Bodrum. A fama e o portento da construção fazem com que o nome (Mausoléu)  seja usado até os dias de hoje para referir-se a uma sepultura elegantemente construída.

6 – Colosso de Rodes, construído em bronze entre os anos 292 e 280 Antes da Nossa Era e tinha 33 metros de altura. Autores dos séculos XVII e XVIII o romancearam como um gigante “debaixo de cujas pernas poderia passar um navio”; de fato, era uma estátua portentosa, mas se assemelharia mais à Estátua da Liberdade em Nova Yorque. Não seria possível a uma estátua de bronze daquele porte se sustentar da maneira que os escritores modernos a romancearam, havia de existir pelo menos um terceiro ponto de apoio e especula-se que isso teria sido conseguido com o artifício de se esculpir uma túnica, também em bronze, indo da cintura da estátua ao chão, para dar-lhe a necessária sustentação. De acordo com o historiador Estrabão, a estátua foi destruída por um terremoto no ano 224 Antes da Nossa Era e seguiu sendo uma atração turística popular mesmo em ruínas. Teofânio, outro historiador, narra como aquelas ruínas foram finalmente levadas embora para serem derretidas e reutilizadas no ano 654 da Nossa Era.

7 – Farol de Alexandria, concluído a 280 Antes da Nossa Era, tinha 134 metros de altura e projetava sua luz a 57 quilômetros mar adentro. Era a segunda maior estrutura construída pelo Engenho Humano, perdendo apenas para as Pirâmides. De tão lindo, os escritores antigos diziam “não ter palavras para descrevê-lo”. Foi severamente danificado por um terremoto no ano 956 da Nossa Era e, quando outro terremoto de ainda maior intensidade atingiu Alexandria em 1480 o famoso Farol se perdeu para sempre.

No mapa acima apresenta-se a localização das Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

 

 

 


Documentário
“The Seven Wonders of the Ancient World” –
mesmo se o seu inglês não estiver em dia (o
que pode ser corrigido…;) só as imagens
valem a pena!


Lázaro Curvêlo Chaves –
20/05/2014



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